Destaque da Semana: ‘Qualquer maneira de amor vale a pena’ Texto de Selma Sueli Silva

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OUÇA O DESTAQUE DA SEMANA NA VOZ DE JOSÉ LINO SOUZA BARROS

O Conselho Nacional de Justiça, CNJ, aprovou nesta semana, por maioria de votos (14 a 1), uma resolução que obriga os cartórios de todo Brasil a celebrar o casamento civil e converter a união estável homoafetiva em casamento civil.

Os cartórios não poderão rejeitar o pedido, como acontece, atualmente, em alguns casos. A decisão do CNJ ainda poderá ser questionada no Supremo Tribunal Federal.

Segundo o presidente do CNJ e autor da proposta, ministro Joaquim Barbosa, que também é presidente do STF, a resolução dá efetividade à decisão tomada em maio de 2011 pelo Supremo, que reconheceu a união estável homoafetiva. Conforme o texto da resolução, caso algum cartório se recuse a concretizar o casamento civil, o cidadão deverá informar o juiz corregedor do Tribunal de Justiça local.

No último ano, pelo menos 1.300 casais do mesmo sexo registraram suas uniões nos principais cartórios de 13 capitais, segundo levantamento da Associação de Notários e Registradores do Brasil. Atualmente, para concretizar a união estável, o casal homossexual precisa seguir os trâmites do cartório. Até agora, para o casamento, eles pediam conversão da união estável em casamento e isso ficava a critério de cada cartório, que podia ou não conceder. Agora, a conversão passa a ser obrigatória e efetivada por meio de ato administrativo, dentro do próprio cartório.

Tanto na união estável quanto no casamento civil, há um contrato assinado em cartório, com cláusulas pactuadas entre as partes, como o regime de comunhão de bens, por exemplo. A diferença é que, pela união estável, o cidadão continua solteiro no estado civil. Agora, não. Passa a ser casado.

Mas muitos advogados defendem que a decisão do CNJ não é protegida por lei. E explicam: “É inegável que um casal homossexual é uma entidade familiar. Porém, não pode se tornar casamento porque o Código Civil e a Constituição são específicos ao definir que a união estável e o casamento são a união entre homem e mulher. Da maneira como foi feito, o casamento homossexual não é protegido pela Constituição.”

A decisão também divide a sociedade, mas vem trazer à luz uma discussão que não pode ser mais adiada ou empurrada para debaixo do tapete das tradicionais famílias mineira e brasileira. É inegável, como os números apontam, a construção de novos modelos de organização familiar. E não são apenas os casais homoafetivos. Hoje, há um número imenso de famílias que tem a mulher como cabeça do casal e até famílias em que não há casal, o pai ou a mãe assumem, sozinhos, a tarefa de educar e formar os filhos.

Mas, o mais importante, é que por trás dessas novidades temos, antes de tudo, pessoas, seres humanos que precisam ser resguardados em seu direito de sofrer o bônus e o ônus de se fazer família, de escolher um parceiro, do mesmo sexo ou não.

Para tratar de assunto tão delicado e polêmico vale lembrar conceitos elementares: simpatia, antipatia e empatia.

Na simpatia a dor do próximo mexe com o outro, incomoda e a pessoa é capaz de sentir essa dor.
Já na antipatia a pessoa se coloca em oposição ao sentimento alheio. Pensa: ‘Quero mais é que se dane.’
Mas existe também a empatia que é quando a pessoa se coloca no lugar do outro. A empatia nos torna sensíveis às dores do próximo. A diferença entre o simpático e o empático é que a pessoa empática fica interessada realmente na situação da outra e busca soluções, porque ela se coloca no lugar da outra. A pessoa simpática limita-se a ser solidária, a dizer palavras de consolo e, quase sempre, fica só nisso.
Ah, mas não podemos esquecer que há, também, a apatia, ou seja, a ausência de sentimentos, a insensibilidade. O apático não dá importância ao sofrimento alheio que, para ele, praticamente, não existe. Ele pensa: ‘E eu com isso? Já tenho problemas demais; isso não é problema meu.’

São esses sentimentos que permeiam a sociedade nesse momento de mudanças estruturais na composição da família brasileira. E, se evoluímos, se alcançamos um grau de civilização que nos permite respeitar, verdadeiramente, as diferenças e os diferentes, podemos escolher que sentimento vamos assumir como nosso diante do fato estabelecido. Mas sempre lembrando que, apesar de ser uma decisão jurídica, retratando a fria letra da lei, ela, a lei, trata da vida de seres humanos. Seres humanos que, tão somente, possuem uma forma distinta de amar.

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Cientista chinês descobre novo ‘Viagra’ feminino. O produto é conhecido na China pelo nome de ‘Katon’. Um jornalista brasileiro, a serviço em Pequim, pergunta ao cidadão chinês:

- O que acontece quando você dá ‘Katon’ à sua mulher?

- Mulhel fica alegle, calinhosa e bondoóóósa. Beija e ablaça o dia inteloo e noite intelinha. Non dá sossego.

O jornalista volta a perguntar:

- Esse produto é assim, tão fantástico?

- Sim! Sim! Sim! Galantido! funciona muuiiitooo… mesmo! Non falha nunca!

O jornalista insiste:

- O nome do produto é só… ‘Katon’?

- Non, Non, é o ‘Katon de Clédito’!

Texto de Érica Machado

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Para alguns, aquilo que nos acontece é uma questão de sorte ou azar; maneira fácil de não assumir a própria estória.
Oh vida! Oh céus! Repete sempre aquele que não quer fazer nada além de produzir lamentos.
Nossa vida não é uma questão do acaso, é de escolha.

Muitas vezes, usamos todo o nosso tempo tentando encontrar culpados pelo que deu errado ao invés de encontrar soluções para os desafios.
Justificar o tempo todo é sinal de que não iremos mudar. Enquanto tirarmos de nós a responsabilidade pela nossa vida e atribuirmos a outras pessoas, nos paralisamos e impossibilitamos o nosso crescimento.

Oh vida! Oh céus! Queixar sempre é mais cômodo que fazer alguma coisa pra resolver.
Colocar-se como vítima é economizar coragem.
Não somos responsáveis por tudo que nos sucede, mas a maioria dos acontecimentos tem o nosso consentimento, a nossa escolha. Aceitar isso é deixar de ser coadjuvante e passar a ser autor da própria vida.
O mundo não está contra nós, é só a nossa lamentação eterna que afasta as pessoas.

Conversa entre amigos, do Blog de Paulo Coelho

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Escutei no restaurante:

- Você deve deixar este emprego e fazer os tais objetos de acrílico.

- Primeiro preciso ganhar dinheiro.

- Você disse que está ganhando mal, péssimo.

- De qualquer maneira é uma segurança.

- Mas você disse que pode ganhar dinheiro com os tais objetos.

- Posso. Tenho certeza. Tenho até encomendas.

- Então por que não larga tudo?

- Porque preciso de dinheiro.

- Mas você não está ganhando dinheiro no emprego!

- Mas pelo menos é uma garantia. Não enche, vamos comer.

Arrependimento, do Blog de Paulo Coelho

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Todo mundo conhece uma velha expressão popular: “se arrependi­mento matasse…”

Acontece que arrependimento mata, se não procurarmos consertar o mal que fizemos. Ninguém pode se arrepender, e pronto. É preciso fazer alguma coisa, ou o remorso vai corroer nossas vidas. Só o desejo de agir justifica o pensamento sobre uma ação já executada.

Sempre é possível pedir perdão, reparar um mal, recuperar algo que destruímos – mesmo quando a morte já se colocou entre nós e a pessoa a quem causamos mal. Neste caso, oramos pedindo que nos desculpe, e procuramos fazer um bem desinteressado a outro, oferecendo a tarefa em intenção de sua alma.

Sempre é possível fazer alguma coisa.

A língua viva, de Selma Sueli Silva

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A língua portuguesa, há muito, deixou de ser escorreita nos bate papos do dia a dia. Mas ainda há aqueles que optam por uma forma empolada de se comunicar. A língua é sim, passível de mudanças e adaptações. Por isso, algumas palavras podem não causar estranheza entre os mais velhos, mas chegam aos mais jovens como um idioma desconhecido.

A garotada de hoje, sofre com a carestia e, se for informada disso, é bem provável que vá correndo a um médico. Alguns pais mantém o forte desiderato de conversar com os filhos e se fazerem compreendidos sempre. Mas basta abrir a boca para a molecada ficar arisca e o diálogo logo, logo arrefecer.

Mas se antanho houve algumas palavras na moda, por mais esdrúxulas que fossem, hoje a moda é ser direto e responder de forma lhana e afável. E, assim, vamos garantir um bom colóquio e ponto final, sem mais essas “parolagens flácidas para dormitar bovinos” ou …
“conversa mole para boi dormir”.

Você será mãe por toda a vida…

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Respire.
Você será mãe por toda a vida.
Ensine as coisas importantes.
As de verdade.
A pular poças de água, a observar os bichinhos, a dar beijos de borboleta e abraços bem fortes.

Não se esqueça desses abraços e não os negue nunca.
Pode ser que daqui a alguns anos, os abraços que você sinta falta sejam aqueles que você não deu.
Diga ao seus filho o quanto você o ama sempre que pensar nisso.

Deixe ele imaginar. Mais: Imagine com ele.
As paredes podem ser pintadas de novo.
As coisas quebram e são substituídas,
já os gritos da mãe doem para sempre.
Você pode lavar os pratos mais tarde.
Enquanto você limpa, ele cresce.

Ele não precisa de tantos brinquedos.
Trabalhe menos e ame mais.
E, acima de tudo, respire.
Você será mãe por toda a vida.
Ele será criança só uma vez.

Destaque da Semana: “Vitoriosas” Texto de Selma Sueli Silva

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OUÇA O DESTAQUE DA SEMANA NO VOZ DE JOSE LINO SOUZA BARROS

Há três gerações passadas era impossível à mulher, imaginar-se sem filhos. O pretensamente natural era casar e ter filhos. E quanto mais melhor. Também não era para menos. A taxa de mortalidade infantil era muito maior e com mais filhos, a perda parecia menor. Era também um tempo em que a população brasileira era predominantemente rural. Crianças, logo se transformavam em mão de obra familiar.

Uma geração depois, o número ideal de filhos passou a ser três. Tem lógica. Em se tratando de filhos, um mais um somam quatro e três filhos em casa produzem movimentação equivalente a umas seis crianças. Pode parecer uma matemática absurda, mas quem tem filhos sabe do que falamos.

Agora estamos na geração que opta por ter um filho só ou até por não ter filho nenhum. Também dá para compreender, principalmente quando constatamos as mudanças radicais que aconteceram nas últimas décadas, em especial as que afetaram diretamente o universo feminino e, consequentemente, toda a estrutura familiar.

A mulher, que antes era “do lar”, agora precisa cuidar da carreira, dividir responsabilidades com o marido nas despesas da casa, assumir desafios e custos e, ainda, educar e formar os filhos. O ritmo de vida reduz a convivência. Os vizinhos passam a ilustres desconhecidos e, assim, os valores aprendidos em casa não são mais confirmados na vizinhança, na escola ou no ambiente religioso. A tarefa de educar os filhos sofreu uma significativa perda de parceiros.

A escola pública perdeu vertiginosamente a qualidade e os mais remediados (a chamada classe média) buscou refúgio nas escolas particulares, o que trouxe o sucateamento e abandono ainda maior do ensino público. A rede particular descobriu aí um grande negócio, transformou a educação em mercado e os professores em trabalhadores do ensino. Aprofundou-se a crise de qualidade e a confirmação de valores ficou comprometida. A fralda de pano foi substituída pela descartável, o leite materno que antes era complementado com mingau de maizena, ganhou parceiros mais requintados e caros!

Matéria da Folha de São Paulo alerta: Nos primeiros 23 anos de vida de um filho, pais brasileiros chegam a gastar até R$ 2 milhões 086 mil e 602 reais para custear despesas como educação, lazer, saúde e vestuário.

Somente a fatia relacionada aos estudos em todo esse período de crescimento representa 34% desse total, o equivalente a R$ 703 mil 644. Esse valor astronômico, perto de um milhão de reais, coloca em risco uma frase dita com orgulho pelos pais: ‘a herança que quero deixar para meu filho é a educação.’

Filho criado, custo dobrado. Os dados apontam que os gastos crescem com a idade. Até os quatro anos, por exemplo, o custo por ano com o filhote vai até R$ 63 mil. Já dos 20 aos 23 anos chega a R$ 122 mil reais.
Gastos com o lazer dos filhos (cinema, clubes, festas de aniversário e viagens) podem chegar a R$ 421 mil em 23 anos. As classes B e C gastam bem menos com lazer (R$ 95 mil e R$ 39 mil, respectivamente). A classe D reserva valor mínimo para o lazer dos filhos: R$ 4.800 durante os 23 anos.

Diante de tantas cifras, vale lembrar que apesar de sabermos que o planejamento evita aborrecimentos, não podemos reduzir a alegria de se ter um filho a números e estatísticas frios e impessoais.

Vamos pensar no caso da classe A, que gasta quase meio milhão com o lazer do seu pimpolho, até os 23 anos. Satisfação garantida ou seu dinheiro de volta? Nenhum nem outro. De que adianta levar o corpo pra passear se a alegria continua presa em casa? Pagar pelo lazer não garante envolvimento familiar. Uma viagem, por exemplo, é mais que um roteiro para conhecer essa ou aquela cultura e cidade. Há que se ter envolvimento, troca, afeto, diversão compartilhada, coisas e gestos simples, mas que fazem toda a diferença.

É aí que entra o colo de mãe.

E não falo da maternidade apenas como o ato biológico de parir um filho. Colo de mãe é atributo feminino. Saber disso trouxe libertação para muitas mulheres que optaram ou não puderam ter filhos e mesmo assim se doam, maternalmente, em seu ambiente de trabalho, no grupo de amigos, na família do marido, no mais encardido cotidiano da vida. Ser mãe hoje, vai além do momento único e mágico do parto. Ser mãe é um estado elevado de vida.

Esse é o desafio da mulher moderna, se derramar maternalmente nos inúmeros papéis que desempenha, saindo da limitação de um lar, como acontecia antes, e se estendendo pelos quartéis, pelo palácio do planalto, pelo congresso, pelo parlamento, pelo judiciário, pelas empresas, pelas redações de jornais, por todos os campos de atuação nos quais elas desfilam seu valor ao se revelarem plural, fortes, guerreiras e poderosas para muito mais gente além de seus próprios filhos.

Hoje precisamos de mais. Há um mundo carente de colo de mãe, há toda uma sociedade precisando da ternura, da firmeza, da garra e da capacidade de acolhimento dessas mulheres simples e poderosas, anônimas e gloriosas, batalhadoras e vitoriosas.

Poema das Mães, de Giuseppe Ghiaroni

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OUÇA O TEXTO DE ABERTURA NA VOZ DE JOSÉ LINO SOUZA BARROS

Mãe! hoje eu volto a te ver na antiga sala
onde uma noite te deixei sem fala
dizendo adeus como quem vai morrer.
E me viste sumir pela neblina,
porque a sina das mães é esta sina:
amar, cuidar, criar e depois perder.
Perder o filho é como achar a morte.
Perder o filho quando, grande e forte,
já podia ampará-la e compensá-la.
Mas nesse instante uma mulher bonita,
sorrindo, o rouba, e a velha mãe aflita
ainda se volta para abençoá-la.

Assim parti, e nos abençoaste.
Fui esquecer o bem que me ensinaste,
fui para o mundo me deseducar.
E tu ficaste num silêncio frio,
olhando o leito que eu deixei vazio,
cantando uma cantiga de ninar.

Hoje volto coberto de poeira
e te encontro quietinha na cadeira,
a cabeça pendida sobre o peito.
Quero beijar-te a fronte, e não me atrevo.
Quero acordar-te, mas não sei se devo,
não sinto que me caiba este direito.

O direito de dar-te este desgosto,
de te mostrar nas rugas do meu rosto
toda a miséria que me aconteceu.
E quando vires e expressão horrível
da minha máscara irreconhecível,
minha voz rouca murmurar:”Sou eu!”

Eu bebi na taberna dos cretinos,
eu brandi o punhal dos assassinos,
eu andei pelo braço dos canalhas.
Eu fui jogral em todas as comédias,
eu fui vilão em todas as tragédias,
eu fui covarde em todas as batalhas.

Eu te esqueci: as mães são esquecidas.
Vivi a vida, vivi muitas vidas,
e só agora, quando chego ao fim,
traído pela última esperança,
e só agora quando a dor me alcança
lembro quem nunca se esqueceu de mim.

Não! Eu devo voltar, ser esquecido.
Mas que foi? De repente ouço um ruído;
a cadeira rangeu; é tarde agora!
Minha mãe se levanta abrindo os braços
e, me envolvendo num milhão de abraços,
rendendo graças, diz:
“Meu filho!”, e chora.

E chora e treme como fala e ri,
e parece que Deus entrou aqui,
em vez de o último dos condenados.
E o seu pranto rolando em minha face
quase é como se o Céu me perdoasse,
me limpasse de todos os pecados.

Mãe! Nos teus braços eu me transfiguro.
Lembro que fui criança, que fui puro.
Sim, tenho mãe! E esta ventura é tanta
que eu compreendo o que significa:
o filho é pobre, mas a mãe é rica!
O filho é homem, mas a mãe é santa!

Santa que eu fiz envelhecer sofrendo,
mas que me beija como agradecendo
toda a dor que por mim lhe foi causada.
Dos mundos onde andei nada te trouxe,
mas tu me olhas num olhar tão doce
que, nada tendo, não te falta nada.

Dia das Mães! É o dia da bondade
maior que todo o mal da humanidade
purificada num amor fecundo.
Por mais que o homem seja um ser mesquinho,
enquanto a Mãe cantar junto a um bercinho
cantará a esperança para o mundo!

Está na internet

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Uma mulher madura
Não provoca, já é provocante…
Não é inteligente, é sábia…
Não insinua, mostra sutilmente o seu ponto de vista…

Não se precipita, espera pelo momento mais indicado…
Não pensa em quantidade, prefere a qualidade…
Não vê, observa…
Não anda, caminha…
Não julga, analisa…

Não procura, desperta os seus sentidos.
Não prende, deixa livre…

Porque…
Sabe o que quer.

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