Contra uma seleção mais forte – nós dois sentidos, física e tecnicamente – o Brasil mostrou progressos e antecipou a sua classificação entre os 16 países para a próxima fase.

O destempero do técnico Dunga na área técnica passou nervosismo e tirou o equilíbrio emocional de alguns jogadores, entre eles o Kaká. Lúcio esteve à beira de um ataque de nervos. Levamos cartões desnecessários. Já se sabia que a Costa do Marfim jogaria duro, como é a sua característica.

A vitória foi justa, clara e o talento individual do jogador brasileiro fez a diferença.

O que a atual Copa do Mundo tem mostrado até agora é um padrão de esquema de jogo, sem muita criatividade e lances empolgantes. A defesa é a prioridade e o preparo físico decisivo.

Os sul-americanos, Chile e Paraguai vão bem. Brasil e Argentina cumprem o seu papel.

Um fato a registrar. O técnico Felipão, como técnico do Palmeiras e comentando a Copa da África disse que imprensa e Dunga precisam se desarmar.

E completou: “o meu relacionamento com a imprensa no mundial da Ásia da foi espetacular. Eu trabalhei para o Brasil junto com a imprensa e a imprensa trabalhou para o Brasil junto comigo.”

O que o Felipão falou precisa chegar ao Dunga e nosso técnico deve ter a iniciativa de quebrar esta animosidade, este rancor permanente com os quais se dirige aos jornalistas. Basta mirar nos exemplos recentes de Luis Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira.

A imprensa, por seu lado, não é constituída só de bons profissionais. Há muito palpiteiro, dono da verdade, puxando para baixo, parecendo que o pior é o melhor para a mídia.

O público não é bobo e sabe separar as boas e as más opiniões.

O que não dá é torcer a favor do Brasil e contra o Dunga. O resultado disso é fácil de prever: se o avião cair vão junto os passageiros e a tripulação.