De volta ao começo

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Está convocada a Seleção Brasileira para a Copa das Confederações. Antes virão dois amistosos no país. Até a estreia contra o Japão, no dia 15 de junho, em Brasília, o tempo é pequeno para se imaginar uma grande reviravolta. Houve a perda de um tempo enorme com Mano Menezes, que usou e abusou do direito de fazer experiências. Da era Mano pouco ou nada se aproveitou.

Na lista de Felipão, onde estão Réver e Bernard, não adianta mais discutir os que ficaram de fora ou foram injustiçados. De todas as cobranças, a mais importante poderia ser a de Ronaldinho Gaúcho, pela fase que atravessa e pela experiência que carrega em seleções e no futebol europeu.

Este patrimônio poderia acrescentar muito junto a jogadores jovens, como é o caso de Neymar que até hoje, apesar de craque, não conseguiu um jeito de jogar quando veste a camisa da seleção.

Estamos hoje num humilhante 19º lugar no ranking da Fifa. Não dá nem para lembrar qual foi a nossa última vitória de expressão.

Vamos reconhecer que não temos hoje uma grande geração de jogadores. Faltam os craques de antigamente, que decidiam pelo lado individual quando faltava a força de conjunto. E para piorar, os nossos técnicos evoluíram pouco, estão apegados a fórmulas antigas, com gritaria na beira do gramado e a reclamação sem fim das arbitragens.

As imagens que chegam da Europa, da Liga dos Campeões, dos campeonatos da Alemanha, Espanha, Inglaterra, por exemplo, dão a dimensão de que há evoluções que ainda não chegaram até nós. Uma exceção é o Atlético e o Corinthians que mudaram o estilo e estão se dando bem.

Felipão fez questão de dizer que tem uma lista à parte de jogadores a serem observados e há uma distância razoável para a Copa 2014, que muita coisa pode e deve ser mudada até lá.

A lista dos 23 anunciados pelo Felipão é uma volta ao começo.

Precisamos recuperar o nosso orgulho de ver a Seleção em campo. Quem sabe a maré vai virar.

Mais do que uma vitória…

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A esmagadora vitória do Atlético sobre o São Paulo, no Independência, ressalta alguns pontos importantes do futebol que andaram esquecidos por algum tempo.
Quando o Galo perdeu de seis do Cruzeiro no último jogo do Campeonato Brasileiro de 2011, uma parte da torcida pediu a cabeça de Cuca e passou a contestar alguns jogadores, entre eles Rever e Richarlyson.

Kalil apagou o incêndio e daí para frente vieram os bons resultados com contratações pontuais que deram robustez e qualidade técnica ao time. A história, todo mundo conhece, passou a mudar com a chegada do Ronaldinho Gaúcho.

O resultado deste trabalho de paciência apareceu de forma muito clara na campanha da Libertadores e no jogo contra o São Paulo.

Há uma distância enorme entre o poder financeiro dos times paulistas em relação aos mineiros e conseguir o equilíbrio e superar um clube do porte do São Paulo é um feito que merece ser celebrado. O futebol mineiro tem neste momento duas equipes muito bem montadas, o que não acontecia há algum tempo e a decisão do Campeonato Mineiro deve ser a melhor dos últimos tempos. Logo virão o Campeonato Brasileiro e a sequência do Cruzeiro na Copa do Brasil e do Galo na Libertadores.

Há bons jogadores de sobra nas duas equipes, dois técnicos de qualidade e dois presidentes, Gilvan e Kalil apostando forte com investimentos nos elencos profissionais.

Depois do purgatório da Arena do Jacaré, o futebol voltou prá valer a Belo Horizonte e o público está dando a resposta nas bilheterias.

Que esta lua de mel dure bastante e que 2013, muito bom até aqui, seja um ano santo para o futebol de Minas.

Onde foi que erramos?

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A discutível forma de ranquear as Seleções do Mundo estabelecida pela Fifa, acaba de colocar o Brasil no 19º lugar, atrás de países sem grande expressão técnica. Isto chega a ser quase humilhante.

O que fizemos de tão errado assim?


Em primeiro lugar, para enfrentar qualquer problema você precisa acima de tudo de reconhecê-lo. E vamos e venhamos ele – e são vários- existe.

O bonde dos fatos nos atropelou e agora resta usar exemplos do passado e um foco sério no futuro.

O que fizeram com a nossa seleção é imperdoável. Expusemos a nossa glória no futebol em jogos amistosos sem expressão, juntando o time no aeroporto, dando um treininho e indo para o campo de jogo. Deu no que deu. Agora, enfrentando adversários mais fortes, como Rússia, Itália e Inglaterra, a verdade apareceu de forma clara e definitiva. Além da falta de grandes jogadores, há um vazio tático e uma falta absoluta de lado inteligente fora das quatro linhas. Ou seria medo de arriscar em alguma novidade? Uma ousadia talvez não fizesse mal. O Brasil ganhou a Copa de 70, para ficar com apenas um exemplo, usando 4 jogadores que eram camisa 10 nos seus clubes: Gerson, Pelé, Tostão e Rivelino. Ganhamos. Apesar do ponto que chegamos, há perspectiva de uma grande guinada, pois vamos receber novos estádios e, como já está acontecendo no Mineirão, recuperar um público que andava afastado devido a favelização dos estádios e a falta de segurança.


A dívida astronômica dos clubes pede juízo nos gastos. O circulo vicioso de quanto mais arrecada mais gasta é suicídio. A conta vai chegar.

A pompa que o futebol adquiriu e os salários altíssimos dos clubes são hoje a nossa grande ameaça.

Nunca houve tanto dinheiro no futebol. Nunca os clubes deveram tanto.

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A contagem regressiva

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A Copa das Confederações já está ali na esquina. De 15 a 30 de junho, durante duas semanas, a imprensa mundial vai julgar se os brasileiros fizeram o que prometeram quando trouxeram para cá a Copa do Mundo de 2014 e o seu “filhote” que é a Copa das Confederações.

O Mineirão receberá 3 jogos sendo o primeiro muito fraco (Tahiti X Nigéria), um segundo médio (México X Japão) e se tudo caminhar bem haverá um jogo pela semifinal envolvendo a Seleção Brasileira, no dia 26, isto se ganharmos o primeiro lugar no grupo A.


No último fim de semana, a Fonte Nova recebeu o carimbo de “estádio pronto”, se juntando ao Mineirão e Castelão de Fortaleza. Brasília, Maracanã e Recife,  apressam as suas obras e pela nossa tradição de não cumprir prazos podemos ter surpresas.

Belo Horizonte fica no meio do caminho. No dia 24, com amistoso Brasil e Chile, vamos passar por avaliações mais definitivas; com respeito aos outros itens a cidade fica devendo: mobilidade urbana, hotéis e aeroporto. Nada a comemorar.

A Copa das Confederações pega a cidade no meio de um caos no trânsito sem precedentes. Os que investiram e apostaram na vinda de um grande número de turistas vão se decepcionar, pois a procura de ingressos é baixíssima.

A Copa das Confederações nos dará, no mínimo, um cartão de advertência.

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O Brasil de Felipão

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Depois de três partidas contra adversários importantes, o que não acontecia há algum tempo, Felipão tem o desenho da Seleção Brasileira, em fase de acabamento, e já deixou escapar que nove titulares estão definidos e duas vagas adiadas para uma reflexão maior nos próximos dias.

A convocação para a Copa das Confederação fica para o dia 14 de maio e até lá nada de especial deve acontecer.

É quase impossível aparecer uma grande novidade em termos técnicos e só contusões poderiam modificar as conclusões tiradas até aqui.

Vamos lá: Julio Cesar, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo, Fernando, Oscar, Fred e Neymar. A vaga de Hernanes pode ter Paulinho ou Ramires; na frente pintam nomes como Kaká, Hulk e Ronaldinho Gaúcho. Pato e Lucas têm chances menores.

Foto: Mowa Press

O atual futebol brasileiro não foge muito deste elenco e o que resta saber é como estamos diante do mundo do futebol. Vendo eliminatórias europeias dá para perceber que várias seleções evoluíram e nós estacionamos.

Houve momentos no jogo com a Rússia que deram a impressão que os “brasileiros” eram eles.

Andamos à procura de um jeito nosso de jogar, de criar espaços, de partir para o gol adversário, de aflorar o nosso talento e a nossa criatividade.

Estamos previsíveis e sem craques que em outros tempos construíram a nossa história no mundo da bola.

Perderam o medo de enfrentar o Brasil e a nossa maior estrela, Neymar, não consegue jogar bem contra seleções estrangeiras e, caindo pela ponta, com espaço reduzido, permite uma marcação fácil.

Esta geração tem chance para evoluir. Resta saber se Felipão conseguirá esta virada com um olhar mais moderno e com a ousadia que anda faltando. Vai que é sua, Felipão.

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Cuca não se engana…

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Uma advertência de Cuca sobre o favoritismo do Galo na Copa Libertadores foi muito importante e veio no momento certo.

Disse o técnico: tudo que você faz na fase de grupos acaba quando entra no mata-mata.

Em 2011 o Cruzeiro disparou goleadas e no mata-mata topou com Once Caldas, que não estava entre os mais cotados e numa noite de azar na Arena de Jacaré perdeu o jogo de volta por 2 a 0, com direito a uma expulsão de Roger no primeiro tempo. Jogo mal jogado e o “Barcelona” da América do Sul caiu em casa.


A Libertadores tem três fases diferentes. A primeira é a pré-Libertadores, da qual o Galo se livrou, pois foi vice-campeão brasileiro. A segunda, a fase de grupos, com uma campanha 100% e uma classificação justa com 2 rodadas de antecipação.

Agora o Atlético entra na terceira e decisiva fase. 16 equipes em jogos eliminatórios de ida e volta. Para chegar ao titulo são 8 jogos contra 4 adversários.

O Atlético, através do Cuca está consciente da diferença entre ser favorito e ser candidato ao titulo. Candidato ao titulo o Atlético é com toda certeza. Favorito é meio perigoso e pode contaminar as atuações futuras. Os times brasileiros seriam hoje os adversários mais fortes e resta saber quantos vão passar nas próximas etapas.

A Libertadores 2013 pinta como uma das melhores dos últimos anos e os resultados que aparecem mostram que os adversários precisam ser respeitados, até os da Venezuela.

Não custa nada calçar as sandálias da humildade. Cuca não se engana.

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O mesmo do mesmo

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Está convocada mais uma Seleção Brasileira, agora para dois amistosos importantes na Europa: dia 21, contra a Itália, em Genebra, e dia 25, contra a Rússia, em Londres.

As listas já não causam qualquer impacto, tamanha é a falta de critérios e as alternâncias de nomes.

Felipão dá nova chance para Kaká, que na verdade não consegue emplacar uma sequência boa nem na Seleção e nem no seu clube. A bem da verdade, Kaká é reserva de Özil e Modric no Real Madrid.

O que é importante lembrar neste momento é que estamos a menos de três meses da Copa das Confederações e continuamos à procura de um time e de uma fórmula brasileira de jogar.

A explicação sobre a ausência de Ronaldinho é dar a Kaká condições de igualdade.

Tudo bem. Para o Atlético é bom nessa fase de jogos acumulados no Campeonato Mineiro e a Libertadores.

Por um ângulo diferente, analisar a lista de Luis Felipe Scolari mostra um retrato claro do atual futebol brasileiro. Estamos numa mudança de safra e vai demorar um pouco se ajustar um time para recuperar as posições do Brasil no ranking mundial e devolver o respeito que o mundo sempre teve pelo futebol brasileiro.

Em outras palavras. Está faltando craque.

O caminho único e natural para Felipão salvar a Copa das Confederações é insistir com um time e dar a ele uma característica. Mudar tanto, como fez Mano Menezes, nos leva a temer um fiasco, pois não temos conseguido vencer nenhuma seleção adversária forte nos últimos tempos.

A nova convocação é o mesmo do mesmo.

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Precisamos falar sobre o Kevin…

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Um garoto de 14 anos estava no estádio em Oruro, na Bolívia, onde jogavam Corinthians X São José pela Copa Libertadores. O sonho de ver seu time desafiando o Campeão do Mundo acabou quando recebeu no olho um sinalizador disparado por corinthianos provocando a sua morte.

Estou usando como título deste comentário uma história que passou nos cinemas em 2011, vinda de um livro de grande sucesso que trata de maldade humana. Kevin era o nome do menino boliviano.

A tragédia de Oruro ainda vai render muito assunto na mídia e daqui a pouco cai no esquecimento dando espaço a um novo ato de selvageria nos estádios.

A louvação de que se faz em torno de torcidas organizadas precisa acabar e que seja criado um ato de bom senso separando torcedores de marginais.


Cansamos de ver imagens de torcedores do Corinthians provocando cenas de vandalismo em Guarulhos na ida do time ao Japão. Antes, a mesma Gaviões da Fiel sabotou a contagem de voto do carnaval paulista. Tudo foi aceito como paixão e a história de “bando de loucos” virou sucesso na mídia. Deu no que deu.

O pior é que isto se alastra pelo Brasil afora e há torcedores presos (Galoucura) acusados de assassinatos.

Torcedores marginais passam a patrulhar a imprensa, ameaçar dirigentes de morte (Gilvan de Pinho Tavares denunciou o fato) a invadir CTs e agredir jogadores nos aeroportos.

A situação tende a se agravar, pois os torcedores estão perdendo seus limites, se beneficiando da omissão dos dirigentes e autoridades e protegidos pelo manto sagrado dos clubes.

Quem levou os sinalizadores passou por fiscalização nos aeroportos, estradas e na chegada dos estádios de Oruro. Ninguém viu ou quis ver a ameaça que os aparatos representavam?

Kevin se torna um mártir.

Precisamos falar sobre o Kevin.

O começo foi bom…

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O Atlético volta a jogar no dia 26 contra o Arsenal, na grande Buenos Aires. Sobre este desafio, é preciso não se empolgar com a vitória sobre o São Paulo e não tratar o Arsenal como adversário fraco e time pequeno. O retrospecto dos argentinos é respeitável e a subida nos últimos anos credenciam o próximo adversário como um candidato forte a uma das duas vagas no grupo.

No jogo contra o São Paulo voltou a determinação do time do Cuca que faltou no clássico contra o Cruzeiro. Tudo bem, era começo da temporada.

Por ter jogado mais vezes em 2013, o tricolor deu a impressão de estar mais entrosado e com alguns aspectos muito positivos.

Quanto ao Atlético , Cuca não abriu mão de chutes pra frente e ligação direta, tática na qual ele acredita e que, vamos e venhamos, tem dado certo.

Faltam mais jogos para um melhor entendimento entre Tardelli, Ronaldinho, Jô e Bernard, o quarteto de ataque.

A Libertadores não é para aprendiz. Como o torneio tem uma exposição muito grande e pode levar outras conquistas, entre elas o título mundial, cada jogador se desdobra e cada jogo tem característica de decisão. Cuca deve ter visto e revisto o jogo com o São Paulo e anotado alguns erros do time. Grandes vitórias, como a da terça-feira escondem erros.

O que fica, porém, da estreia, é a grande força da torcida, a aplicação do time, o talento individual do Ronaldinho, a raça de Bernard, o comportamento da zaga Leonardo/Réver e o show de Victor como pontos altos da equipe. O começo foi bom.

A volta do Mineirão

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Estava previsto e foi muito divulgado que o Mineirão apresentaria todo tipo de dificuldades no clássico Cruzeiro 2 X Atlético 1.

Foi muito bom ver a volta das duas torcidas, o estádio dividido meio a meio e um visual de cair o queixo. Jogo movimentado. Vitória justa do Cruzeiro. Mais vontade e mais bola.

Os problemas precisam ser divididos em pequenos, médios e grandes. O tempo vai se encarregar de resolvê-los e a Minas Arena deve ter recolhido e vai analisar o que funcionou e não funcionou no domingo.

Entre as questões mais difíceis fica bem claro que o estacionamento precisa ser repensado. Se o modelo é europeu onde poucos carros são levados para o estádio aqui é diferente. É carro, carro, carro. Não há, por enquanto, (e penso que durante muito tempo) solução à vista. É inevitável criar mais espaço para estacionamento, pago ou não. A forma de vender ingressos é moderna, mas tem que ser feita com uma antecedência maior.


A reunião de logística (terça) e a venda de ingressos (quinta) ficaram muito em cima da hora.

A empresa responsável pelo gramado já reconheceu que há uma falha grave na drenagem em razão do excesso de fibra misturada com a grama. A sorte é que não choveu na hora do jogo. No sábado, o visual era assustador. O Mineirão virou piscina.

O público vai demorar a aceitar assistir o jogo sentado. Por enquanto, todo mundo fica em pé.

O importante é que o pior passou e a nova casa do futebol receberá em breve outros eventos, como o show de Elton John e a volta do Axé Brasil.

Foram 2 anos e meio de exilio. Domingo a torcida viveu um calvário. De agora prá frente que seja só alegria.

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