A chance imperdível

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Entre os países do primeiro mundo do futebol, o Brasil é o único que preserva os Campeonatos Regionais. Por isso, muita gente é contra e acusa a competição de desnecessária e sem importância.

Isto é um assunto para uma discussão mais ampla, mas já que ele existe (o Campeonato Regional) fica bem aproveitá-lo. Como?

Os jogos vão do final de janeiro ao começo de maio, aqui envolvendo 12 clubes.

O período deve ser aproveitado para a armação dos times, avaliação dos novos jogadores que chegaram e tirar um ganho especial no entrosamento e nas condições físicas.

Os nossos principais clubes mudaram muito a sua cara.

O torcedor deve ter paciência para que o jogador se sinta em casa e não fazer julgamentos por uma partida só.

O público gosta do Campeonato Regional. Um jogo Villa X Atlético ou Cruzeiro X América , carrega mais emoção do que um Cruzeiro X Atlético Goianiense ou um Atlético X Grêmio Barueri , por exemplo.

No final do Regional o clube precisa sair com a espinha dorsal pronta e uma opinião sobre a qualidade do elenco para , assim, encarar o Campeonato Brasileiro, sem aquela maluquice de contratar, contratar, contratar durante a nossa principal competição.

O Brasileirão é o banquete. O futebol mineiro foi ridicularizado com piadas na imprensa nacional e nas redes sociais pelo drama da luta contra o rebaixamento. Foi um sofrimento sem tamanho e isto não pode se repetir.

60 anos redondos

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Este 20 de janeiro marca os 60 anos da Itatiaia, que tem na sua história uma presença viva de coberturas esportivas, mesmo porque o seu fundador, Januário Carneiro, na época com 23 anos, era jornalista e locutor esportivo.

Desde o primeiro momento a Itatiaia – embora muito pequena e com potência limitada- ousou em dar um grande espaço na sua programação para notícias dos clubes e transmissão de jogos que, na maioria das vezes, eram desconhecidos pelos concorrentes da época.

Grandes nomes do rádio passaram pela Itatiaia nestas 6 décadas ajudando a construir um patrimônio de respeito e credibilidade.

A Itatiaia foi pioneira em trazer para os mineiros o som e a emoção de Copas do Mundo, Jogos Olímpicos, Pan Americanos, vôlei, basquete e acompanhou todas as viagens de clubes e seleções de Minas ao exterior. Nos clubes a presença é em tempo integral; os primeiros a chegar e os últimos a sair.

Até aqui transmitimos as grandes alegrias e também as decepções que são comuns neste esporte mágico que se chama futebol.

As datas redondas são motivos para prestação de contas, avaliações e pensar pra frente.

Fica neste comentário um agradecimento por tudo que o público nos deu, colocando a Itatiaia na linha de frente do rádio brasileiro.

Toda crítica é bem-vinda e sabemos que há sempre um espaço para melhorar.

A grande missão é cobrar lisura, imparcialidade, respeito ao público no conteúdo que colocamos no ar.

Hoje estamos também com o nosso som na internet, nas TVs a cabo, nos aplicativos de celular, no Ipad e isto aumenta o nosso compromisso e a responsabilidade.

É muito difícil ficar no fio da navalha quando lidamos com a paixão do ouvinte, que muitas vezes atropela a razão. Mas isso é que faz a essência do futebol.

Obrigado por tudo. Nada se compara a emoção do futebol pelo rádio. Ouça 2012 na Itatiaia.

Vitória do talento e da simplicidade

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O mundo se encantou mais uma vez com o Barcelona. A overdose de elogios é mais do que merecida pela simplicidade e o talento do time da Catalunha que cada vez mais que ser catalão e menos espanhol.

Alguns mandamentos do futebol, principalmente os brasileiros, estão sendo contrariados pelos companheiros de Messi.

Em 97, quando o Cruzeiro foi disputar a final do Mundial contra o Borussia, o técnico Nelinho Batista desativou as competições e Cruzeiro ficou só treinando e foi para o Japão com uma antecedência  incrível e fez uma partida pífia contra os alemães , que chegaram praticamente na véspera.

O Inter fez isso no ano passado e caiu na seletiva.

O filme se repete agora com o Santos. Murici poupou jogadores e depois todo o time na reta final do Brasileiro. Viajou muito cedo e o que se viu foi um time sem ritmo e totalmente abatido desde o primeiro minuto de jogo.

O Barcelona jogou completo contra o Real Madrid no sábado antes, viajou, treinou e ganhou o título. Nada mais justo e normal. Era esperado.


Os técnicos brasileiros que ganham salários europeus como Felipão, Murici, Abel, Vanderlei e Tite, entre outros, precisam se modernizar.

Chega de buscar gols nas bolas paradas. Precisamos de mais arquitetos e menos gladiadores em nossas equipes.

Murici criticou Guardiola por permitir que jogadores levassem as esposas ou companheiras para o Japão. Caiu num ridículo profundo.

O grande Pelé chegou a colocar mais atributos em Neymar porque ele chutava com os dois pés e o Messi nem tanto.

O jogo de Yokohama nos deu uma grande lição.

Guará, o prêmio…

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Está conhecido o Troféu Guará, que indica a cada ano os destaques do futebol em Minas. É uma história que se repete há 49 anos.

O Guará apresenta a cada final de ano o retrato de toda a temporada e premia também os títulos que são conquistados em campo.

Por exemplo: o Cruzeiro como Campeão Mineiro ganha um troféu pelo feito.

Montillo é mais uma vez destaque levando os prêmios de “craque do ano”, “titular da seleção”  e “artilheiro da temporada” com 21 gols.

Pelo conjunto da obra no Cruzeiro e Atlético, Cuca foi escolhido o melhor técnico, levando com ele Carlinhos Neves, o preparador físico.

A Seleção mostra: Fábio, Marcos Rocha, Leonardo Silva, Rever e Gilson, Pierre, Fillipe Soutto, Montillo e Bernard, Kempes e Wallyson.

O destaque negativo: pelo segundo ano consecutivo os votos em branco e nulos superaram a votação do juiz do ano e por isso o prêmio fica vago mais uma vez. Fica um recado para a arbitragem mineira tão questionada e sem prestígio atualmente. Isto precisa mudar, prá ontem, a começar pela autonomia do Departamento de Árbitros que se torna a cada temporada um muro de lamentações. Não dá para agradar a todo mundo e erros de arbitragem acontecem em todas as partes do mundo. O juiz mineiro entra muito pressionado e preocupado em não contrariar os times grandes.

O Campeonato Mineiro está chegando. É bom aproveitá-lo como um grande vestibular para a arbitragem e para os novos jogadores que vão chegar para as equipes. É uma oportunidade imperdível para a formação dos times.

Pelo retrato do Guará ficamos devendo, dirigentes, clubes e jogadores. Minas merecia mais em 2011.

Alívio e decepção

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Atlético e Cruzeiro foram salvos. O América caiu. O balanço da temporada deixa um gosto amargo e a sensação de que os mineiros perderam espaço na prateleira de cima do futebol brasileiro.

Senão vejamos: o Cruzeiro ficou a 2 pontos do último colocado e 2 pontos abaixo do Atlético. O Galo perdeu 19 jogos, o que significa um turno inteiro de derrotas.

O Atlético passou 15 rodadas na zona de rebaixamento e o Cruzeiro viveu uma situação dramática nas rodadas finais. Depois de 4 Libertadores consecutivas não sobrou nem Sul-Americana. Passamos as últimas rodadas torcendo contra Atlético Paranaense, Ceará, Bahia e Avaí.

O que passou, passou. Resta voltar as atenções para o ano que chega e corrigir erros tão claros que não é preciso ser jornalista ou dirigente para sacar. Qualquer torcedor sabe até mais do que todos nós.

Os técnicos vão permanecer. Wagner Macini já deve ter consciência do que falta e que sobra no Cruzeiro. Cuca não deve estar iludido com a reação do Galo conseguindo uma perfomance boa na reta final. (exceção dos 6 X 1).

O Atlético não tem um bom time, tem uma boa base para formar um elenco mais lutador, mais talentoso e menos carente de craques.

Zezé Perrella e Alexandre Kalil nunca sofreram tanto.

O que valeu foi a fidelidade das torcidas, lotando a Arena e dando uma força incrível. Isto foi fundamental.

O mesmo filme…

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Na situação em que estava, o Atlético tem razão e motivos para comemorar a permanência na série A e ainda a chance de derrubar o grande rival.

Mas é também hora de refletir. Em 2004 o time foi salvo pelo Procópio. Em 2005 caiu. Em 2006 estava na série B. Em 2007, Leão era o técnico e deu certo. Em 2008 Marcelo Oliveira foi o milagreiro. Em 2009, Celso Roth mandou bem até as rodadas finais quando perdeu 5 vezes seguidas. Entretanto, não houve ameaça de rebaixamento. No ano passado Dorival Junior comandou uma reação na reta final depois de Luxemburgo ter errado na mão.

Este ano Cuca chegou em boa hora e salvou a barca. Desde o começo da era dos pontos corridos, em 2003, o Galo é o clube que mais frequentou a zona de rebaixamento. Na atual temporada ficou 15 rodadas no Z4 e foi uma agonia sem fim.

Por que é que isto está se repetindo tanto?

Explicações são várias. Ninguém sofreu mais do que o presidente Alexandre Kalil, que fez grandes apostas em contratações que acabaram não produzindo resultados. Cuca salvou o Galo com muita conversa e com a vinda do Pierre, a aposta em Bernard, Fillipe Soutto, Carlos Cesar e a recuperação de Daniel Carvalho. Houve também uma melhora visível no preparo físico.

A comissão técnica vai permanecer. Isto é bom. Cuca terá o direito de indicar reforços e a base atual cria uma boa expectativa. A cada virada da temporada o Atlético monta um novo time. Desta vez não será preciso.

Como a eleição do Kalil parece tranquila é hora de pensar em qualidade e não em quantidade e preencher as posições carentes do time.

O Atlético continua sendo uma grande marca. O produto bem abaixo.

A chance de mudar tudo não pode ser perdida

O final da temporada

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Falta pouco para acabar a temporada 2012 do futebol brasileiro.

O principal já aconteceu e agora tudo se volta para os Campeonatos Regionais, que fazem a alegria dos cartolas das federações estaduais.

O Brasil, país linha de frente do futebol mundial, é o único que ainda preserva este tipo de competição, que já foi mais longo e travou durante muitos anos a criação do Campeonato Brasileiro.

Os Campeonatos Estaduais servem para a preparação das equipes, vindo em seguida Copa do Brasil, Libertadores, Sul- Americana e na segunda quinzena de maio o Brasileiro.

Cada federação faz o seu campeonato regional de um jeito. São fórmulas diferentes, complicadas, sempre caindo no mata-mata.

Talvez a padronização das fórmulas fosse o caminho para valorizar os jogos locais.

Mas o assunto principal da coluna não é esse.

Falamos num comentário anterior sobre a ressurreição do futebol brasileiro e faltou explicar um pouco melhor o nosso otimismo.

Primeiro, vamos ganhar nos próximos meses novos estádios nas principais capitais. BH recebe o Independência e o Mineirão de volta e vamos sair dessa zona de sombra em que estamos, jogando na Arena do Jacaré.

Segundo, o investimento de empresas nas agremiações com parcerias e publicidade se multiplicou. A bilheteria foi para segundo plano e isso é bom. O torcedor é imprescindível nos estádios, mas os clubes tinham que procurar outras formas de sobrevivência e estão conseguindo.

Terceiro (e o mais importante). Uma nova geração de bons jogadores está surgindo e foi vista no Campeonato Brasileiro.

Jovens que já recebem salários altos, o suficiente para não colocar a cabeça nas nuvens pensando em jogar na Ucrânia, Turquia ou Grécia.

Neymar, Ganso, Dedé, Fred, Lucas, Leandro Damião, Bruno Cortês são bons exemplos.

A economia brasileira tem ajudado, pois é claro que  futebol se  move a dinheiro.

O que vem aí cria uma ótima expectativa e vai devolver ao torcedor a alegria dos grandes estádios com casa cheia.

Falta pouco. Paciência.

Ano perdido na Seleção

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A Seleção Brasileira fechou a temporada de 2011 sem ter muito o que comemorar.

Foram 16 jogos, incluindo a Copa América, a competição oficial mais dura. O time não se acertou, devido principalmente ao entra e sai de jogadores.

Mano contraria as evidências, buscando em cada jogo pontos positivos.

Isto faz parte do seu papel para manter um emprego que dá segurança e exposição na mídia.

A imprensa criou um super clássico das Américas contra a Argentina, que jogou contra nós no Pará com um time reserva.

Como não vamos disputar as Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa de 2011 a saída é usar amistosos para buscar uma formação mais definitiva e testar os jogadores para criar um conjunto.

Não temos tantos craques como antes, mas existem no Brasil, no atual Campeonato Brasileiro, jogadores de qualidade, esperando a chance.

Mano Menezes precisa cobrar jogos amistosos mais definitivos, contra Seleções de primeiro mundo.

Não dá para esperar um novo ano com a fórmula atual.

A Seleção se apresenta, faz um treino, ouve preleções, se desfaz e no próximo jogo começa tudo outra vez.

A Seleção perdeu seu carisma junto ao público. Ninguém discute mais a escalação deste ou daquele jogador.

Mano encolheu a Seleção. Ela é a nossa maior representação de Brasil pelo mundo afora. É o nosso balé Bolshoi. Zele por ela, Mano.

O Cruzeiro não é esse

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Nos últimos anos o Cruzeiro chegou perto do título brasileiro, acumulou 4 participações consecutivas na Libertadores, ficou com o vice em 2009.

Até a metade do ano encantou a torcida com seu futebol ofensivo e os resultados chegaram de forma impressionante até o jogo fatídico contra o Once Caldas, no dia 4 de maio, na derrota por 2 X 0.

O Cruzeiro acusou o golpe, embora tenha  ganho em seguida o Campeonato Mineiro. Muito pouco para quem esperava tanto.

Veio o Campeonato Brasileiro e como o time não se acertou e com a saída de nomes importantes Cuca não quis ficar e a diretoria aceitou. Joel Santana deu um alento, mas é técnico tiro curto.

Emerson Ávila recebeu o time, nada aconteceu e até agora Wagner Mancini nada acrescentou.

É apenas burocrático. Pegou o bonde andando e sente a falta de atacantes. A defesa depois que perdeu o Gil virou porteira aberta.

O resto da história não é preciso contar, todos conhecem.

A torcida, que desconhecia situação tão grave como essa, entrou em pânico.

Ao Cruzeiro restam dois caminhos em nome do futuro.

1º – Sair da ameaça do rebaixamento.

2º – O quanto antes, aí já com novo presidente, pensar na temporada de 2012, recompondo o elenco com talentos, o que o Cruzeiro sempre fez com competência.

É bom saber o que o Gilvan Pinho Tavares pensa e planeja para a sua gestão.

Hoje, agora, antes que seja tarde.

A Copa não é mico

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Para alguns jornalistas e políticos do contra a Copa do Mundo no Brasil é um castigo imposto pela Fifa e o governo Lula.

Está tudo errado, o país não vai conseguir cumprir o caderno de encargo e a corrupção anunciada empurra o tesouro para a bancarrota, anunciam os profetas de catástrofes.

Vamos com calma. Se o Brasil quiser abrir mão da Copa, imediatamente vão aparecer no mínimo 5 países para bancá-la , entre eles Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha.

Se é bom para eles, por que seria ruim para o Brasil?

Nós concordamos que houve excesso de empolgação no número de sedes e na construção de estádios em praças onde o aproveitamento futuro é duvidoso.

Porém, o que estamos montando talvez seja o suporte para nivelar o futebol brasileiro ao europeu, com estádios modernos, seguros, rentáveis, recuperando um público que se afastou das nossas arenas pela falta de condições mínimas de conforto.

Outro dia um site espalhou na internet que cada jogo, no Mineirão, por exemplo, iria custar 111 milhões. O custo da obra foi dividido pelas 6 partidas previstas e se chegou a esse número.

Nada mais preconceituoso. O Mineirão será usado na Copa das Confederações, no Mundial, na Copa América e até nas Olimpíadas de 2016. Sem contar o grande benefício para os clubes mineiros.

Ouvimos muito esta história na época de construção do Mineirão. Alguns diziam que o estádio só encheria na inauguração. Nada mais injusto e mentiroso.

As obras da Copa precisam ser vigiadas, isto é certo. Mas acima de tudo, os eventos que virão merecem apoio e celebração. A Copa não é mico, pelo contrário, é um mega-evento.

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