Quando viramos 2010 e começamos um novo ano, comentei que além da euforia natural de Minas estar com três times na primeira divisão, o vice-campeonato do Cruzeiro e o milagre da salvação do Atlético nos acréscimos, um fato merecia destaque.

Os três técnicos que terminavam bem a temporada de 2010 iam permanecer. Mauro Fernandes, no América, Dorival Junior no Atlético e Cuca, no Cruzeiro. Havia mais dinheiro para investimentos e os clubes começaram as apostas para reforçar os times.

Os primeiros meses do Cruzeiro na Libertadores e no Campeonato Mineiro foram ótimos. Os  nomes chegados para o Atlético deixaram a torcida otimista e o América mantinha praticamente todo o elenco da vitoriosa campanha na série B.

Aí o diabo entrou em campo. O Cruzeiro errou muito na necessária renovação do time. A eliminação na Libertadores criou um clima de terra arrasada. O América custou a perceber que havia uma distância entre série A e série B e o Atlético repetiu a sua vocação para o fracasso ao montar times. Muito barulho por nada.

Ando pensando se valeu a pena trocar Mauro Fernandes, Cuca e Dorival. Faltou paciência, houve precipitação? Os números mostram que sim.

Estes 60 dias que nos separam do final da temporada serão dramáticos.

Não quis dar neste artigo nenhuma explicação. Não a tenho, sinceramente. O que disse é palpite, intuição. A resposta correta tem que vir dos deuses da bola.