Ainda sob descrença e furto de carros
26 de Agosto de 2010 por Eduardo Costa | Categorias: Futebol | 2 Comentários »
Como era de se esperar, repercutiu muito a coluna de terça-feira, quando disse considerar que a mentira contada por um despachante, de que haveria uma criança dentro de seu carro roubado, era tentativa de obrigar a polícia a ir atrás e prova definitiva da descrença que o cidadão tem em relação à apuração de alguns crimes. Números do delegado Ramon Sandóli provam que há um esforço para conter os abusos, mas, confirmam a triste realidade: todo dia seis carros são levados para sempre, só na capital.
O delegado Sandóli responde pela Coordenação de Operações Policiais do DETRAN de Minas e reuniu dados que revelam esforços: o número médio de ocorrência de furtos e roubos, diariamente, em Belo Horizonte, caiu, nos últimos três anos, em um terço. Ainda assim, são assustadores: no primeiro semestre desse ano, foram levados 2.528 veículos dos quais só l.465 foram recuperados. Em outras palavras: seis somem para sempre, vão para o interior, para lugares misteriosos ou viram “peças usadas” nesses ferros-velhos que proliferam na cidade. A propósito, sabendo que atuar no varejo é impraticável, até porque já temos l,3 milhões de veículos registrados na capital (há de se considerar os de outras praças que circulam por aqui), o delegado optou pela tática de investigar gangues especializadas em furto, receptação e desmanche. Tem dado certo: em relação a igual período do ano passado, o crime diminuiu 15 por cento e a recuperação aumentou 4,2 por cento. Há outra dificuldade: 79 por cento das ocorrências são de furto – não tem vítimas de agressão ou testemunhas. De todo modo, vou continuar chateando as autoridades porque todo dia alguém me chateia pedindo socorro para o carro roubado.

Prezado,
Ouço o senhor todos os dias no rádio e me espanto com tanta competência e respeito aos assuntos discutidos na conversa de redação. Porém, hoje, como faço todas as manhãs, ouvi o que o senhor disse sobre o caso Bruno (goleiro). O senhor disse que o mesmo seria reincidente no julgamento de minas se fosse condenado no Rio, pois será julgado no rio antes daqui. Com a devida venia, retifico a informação pelo seguinte: O autor não será réu primário se o mesmo já tiver sido condenado por crime anterios no momento da prática do novo crime e não no momento do julgamento. Ele não seria réu primário se, no momento da prática do crime (morte de eliza), ele já tivesse sido condenado pelo crime anterior. Como não é o caso, ele será réu primário nos 2 julgamentos.
Se fosse o caso, o maniaco de contagem, por exemplo, seria réu primário no 1º processo e não seria nos demais (uma vez q foi condenado no 1º) o que não procede. Ele também será réu primário em todos os processos.
Agradeço a atenção!!
Caro Eduardo Costa,
Eu tive meu carro roubado em 1991, no mesmo dia em que o do meu Gerente, amigo de um Coronel. O carro dele foi encontrado, através de “força tarefa”. Quanto ao meu, infelizmente deve ter sido desmontado, rodando em outras cidades….Estamos em 2010….
Infelizmente, pude constatar diferenças no tratamento de proprietário de veículos e despachantes do Detran, na Gameleira. É uma vergonha! Eu fiz a vistoria de meu veículo e como demorou, não deu para entregar a documentação do veículo até as 16:00 horas. Um despachante, sorridente entrou na repartição e resolveu suas pendencias. Eu paguei a multa por atraso nos documentos…Se tivesse pago a um despachante, evitaria este transtorno. Acho que a Internet facilita muito e organização interna do Detran deveria privilegiar os proprietários de veículos, pois pagamos altas taxas e não temos o atendimento devido.
O INSS já acabou com a “farra” dos despachantes. A maioria dos “Despachantes” tem “amigos” e nós somos apenas alguns que poderiam gastar menos nos tramites pertinentes a emplacamento de veiculos.
Acho que este assunto é de interesse de todos.
Um abraço,
Marcio Duarte
Professor – SENAI-MG