A Divisão Fantasma
16 de Agosto de 2010 por Emanuel Carneiro | Categorias: Futebol | 7 Comentários »
A constatação não é recente. Vem de algum tempo.
O que estaria acontecendo com as divisões de base do futebol em Minas?
Éramos considerados celeiro de craques. Daqui brotaram grandes nomes para o futebol brasileiro e mundial. Atlético, Cruzeiro, América e Vila revelavam talentos e com eles abasteciam os seus elencos e os seus cofres.
Agora viramos importadores e chegam a Minas a cada dia jogadores de diferentes pontos do Brasil e do exterior.
Alguns juniores bem sucedidos, como o Ramirez vieram de outras praças. Poucos dão certo e são exceção. A regra é fracasso geral.

Onde anda o nosso trabalho de base? Por que o Atlético teve que colocar o Lima fazendo um papel ridículo como lateral esquerdo contra o Guarani? Será que jogamos a fórmula no lixo a ponto de abrir mão da prata da casa tão útil e lucrativa.
São perguntas que faço todo dia, a diferentes fontes, e não há uma resposta convincente.
O Campeonato Junior de 2010 está em andamento desde julho. A imprensa nem toma conhecimento. É uma competição fantasma, disputada em circuito fechado. São 18 clubes e da disputa, podem ter certeza, não se aproveita nada. O público não conhece e não vê os jogadores.
Minas Gerais está na contramão do futebol brasileiro. Peguem os exemplos do Santos e do Internacional e somem quanto eles faturaram no campo e no caixa com as revelações dos últimos anos.
Qual o jogador de bom nível revelado na capital nos últimos 2 anos? Talvez o Danilo, do América, hoje no Santos. Os outros – inúmeros outros- foram promessas que ficaram pelo caminho e jogam em equipes de 2ª linha do futebol brasileiro.

Os clubes disputam a Taça São Paulo, Taça BH, Campeonato Brasileiro Junior, excursionam na Europa. Investem, dão assistência, escola e alimentação.
O panorama não muda. Quando não há uma grande idéia é melhor copiar as já existentes. Não é crime de pirataria. É sinal de humildade e inteligência.

Eu acho que o futebol mineiro nos últimos anos estão olhando muito o dinheiro. Eles dão mais chance aos meninos do que os pais tem condições de oferecer, ou seja, mais grana para encher os cofres do clubes. Por isso, os jovens talentos não estão tendo chance, já que eles não tem essas condições de pagar.
Emanuel, boa noite e parabéns pela materia. Muito inteligente e sobretudo oportuna. Espero que os dirigentes de Minas leiam esta materia e se concentrem para resolver esta pedência.
Eu acho que poderiam aproveitar os jogos e colocar as preliminares com jogos dos junióres . Os jogadores iriam acostumar com a torcida , a torcida ia conhecer os jogadores da base e todos ganhariam com essa iniciativa .Não entendo o medo dos dirigentes e essa desculpa esfarrapada que preliminar atrapalha o gramado para o jogo de fundo pra nos privar de conhecer os jogadores da base .Espero que vcs da Itatiaia levantem essa bandeira e cobrem sempre dos dirigentes uma reformulação geral nesses campeonatos de base .
Emanuel,concordo plenamente com sua coluna divisão de base fantasma,e digo mais, por acaso descobri na internet a relização do jogo entre os times de juniores do atlético x contagem, e fui vê.É ridiculo,estádio vazio, a rapaziada sem nenhuma condição de jogar no galo, ou seja, uma pelada.É estranho dizer, mas acho que pra jogar no galo é preciso mais que um bom futebol.
Sr Emanuel,
Parabéns …alguém precisava cobrar isso dos clubes de Minas; o meu pensamento é o seguinte: faltam mesmo bons olheiros, pessoas que conheçam futebol; pessoas simples, como sempre tivemos, por exemplo: Zé das Camisas e Barbatana…Hoje o futebol está cheio de “estudiosos”, tecnocratas , que se perdem com suas teorias e não deixam que os jovens desenvolvam suas habilidades, seus dribles, sua capacidade de improvisação nas jogadas.
Veja, que o sr. foi muito feliz em seu comentário: há quanto tempo os clubes, principalmente o Galo não consegue revelar nem zagueiro..incrível.A gente fica com esperança quando o time lança algum jovem, mas se decepciona, quase sempre, com 10 ou 15 minutos vendo o jovem jogar…logo a gente ve que não tem condições, e eles lá, com 4, 5 anos nas categorias de base não observaram isso…não consigo entender.
Um grande abraço e mais uma vez parabéns por sua brilhante crônica.
Emanuel, muito bem colocado, sugiro que fale disto pelo menos uma vez por semana. Mas para mim, no Atlético, a questão é financeira. Tem que haver lugar para os pernas de pau colocados pelos empresários. Não houve um único jogador revelado pelo clube na última copa e nem me lembro do último craque revelado por lá. Enquanto isto vão valorizando muriquis,macedos,mixiricas e berolas.
Caro Emanuel
Será que estes torcedores de hoje já ouviram falar da varzea? Acho que não!E Futsal ou Society? Acho que sim!
A diferença é que antigamente existiam aqueles campões lá no Calafate, Cidade Nova (indo pra Sabará), Pompéia, Renscença etc. Eram de lá que “brotavam” os Paulos Isidoros, Lacis, Eders e outros milhares. Porquê era tudo de graça! Hoje quem pode pagar uma quadra para jogar bola são os “lourinhos” filhos de diretor de clubes,e que de futebol (playstation) eles são craques!