Há uma pergunta solta no ar sobre o atual futebol brasileiro, mais precisamente o segundo semestre de 2011. Estamos ressurgindo ou é apenas uma bolha de bons jogos?

A melhor resposta seria, vamos esperar um pouco mais para concluir se há uma leva de novos bons jogadores, se a parte técnica está mais bem cuidada e se o calendário mais inteligente está ajudando.

O que temos visto é times mais bem preparados fisicamente e uma evolução na parte tática.

Começam a desaparecer- e esta é a melhor notícia- o agarra-agarra na grande área, o anti-jogo, as reclamações e a pressão em cima dos árbitros. Estes, por sua vez, precisam ver mais os jogos europeus e diminuir a insistência em marcar faltas nas jogadas normais. O jogo deve correr com menos paralisações.

Técnicos que imaginaram ser os donos da verdade perderam espaço, entre eles Leão, Mário Sérgio e agora Adilson Batista. Felipão está quase.

A importância exagerada do treinador se tornou ridícula e é necessário aumentar a aposta em jogadores, talentos, divisões de base, com juízo para não voltar ao período de quebradeira geral, pois há salários de técnicos e jogadores acima do normal , perto da irresponsabilidade.

O jogador precisa se identificar mais com o clube e o clube por sua vez se livrar de alguns empresários predatórios, que não cuidam da carreira do jogador, pensando apenas nos lucros imediatos.

Vamos ver se o término da temporada confirma a nossa boa expectativa sobre o ressurgimento do futebol brasileiro.

Um lembrete final: estou falando do futebol brasileiro. Minas está, por enquanto, barrada no baile.