Numa entrevista à Veja, o técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes, sempre muito contido e dando até a impressão que quer ficar bem com todo mundo, deixou escapar opiniões pessoais importantes. Mano falou sobre o individualismo doentio de jogadores que estão sendo testados.

Abriu o jogo sobre Neymar, reconhecendo suas qualidades, mas salientando que “nunca deixou o ambiente familiar do Santos para enfrentar as adversidades de atuar diante de uma torcida que não o conhece bem”.

E disse mais adiante “atletas talentosos como ele e o Ganso só terão condições de se sobressair se, em primeiro lugar, estiverem com a cabeça no futebol”.

Até com muita coragem para enfrentar o fogo amigo da grande maioria que continua considerando o futebol  brasileiro sem concorrentes, Mano falou que é preciso reconhecer que o Brasil não está jogando o melhor futebol do mundo. E não é de hoje.

Esta confissão precisa ser aceita e avaliada com a devida isenção.

Não temos os grandes craques de outros tempos.

O futebol brasileiro está na entressafra, apressado em badalar talentos. Há bons jogadores, poucos ótimos e quase nenhum grande craque. No futebol europeu o sintoma aparece mais claro com poucos destaques do Brasil.

Mano não vai modificar muita coisa.

A missão é resgatar a forma brasileira de jogar, cobrar idéias arrojadas dos principais técnicos de salários altíssimos que se limitam a ficar na área técnica reclamando dos juízes.

E chegar a uma amarga conclusão de um Neymar só é pouco.