Sacola cheia de maldades
23 de Dezembro de 2011 por Eduardo Costa | Categorias: Post | 6 Comentários »
Quando o vereador Arnaldo Godoy apresentou projeto de lei para proibir as sacolas plásticas tradicionais em Belo Horizonte todos nós comemoramos. Afinal, o mundo inteiro sabe que os recursos ambientais estão exauridos, qualquer criança tem consciência do quanto o plástico demora a decompor na natureza e a situação tende a ficar insustentável se não começarmos a agir diferente.
O prefeito sancionou a lei e começou a correr o tempo para a adaptação. De repente, a lei valendo, com campanha da Associação Mineira de Supermercados e muita confusão: ninguém entre nós consegue dizer qual sacola é a correta; nenhum de nós tem capacidade de distinguir a ecologicamente correta de outra, de mentirinha.
Mas, o pior mesmo é o comportamento dos estabelecimentos em Belo Horizonte. Eles simplesmente transferiram o problema para o consumidor, ignorando todos os transtornos advindos da mudança. No caso das drogarias, a maior rede pelo menos oferece uma pequena embalagem de papel. Em qualquer padaria que a gente vai, junto com o troco a caixa logo pergunta: “Vai querer a sacola?” Na verdade, deveria ser treinada para dizer: “Vai pagar a sacola, ô otário?” É assim que se sente o infeliz comprador, obrigado a aceitar as novas regras do jogo sem sequer discuti-las.
E o Carrefour. Que sacanagem esta multinacional francesa está fazendo! Fica apenas uma moça no caixa (fraca, mal treinada, coitada) com aquela fila de todo tamanho… A própria compradora tem de passar as mercadorias para a esteira, pegar do outro lado e colocar no carrinho… Antes, quem for mais forte arranja caixas de papelão na marra lá dentro do supermercado…
Quem não consegue que se vire para levar carne, queijo, pizza, arroz, tudo misturado até o carro… Quem vai de ônibus? Deus me livre só de pensar! Ah, mas voltando à moça, ela parece exausta (disseram-me que aquelas funcionárias, depois do expediente na registradora, têm de trabalhar na faxina da loja também) e, quando é surpreendida pela falta do código de barras no produto, simplesmente avisa: “Cê poderia ir lá e pegar outro?”
Minha filhinha saiu correndo da primeira vez, machucou a barriga num daqueles corredores… Da segunda vez eu disse a ela que nem se fosse a última coisa que iria comer no mundo iria lá buscar outro pacote congelado de costelinha… Que absurdo! Que falta de respeito! Essa gente quer é faturar, mais e mais… E conta com o fato de que nós, brasileiros, não desistimos nunca e não reagimos jamais…

Pois é, acho que essas iniciativas pensando no ecologicamente correto são muito válidas nos dias de hoje. O problema é como as coisas são malfeitas. Onerar mais ainda o consumidor só faz a opinião pública desgostar desse tipo de mudança. Se acrescentarmos o fato de estarem vendendo sacola falsificada, que de biodegradável só tem o nome, piorou tudo. Sacrifício do consumidor em vão. E isso que o Eduardo falou do atendimento no Carrefour já aconteceu comigo. Solução: parei de comprar nessa birosca. Na categoria supermercado é o pior atendimento de Belo Horizonte.
Olá, Eduardo! Enviei para toda a imprensa belo-horizontina um release do Ver. Divino Pereira apresentando o Projeto de Lei nº 1713/2011, que prevê a GRATUIDADE das sacolas “ditas” ecológicas. A análise perniciosa da lei em vigor, por parte dos grandes comerciantes, permitiu mais uma vez que o cidadão fosse lesado. A lei não ordena que as sacolas ecológicas, biodegradáveis, biocompostáveis, sejam VENDIDAS, apenas fala da substituição das sacolas plásticas. Mas que pena, meu release não foi divulgado em nenhuma emissora.
Sou cidadã de Belo Horizonte e acompanho de perto as questões da cidade. Leio pela internet, todos os dias, o Diário Oficial do Município, DOM, contendo todas as leis, decretos e portarias, bem como os vetos parciais e integrais aos projetos de leis.
Posso dizer, com propriedade, que os vereadores desta cidade, em sua grande maioria, não tem feito por merecer em nada: tanto na nossa credibilidade, quanto ao salário atual e muito menos ao “futuro salário”. As leis se baseiam em nomes de rua e, quando muito, instituindo o “Dia Municipal de qualquer coisa”. Uma vergonha!
O mandato do legislativo municipal que se restringe a nomear ruas, como “presente” aos entes queridos dos falecidos que tem nessas ruas um conforto e uma gratidão para com o vereador e a criar “dias municipais diversos” não pode pleitear um salário de R$15.000,00 por mês.
Nem tampouco podemos achar que o trabalho do vereador seja colocar redutores de velocidade e placas de sinalização nas ruas, onde depois os próprios vereadores mandam colocar faixas com os dizeres: “A comunidade tal agradece ao vereador(a) Fulano melhoria na sinalização”. Queremos uma democracia representativa, onde o vereador seja a voz da população e não simplesmente que nomeie ruas ou banque eventos e quermesses. Não estamos mais no século passado, onde éramos agradados por qualquer coisa e o político ganhava a nossa confiança.
A maior vergonha veio no dia da audiência quando ouvimos em alto e bom som um pastor e vereador dizer que não conseguia se sustentar com o que ganhava e que, por isso, deveria ganhar mais. Ao ser vaiado, ele disse “filiem-se a partidos políticos e concorram às próximas eleições”. Não senhor pastor e vereador, não queremos disputar o próximo pleito, ao qual o senhor poderá concorrer ao sexto mandato. Queremos que o senhor possa ir às ruas e conversar com as pessoas que se mantém com R$ 545,00, conseguem se sustentar e não perdem o caráter. Afinal de contas, em entrevista o senhor disse qua havia corrupção na câmara porque o vereador não ganhava o suficiente.
A propósito, quais vereadores temos hoje??? Não sabemos. Depois das eleições em 2010, vários foram ocupar outros cargos, deixando nas cadeiras que nos representam, desconhecidos suplentes.
Diante disso, fica a pergunta: o Prefeito vai sancionar o aumento de 62%? Ele depende do legislativo para governar…
Porém, a população não pode parar com esse movimento. Precisamos nos unir! Olhem o DOM de hoje, dia 23/12/2011: as leis todas criando nomes de ruas…
R$15.000,00 por mês??? Como foi dito por um vereador: “o aumento é constitucional!” Como é bom cumprir a constituição, tendo-a como álibe nesses momentos e comparecer para votar este projeto de lei tão importante para a nossa cidade… “Caros” vereadores, e quando digo “caros”, são “caros” mesmo: trabalhem bastante, pois há uma parcela da população e da imprensa que não se ilude com nomes de ruas, instituição de dias municipais, patrocínio de quermesses, faixas de agradecimento e “melhorias de sinalização”. Espero que os senhores também leiam esta mensagem… Talvez em fevereiro de 2012, quando retornarem do “merecido recesso”.
Att,
Cidadã de Belo Horizonte, trabalhadora que não se corrompe, mas crê na luta por dias melhores
é fácil proibir sacolas para consumidores, principalmente se isso gera lucro para os comerciantes…
porque ‘proibir’ entrega de sacolas, mesmo de papel?
agora querem uma lei para ‘incentivar’ a industria usar embalagens ecologicas. para a industria incentivo, para o consumidor proibição (exceto se vc pagar um dinheirinho a mais)
porque não proibem as embalagens PETs (o vidro não é muito mais ecológico?)?
porque não proibem as embalagens de isopor, que poderia ser substituído pelo papelão?
bater no consumidor é fácil, até os advogados especialistas em defesa do consumidor fazem isso, que tal voltar o foco para a indústria e comércio?
Idiota a opinião pública (e imprensa) que defendeu a abolição das sacolas de plásttico e acharam que os supermercados não iriam nos roubar. A hora de reclamar passou Eduardo Costa!
Bando de eco-chatos incompetentes na construção das leis. Por que não elaborou uma lei com o seguinte texto: “o estabelecimento está obrigado a SUBSTITUIR as sacolas que poluem por outro item ecologicamente correto, sem ônus para o consumidor” ?
Eduardo,
Gostaria que você fizesse com que esta mensagem chegasse ao Kalil, mesmo sabendo que não é sua área, o esporte.
Kalil,
Aqui é um dos muitos apaixonado e decepcionado atleticano.
Com relação ao resultado do último jogo do nosso Galo, o que parecia improvável, tornou um foco de comentários de que o Atlético teria entregado o jogo para o nosso rival, fato este que não aceito como torcedor, pela falta de respeito, ética e tantos outros adjetivos que posso acrescentar. Não sei se Diretoria, comissão técnica ou jogadores, mas, inaceitável a conduta dos profissionais e um vexame muito grande para nós sofridos torcedores, o que muito me preocupa.
Por outro lado Kalil, acredito na sua palavra de que no Galo só tem profissionais e homens corretos e jamais fariam uma coisa dessas. Ai me preocupa muito mais, perder para um time “mediocre”, e como fala meu irmão que é cruzeirense, “Horrível” de 6 e ainda dizer que o time servirá de base para 2012, é difícil de entender.
Kalil, não gostaria de ter resposta desta mensagem, é somente um desabafo de um Atleticano, assim como você, que sofre e defende este nome em todas as partes do mundo e com todas as pessoas.
Sei que não fará falta para o nosso Galo, mas, somente em represália ao que aconteceu, este ano de 2012 não irei a nenhum jogo do Galo onde quer que seja, como também não vou adquirir nenhum produto com a marca “Galo”, e saiba que sou Atleticano mesmo, daqueles que vai a campo, dentro e fora de BH e adquiri com frequência produtos do Galo.
Até 2013 e boa sorte em seu mandato.
Abraços,
Motta