As lições da Copa
12 de Julho de 2010 por Emanuel Carneiro | Categorias: Futebol | 10 Comentários »

A Espanha foi tudo na Copa, menos “Fúria”. Não seria justo o time violento da Holanda, campeão de faltas, ficar com o título. Os brucutus do futebol, os que só pensam em “matar as jogadas”, em intimidar o adversário iam ficar eufóricos. A Espanha evitou que esse aval fosse dado ao futebol batedor da Holanda.
Mas há lições a tirar da Copa da África do Sul.
A primeira delas é eliminar de vez o ufanismo brasileiro em torno dos seus jogadores como se cada promessa que aqui aparece fosse um Pelé ou Maradona.
Alexandre Pato foi uma vítima da precipitação. Neymar pode ser o próximo. De onde tiramos a idéia de chamar o Luis Fabiano de “fabuloso”?
Somos bons de bola, mas não somos superiores. O futebol mudou, os conceitos são diferentes. Os espetáculos do Brasil estão pobres de técnica e imaginação. Estamos copiando o pior e jogando o futebol no estilo que a Europa mostrava há 20 anos passados.
A Espanha resgatou o toque refinado, a troca de posições durante a partida, a calma de quem sabe o que está fazendo e qual é o objetivo.
Dunga não deve levar a culpa total, muito menos Felipe Melo uma de suas apostas equivocadas.
Num comentário anterior eu disse que se o Hernanes jogasse no exterior e o Josué no Brasil, o convocado seria o jogador do São Paulo.
Há agora uma proposta de mudanças e nisso precisa ser incluído uma maior valorização do jogador local, arejar a cabeça dos nossos comandantes e aceitar que o futebol brasileiro hoje tem outros e fortes concorrentes.
O novo técnico chegará com uma missão difícil e, de cara, precisa quebrar este rancor que o Dunga carregou durante 4 anos de eleger a imprensa como adversário. E aceitar mais do que ninguém que seleção não é seita nem igrejinha.
É por isso que a vitória da Espanha, a boa participação da Alemanha e as imagens da África do Sul mostraram que há uma nova ordem no futebol mundial.
Para 2014, não basta pensar somente em estádios, aeroportos, hotéis e turismo.
O futebol brasileiro precisa ser reconstruído.

Emanuel Carneiro,
como sempre você disse tudo em poucas palavras! Belíssimo comentário!!! Porém, é necessário mandar um recado especial para a suprema cõrte do futebol tupiniquim (CBF e Ricardo Teixeira & CIA), de que a bola gira, bem como o mundo do futebol que está em evolução contínua… etc e tal. E os dirigentes esportivos do país das chuteiras não podem ficar parados,estáticos e imóveis com essa mentalidade arcaica, além de uma visão míope/atrofiada em relação ao futuro esportivo. É preciso renovar.
Um grande abraço a todos e o no velho amigo Milton Naves.
Atenciosamente,
Hélio Henrique Falco.:
Olá Emanoel Carneiro,
Nas categorias de bases de times de futebol de BHTE garotos nascidos em 1996, para serem aceitos tem de ter o tamanho de um guarda-roupas.
Abraços,
OLDAIRCOSTA.com você de POTÉ-MG
Boa tarde Emanuel,graças a Deus a copa acabou , lições a nivel de organização apesar de muitas criticas principalmente na aréa de segurança , sempre tem alguma coisa para aproveitar até mesmo nas coisas ruins, mas a parte técnica foi lamentavel , talvés foi uma das piores ou a pior copa já realizada o que tange a parte técnica , na minha opinião duas coisa se salvaram :
1- O time que Alemanha apresentou , cheio de cara nova e mostrando jogadores promissores e de grande futuro , um time muito bom , bastante entrosado apesar de formado em cima da hora , sem duvida o melhor time da copa , mas não ganhou o titulo poderia mim quetionar mas ai é como dizia o grande filoso Kafunga nem sempre o melhor ganha.
2- Para mim foi o reflexo do centro-avante do Uruguaio , que colocou a mão na bola no final da prorrogação e aconteceu todo aquele drama para ele que saiu chorando e depois a explosão de alegria com o chute na trve do jogador Ganés.
Quanto a nossa Seleção é começar do Zero , com os pés no chão sem muito oba , oba , arrumar o treinador comprometido com a Seleção e não por interesse proprio e dá mais chances aos jogadores que atua no futebol brasileiro.
E parabéns pela belissima cobertura , ah dé umas férias de uns treis meses para o Milton Naves poder recuperar a garganta como gosta de falar rsrsrs.
Att
Ronaldo
Caro Emanuel,
Além de grande articulista voce espelha a grandeza do jornalismo esportivo.
Ah, parabens também pelo seu filho, que sem alarde, mas com firmeza, declarou a forma que acudiu o grande Platini fazendo severas criticas ao sistema de prevenção do centro de comunicações da CBF na Africa do Sul.
Prezado Emanuel Carneiro.
“Nem tudo foi perdido na copa de 2010 ”
Emanuel, deixando de lado a Seleção Brasileira que nos decepcionou,
podemos dizer que nem tudo foi perdido…A imprensa brsileira fez uma
cobertura muito boa e a Melhor de Minas se destacou, enchendo-nos de
satisfação…porém quero afirmar que o Gold Gol, ou melhor, o Gol de
Placa foi marcado pelo Cláudio Carneiro, no episódio envolvendo Platini.
Esse fato nos emocionou e engrandeceu ainda mais a Rádio Itatiaia.
Sabemos que Cláudio faria o mesmo para outra pessoa não tão famosa.
Sabemos ainda, que Platini reviveu, graças a ação rápida do Cláudio
que Deus quis se fazer presente naquele local e momento.
Parabéns, só por isso valeu a pena a presença na África.
Com admiração e respeito,
Gilberto
Fiquei espantado ao ver o time da Espanha jogar no inicio da competição,o toque de bola quase sempre perfeito, a valorização da posse de bola, Lembrando e muito a seleção de 82. Contra a seleção da Alemanha a Espanha mostrou que a nova tendência do futebol mundial caiu por terra;a grande diferença de estatura dos jogadores alemães não prevaleceu e sim o nível técnico.Nesta copa a justiça foi feita, venceu os melhores.
E olhe que eu vi gente que se diz entendido de futebol criticando o estilo de jogar das espanhóis.
Um grande abraço Emanuel, e que o Brasil aprenda essa lição.
O brasil precisa parar de pensar que so aqui existem craques.
O novo técnico da seleção brasileira precisa olhar e valorizar a “prata da casa” (os jogadores que jogam no Brasil). Os jogadores que jogam no exterior acham que são superiores a todos os outros, motivo pelo qual JAMAIS chegaremos a título algum, precisamos ter mais humildades!!!!
Um abraço.
Ronan
Caro Emanuel, se o Brasil não começar pelas categorias de base a conscientizar os jovens atletas, nós estaremos perdidos. A cada Copa, a história se repetirá. Penso que os atletas tem que ser profissionais, e não só na hora de renovar contratos ou serem vendidos a algum clube da Europa. Um abraço a todos da Itatiaia, eu os ouço sempre aqui na Espanha.
Emanuel,
Vejo futebol sempre com olhar crítico, desde o amador até o profissional com muita paixão e grande tendência ao fanatismo, pois vejo duas coisas no futebol que me deixam descrente.
- futebol é produto comercial, tem-se atletas que jogam futebol e não jogadores de futebol atletas.
- quem leva futebol a sério, por ser apaixonado, nesse país são os torcedores, basta olhar o que os dirigentes tem feito com compra e venda de jogadores.
O futebol brasileiro precisa de identidade de futebol brasileiro, é necessário alguém com coragem para implantar um esquema de vencedor e não de medroso. Não temos técnico de futebol no Brasil com essa capacidade.