O futebol brasileiro ressurge…

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Há uma pergunta solta no ar sobre o atual futebol brasileiro, mais precisamente o segundo semestre de 2011. Estamos ressurgindo ou é apenas uma bolha de bons jogos?

A melhor resposta seria, vamos esperar um pouco mais para concluir se há uma leva de novos bons jogadores, se a parte técnica está mais bem cuidada e se o calendário mais inteligente está ajudando.

O que temos visto é times mais bem preparados fisicamente e uma evolução na parte tática.

Começam a desaparecer- e esta é a melhor notícia- o agarra-agarra na grande área, o anti-jogo, as reclamações e a pressão em cima dos árbitros. Estes, por sua vez, precisam ver mais os jogos europeus e diminuir a insistência em marcar faltas nas jogadas normais. O jogo deve correr com menos paralisações.

Técnicos que imaginaram ser os donos da verdade perderam espaço, entre eles Leão, Mário Sérgio e agora Adilson Batista. Felipão está quase.

A importância exagerada do treinador se tornou ridícula e é necessário aumentar a aposta em jogadores, talentos, divisões de base, com juízo para não voltar ao período de quebradeira geral, pois há salários de técnicos e jogadores acima do normal , perto da irresponsabilidade.

O jogador precisa se identificar mais com o clube e o clube por sua vez se livrar de alguns empresários predatórios, que não cuidam da carreira do jogador, pensando apenas nos lucros imediatos.

Vamos ver se o término da temporada confirma a nossa boa expectativa sobre o ressurgimento do futebol brasileiro.

Um lembrete final: estou falando do futebol brasileiro. Minas está, por enquanto, barrada no baile.

Começa o Pan

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Os jogos Pan-Americanos começaram em 1951, há 60 anos, em Buenos Aires. E pela terceira vez estão em território mexicano, a primeira em Guadalajara.

O Brasil leva 522 atletas, 220 técnicos e preparadores, 31 médicos e 40 dirigentes para disputar medalhas em 41 modalidades.

O Pan tem ausências importantes , entre elas Michael Phelps, o peixe norte-americano, o corredor Jamaicano Usain Bolt e o basquete dos Estados Unidos.

O evento dá passaporte para Londres em várias modalidades, entre elas a natação e o atletismo.

De 14 a 30 deste mês de outubro, os países americanos lutam pela superação de índices e o Brasil procura comprovar o seu crescimento em competições olímpicas com o objetivo de se colocar entre os primeiros do mundo.

Deste lado do planeta, nos jogos Pan-Americamos, ainda estamos atrás dos EUA, Canadá e Cuba, dividindo o quarto lugar com a Argentina.

Tivemos o Pan em 2007 no Rio, vamos a Londres no ano que vem e em 2016 os Jogos Olímpicos serão no Rio, o que aumenta o nosso compromisso de não fazer feio.

Pelo nosso tamanho como nação, em população e extensão territorial, o Brasil ainda tem um longo caminho pela frente para se juntar aos líderes do esporte mundial. Mas já não somos mais membros coadjuvantes.

O Pan-Americano de Guadalajara vai mostrar isso.

60 dias dramáticos

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Quando viramos 2010 e começamos um novo ano, comentei que além da euforia natural de Minas estar com três times na primeira divisão, o vice-campeonato do Cruzeiro e o milagre da salvação do Atlético nos acréscimos, um fato merecia destaque.

Os três técnicos que terminavam bem a temporada de 2010 iam permanecer. Mauro Fernandes, no América, Dorival Junior no Atlético e Cuca, no Cruzeiro. Havia mais dinheiro para investimentos e os clubes começaram as apostas para reforçar os times.

Os primeiros meses do Cruzeiro na Libertadores e no Campeonato Mineiro foram ótimos. Os  nomes chegados para o Atlético deixaram a torcida otimista e o América mantinha praticamente todo o elenco da vitoriosa campanha na série B.

Aí o diabo entrou em campo. O Cruzeiro errou muito na necessária renovação do time. A eliminação na Libertadores criou um clima de terra arrasada. O América custou a perceber que havia uma distância entre série A e série B e o Atlético repetiu a sua vocação para o fracasso ao montar times. Muito barulho por nada.

Ando pensando se valeu a pena trocar Mauro Fernandes, Cuca e Dorival. Faltou paciência, houve precipitação? Os números mostram que sim.

Estes 60 dias que nos separam do final da temporada serão dramáticos.

Não quis dar neste artigo nenhuma explicação. Não a tenho, sinceramente. O que disse é palpite, intuição. A resposta correta tem que vir dos deuses da bola.

Mano foi sincero

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Numa entrevista à Veja, o técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes, sempre muito contido e dando até a impressão que quer ficar bem com todo mundo, deixou escapar opiniões pessoais importantes. Mano falou sobre o individualismo doentio de jogadores que estão sendo testados.

Abriu o jogo sobre Neymar, reconhecendo suas qualidades, mas salientando que “nunca deixou o ambiente familiar do Santos para enfrentar as adversidades de atuar diante de uma torcida que não o conhece bem”.

E disse mais adiante “atletas talentosos como ele e o Ganso só terão condições de se sobressair se, em primeiro lugar, estiverem com a cabeça no futebol”.

Até com muita coragem para enfrentar o fogo amigo da grande maioria que continua considerando o futebol  brasileiro sem concorrentes, Mano falou que é preciso reconhecer que o Brasil não está jogando o melhor futebol do mundo. E não é de hoje.

Esta confissão precisa ser aceita e avaliada com a devida isenção.

Não temos os grandes craques de outros tempos.

O futebol brasileiro está na entressafra, apressado em badalar talentos. Há bons jogadores, poucos ótimos e quase nenhum grande craque. No futebol europeu o sintoma aparece mais claro com poucos destaques do Brasil.

Mano não vai modificar muita coisa.

A missão é resgatar a forma brasileira de jogar, cobrar idéias arrojadas dos principais técnicos de salários altíssimos que se limitam a ficar na área técnica reclamando dos juízes.

E chegar a uma amarga conclusão de um Neymar só é pouco.

Chega de saudade

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O dia 5 de setembro marca o 46º aniversário da inauguração do Mineirão. De novo a data passa com ele fechado para reformas e assim será também no próximo ano.

Se tudo der certo estariam faltando 16 meses para a emoção estar de volta.

Estamos pagando um preço muito alto para receber uns 5 jogos da Copa de 2014.


Tudo poderia ter sido feito de uma forma diferente. Houve excesso de empolgação das autoridades estaduais  e ao mesmo tempo uma omissão absurda dos nossos dirigentes esportivos.

O Mineirão poderia ser reformado por módulos (palavra de engenheiros isentos) para diminuir o tamanho do estrago e o fechamento atrasado do Independência selou a lambança.

Vendo o Cruzeiro 2 X Atlético 1 na Arena do Jacaré é que se avalia o tamanho do estrago.

Muitos louvaram a lotação esgotada com 16 mil e poucos pagantes, Há quase meio século, com uma população bem menor, 100 mil pagantes era a média.

Jogo de uma torcida só é para ser esquecido. Vamos torcer para este penduricalho não seja levado para o Independência na fase em que o estádio for receber os nossos principais jogos.

Que tortura lembrar as grandes tardes de domingo no Mineirão, com grandes jogos, casa cheia, ídolos em campo.

O Montillo, herói do último clássico, está na segunda temporada em Minas e ainda não conhece a grande China-azul.

Mineirão urgente. Chega de saudade.

A Nova Seleção

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A cada novo chamado do técnico Mano Menezes , fica a impressão de que estamos recomeçando a montagem de um time dos sonhos. Nessa quinta-feira saiu mais uma lista mostrando, acima de tudo, que não temos no nosso país – e também lá fora – jogadores brasileiros de alto nível.

Duas convocações foram coerentes – a do goleio Fábio e do lateral Marcelo – e o afastamento de Vitor e André Santos que não estavam justificando as convocações.

A volta de Ronaldinho Gaúcho era óbvia. Ficou faltando o Thiago Neves que é muito menos badalado, mas tão importante quanto o Ronaldinho nas boas atuações do Flamengo na temporada.

Dedé do Vasco e Danilo ex- Santos estavam merecendo a chance. Mano Menezes precisa pensar num zagueiro para 2014 já que Lúcio tem vida curta pela idade e para a Copa é uma aposta arriscada.

É mais uma chance para o trio Robinho, Neymar e Pato, bons  jogadores em clubes, mas sem acerto na seleção. Ronaldinho Gaúcho pode complicar a cabeça de Mano, pois joga fácil na atual Seleção. Mano disse que precisa dele como comandante do grupo.

As críticas que eram feitas a Ronaldinho pela falta de empenho, por ter descuidado do corpo jogando com muitos quilos acima do peso e vida desregrada fora do campo eram justas. O jogador repensou a carreira, deve ter ouvido bons conselhos e o Flamengo fez bem a ele. Está numa ótima fase.

A Seleção precisa mirar no futuro, mas não deve abrir mão de jogar sempre com os melhores do momento.

Os argentinos acabam de convocar o Riquelme com 33 anos e o Veron com 36 para enfrentar o Brasil.

O que tem sido lamentável atualmente é que muitos estejam – imprensa inclusive – torcendo contra a Seleção contaminando o ambiente do futebol brasileiro por causa de desavenças com a cúpula da CBF. Não dá para misturar as duas coisas.

O Banheiro do Papa

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Em 1998 o Papa João Paulo II anunciou uma breve visita à cidade uruguaia de Melo, perto da fronteira com o Brasil.

A população local se agita e vê o evento como uma grande oportunidade para vender comida, bebida, bandeirolas, souvenirs, medalhas e tudo mais.

Um dos moradores, o Beto, imaginou construir um banheiro na casa modesta onde morava para atender os visitantes, cobrando por isso. Em Melo chegava a informação de que viriam mais de 30 mil brasileiros.

Em 2007 foi feito um filme, daí o nome Banheiro do Papa, tendo como ator principal César Troncoso, o Beto, relatando o que aconteceu.

Do Brasil só foram à Melo cerca de 500 pessoas. Houve uma decepção geral, pois a visita, além de rápida, não levou peregrinos à cidade, como se imaginava. Muitos venderam casas, carros, para investir no sonho, Deu tudo errado.

Revendo o Banheiro do Papa há poucos dias, me lembrei da Copa de 2014, pois encontrei com um conhecido que está pensando em vender uma fazendinha perto de BH para comprar 10 vans imaginando transportar turistas. Na mesma hora me lembrei também da Copa Centenário de 97, com o prejuízo que deu.

Assim, fico com um pé atrás, quando vejo e ouço tanta informação sobre a esperada invasão de turistas aqui em BH. É preciso ver primeiro quem vai se classificar, que jogos virão para Minas.

A Copa veio para o Brasil porque o nosso país merece promovê-la. Vai deixar uma herança muito positiva para a cidade. Vamos ser vistos e conhecidos pelos quatro cantos do mundo.

Porém, muita calma. Espere um pouco para apostar no banheiro do Papa.

Lições da Copa América

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Que lições teria tirado o técnico Mano Menezes do fiasco da Seleção Brasileira na Copa América da Argentina?

Onde estão mais visíveis os nossos defeitos?

A nova convocação da Seleção Brasileira para o amistoso contra a Alemanha no dia 1º de agosto sinaliza que a eliminação precoce não abalou os conceitos da nossa comissão técnica. A começar pela manutenção de alguns jogadores e a aposta em novatos.

Na coluna anterior destaquei que não temos mais – em abundância e talento -  os craques de outros tempos.

A entressafra vai durar algum tempo até que algumas promessas se firmem e ganhem maturidade.

Será que o Neymar vai construir a sua brilhante perspectiva com simulação de faltas e firulas desnecessárias?

Até que ponto o futebol brasileiro vai continuar trilhando o seu caminho de tentar jogar como os europeus de 20 anos passados?

A Seleção Brasileira não e mais um prêmio como gostava de dizer, com toda razão, o Dunga ( o jogador e não o técnico).

A Copa América mostrou a determinação dos uruguaios e algumas seleções de bom nível, todas elas em condições de enfrentar o Brasil, inclusive a Venezuela.

O recomeço de Mano Menezes com a nova convocação deixa dúvidas se estamos no caminho certo.  Será que não temos no Brasil um atacante melhor do que o Jonas?

A fonte secou…

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O torcedor e a imprensa do Brasil pulam da euforia para a catástrofe num piscar de olhos. Basta uma vitória para a louvação exagerada, basta uma derrota para pedir a cabeça do técnico e detonar jogadores. O que a Seleção Brasileira precisa neste momento, após a campanha apagada na Copa, é de avaliações isentas e foco na realidade. Vamos explicar melhor: o futebol brasileiro atravessa um período de entressafra. Para usar uma expressão mineira  “o passarinho está mudando as penas. Não canta.”

A Seleção fez o seu melhor jogo na Copa América contra o Paraguai. Não conseguiu fazer um gol em 120 minutos e perdeu nos pênaltis. Vamos cair na real. Não temos hoje os craques de antigamente e as apostas atuais são em cima de bons jogadores, nada excepcionais, nada que possa ser comparado aos antigos ídolos.

Na pressa de mostrar ao mundo o nosso potencial inesgotável para revelar jogadores, colocamos o garoto Neymar, um deslumbrado com a fama, no patamar de Pelé, como fez a revista Veja de semanas atrás em matéria de capa.

A Seleção que Mano Menezes colocou em campo na Argentina é o que temos de melhor atualmente. Nada mais, nada menos. A qualidade do elenco se nivela a outras seleções menos dotadas. O time lutou muito, não mereceu ser chamado de apático ou mercenário da forma como muitos apressados fizeram.

O futebol brasileiro está surtado. Técnicos ganham na faixa de 500 mil reais  mensais sem apresentar nenhuma novidade tática. Jogam apenas pelo resultado. Jogadores são repatriados em fase final de carreira e os poucos que surgiram por aqui, entre eles Neymar, viraram milionários da noite para o dia com excesso de badalação.

Quando o Brasil preparava a viagem para a Argentina cheguei a ler que Neymar iria provar na terra do Messi que é melhor do que ele, que chutava com os dois pés. Até Pelé embarcou nessa canoa.

A imprensa tem sua parcela de culpa valorizando firulas e embaixadinhas como se isso fosse exclusividade nossa e ganhasse jogos. Não adianta mudar técnicos, pedir Felipão, fritar jogadores. A Seleção deixou coisas boas e ruins. Fotografou com  nitidez a nossa atual realidade.

A 3 anos da Copa

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No dia 11 de julho, há um ano, terminava a Copa da África do Sul com a vitória justa da Espanha. O Brasil, em 2007, já havia sido escolhido o próximo país anfitrião. Pelo rodízio de continentes era fácil prever que seríamos a sede já que nenhum país sul-americano se candidatou.

A Câmara dos Deputados aprovou o texto da medida provisória que permitirá ao Governo Federal sustentar o sigilo dos orçamentos feitos pelos vários órgãos dos municípios, estados e união. Jeitinho brasileiro para tentar recuperar o atraso das obras.

Agora só os tribunais de contas podem se manifestar e assim mesmo se o Governo julgar procedente. O secretário-geral da FIFA Jerome Valcke, em visita à Rússia, disse sem constrangimentos que aquele país, escolhido para ser a sede de 2018, está mais avançado do que o Brasil. Joseph Blatter, o presidente, havia dito que o Brasil pensava que a Copa era “depois de amanhã, esquecendo que ela é amanhã”.

A FIFA adverte que estádios e aeroportos não podem ficar prontos em cima da hora, lembrando que em 2013, daqui a 2 anos, o Brasil sedia a Copa das Confederações. Aqui, o ministro Orlando Silva se limita a criticar a FIFA, Ricardo Teixeira, fica em cima do muro e a vida segue esquecendo o nosso  compromisso com o relógio.

O nosso grande assunto é discutir onde será a abertura da Copa, como se isso fosse a decisão mais importante e resolvesse tudo. A Copa não são só os jogos. É a vitrine de um povo, de um país. É prova de competência. O planeta vai nos julgar.

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