No dia 11 de julho, há um ano, terminava a Copa da África do Sul com a vitória justa da Espanha. O Brasil, em 2007, já havia sido escolhido o próximo país anfitrião. Pelo rodízio de continentes era fácil prever que seríamos a sede já que nenhum país sul-americano se candidatou.

A Câmara dos Deputados aprovou o texto da medida provisória que permitirá ao Governo Federal sustentar o sigilo dos orçamentos feitos pelos vários órgãos dos municípios, estados e união. Jeitinho brasileiro para tentar recuperar o atraso das obras.

Agora só os tribunais de contas podem se manifestar e assim mesmo se o Governo julgar procedente. O secretário-geral da FIFA Jerome Valcke, em visita à Rússia, disse sem constrangimentos que aquele país, escolhido para ser a sede de 2018, está mais avançado do que o Brasil. Joseph Blatter, o presidente, havia dito que o Brasil pensava que a Copa era “depois de amanhã, esquecendo que ela é amanhã”.

A FIFA adverte que estádios e aeroportos não podem ficar prontos em cima da hora, lembrando que em 2013, daqui a 2 anos, o Brasil sedia a Copa das Confederações. Aqui, o ministro Orlando Silva se limita a criticar a FIFA, Ricardo Teixeira, fica em cima do muro e a vida segue esquecendo o nosso  compromisso com o relógio.

O nosso grande assunto é discutir onde será a abertura da Copa, como se isso fosse a decisão mais importante e resolvesse tudo. A Copa não são só os jogos. É a vitrine de um povo, de um país. É prova de competência. O planeta vai nos julgar.