60 dias dramáticos
27 de Setembro de 2011 por Emanuel Carneiro | Categorias: Futebol | 51 Comentários »
Quando viramos 2010 e começamos um novo ano, comentei que além da euforia natural de Minas estar com três times na primeira divisão, o vice-campeonato do Cruzeiro e o milagre da salvação do Atlético nos acréscimos, um fato merecia destaque.
Os três técnicos que terminavam bem a temporada de 2010 iam permanecer. Mauro Fernandes, no América, Dorival Junior no Atlético e Cuca, no Cruzeiro. Havia mais dinheiro para investimentos e os clubes começaram as apostas para reforçar os times.
Os primeiros meses do Cruzeiro na Libertadores e no Campeonato Mineiro foram ótimos. Os nomes chegados para o Atlético deixaram a torcida otimista e o América mantinha praticamente todo o elenco da vitoriosa campanha na série B.

Aí o diabo entrou em campo. O Cruzeiro errou muito na necessária renovação do time. A eliminação na Libertadores criou um clima de terra arrasada. O América custou a perceber que havia uma distância entre série A e série B e o Atlético repetiu a sua vocação para o fracasso ao montar times. Muito barulho por nada.

Ando pensando se valeu a pena trocar Mauro Fernandes, Cuca e Dorival. Faltou paciência, houve precipitação? Os números mostram que sim.

Estes 60 dias que nos separam do final da temporada serão dramáticos.
Não quis dar neste artigo nenhuma explicação. Não a tenho, sinceramente. O que disse é palpite, intuição. A resposta correta tem que vir dos deuses da bola.

Não acho que o fator estádio influencie tanto, haja visto o vice-campeonato do Cruzeiro em 2010. Para mim a culpa é dos dirigentes que parecem entender mais de marketing do que de futebol. Desviam o foco dos problemas para a arbitragem, para o campo, para o calendário e não enxergam seus próprios erros. Contratam jogadores que já foram “de nome” que só querem sombra e água fresca, apenas para dar satisfação à torcida. A verdade é que atualmente estamos à margem dos grandes clubes do futebol brasileiro. Não temos dinheiro dinheiro para bancar um Rafael Moura, um Fred ou um Borges da vida, mas bancamos Farias, Brandão, Guilherme, entre outros improdutíveis. Os técnicos não têm culpa quando os jogadores não correspondem.