No dia 30 de outubro de 2007 a FIFA ratificou o Brasil como país-sede da Copa de 2014. Lá se vão 3 anos.

Em maio de 2009 foram confirmadas 12 cidades brasileiras como sede, numa reunião em Nassau, nas Bahamas.

Tudo aconteceu dentro de um programa elaborado pela FIFA para dar tempo de um planejamento folgado, sem as correrias de última hora.

Pois bem. A não ser o blá-blá-blá tradicional pouca coisa andou em nosso país em termos de estrutura mínima para receber o evento.

Autoridades anunciam que vão intensificar a cobrança prá cima do Brasil já sabendo que aqui as coisas andam devagar e “se joga muito prá torcida”.

Fizemos projetos faraônicos para obter a Copa de 2014 e agora eles estão sendo revisados. O do Mineirão, por exemplo, ficaria em 1 bilhão e meio.

Segundo a FIFA, estamos atrasados 2 anos.

Vejam como o planejamento funciona de um modo no papel e de outro no mundo real. É o caso do Mineirão, Independência e Arena do Jacaré.

A previsão era arrumar o Independência e depois fechar o Mineirão. Acabamos indo para Sete Lagoas com um estádio inacabado e com capacidade limitada a 15 mil pagantes. Profundamente lamentável.

O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, tem advertido seguidamente sobre a grande deficiência dos aeroportos brasileiros, sem exceção. A mobilidade nas grandes cidades está caótica e no caso dos hotéis , Belo Horizonte se apresenta com o caso crônico número 1.

Não custa lembrar que o governo federal muda de mãos no fim do ano e as idéias podem ser outras.

As intenções são as melhores possíveis, o Brasil merece esta Copa, a festa na África mostrou aquele país ao mundo. Mas os resultados práticos até aqui são modestos e preocupantes.

Copa do Mundo não é trem bala ou transposição do Rio São Francisco que pode ficar para depois.

Tem dia certo de começar e acabar e já não está tão distante assim.