Está em desenvolvimento um importante projeto para a área da Comunicação Social, não só em Minas Gerais, mas também no Brasil.
O Museu da Comunicação nasceu de uma parceria entre o SINAPRO-MG (Sindicato das Agências de Propaganda de Minas Gerais) e o Governo de Minas Gerais, através da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e a FAPEMIG-Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais.
Aprovado o projeto pré-operacional em outubro de 2008, os trabalhos de planejamento do Museu tiveram início em janeiro de 2009, com uma equipe de implantação que conta com um corpo de consultores na área de Museologia, Museografia, Comunicação e Marketing, Gestão de Projetos e Conteúdos.
A comunidade de comunicação de Minas Gerais criou, para viabilizar a implantação, a Associação dos Amigos do Museu da Comunicação, já qualificada como OSCIP.
Foi também contratada a maior empresa brasileira de estudos de museologia, a EXPOMUS, de São Paulo, que entregou o Projeto Museológico e o Plano de Sustentabilidade do Museu, em abril de 2010.
Seu núcleo inicial será totalmente dedicado à Propaganda, com enfoque museológico nos esforços integrados de comunicação de Marketing. Será uma entidade pioneira ao congregar as realizações da comunicação de Marketing no campo da propaganda, promoção de vendas, merchandising, relações públicas, webmarketing e jornalismo publicitário.
O Museu pretende tirar partido do fascínio exercido pela comunicação, principalmente pela Propaganda, no sentido de transformá-lo num importante centro de pesquisa, de preservação da memória e exposição do que há de melhor no acervo da comunicação brasileira, com um olhar voltado para o futuro, destacando as transformações induzidas pelo avanço tecnológico e as novas mídias.
Será um museu brasileiro, com alma mineira e diálogo internacional. Seus principais objetivos se apoiam sobre o seguinte tripé: 1)resgatar a memória da propaganda brasileira; 2) transformar-se em um centro nacional de referência para a pesquisa de comunicação de marketing e, 3) ser um centro de educação continuada do profissional brasileiro de comunicação.
O Museu da Comunicação já firmou acordos com grandes instituições americanas e européias, tais como a Advertising Educational Foundation, de New York e o American Icon Museum. De igual forma, negocia acordos de transferência de “expertise” com o Musée des Arts Décoratifs, de Paris e o Museum of Brands, Packaging and Advertising, de Londres. Negocia-se ainda um acordo com o Brand Center da Universidade da Virgínia e a Scuola Superiore di Studi Avanzati de Trieste, na Itália.
Em plena era da informação o Museu da Comunicação irá adotar uma dinâmica totalmente inovadora em seus aspectos expográficos. Será um grande centro interativo educacional, tirando partido do que há de mais moderno na moderna museologia, criando um permanente diálogo entre seus acervos permanentes e transitórios e as várias faixas de público visitante.
Comparativamente ao que existe nos Estados Unidos e na Europa, o Museu da Comunicação possuirá temática inédita, tanto pelo potencial de formação de seu acervo, quanto pela pesquisa que aí será empreendida. Seu potencial de parcerias institucionais, tanto no âmbito público, como privado e seu potencial de incremento turístico para a cidade de Belo Horizonte representam atrativos que tornam o Museu da Comunicação uma instituição com a capacidade de se tornar referencial no cenário museológico, de pesquisa e educação.
Sem o apoio do Governo de Minas Gerais, nas gestões de Aécio Neves e de Antônio Anastasia o Museu ainda seria um mero projeto. O Governo de Minas Gerais, através da Secretaria de Cultura, já cedeu à Associação dos Amigos do Museu da Comunicação um prédio e um terreno na Avenida Assis Chateaubriand, em Belo Horizonte, para sua implantação.
Graças à Legislação de Apoio à Cultura, valendo-se do Projeto Rouanet, o Museu da Comunicação já está negociando patrocínios específicos para a fase de captação, catalogação e digitalização de acervo, pelo que conta com o apoio de um grupo de consultores especializados.
Iniciando pelo mercado mineiro de propaganda, o Museu da Comunicação tem recebido apoio por parte das grandes agências de Minas Gerais e das entidades mais representativas do setor, tais como a AMP, o capítulo mineiro da ABAP, a AMAV, o próprio SINAPRO-MG, que tem dado uma significativa contrapartida financeira às verbas governamentais. A SECTES e a FAPEMIG continuam também apoiando a iniciativa.
Trata-se de um empreendimento inédito que trará enormes benefícios não só para a atividade publicitária mas também para toda Minas Gerais.
Juliano Sales
Diretor-executivo da agência de publicidade e propaganda Casablanca.