Nem em 2005, quando foi rebaixado, os números do Atlético eram tão ruins.

Passados 8 meses da era Luxemburgo a torcida permanece em estado de espanto com a soma de tantos resultados negativos e a falta de personalidade do elenco.

Nada dá certo e até jogadores de boa performance em 2009, como o Tardelli, se perderam num emaranhado de mudanças de esquema, escalações alternadas e entrada e saída de jogadores.


De uns tempos para cá, o futebol brasileiro passou a supervalorizar os técnicos como se eles fossem capazes de produzir jogadores de talento e ganhar jogos impossíveis.

Com Luxemburgo no Atlético não foi diferente. Ele mesmo ajudou a alimentar o sonho dizendo que ia brigar pelos títulos.

É bom lembrar que o Campeonato Mineiro foi facilitado pelo Cruzeiro ao permitir a maluquice do Adilson Batista de colocar time reserva contra o Ipatinga.

O Campeonato Regional não serviu para armar o time. Pelo contrário, conhecedor da matéria, Luxemburgo sabia que tinha que mudar o perfil do elenco, buscando qualidade e jogadores mais experientes.

Agora é preciso calma. Os investimentos em jogadores foram enormes, acima das condições financeiras do Galo. Alexandre Kalil quer títulos e seu esforço para colocar a casa em ordem tem que ser reconhecido.

O que fazer? Qual é o caminho? Onde está a saída?

A pressão da torcida aumenta e os resultados precisam aparecer antes que o clube mergulhe no pânico de ter que vencer de qualquer jeito.

A perda do Mineirão ajuda a complicar tudo, pois a torcida tem provado que é a salvação nas horas difíceis.

Um time que tem Fábio Costa, Jairo Campos, Cáceres, Zé Luiz, Tardelli, Obina, Diego Souza não pode estar 19 pontos atrás do líder do Brasileiro e no penúltimo lugar.
A cobrança vai aumentar. Isto faz parte da história do Atlético.

O dragão preto e branco se alimenta de vitórias. Sem elas, enlouquece.