Salmo 22/23

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Setembro… Mês da Bíblia

O  Senhor é o meu pastor e nada me faltará.
Deita-me em verdes pastos e guia-me mansamente em águas tranqüilas.
Refrigera a minha alma, guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum,
porque Tu estás comigo, a Tua vara e o Teu cajado me consolam.
Prepara-me uma mesa perante os meus inimigos, unges a minha cabeça
com óleo, o meu cálice transborda.
Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da
minha vida e habitarei na casa do SENHOR por longos dias.

Neste mês da Bíblia, reflita sobre o sentido dessas palavras. Mande a sugestão do trecho da Bíblia que você gostaria de ouvir pelos comentários.

Setembro… Mês da Bíblia

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Texto de Eduardo Machado

Ao longo dos próximos trinta dias a abertura do programa terá sempre a leitura de um texto bíblico selecionado pela produção ou sugerido pelos nossos ouvintes. Vamos percorrer através de livros, capítulos e versículos bíblicos uma trilha de fé e sabedoria que tem mais de três milênios.

A Bíblia, na verdade, é um conjunto de livros reunidos através de séculos. Aliás a palavra Bíblia vem do grego, biblos, que quer dizer, OS LIVROS.
Na versão cristã católica a Bíblia possui 73 livros divididos em duas grandes seções: O Velho, ou Antigo Testamento, que tem 46 livros e o Novo Testamento, com 27 livros.

A Bíblia, ao longo do tempo, tem sido objeto de estudo, reflexão e oração. Estudiosos, teólogos, exegetas, biblistas, espiritualistas tem nela um inesgotável material de pesquisa, trabalho e inspiração. São inúmeros gêneros literários, estilos, traduções. Na Bíblia temos desde narrativas históricas objetivas até poemas, fábulas e cantos. Textos que pregam uma moral rígida, como o Deuteronômio e outros surpreendentemente avançados, como a bela poesia erótica do Cântico dos Cânticos.

O berço do texto bíblico é a cultura judaica. O contexto cultural, a época, as circunstâncias em que cada livro foi escrito tem influência decisiva em sua compreensão. Mas a Bíblia é mais que um livro de História ou de histórias. Como tal, já seria uma preciosidade, mas suas palavras buscam um endereço mais ousado e direto; o coração de cada ser humano.

Para os cristãos a Bíblia é a palavra de Deus, uma carta, e carta de amor, escrita para os que nela buscam consolo, alento, paz.
Mas mesmo quem não é cristão pode encontrar no texto bíblico palavras de sabedoria, uma riqueza que não é propriedade exclusiva de nenhuma Religião ou Igreja em particular, mas um patrimônio de toda a humanidade.

Por isso, o Rádio Vivo, ao longo de mais um setembro, presenteia seus ouvintes com essa riqueza. E convida a todos: nesse mês da Bíblia, medite sobre o sentido dessas palavras.

E para começar…  o começo…

“No princípio, Deus criou os céus e a terra.
A terra estava informe e vazia; as trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas.
E Deus disse: “Faça-se a luz!” E a luz foi feita.
E Deus viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas. Deus chamou à luz DIA, e às trevas NOITE.
E fez-se tarde e depois manhã e foi o primeiro dia…”

A casa dos mil espelhos (Folclore Japonês)

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Sugestão do ouvinte Serretti como contribuição à Campanha Pratique Gentileza

Tempos atrás em um distante e pequeno vilarejo, havia um lugar conhecido com o a casa dos 1000 espelhos. Um pequeno e feliz cãozinho soube deste lugar e decidiu visitar.

Lá chegando, saltitou feliz escada acima até a entrada da casa. Olhou através da porta de entrada com suas orelhinhas bem levantadas e a cauda balançando tão rapidamente quanto podia. Para sua grande surpresa, deparou-se com outros 1000 pequenos e felizes cãezinhos, todos com suas caudas balançando tão rapidamente quanto a dele. Abriu um enorme sorriso, e foi correspondido com 1000 enormes sorrisos.

Quando saiu da casa, pensou, – Que lugar maravilhoso! Voltarei sempre, um montão de vezes. Neste mesmo vilarejo, um outro pequeno cãozinho, que não era tão feliz quanto o primeiro, decidiu visitar a casa. Escalou lentamente as escadas e olhou através da porta. Quando viu 1000 olhares hostis de cães que lhe olhavam fixamente, rosnou e mostrou os dentes e ficou horrorizado ao ver 1000 cães rosnando e mostrando os dentes para ele. Quando saiu, ele pensou, – Que lugar horrível, nunca mais volto aqui.

Todos os rostos no mundo são espelhos. Que tipo de reflexos você vê nos rostos das pessoas que você encontra?

“O Drama de Angélica”

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Primeiro Ato

Ouve meu cântico

Quase sem ritmo

Que a voz de um tísico

Magro esquelético.

Poesia épica,

Em forma esdrúxula

Feita sem métrica,

Com rima rápida.

Amei Angélica,

Mulher anêmica

De cores pálidas

E gestos tímidos

Era maligna

E tinha ímpetos

De fazer cócegas

No meu esôfago.

Em noite frígida,

Fomos ao Lírico

Ouvir o músico

Pianista célebre.

Soprava o zéfiro,

Ventinho úmido

Então Angélica

Ficou asmática.

Segundo Ato

Fomos ao médico

De muita clínica

Com muita prática

E preço módico

Depois do inquérito,

Descobre o clínco

O mal atávico,

Mal sifilítico.

Mandou-me célere,

Comprar noz vômica

E ácido cítrico

Para o seu fígado.

O farmacêutico,

Mocinho estúpido,

Errou na fórmula,

Fez despropósito.

Não tendo escrúpulo,

Deu-me sem rótulo

Ácido fênico

E ácido prússico.

Corri mui lépido,

Mais de um quilômetro

Num bonde elétrico

De força múltipla.

Terceiro Ato

O dia cálido

Deixou-me tépido.

Achei Angélica

Já toda trêmula

A terapêutica,

Dose alopática,

Lhe dei em xícara

De ferro ágate.

Tomou num folêgo,

Triste e bucólica,

Esta estrambólica,

Droga fatídica.

Caiu no esôfago

Deixou-a lívida,

Dando-lhe cólica

E morte trágica.

O pai de Angélica

Chefe do tráfego,

Homem carnívoro,

Ficou perplexo.

Por ser estrábico

Usava óculos:

Um vidro côncavo,

Outro convexo.
Quarta e Última Parte

Morreu Angélica

De um modo lúgubre..

Moléstia crônica

Levou-a ao túmulo.

Foi feita a autópsia

Todos os médicos

Foram unânimes

No diagnóstico.

Fiz-lhe um sarcófago,

Assaz artístico

Todo de mármore,

Da cor do ébano.

E sobre o túmulo

Uma estatística,

Coisa metódica

Como Os Lusíadas.

E numa lápide,

Paralelepípedo,

Pus esse dístico

Terno e simbólico:

“Cá jas Angélica,

moça hiperbólica

beleza helênica,

morreu de cólica!”

“Aos pichadores, os rigores da Lei.” Texto de Selma Sueli Silva

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Destaque da semana

Nesta semana, depois de longa investigação da Polícia Civil de Minas, foi decretada pela Justiça, a prisão temporária de oito pichadores. Cinco deles foram presos e estão atrás das grades, onde já estava um sexto pichador. Outros dois, alertados, conseguiram driblar a Polícia e fugiram.

O fato traz à baila uma primeira discussão: qual a diferença entre grafite e pichação? A grafitagem é considerada uma arte de rua, enquanto a pichação não seria arte e sim uma atitude de vandalismo. Por isso, a pratica da pichação pode levar uma pessoa à cadeia.

Os vândalos, que têm o costume de pichar, disputam espaço com outros pichadores para saber quem picha o prédio mais vigiado, o mais alto, o muro que acabou de ser pintado, o monumento ou obra que acabou de ser inaugurada. Daí, prédios, praças, edifícios públicos e privados, monumentos e muros viram alvo dessas verdadeiras gangues urbanas.

Uma idéia que poderia acabar de vez com a pichação seria levar os pichadores a conhecer o mundo da arte, investindo pra valer na cultura para que, daí, possa aparecer o grafite. Ato contínuo, evoluiríamos para uma ação criativa, transformando os muros de edifícios em telas, espaço de arte para… os grafiteiros. Seria trocar repressão por educação, o que, até agora, não tem sido prioridade entre nossos legisladores e governantes.

Tais propostas devem, ainda, levar em conta o respeito a espaços públicos e particulares. Mesmo o grafite, quando não é autorizado pelo particular ou entidade pública, é proibido. Os motivos são óbvios: nem mesmo a arte pode ser imposta. E o mais grave é que, geralmente, as pessoas que picham são membros de gangues e isso acaba contribuindo para a violência nas ruas da cidade. Diferentemente do grafite, cuja preocupação é de ordem estética, o “piche” tem como objetivo a demarcação de territórios entre essas gangues. E os rastros da pichação ficam por toda parte, como que avisando ao cidadão: estamos aí, ninguém manda na gente, cuidado com a gente!!!

Foi contra esse ‘emporcalhamento’ que a sociedade reagiu há mais de um ano. O combate à pichação tornou-se alvo de um trabalho conjunto da Polícia Civil, Prefeitura de Belo Horizonte (que criou o Movimento Respeito por BH), Ministério Público, Judiciário e órgãos da Defesa Social. Todos reunidos em torno do projeto BH Mais Limpa.

Os pichadores presos, nesta semana, estavam sendo monitorados pela polícia desde julho do ano passado. A Divisão de Meio Ambiente da Polícia Civil criou uma equipe de policiais para investigar os crimes de pichação, que são considerados de pequeno potencial ofensivo. A pena prevista é de três meses a um ano de reclusão. Mas o Ministério Público pediu a prisão dos envolvidos também por formação de quadrilha, o que pode aumentar a pena para até três anos. Antes, por ser um crime leve, os pichadores não temiam a punição. Para eles, no máximo, o juiz iria mandar que eles limpassem as áreas pichadas.

Por isso, até agora, os pichadores não tinham limites: pichavam paredes, monumentos, placas, casas, muros, locais públicos em geral. Em Belo Horizonte, há alguns anos, quando se reformou o tradicional Viaduto Santa Tereza, no dia seguinte ele já amanheceu pichado. Mais um ato criminoso de vandalismo, onde as gangues ficam à margem do que se espera de um comportamento civilizado.

Já o grafite é um movimento organizado nas artes plásticas. Apareceu no final dos anos 70 em Nova Iorque, como expressão cultural das minorias excluídas da cidade. Com a revolução contracultural de 1968, surgiram nos muros de Paris as primeiras manifestações. Os grafiteiros querem sempre divulgar essa idéia.

Com a grafitagem, a intervenção urbana se transforma em manifestação artística. Quem intervém no ambiente, devidamente autorizado, é legítimo na forma e anárquico na criatividade. Foi essa arte que ganhou as galerias. A eles, os grafiteiros, nosso respeito e nosso abraço: Gêmeos de São Paulo, Dezalí, Guitón, Móchi, Ramon Martins (exposição de pichadores de rua no MASP), João Perdigão e Lóis.

Aos pichadores: os irmãos gêmeos Lic e Lisk, (este último já estava preso também por tráfico), o Goma, o Sadok e o Ranex – os rigores da Lei…

Provérbio Chinês

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Aquele que não sabe
e sabe que não sabe
é humilde.
Ajuda-o!

Aquele que não sabe
e pensa que sabe
é ignorante.
Evita-o!

Aquele que sabe
E pensa que não sabe
Está dormindo.
Desperta-o!

Aquele que sabe
e sabe que sabe
é sábio!
Siga-o.

O Laço e o Abraço, texto de Mário Quintana

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Meu Deus! Como é engraçado!
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço… uma fita dando voltas.Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.

É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braços. É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.

E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando… devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço. Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido. E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.

Ah! Então é assim o amor, a amizade. Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita. Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço. Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade. E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços. E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.

Então o amor e a amizade são isso… Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.Porque quando vira nó, já deixou de se um laço!

Para que serve um amigo? Texto que circula na internet

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Amigo serve para tanta coisa… não é? Para instalar a nova versão do Windows no computador e não cobrar nada, mesmo perdendo horas e horas a fio! Para trazer muamba do Paraguai e quase ser preso! Para emprestar o carro e recebê-lo de volta com multa e 21 pontos na carteira. Para rachar a gasolina, emprestar a prancha, recomendar um CD, dar carona para festa, passar cola, caminhar no shopping, segurar a barra.

Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito. A amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu.

Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises e choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos. Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta.

Um amigo não recomenda apenas um CD. Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país. Um amigo não dá carona apenas para festa. Leva você para o mundo dele e topa conhecer o seu mundo também.

Um amigo não passa apenas cola… Passa um aperto junto com você, passa junto o reveillon. Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra com você em campo, sai do fracasso ao seu lado.

Segura o tranco, o palavrão, segura o elevador.

Duas dúzias de amigos assim, talvez, ninguém tem… Se tiver um, amém!

A voz do silêncio

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“Pior do que uma voz que cala, é um silêncio que fala.” Ao interpretar essa frase nos vem à cabeça situações em que o silêncio nos diz verdades terríveis, afinal, o silêncio não é dado a amenidades: Um telefone mudo. Um e-mail que não chega. Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca. Todos esses, são silêncios que falam sobre desinteresse, esquecimento, recusas.

Quantas coisas são ditas pelo silêncio, depois de uma discussão.
O perdão não vem, nem um beijo, nem uma gargalhada para acabar com o clima de tensão. É mil vezes preferível uma voz que diga coisas que a gente não quer ouvir. Pelo menos as palavras que são ditas indicam uma tentativa de entendimento.

(…) É claro que há muitas situações em que o silêncio é bem-vindo.
Para um cara que trabalha com uma britadeira na rua, o silêncio é um bálsamo. Para a professora de uma creche, o silêncio é um presente.
Para os seguranças de um show de rock, o silêncio é um sonho.
Mesmo no amor, quando a relação é sólida e madura,o silêncio a dois não incomoda, pois é o silêncio da paz.

O único silêncio que perturba é aquele que fala. E fala alto.
É quando ninguém bate à nossa porta, não há recados na secretária eletrônica e mesmo assim você entende a mensagem.

Concorrentes, texto do Comandante Rolim Amaro

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Benditos sejam meus Concorrentes
Que me fazem levantar cedo e me render mais o dia;
Que me obrigam a ser mais atencioso, competente e correto;
Que me fazem avivar a inteligência para melhorar meus produtos e meus serviços;

Que me impõem a atividade, pois se não existissem, eu seria lânguido, incompetente e retrógrado;
Que não dizem minhas virtudes e gritam bem alto meus defeitos e assim posso corrigir-me;

Que quiseram arrebatar-me o negócio, forçando-me a desdobrar-me para conservar o que tenho;
Que me fazem ver em cada cliente um homem a quem devo servir e não explorar, o que faz de cada um meu amigo;

Que me fazem tratar humanamente meus vendedores, para que se sintam parte de minha empresa e assim vendam com mais entusiasmo;
Que provocaram em mim o desejo de superar-me e melhorar meus produtos;
Que por sua concorrência me converteram em um fator de progresso e prosperidade para meu país.

Salve, Concorrentes! Eu vos saúdo… Que o Senhor lhes dê vida longa.

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