Hackers de periferia – Texto de Selma Sueli Silva

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Destaque da Semana

O noticiário da semana começou quente com o vazamento de fotos da atriz Carolina Dieckmann na internet. O computador da atriz foi invadido por hackers e bastaram quatro dias para que 36 fotos íntimas de Carolina se transformassem em 50 mil, entre cópias idênticas e imagens levemente modificadas. Elas se espalharam por 211 domínios de mais de 20 países, de acordo com a ONG Safernet. Os números podem ser ainda maiores, pois apenas a web foi investigada, deixando de lado compartilhamentos por e-mails, redes sociais e plataformas ponto-a-ponto. A estimativa é de que já são mais de 18 milhões de acessos às fotos. Se alguém queria publicidade, holofotes… olha a Internet aí, gente!!!

Diante do episódio, impossível não especular. Afinal, trata-se de uma famosa, uma celebridade. Alguns apostam que tudo não passa de um golpe de mestre para receber a atenção da mídia. Há palpites também de que haja envolvidos até no exterior. O fato é que, embora a atriz tenha desde o começo desconfiado da assistência técnica, para onde havia levado o computador para conserto, a Polícia Civil revelou que os responsáveis pelo furto foram quatro jovens, que conseguiram instalar um vírus no computador dela.

Jovens de primeiro mundo, classe A, alta tecnologia? Nada disso…
Chamou a atenção de todos a figura patética, sem nenhum charme, dos quatro prosaicos amigos do alheio no mundo virtual. O principal suspeito, do interior de Minas Gerais, negou a acusação e disse que as investigações vão comprovar quem são os verdadeiros culpados. Dos outros três integrantes do grupo, um é menor de idade mas foi justamente ele que efetuou as ligações para chantagear Carolina Dieckmann, exigindo 10 mil reais para não divulgar as fotos.

Antes, enquanto estava encobertos pelo anonimato, a quadrilha trocou e-mails e conversou sobre como foi o processo de divulgação das fotos, mostrou preocupação com o tamanho da repercussão do caso e até fez piadas sobre uma possível prisão, duvidando que algum dia os responsáveis poderiam ser encontrados. E quem pode culpá-los pelo deboche?
Em nosso país a impunidade é um incentivo ao crime. Qualquer um que entenda de computador brinca de hacker.

Mas a mistura de atriz famosa com bando sem experiência foi fatal. Eles deixaram rastro. Aliás, dizem os entendidos que todo crime sempre deixa um vestígio. Na internet não é diferente. Crime na internet também deixa pistas que levam aos criminosos (ainda bem) Os hackers de periferia foram descobertos e localizados. Agora, os investigadores esperam os laudos da perícia dos computadores apreendidos. Se forem condenados pelos crimes de difamação, furto e extorsão, os suspeitos podem pegar até 15 anos de cadeia.

Mas outros fatos devem ser considerados: sem conseguir evitar a divulgação de fotos em que aparece nua, a atriz Carolina Dieckmann decidiu ingressar na justiça contra o maior site de pesquisa na internet, o Google. Sem medo de ser feliz. Sem desânimo, sem frases do tipo “isso não vai dar em nada”.

Para Carolina Dieckmann , pior que aparecer nua na rede foi ter a intimidade devassada. Ela explicou no jornal Nacional que nunca tirou foto nua, não por uma questão moral mas para evitar constrangimentos para o filho de 13 anos. E foi pelos filhos que ela não cedeu à chantagem e questionou: “O que é pior, uma mãe nua ou uma mãe que aceita uma chantagem?”
Mas é fato que se Carolina aceitasse pagar, a tendência seria de que a chantagem não tivesse fim.
Infelizmente, apesar de se ter chegado aos hackers, os dados não são animadores. Essas fotos íntimas, tiradas por uma mulher apaixonada, para o marido, vão se eternizar na rede. Não tem como tirá-las de lá. As 36 fotos vazadas não pertencem mais a intimidade do casal, mas sim ao acervo público de imagens disponíveis na web. É o preço desse instrumento revolucionário chamado internet.  E para aquele que pensa coisas do tipo ‘bem feito, quem mandou tirar fotos nuas’, lembre-se que em cada esquina há um celular, uma câmera do localizador Google, do Ipad, do Olho Vivo e tantas outras tecnologias a disposição e a serviço da exposição instantânea nesse imenso Big Brother chamado cotidiano…
Quem acredita que, em pleno século 21, tenha sua intimidade preservada, que atire a primeira pedra, desligue a primeira câmera, abaixe o primeiro microfone, desconecte o último computador….

OUÇA O TEXTO NA VOZ DE JOSÉ LINO SOUZA BARROS

Cuide da fonte de sua criatividade, texto de Margot Cardoso

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É preciso cuidar da fonte de criatividade. Aproveite todas as chances de exercitá-la e fique atento às coisas importantes nesse processo.
Em vez de se concentrar apenas nas tarefas de seu cargo, comece a avaliar os seus resultados, tanto econômicos como financeiros.
(…) Pergunte-se : Que resultados eu trouxe hoje para a minha empresa, para a minha vida?
Quando escolher um treinamento que desenvolva a criatividade, fique atento aos que desenvolvem as quatro etapas: desbloqueio, criação, medição de resultados e inovação.
Ame o equívoco. De acordo com o livro ‘O Espírito Criativo’, o equívoco é uma lição, uma informação valiosa sobre o que se deve tentar em seguida.
(…)
Nunca desista! Sabe qual deveria ser o guru do criativo? Wile E. Coyote. Isso mesmo, aquele coiote que passa 24 horas perseguindo o Beep Beep, dos desenhos da Warner.
Mesmo sendo massacrado, ele continua tentando. A postura do criativo deve ser essa. Tentar sempre, procurando sofrer menos que o coiote, e trabalhar em muitas idéias simultaneamente.
Quando transita entre várias idéias, as chances de descobrir soluções aumentam. Santos Dumont não inventou apenas o avião e o relógio de pulso.
A casa dele em Petrópolis é um museu aberto e quem tiver a oportunidade de visitar, pode constatar suas muitas invenções além dos projetos com todas as etapas da criação.
(…)
É preciso muito trabalho e persistência para realizar seus ideais. Como disse o violinista Pablo de Sarasate: “Pratiquei 14 horas por dia, durante 27 anos. Agora eles me chamam de gênio!”
(…)

O dinheiro que grita, Martha Medeiros

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Todo mundo quer ter dinheiro e não há nada de errado com isso, desde que seja conquistado por mérito próprio, sem roubar de ninguém tampouco do município, do Estado e da nação.
Dinheiro limpo é bem-vindo: nos proporciona viagens, prazeres, conforto, cultura, saúde. (…)
Além de limpo e honesto, dinheiro bom é dinheiro silencioso. (…) Conheço milionários que tem com o dinheiro uma relação discreta. Claro que moram bem, viajam, possuem um bom carro, mas não ostentam, não botam seu dinheiro no sol para brilhar e ofuscar os outros. O dinheiro tem que ser elegante como o seu dono. Ninguém precisa lidar com o dinheiro como se fosse um bicheiro.
Mas é como muitos lidam. Mesmo não abrindo a camisa para mostrar suas correntes douradas nem transitando em limusines, ainda assim há quem não se importe que seu dinheiro grite – aliás, até fazem questão de ter um dinheiro bem marqueteiro. São mulheres que colocam todas as joias que possuem para ir a uma festa, usam bolsas com monogramas gigantes, instalam chafarizes nas piscinas e compram os dias de folga dos empregados porque não toleram a ideia de irem até a cozinha buscar seu próprio copo d´água num domingo.
Homens que andam em carros que valem uma cobertura, pets que vestem Prada, vinhos que são escolhidos pelo preço e namoradas idem, que amor verdadeiro é coisa de pobre.
O rico que esnoba pessoas humildes tem um dinheiro que grita. O rico que trata a todos com respeito e gentileza, tem um dinheiro silencioso.
(…) O rico que perdeu o prazer de apreciar as coisas gratuitas da vida, tem um dinheiro que grita. O rico que não perdeu a conexão com aquilo que lhe dava prazer quando não era tão rico, tem um dinheiro silencioso.
Quem dificulta o acesso a si mesmo através de um sem número de assessores, guarda-costas, secretários, agentes e demais bloqueadores humanos, tem um dinheiro que grita. Quem segue disponível pro afeto, tem um dinheiro silencioso.
(…) Reconheço que é muito bom viver bem e poder pagar as próprias contas, tenham elas quantos dígitos tiverem. Mas dinheiro deveria ser educado da mesma forma que um filho: nunca permita que ele seja insolente e ruidoso.

Os três Talismãs

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- Que é preciso para aprender? -perguntou um filho ao pai.

- Para aprender, para saber e para vencer- respondeu o pai -, é preciso buscar os três talismãs: a alavanca, a chave e o facho.

- E onde encontrá-los?- interrogou o filho.

- Dentro de você – explicou o pai. Os três talismãs estão em seu poder e ao usá-los, você será poderoso.

- Que alavanca é essa?

- A sua vontade. É preciso querer, é preciso remover obstáculos  para aprender.

- E a chave?

- O seu trabalho. É preciso esforço para virar a chave e abrir o palácio do saber.

- E o tal facho?

- A sua atenção. É preciso luz, muita luz, para iluminar o palácio. Só assim você pode ver com clareza e descobrir a verdade, que vence a ignorância.

Historinha

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Uma tarde, meu filho Henrique chegou a casa de volta da escola. Ele estava pensativo. Perguntei a ele o motivo e ele me questionou:

-    As pessoas são todas iguais, mesmo que a cor da pele delas seja diferente?

Pensei durante um momento e, então, disse-lhe:

-    Vou lhe explicar, se você puder ir comigo até o sacolão. Tenho algo interessante para mostrar-lhe.

No sacolão eu disse que precisávamos comprar maçãs. Fomos à seção de frutas, onde compramos algumas maçãs vermelhas, verdes e amarelas.
Em casa, enquanto colocávamos as maças na fruteira, eu disse a Henrique:

-    Agora posso responder sua pergunta.

Coloquei uma maçã de cada tipo sobre a mesa: primeiro uma maçã vermelha, seguida por uma maçã verde e, então, uma maçã amarela. Olhei para o Henrique e disse:

-    Henrique, as pessoas são como maçã. Todas têm cores, formas e tamanhos diferentes. Veja, algumas maçãs levaram batidas e estão machucadas. Por fora não podemos garantir que estão tão deliciosas quanto às outras.

Enquanto eu falava, Henrique examinava cada uma delas cuidadosamente. Então, tomei cada uma das maçãs, descasquei-as e recoloquei-as sobre a mesa, mas em lugares deferentes e perguntei a ele:

-    Henrique, me diga qual é a maçã vermelha, a maçã verde e a maçã amarela. Ele disse:

-    Eu não posso falar. Agora elas me parecem todas iguais.

-    Dê ma mordida em cada uma. Veja se isso o ajuda a descobrir qual é qual.

Então ele deu grandes mordidas e, com um sorriso enorme me disse:

-    As pessoas são como as maçãs! São diferentes por fora, mas, por dentro, na essência são, basicamente, iguais.

Ele entendeu finalmente. E agora, quando mordo uma maçã, sinto um sabor um pouco mais doce do que antes.

Texto retirado da internet

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Uma família de cinco pessoas estava passeando na praia.
As crianças estavam tomando banho de mar e fazendo castelos na areia, quando, ao longe, apareceu uma velhinha.
Seu cabelo grisalho esvoaçava ao vento e suas roupas eram sujas e esfarrapadas. Resmungava qualquer coisa, enquanto apanhava coisas da praia e as colocava em um saco.
Os pais, ressabiados e com medo, chamaram as crianças e lhes disseram para ficar longe da velha. Quando ela passou, curvando-se de vez em quando para apanhar coisas, sorriu para a família, mas seu cumprimento não foi correspondido.
Muitas semanas mais tarde, souberam que a velhinha, muito conhecida naquela região, dedicava grande parte de seu tempo, à tarefa de apanhar caquinhos de vidro na praia para que as crianças não cortassem os pés.

As 8 horas que fazem a diferença, do Prof. Luis Almeida Marins Filho

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O dia tem 24 horas para todas as pessoas. Não tem ninguém que tenha um minuto a mais. E essas 24 horas, teoricamente, estão divididas em três blocos de 8 horas. No primeiro bloco de oito horas, você descansa, dorme. No segundo bloco, trabalha. E no terceiro bloco de oito horas, o que você faz?

Aí está a chave do sucesso. É justamente o que fizer dessas oito horas restantes que determinará o seu sucesso ou fracasso. É nesse período que percorrerá o “quilômetro extra”. É nesse período que fará a diferença.

Ser o melhor, o mais dedicado, o mais competente durante as oito horas de trabalho, não é mais do que obrigação. Se não for o melhor nas oito horas de trabalho, o fracasso é certo, as promoções não virão e poderá até vir o desemprego. A verdade é que, para se obter sucesso total na vida e mesmo no trabalho, não basta ser excelente nas oito horas de trabalho.

O que você fizer das oito horas restantes do sono e do trabalho que fará a grande diferença. E, geralmente, utiliza-se mal essas valiosas oito horas. Não se planeja o que fazer com elas. Simplesmente são “perdidas” – perde-se tempo, como se diz. E esse tempo jamais voltará. Um minuto mal gasto é um minuto que jamais será recuperado. Vencerá quem utilizar mais sabiamente essas oito horas restantes, seja em atividades desportivas, de lazer ou utilizando-as para o aperfeiçoamento intelectual, fazendo cursos, participando de concertos, indo ao cinema, ao teatro, assistindo a programas educativos e culturais na televisão, essas oito horas devem ser motivo de análise e planejamento para todos nós. Elas farão a diferença, acredite! (…)

‘Para as mães que estão à minha volta…’ Texto de Selma Sueli Silva

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Destaque da Semana

Hoje, nosso espaço vai destacar não um fato da semana, mas a data especial de amanhã: o dia das mães! O que pode ser facilmente explicado. As mães são destaque o ano inteiro. E é para você, mãe, mulher simples e sábia, que fazemos, hoje, essa homenagem.

A maternidade é um mistério interessante: ela tem o poder de realçar o que a mulher tem de melhor. Mas pode, também, transformar o coração da mulher egocêntrica, que só olha para seu próprio umbigo, mas quando ela tem um umbiguinho pra curar… tudo fica diferente. O certo é que nenhuma mulher se torna mãe, sem que esse fato transforme totalmente sua vida.

Recordo-me da mãe que aos 25 anos, separou-se do marido com três filhas para educar – uma de 2, e as outras com 3 e 5 anos. Foi preciso voltar à casa dos pais e para amenizar o transtorno do acréscimo de mais 4 bocas para uma família pobre, arregaçou as mangas, empregou-se como doméstica e voltou a estudar. Terminou o magistério – como a maioria das moças daquela época, passou num concurso para dar aulas em escola municipal e não parou aí: Nos momentos de folga em casa, um barracão de três cômodos em que morava com as filhas, estudava para o vestibular de direito da UFMG, que oferecia o curso perfeito – de graça e à noite.

Assim, entre trabalho, crianças para criar e muitas tarefas domésticas passou no vestibular, formou-se e após um outro concurso foi trabalhar na procuradoria da Prefeitura de BH. Tudo com muita dignidade e garra. O que move uma mulher dessas? O que a fez nunca desistir? Alguém tem dúvidas? Claro que foi o amor a suas filhas.

Como essa, temos também o exemplo daquela mãe que teve a filha aos 17 anos, adiou o projeto de estudar, dedicou-se à criança que hoje, aos 13 anos, sente orgulho da mãe, recém formada em engenharia e com emprego promissor. E a avó? Linda, aos 50 anos.

Algumas mães adiam o sonho para mais tarde, chegam a estipular: 40 anos é o limite. E é aos 40 que descobrem que o segredo da juventude está na relação mágica que as traz de volta aos 20 anos, quando sentam no tapete para brincar com o filhote de sete ou quando percebem maravilhadas, que ele se apaixonou pelos Beatles – tal como o pai.

Mas o elixir funciona também para os filhos que ouvem a mãe, de 80 anos, recepcioná-los para o lanche do domingo: “Ainda bem que vocês vieram, meninos!” Essa mãe transborda afeto em pratos especialmente preparados para cada um deles.

E o que dizer da mãe que vê a filha se dar bem na capital, após anos de dedicação e estudos e continua sendo a ponte que liga essa filha aos valores simples e encantadores do interior? Fica perto, mesmo longe, através da oração diária que determina a proteção para sua menina.

Uma outra aparece super tagarela, com o penteado fashion e com tudo em cima. Ao lado dos filhos não se sabe quem é mãe e quem é filho até é claro, o momento de se falar mais firme e demarcar o limite. E aquela que parece não ser um exemplo de organização [[exceto]] quanto se trata de cuidar da filha?

Lembro ainda, da moça linda que parecia iluminada na gravidez e agora se derrete entre o trabalho e as fotos do filhote no facebook. Isso sem contar com aquela que, por capricho da natureza, não engravidava. Mas ela já estava preparadinha para ser mãe, com todo aquele amor ilimitado que transcende a herança biológica e se constrói numa convivência de aprendizado constante e bilateral. Veio trabalhar num dia, foi chamada ao juizado de menores e só retornou à labuta, após a merecida licença maternidade.

As mães são mesmo eternas, é o que percebo com o colega que admiro tanto pelos anos de estrada e pela experiência acumulada – vez ou outra ele cita uma fala da mãe, sábia em sua simplicidade ao dizer verdades inquestionáveis como quando recomendava pensativa: “cuidado! Um cão danado, todos a ele…”

Ah, queridas mães, múltiplas em suas várias faces. Pode até ser a atriz que retorna à novela das sete porque se encantou com o papel oferecido. Mais um desafio além dos 4 filhos de 11 e 5 anos, um outro de um e meio e o caçulinha de 5 meses. Por isso, ela avisa: “Só saio de casa para fazer a Chaiene.”

Adoráveis mulheres que educaram os filhos, garantindo a eles um futuro melhor lavando muita roupa pra fora, costurando, esfregando o chão… firmes ao acreditar que a estrela dos filhos iria sim, um dia brilhar. Outras, surpreendidas pelo destino, perderam o marido mas ficaram com a filharada que saberia direitinho como o papai era maravilhoso.

Dizem que a mulher nasceu para ser mãe. Pode ser, mas não necessariamente mãe de seus filhos. Esse coração mesclado de razão e sentimento acompanha você, mulher, que não teve seus filhos mas que se doa maternalmente, no trabalho, nos estudos, em seus relacionamentos e onde quer que você vá.

Que mágica é essa que permite à mulher uma releitura da vida ao acompanhar a descoberta de cada filho nos primeiros passos até a certeza de que ele é o roteirista de sua própria vida? Que talento é esse que distribui o amor pelos filhos e quanto mais se divide mais se torna inteira para cada um deles, sempre enxergando o filho único e não a meninada.

Por fim, que mulher não sonha com o filho especial e único – perfeito até, herdeiro de seus melhores desejos e sentimentos? E quando, finalmente ele vem, com sua necessidade especial, ela aprende, cheia de ternura, a importância da palavra diferente. E é exatamente nessa diferença que todas as mamães são tão iguais!

OUÇA O TEXTO NA VOZ DE JOSÉ LINO SOUZA BARROS

Armadilhas do sucesso, de César Souza

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Muitas vezes, gerenciar o sucesso é tão difícil quanto administrar o fracasso. Há diversos exemplos de pessoas notáveis que ficaram conhecidas não por seus melhores feitos, mas pela incapacidade de administrar o sucesso. Mike Tyson e Michael Jackson são dois exemplos, entre muitos outros.

O sucesso cria situações novas com as quais as pessoas nem sempre estão preparadas para lidar. Alimenta ciúmes, inveja, ressentimentos. Por isso, é preciso saber administrar essas energias para evitar o erro da maioria: ficar preso em suas armadilhas.

Algumas das principais armadilhas do sucesso são: vaidade pessoas, acomodação, repetição do que deu certo, onipotência, perda da sensibilidade, ouvir conselhos de pessoas erradas e falta de autodomínio. Mas, se há as armadilhas, há também medidas que ajudam a escapar delas e preservar o norte.

De início é necessário entender o sucesso como instrumento, não como fim de si mesmo. Ele é um instrumento para viabilizar outros sonhos e ajudar as pessoas. É necessário também, saber que o sucesso de hoje não garante sucesso futuro. O bom resultado pode ser momentâneo, por isso é preciso evoluir sempre. (…)

Nossa vida, a melhor resposta, texto de Martha Medeiros

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Quem é você? Do que gosta? Em que acredita? O que deseja? Dia e noite somos questionados, e as respostas costumam ser inteligentes, espirituosas e decentes. Tudo para causar a melhor impressão aos nossos inquisidores. Ora, quem sou eu. Sou do bem, sou honesto, sou perseverante, sou bem-humorado, sou aberto — não costumamos economizar atributos quando se trata da nossa própria descrição. Do que gostamos? De coisas belas. No que acreditamos? Em dias melhores. O que desejamos? A paz universal.

Enquanto isso, o demônio dentro de nós revira o estômago e faz cara de nojo. É muita santidade para um pobre diabo, ninguém é tão imaculado assim.

A despeito do nosso inegável talento como divulgadores de nós mesmos e da nossa falta de modéstia ao descrever nosso perfil no Orkut, a verdade é que o que dizemos não tem tanta importância.

Para saber quem somos, basta que se observe o que fizemos da nossa vida. Os fatos revelam tudo, as atitudes confirmam. O que você diz — com todo o respeito — é apenas o que você diz. (…)
Podemos maquiar quando falamos sobre nós mesmos ou podemos silenciar sobre o que não queremos que venha à tona. Inútil. A soma dos nossos dias assinará este inventário. Fará um levantamento honesto. Cazuza já nos cutucava: suas idéias correspondem aos fatos? De novo: o que a gente diz é apenas o que a gente diz.

Lá no finalzinho, a vida que construímos é que se revelará o mais eficiente detector de nossas mentiras.

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