A Copa começa em São Paulo

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Se nada de especial acontecer, a próxima Copa do Mundo será aberta numa sexta-feira, 13 de junho de 2014, no Estádio do Corinthians, em São Paulo. Alguém já disse que o Brasil não planeja nem o passado, quanto mais o futuro. Então, é esperar para ver.

De maneira alguma os mineiros devem considerar esta mudança de ventos como derrota. Pela posição econômica dos paulistas, a sua rede  de hotéis, transporte, metrô, aeroportos não há o que discutir.

Na boca fica um gostinho amargo de que fomos usados com a promessa de que o Mineirão poderia abrir a Copa foi instrumento de pressão para os paulistas acordarem e toparem a parada.

O presidente do Corinthians, ainda na África do Sul, como chefe da delegação brasileira, deixou escapar que Mano Menezes seria o técnico da seleção no lugar de Dunga.

O papo de Felipão, Murici Ramalho, Jorginho e outros, foi só pano de fundo. Agora Andrés Sanchez faz o sonho centenário do estádio do Corinthians virar realidade. Méritos para ele, que recebeu um clube no abismo e o reergueu.

Falando agora de nós mineiros. A Copa  tem uma primeira fase, onde cada seleção faz 3 jogos. Sendo o primeiro em São Paulo, deveríamos defender o segundo ou o terceiro em BH. E lutar para que haja jogos da Seleção fortes. Ainda sem saber quem se classifica, mas Itália, Inglaterra, Alemanha, França, Espanha são grandes atrações de público e mídia internacional.

O que ficará de benefícios será o grande lucro. Belo Horizonte ganhará mais mobilidade no trânsito, aeroporto moderno e uma rede de hotéis compatível com a cidade, o que neste momento não temos.

Por outro lado, fica claro constatar que os holofotes estão acesos a todo vapor, mas o resultado prático ainda não apareceu. Onde estão os hotéis? Por enquanto, no papel.

Todos conhecem a nossa morosidade para transformar projetos em fatos reais. Aí estão a Alça Sul, o prolongamento da Pedro II, o metrô, o novo anel rodoviário e muitos outros sonhos e adiamentos. Vamos correr, voar e fazer bonito.

De tudo, o melhor será o nosso Mineirão, a nossa catedral do futebol, em 2013. Cheirando a tinta.

Copa Sub-23, uma novidade

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Houve pouca repercussão na mídia, mas a idéia precisa ser louvada.

Dias atrás, em reunião na Federação Paulista dez grandes clubes de futebol brasileiro criaram o regulamento e as diretrizes da Copa Sub-23, uma competição que começa em 15 de setembro e termina no dia 7 de novembro.

Avaí, Vasco, Fluminense, Palmeiras, Internacional (grupo 1) e Atlético, Flamengo, Santos, Botafogo e Corinthians (grupo 2) vão se enfrentar grupo contra grupo em turno único se classificando 2 de cada grupo para semi-final e final.

As partidas que terminarem empatadas terão cobrança de pênaltis e o vencedor leva 1 ponto a mais. A Traffic está dando suporte ao torneio, que é um campeonato de aspirantes em novos moldes. As partidas serão sempre nas preliminares dos clubes em jogos da 1ª Divisão.

Muita coisa mais poderia ser dita, porém o importante é lembrar que a Copa Sub-23 vem em boa hora dando chances a jogadores que precisam estar em atividade nesta faixa crítica de até 23 quando a carreira se define.

Grandes clubes europeus e alguns brasileiros já colocaram em campo seus “times B” o que é uma grande saída para lançar jogadores, dar ritmo a contundidos, criando para o jogador e o clube a chance de um estágio.

Pena que o Cruzeiro, talvez por relacionamento difícil com a Traffic, não tenha comprado a idéia. O Cruzeiro concentra um elenco forte e de muitas caras novas. Jogadores que se desmotivam ficando parados. Tomara que a novidade vingue.

A Divisão Fantasma

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A constatação não é recente. Vem de algum tempo.
O que estaria acontecendo com as divisões de base do futebol em Minas?

Éramos considerados celeiro de craques. Daqui brotaram grandes nomes para o futebol brasileiro e mundial. Atlético, Cruzeiro, América e Vila revelavam talentos e com eles abasteciam os seus elencos e os seus cofres.

Agora viramos importadores e chegam a Minas a cada dia jogadores de diferentes pontos do Brasil e do exterior.

Alguns juniores bem sucedidos, como o Ramirez vieram de outras praças. Poucos dão certo e são exceção. A regra é fracasso geral.

Onde anda o nosso trabalho de base? Por que o Atlético teve que colocar o Lima fazendo um papel ridículo como lateral esquerdo contra o Guarani? Será  que jogamos a fórmula no lixo a ponto de abrir mão da prata da casa tão útil e lucrativa.

São perguntas que faço todo dia, a diferentes fontes, e não há uma resposta convincente.

O Campeonato Junior de 2010 está em andamento desde julho. A imprensa nem toma conhecimento. É uma competição fantasma, disputada em circuito fechado. São 18 clubes e da disputa, podem ter certeza, não se aproveita nada. O público não conhece e não vê os jogadores.

Minas Gerais está na contramão do futebol brasileiro. Peguem os exemplos do Santos e do Internacional e somem quanto eles faturaram no campo e no caixa com as revelações dos últimos anos.

Qual o jogador de bom nível revelado na capital nos últimos 2 anos? Talvez o Danilo, do América, hoje no Santos. Os outros – inúmeros outros- foram promessas que ficaram pelo caminho e jogam em equipes de 2ª linha do futebol brasileiro.

Os clubes disputam a Taça São Paulo, Taça BH, Campeonato Brasileiro Junior, excursionam na Europa. Investem, dão assistência, escola e alimentação.

O panorama não muda. Quando não há uma grande idéia é melhor copiar as já existentes. Não é crime de pirataria. É sinal de humildade e inteligência.

A hora de reagir

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Nem em 2005, quando foi rebaixado, os números do Atlético eram tão ruins.

Passados 8 meses da era Luxemburgo a torcida permanece em estado de espanto com a soma de tantos resultados negativos e a falta de personalidade do elenco.

Nada dá certo e até jogadores de boa performance em 2009, como o Tardelli, se perderam num emaranhado de mudanças de esquema, escalações alternadas e entrada e saída de jogadores.


De uns tempos para cá, o futebol brasileiro passou a supervalorizar os técnicos como se eles fossem capazes de produzir jogadores de talento e ganhar jogos impossíveis.

Com Luxemburgo no Atlético não foi diferente. Ele mesmo ajudou a alimentar o sonho dizendo que ia brigar pelos títulos.

É bom lembrar que o Campeonato Mineiro foi facilitado pelo Cruzeiro ao permitir a maluquice do Adilson Batista de colocar time reserva contra o Ipatinga.

O Campeonato Regional não serviu para armar o time. Pelo contrário, conhecedor da matéria, Luxemburgo sabia que tinha que mudar o perfil do elenco, buscando qualidade e jogadores mais experientes.

Agora é preciso calma. Os investimentos em jogadores foram enormes, acima das condições financeiras do Galo. Alexandre Kalil quer títulos e seu esforço para colocar a casa em ordem tem que ser reconhecido.

O que fazer? Qual é o caminho? Onde está a saída?

A pressão da torcida aumenta e os resultados precisam aparecer antes que o clube mergulhe no pânico de ter que vencer de qualquer jeito.

A perda do Mineirão ajuda a complicar tudo, pois a torcida tem provado que é a salvação nas horas difíceis.

Um time que tem Fábio Costa, Jairo Campos, Cáceres, Zé Luiz, Tardelli, Obina, Diego Souza não pode estar 19 pontos atrás do líder do Brasileiro e no penúltimo lugar.
A cobrança vai aumentar. Isto faz parte da história do Atlético.

O dragão preto e branco se alimenta de vitórias. Sem elas, enlouquece.

O mesmo filme, o mesmo final

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O clássico Atlético e Cruzeiro merecia mais. Grandes nomes nos dois lados e um palco pequeno para abrigar tanta emoção. O gramado não ajudou e limitou a qualidade técnica. Sete Lagoas até que se esforçou, mas a Arena do Jacaré é obra inacabada. Poderá vir a ser, mas ainda não é.

O grande erro do futebol mineiro ficou evidente. O fechamento simultâneo do Mineirão e Independência é um desastre que ainda não mostrou a sua verdadeira extensão. A volta do Independência continua imprevisível e BH vai ficar sem futebol mais tempo do que se imagina.

Mas vamos ao clássico e a reprise do filme. A cada jogo contra o Cruzeiro, o Atlético apresenta um time diferente, um esquema secreto para surpreender o adversário. No oitavo mês do ano, o Galo anda a procura de um time-base.

O Cruzeiro, pelo contrário, usa como linha mestra o goleiro Fábio, os dois laterais, repete o meio-campo e voltou a apostar na dupla de ataque que melhor se comportou no ano passado com Wellington Paulista e Thiago Ribeiro.

Quando o Kleber operou o púbis no ano passado, Wellington e Thiago fizeram partidas memoráveis. Nisso, o Cuca leva grandes méritos por ter dado de volta ao Wellington a camisa titular, coisa que o Adilson Batista se recusava a admitir.

Basta ver quantos jogadores importantes do Cruzeiro que ficaram de fora na Arena para se constatar a qualidade do grupo e o que o Cuca tem à disposição. Na 11ª rodada do Campeonato passado, o Atlético era líder. Em 2010, vice-lanterna.

A reação do Galo precisa vir rápida para o clube não cair no desespero de lutar apenas contra o rebaixamento. Há jogadores de qualidade, alguns fora de forma, mas rabeira não é lugar para o projeto do Atlético. A casa está em ordem, pagamentos em dia e investimentos altos no futebol profissional.

Luxemburgo anda tranquilo. Alexandre Kalil faz o que pode para dar suporte a comissão técnica. Cara e competente. Agora é ver com clareza o que vem pela frente. A Copa Sulamericana passa a ser prioridade ou é o Campeonato Brasileiro?

Vale a pena avaliar com calma, já sabendo que sonhar com o título brasileiro passou a ser a ilusão das ilusões.

Uma vez um jornalista mexicano ironizou a seleção do seu país que não ganhava nada e usou a seguinte frase após mais uma derrota: “jogamos como nunca e perdemos como sempre.”

É o que temos ouvido nas coletivas após as derrotas do Galo.

Fotos: Bruno Catini.

A Copa do atraso

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No dia 30 de outubro de 2007 a FIFA ratificou o Brasil como país-sede da Copa de 2014. Lá se vão 3 anos.

Em maio de 2009 foram confirmadas 12 cidades brasileiras como sede, numa reunião em Nassau, nas Bahamas.

Tudo aconteceu dentro de um programa elaborado pela FIFA para dar tempo de um planejamento folgado, sem as correrias de última hora.

Pois bem. A não ser o blá-blá-blá tradicional pouca coisa andou em nosso país em termos de estrutura mínima para receber o evento.

Autoridades anunciam que vão intensificar a cobrança prá cima do Brasil já sabendo que aqui as coisas andam devagar e “se joga muito prá torcida”.

Fizemos projetos faraônicos para obter a Copa de 2014 e agora eles estão sendo revisados. O do Mineirão, por exemplo, ficaria em 1 bilhão e meio.

Segundo a FIFA, estamos atrasados 2 anos.

Vejam como o planejamento funciona de um modo no papel e de outro no mundo real. É o caso do Mineirão, Independência e Arena do Jacaré.

A previsão era arrumar o Independência e depois fechar o Mineirão. Acabamos indo para Sete Lagoas com um estádio inacabado e com capacidade limitada a 15 mil pagantes. Profundamente lamentável.

O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, tem advertido seguidamente sobre a grande deficiência dos aeroportos brasileiros, sem exceção. A mobilidade nas grandes cidades está caótica e no caso dos hotéis , Belo Horizonte se apresenta com o caso crônico número 1.

Não custa lembrar que o governo federal muda de mãos no fim do ano e as idéias podem ser outras.

As intenções são as melhores possíveis, o Brasil merece esta Copa, a festa na África mostrou aquele país ao mundo. Mas os resultados práticos até aqui são modestos e preocupantes.

Copa do Mundo não é trem bala ou transposição do Rio São Francisco que pode ficar para depois.

Tem dia certo de começar e acabar e já não está tão distante assim.

As lições da Copa

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A Espanha foi tudo na Copa, menos “Fúria”. Não seria justo o time violento da Holanda, campeão de faltas, ficar com o título. Os brucutus do futebol, os que só pensam em “matar as jogadas”, em intimidar o adversário iam ficar eufóricos. A Espanha evitou que esse aval fosse dado ao futebol batedor da Holanda.

Mas há lições a tirar da Copa da África do Sul.

A primeira delas é eliminar de vez o ufanismo brasileiro em torno dos seus jogadores como se cada promessa que aqui aparece fosse um Pelé ou Maradona.

Alexandre Pato foi uma vítima da precipitação. Neymar pode ser o próximo. De onde tiramos a idéia de chamar o Luis Fabiano de “fabuloso”?

Somos bons de bola, mas não somos superiores. O futebol mudou, os conceitos são diferentes. Os espetáculos do Brasil estão pobres de técnica e imaginação. Estamos copiando o pior e jogando o futebol no estilo que a Europa mostrava há 20 anos passados.

A Espanha resgatou o toque refinado, a troca de posições durante a partida, a calma de quem sabe o que está fazendo e qual é o objetivo.

Dunga não deve levar a culpa total, muito menos Felipe Melo uma de suas apostas equivocadas.

Num comentário anterior eu disse que se o Hernanes jogasse no exterior e o Josué no Brasil,  o convocado seria o jogador do São Paulo.

Há agora uma proposta de mudanças e nisso precisa ser incluído uma maior valorização do jogador local, arejar a cabeça dos nossos comandantes e aceitar que o futebol brasileiro hoje tem outros e fortes concorrentes.

O novo técnico chegará com uma missão difícil e, de cara, precisa quebrar este rancor que o Dunga carregou durante 4 anos de eleger a imprensa como adversário. E aceitar mais do que ninguém que seleção não é seita nem igrejinha.

É por isso que a vitória da Espanha, a boa participação da Alemanha e as imagens da África do Sul mostraram que há uma nova ordem no futebol mundial.

Para 2014, não basta pensar somente em estádios, aeroportos, hotéis e turismo.

O futebol brasileiro precisa ser reconstruído.

O adeus do Brasil

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O Brasil sai da Copa sem muito brilho e sem grandes lamentações. Na verdade, nunca tivemos uma seleção que empolgasse e criasse um favoritismo em torno dela.

Entretanto, algumas lições precisam ficar. Não adianta falar: “grupo fechado”, “guerreiros”, “Deus está do nosso lado”, “a camisa brasileira põe respeito”, etc e tal.

O futebol hoje pede outros requisitos e um deles – e talvez o principal – é a qualidade técnica.

Fomos para a Copa depois de passar por eliminatórias sul-americanas, mas vale lembrar que perdemos para Bolívia e Paraguai e empatamos 7 vezes.

A Copa tem um lado ingrato. A partir da primeira fase não existe segunda chance e para o risco ficar menor tem que haver superioridade técnica.

A vitória da Holanda foi justa, limpa, sem influência de arbitragem.

O nosso desequilíbrio emocional já ficou claro no jogo contra a Costa do Marfim, e a expulsão de Kaká, depois os dois cartões desnecessários de Ramires, culminado com a expulsão do Felipe Melo. Isto não é ser guerreiro, é insensatez.

No lado de fora, um técnico rancoroso, de conceitos duvidosos e inseguro quando ao Brasil ficou em situação adversa na partida.

A seleção lutou dentro dos seus limites e o apagão do segundo tempo mudou os ventos para o lado holandês. O nosso adversário tinha em campo jogadores que brilham em grandes times da Europa e basta ver o retrospecto holandês para reconhecer isso. Venceu todas as partidas das eliminatórias e até aqui ganhou as 5 partidas da Copa.

Não é hora de caça às bruxas. Os jornalistas brasileiros, técnicos, dirigentes tem que reconhecer que o futebol brasileiro não anda bem.

Há escassez de talentos e encontramos uma maneira feia de jogar, com excesso de faltas, agarra-agarra, simulação de lances e um endeusamento excessivo de alguns ídolos de barro.

A inflação dos salários, a supervalorização dos técnicos contribuem também para distorcer a nossa visão do futebol brasileiro atual.

A era Dunga chega ao fim sem acrescentar muita coisa ao futebol. Apenas resgatou um lado que andava esquecido, o da importância de vestir a camisa brasileira.

A seleção brasileira subiu aos céus, vestida de azul. Os treinos secretos vão para o purgatório.

2014, tem mais.

O clone e Osvaldo Faria

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Há 10 anos, neste 30 de junho, dois acontecimentos foram muito importantes na vida e na história da Rádio Itatiaia.

Numa jogada de marketing muito bem pensada, a Itatiaia desativou a sua FM 95,7 e linkou a programação AM 610 na freqüência, passando a fazer uma transmissão simultânea. O resultado comercial e o crescimento da audiência justificaram a ousadia, apesar dos protestos do público da FM que era grande e bem qualificado.

Hoje várias outras empresas de rádio do Brasil adotaram o mesmo procedimento.

Outro fato marcou o 30 de junho de 2000. O comentarista Osvaldo Faria – coragem para dizer a verdade, terminado o Campeonato Mineiro viajou para a Europa para um merecido descanso, usando suas milhas da Varig.

Andou prá lá e prá cá e deixou os últimos dias para Paris. Começou a sentir dores na vesícula, foi piorando, acabou baixando no hospital e por lá ficou. 8 dias depois seu corpo chegava ao Brasil. Alguns dias depois, no dia 5 de agosto o Osvaldo completaria 70 anos, mas estava inteiro.

Ele é um dos pilares na construção da Rádio Itatiaia e foi durante décadas a voz mais importante e influente da imprensa esportiva em Minas.

A ele, por tudo, a Itatiaia agradece.

Boa, Felipão

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Contra uma seleção mais forte – nós dois sentidos, física e tecnicamente – o Brasil mostrou progressos e antecipou a sua classificação entre os 16 países para a próxima fase.

O destempero do técnico Dunga na área técnica passou nervosismo e tirou o equilíbrio emocional de alguns jogadores, entre eles o Kaká. Lúcio esteve à beira de um ataque de nervos. Levamos cartões desnecessários. Já se sabia que a Costa do Marfim jogaria duro, como é a sua característica.

A vitória foi justa, clara e o talento individual do jogador brasileiro fez a diferença.

O que a atual Copa do Mundo tem mostrado até agora é um padrão de esquema de jogo, sem muita criatividade e lances empolgantes. A defesa é a prioridade e o preparo físico decisivo.

Os sul-americanos, Chile e Paraguai vão bem. Brasil e Argentina cumprem o seu papel.

Um fato a registrar. O técnico Felipão, como técnico do Palmeiras e comentando a Copa da África disse que imprensa e Dunga precisam se desarmar.

E completou: “o meu relacionamento com a imprensa no mundial da Ásia da foi espetacular. Eu trabalhei para o Brasil junto com a imprensa e a imprensa trabalhou para o Brasil junto comigo.”

O que o Felipão falou precisa chegar ao Dunga e nosso técnico deve ter a iniciativa de quebrar esta animosidade, este rancor permanente com os quais se dirige aos jornalistas. Basta mirar nos exemplos recentes de Luis Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira.

A imprensa, por seu lado, não é constituída só de bons profissionais. Há muito palpiteiro, dono da verdade, puxando para baixo, parecendo que o pior é o melhor para a mídia.

O público não é bobo e sabe separar as boas e as más opiniões.

O que não dá é torcer a favor do Brasil e contra o Dunga. O resultado disso é fácil de prever: se o avião cair vão junto os passageiros e a tripulação.

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