A constatação não é recente. Vem de algum tempo.
O que estaria acontecendo com as divisões de base do futebol em Minas?

Éramos considerados celeiro de craques. Daqui brotaram grandes nomes para o futebol brasileiro e mundial. Atlético, Cruzeiro, América e Vila revelavam talentos e com eles abasteciam os seus elencos e os seus cofres.

Agora viramos importadores e chegam a Minas a cada dia jogadores de diferentes pontos do Brasil e do exterior.

Alguns juniores bem sucedidos, como o Ramirez vieram de outras praças. Poucos dão certo e são exceção. A regra é fracasso geral.

Onde anda o nosso trabalho de base? Por que o Atlético teve que colocar o Lima fazendo um papel ridículo como lateral esquerdo contra o Guarani? Será  que jogamos a fórmula no lixo a ponto de abrir mão da prata da casa tão útil e lucrativa.

São perguntas que faço todo dia, a diferentes fontes, e não há uma resposta convincente.

O Campeonato Junior de 2010 está em andamento desde julho. A imprensa nem toma conhecimento. É uma competição fantasma, disputada em circuito fechado. São 18 clubes e da disputa, podem ter certeza, não se aproveita nada. O público não conhece e não vê os jogadores.

Minas Gerais está na contramão do futebol brasileiro. Peguem os exemplos do Santos e do Internacional e somem quanto eles faturaram no campo e no caixa com as revelações dos últimos anos.

Qual o jogador de bom nível revelado na capital nos últimos 2 anos? Talvez o Danilo, do América, hoje no Santos. Os outros – inúmeros outros- foram promessas que ficaram pelo caminho e jogam em equipes de 2ª linha do futebol brasileiro.

Os clubes disputam a Taça São Paulo, Taça BH, Campeonato Brasileiro Junior, excursionam na Europa. Investem, dão assistência, escola e alimentação.

O panorama não muda. Quando não há uma grande idéia é melhor copiar as já existentes. Não é crime de pirataria. É sinal de humildade e inteligência.