Mãe, vou ser publicitário

  • Compartilhe
  • | Mais


Eis um brilhante texto, escrito pelo publicitário João Marcelo Meira da agência Lápis Raro, em homenagem ao Dia do Publicitário. Parabéns ao João Marcelo, parabéns a todos os publicitários.

Tem uma história que faz anos que roda a internet e que sempre me fascinou: sobre o mendigo cego de Nova York. Como aqueles textos que de repente se tornam do Drummond ou do Veríssimo, ela ganhou várias formas (o mendigo também já apareceu em Paris, por exemplo).

Mas a verdade é que a primeira vez que li essa história, foi assim: um dos maiores publicitários de todos os tempos, David Ogilvy, estava a caminho da sua agência em Nova York, quando viu um mendigo sentado na calçada, com um cartaz e os dizeres “Sou cego” e uma lata, onde recebia esmolas, praticamente vazia. Subitamente, David pegou o cartaz, escreveu alguma coisa, colocou-o no lugar e continuou seu trajeto. No fim do dia, quando estava retornando para casa, passou pelo mesmo mendigo que, agora, tinha a lata cheia de moedas. A mudança feita por David foi simples: é primavera e sou cego.

Diferentemente do que muita gente pensa, ser publicitário não é simples. Exige dedicação, trabalho, paciência, empenho, organização, foco e, claro, criatividade. Nem tudo é pipoca com Guaraná, nem tudo é Nike, nem tudo é mil e uma utilidades, nem tudo é glamour, nem tudo é sucesso. Tempos de Washingtons Olivettos, quando publicitários eram quase popstars? Isso não existe mais. A verdade é que amor e ódio se encontram quase que diariamente na vida dos publicitários. A verdade é que, para trabalhar nessa profissão, é preciso muita paixão, tesão mesmo. E a verdade é que, sim, ela ainda é uma profissão que fascina muito.

Não sei se a história é do David Ogilvy, se ela aconteceu em Nova York, em Paris ou em qualquer outra parte do mundo. Só sei que, se não foi um publicitário que fez esse gesto com o mendigo, ele poderia ter sido um dos maiores. Pelo feeling, pela genialidade, pela simplicidade. E tenho certeza que, entre briefings, reuniões, discussões, aprovações e reprovações, todo mundo que trabalha nessa profissão e lê essa história, mesmo que lá no fundo, se orgulha do dia em que chegou em casa e disse: mãe, vou ser publicitário.

João Marcelo Meira – Lápis Raro 

A DÚVIDA

  • Compartilhe
  • | Mais


O texto da minha coluna reproduz fielmente as palavras da Carla Madeira ,para os clientes da Lápis Raro, durante uma festa bem gostosa de confraternização.
Mais um “gol de placa” da Carla . Viva !

A trajetória humana é o resultado da tensão entre preservar e transgredir*. O corpo quer preservar. A alma, transgredir. Funciona mais ou menos assim: o sujeito está parado em frente ao mar, em um lugar paradisíaco, dia azul, brilhante e agradável. Uma brisa suave deixa a vida perfeita. É quando a alma começa a se perguntar: “O que será que tem do lado de lá?” O corpo completamente feliz com o paraíso responde: “Não faço a menor ideia.” Então, a alma continua: “Acho que vamos ter de ir até lá.” “Como assim”, protesta o corpo!  Ir lá a troco de quê? Correr o risco de afogar, de ser comido por um tubarão!” “É, mas, se o único jeito de saber o que tem do lado de lá é indo lá, vamos ter que ir. Ou você prefere que eu vá sozinha?” O corpo, sabendo que não pode ficar vazio de alma, se conforma. E a alma, cheia de coragem e dúvida, se lança ao mar.

O que nos move são as perguntas, que organizam nossas dúvidas. Que não se calam e nos fazem seguir em frente. Os maiores empobrecimentos do mundo e as maiores violências nascem das certezas. Os fundamentalistas são aquelas pessoas com certezas tão absolutas que matam e morrem por elas. E fazem isso não pelo que acreditam, mas porque estão tão radicalmente sem dúvidas que não admitem que o outro pense ou seja diferente.

A obsessão pela certeza é uma tentativa de eliminar o risco. O medo do risco imobiliza. O sujeito passa as quatro estações dentro de casa. Não pode sair no verão porque o sol forte pode provocar câncer de pele. É verdade, pode. Não pode sair no inverno porque pode pegar uma pneumonia. É…pode. Não pode sair na primavera: vai que as abelhas, assanhadas com o pólen, resolvem atacá-lo. Isso pode até matar. Não pode sair no outono já que as folhas caem, e um galho pode cair junto, bem na cabeça do cara. Quem pode garantir que não? É isto que o medo faz: ele transforma a possibilidade, muitas vezes remota, em certeza. O medo é a certeza de que o pior vai acontecer.

Steve Jobs não fazia pesquisas de mercado para desenvolver seus produtos. Ele não ignorava a importância de saber o que o consumidor quer, ele simplesmente tinha a convicção de que o consumidor não sabe o que quer. Ele tinha a convicção de que o desejo pelo belo e pelo bom é universal. De que as pessoas querem produtos fáceis de usar, amigáveis. Querem coisas bem cuidadas, coisas simples, com formas e proporções elegantes, sem excesso, que funcionem. E digo que ele tinha convicção, a mais profunda convicção, mas não certeza porque Steve Jobs não era movido pela certeza, era movido pela capacidade de correr riscos. Ele errou algumas vezes e pagou caro, mas acertou muito mais vezes e ganhou muito mais do que perdeu. Acreditar em alguma coisa não elimina o risco, mas aumenta a coragem de enfrentá-lo.

Nos últimos tempos, todas as empresas que estão aqui viveram grandes dúvidas. Dúvidas de crescimento, de um futuro incerto, de não saber exatamente o que está acontecendo, de não saber como o outro vai reagir.  Dúvidas de um tempo moderno. Elas serão cada vez maiores pela dinâmica que está se desenhando. Mudanças rápidas demais, muita informação, muita competição, muita exigência, mais consciência, mais desejo, mais libido, menos tolerância, mais indicadores, mais resultados, muitas escolhas.
E o maior risco que corremos, o mais fatal, o mais caro é nos deixarmos acuar. É ignorarmos nossas intuições, eliminarmos nossa experiência, não suportarmos a crítica, perdemos o humor e a confiança no que somos, no que queremos e podemos ser. A certeza absoluta nunca virá porque a vida é a metáfora do risco.

Que em 2012 a dúvida nos acompanhe, nos faça atravessar os mares e nos inspire a ser originais, criativos, ousados. Para que possamos, aí sim, sem dúvida nenhuma, ser únicos.

Carla Madeira – Lápis Raro

“Top of remind”

  • Compartilhe
  • | Mais


Jornalista, Ana Cristina Novato é responsável pelo Setor de Projetos Especiais da Rádio Itatiaia. Desde 1987 na Rede Itatiaia, já atuou nos setores de jornalismo (produção/redação) e promoção das rádios Itatiaia e Extra FM. Há 16 anos, participa da cobertura da Itatiaia da Semana Santa em Roma, ao lado de José Lino Souza Barros. Ana Cristina Novato comanda ainda, diariamente, o quadro ”Aplausos” do programa Boa Tarde e integra a mesa de debates do Programa “Rádio Vivo”. 
Excelente profissional !

Quem bate? É o frio ….. Não adianta bater que … tá na hora de dormir, não espere a mamãe mandar … Mas não se esqueça da minha Calói!

Neste momento você deve estar se perguntando porque estamos voltando ao passado e ao mesmo tempo se lembrando de outros jingles e comerciais antigos. Respondendo à primeira pergunta, é que resolvi falar um pouco desta onda retrô que invadiu os mercados e a sociedade em geral nos últimos tempos. Aliás, foi por este interesse crescente das pessoas por assuntos ligados à memória, que resolvemos criar no programa Boa Tarde, às sextas feiras, o quadro Sexta Retrô. Isto porque na nossa participação diária, sempre que a conversa ia para as lembranças envolvendo músicas, jingles, hábitos e produtos antigos, os ouvintes sempre se manifestavam lembrando fatos semelhantes.

A gente sabe que o tempo passa, o tempo voa e a Poupança Bamerindus pode até não estar mais numa boa, mas de comerciais marcantes assim, ninguém esquece. E as próprias marcas, melhor do que ninguém, sabem disto. Outro motivo que me levou a escrever sobre este tema, foi a divulgação da 21ª. Pesquisa Top of Mind da Folha. E sem querer fazer mero trocadilho, ao folhear a revista desta edição, me deparei com várias propagandas antigas, que cá entre nós, chamam mesmo a atenção. Olha a onda retrô aí de novo.

Isto sem falar dos inúmeros e-mails que invadiram nossas caixas de correio, com coletâneas de reclames inesquecíveis, testes de memória e jingles históricos. Certamente você já recebeu vários deles e gostou de relembrar os velhos tempos. Porque todo mundo sabe: quem bebe Grapette, repete. E até hoje permanece o mistério: o biscoito Tostines é fresquinho porque vende mais ou vende mais porque é mais fresquinho? E afinal, o que brilha mais, o assoalho da mamãe ou o sapato do papai?

Agora que estamos relembrando estas produções antigas, a gente não pode deixar de dar o crédito aos nossos intrépidos publicitários e suas criações maravilhosas. Se não fosse assim, estas produções cairiam no esquecimento, como acontece com muitas de qualidade duvidosa.

Nesta altura do campeonato (não o brasileiro, já que estamos falando de coisas boas, principalmente para os mineiros), você já deve ter se lembrado de inúmeros outros jingles e propagandas que compõem sua lista particular Top of Remind (a expressão, é claro, é uma brincadeira com a renomada pesquisa Top of Mind). Eu sei, não precisa me lembrar de que eu não havia citado ainda o batalhão do apetite, a loura misteriosa da Gillette, o Boko Moko da Antarctica e tantos outros. Mas vou ter que encerrar este post, já que agora é hora do lanche, que hora tão feliz, queremos comer Biscoito São Luiz. Ou você prefere os novos drops Dulcora, quadradinhos, embaladinhos um a um, você quer um? Prove agora.

Para explicar esta onda retrô, seria preciso um estudo sociológico, mercadológico ou coisa assim. Não abordei este assunto com esta pretensão. A idéia era simplesmente fazer você viajar um pouquinho no tempo, montando a sua Top of Remind particular. E aqui no finalzinho, aproveito para encerrar meu texto mandando um recado nada oportunista (Deus me livre disso), mas super sincero, ao dono da coluna: bonita camisa, Carlinhos!

Ana Cristina Novato
Jornalista da Rádio Itatiaia

A propaganda sob patrulha

  • Compartilhe
  • | Mais


Estou reproduzindo na íntegra o excelente editorial do jornal PROPAGANDA & MARKETING (PROPMARK) de 03/10/2011. Ele traduz tudo que um bom profissional de comunicação sente e deve falar e/ou contestar.

Parabéns Armando Ferrentini e equipe do PROPMARK !

Viva a COMUNICAÇÃO !

A propaganda sob patrulha 

Vem aumentando o cerco sobre a atividade publicitária em nosso País.

Além dos mais de 200 projetos de lei em tramitação no Congresso, contendo restrições de toda ordem – a maioria bizarra – ao exercício da propaganda, iniciou-se recentemente uma onda de denúncias visando constranger e desvalorizar o ferramental publicitário perante a opinião pública. Dentre esses ataques, em forma de denúncias, ganhou força quando surgiu a crítica aberta ao comercial “Pôneis Malditos”, da Nissan, que acaba de ser arquivado pelo Conar. O trabalho chegou ao Conar sob a alegação de associação negativa entre figuras infantis e a palavra “malditos”.

Nas últimas semanas, tivemos uma representação (já abordada neste espaço), de autoria de um publicitário de Brasília, contra uma peça de campanha divulgando a mostra de trabalhos inscritos no Prêmio Colunistas daquela regional, que se utilizou do caminho criativo do humor (luta de vale-tudo) para atingir seus objetivos. Ainda está pendente de julgamento no Conar.

Nas duas últimas semanas, outras duas denúncias transformaram-se em polêmica midiática, por envolverem celebridades públicas, uma já falecida e a outra no auge de vitoriosa carreira de top model. A primeira delas insurgiu-se contra o uso de um ator branco, parecidíssimo com Machado de Assis, que era mulato claro. A campanha, suspensa pelo anunciante (Caixa) para evitar maiores discussões sobre o que teria sido um absurdo, no entender da Secretaria de Políticas de Promoção de Igualdade Racial da Presidência da República, foi criada por agências com sede em São Paulo e escritórios em Brasília.

No seu pacote, apresentou dois comerciais com um ator representando o mais completo escritor brasileiro e, ao ser notada o que seria uma falha de produção e acabou se transformando em discriminação e desrespeito raciais, alimentou-se uma polêmica que durou vários dias sobre o caso. Não temos conhecimento se as duas versões de comerciais da campanha foram representadas junto ao Conar, mas informações que nos chegaram através de boas fontes asseguram ter se tratado de conflito com viés político e não racial. Melhor explicando, grupos interessados na mudança das agências que atendem a Caixa alimentaram a celeuma.

Na última semana, explodiu outra bomba: a Secretaria de Políticas para Mulheres, do governo federal, enviou nota de repúdio ao anunciante Hope, requerendo a suspensão da campanha “Hope Ensina – Errado e Certo”, com Gisele Bündchen em situações domésticas, contando ao marido (em cada uma delas) ter batido o carro, estourado o cartão de crédito e que a mãe dela vai morar com eles.

No primeiro momento das três situações, ela se apresenta vestida de forma “errada”, segundo cada vídeo, adotando em seguida a forma “certa”, que é estar usando peças íntimas (lingerie).

Nada absolutamente demais em trabalhos dessa natureza, lembrando-se no caso que o anunciante é Hope, fabricante de calcinhas e sutiãs.

A acusação da Secretaria de Políticas para Mulheres é de que o trabalho publicitário é sexista e prega a subserviência feminina. Logo, entidades e pessoas que se autointitulam defensoras das mulheres fizeram coro com a acusação, pressionando a Hope e sua agência (Giovanni+DraftFCB) a retirarem a campanha do ar, o que foi recusado.

O mercado publicitário não deve estar nem um pouco preocupado com esse tipo de crítica, observando-se inclusive que alguns setores do mesmo apreciam quando isso ocorre, porque valoriza ainda mais os produtos e serviços oferecidos e as marcas dos anunciantes. Mas tem que ser admitido por detrás dessa postura repreensiva dos acusadores o total desprezo pela liberdade de expressão, o que, aliás, é a marca registrada do segmento.

O que mais choca, porém, nesse tipo de atitude é sabermos que uma minoria insensata, geralmente inculta, atrevida e intolerante, está sempre disposta a nos ditar – milhões que somos – como devemos conduzir nossas vidas, o que devemos ver ou deixar de ver, comer, beber, falar e ouvir.

Suas regras, que podem mudar a cada instante, devem ser as nossas regras.

Patrulhando a propaganda comercial e a comunicação em geral, querem patrulhar cada um de nós, como donos do mundo, sob o surrado disfarce de apregoar liberdades.

Darwinismo, futebol e a comunicação

  • Compartilhe
  • | Mais


Charles Darwin não foi publicitário, nem jornalista, muito menos técnico de futebol… Aliás, nasceu e morreu antes da profissionalização dessas duas áreas e não teve qualquer tipo de ligação com elas durante sua vida. Acho que não fazia ideia de como sua famosa Teoria da Evolução das espécies pudesse pautar, 200 anos depois, um mundo tão frenético, tecnológico e ágil como esse que nos encontramos.

Não existe um mercado sequer que não esteja em constantes e rápidas transformações. Porém, a nossa área da comunicação tem mudado de maneira tão brusca que muita coisa tem passado despercebida. Quanto mais envolvidos e comprometidos estivermos com esse cenário, mais nos damos a certeza de que Darwin marcou um belo gol: “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças” Charles Darwin, 1858.

Esquecendo a biologia e trazendo a seleção natural de Darwin para o nosso mercado de trabalho, realmente estamos numa contagem regressiva para a “morte” daqueles profissionais que não estiverem aptos às mudanças que nos rodeiam. Sejam eles novos ou experientes, para os que se destacam e transformam as dificuldades em oportunidades, o mercado está sempre de portas abertas, com vagas reservadas nos times titulares das grandes empresas e pagando bem. Assim como no futebol, o mundo da comunicação está numa insistente busca por esses jogadores que fazem a diferença. Mesmo com olheiros espalhados por todos os cantos, não é fácil encontrar aquele “camisa 10” experiente que dá um toque de classe ao time, mais difícil ainda é descobrir talentos que desequilibram os jogos ou atacantes goleadores imprescindíveis a qualquer grupo.

Todos estão ávidos pelo “novo”, atrás de uma grande ideia, de um projeto diferenciado, de qualquer novidade que impulsione os negócios e façam o faturamento aumentar, as marcas se sobressaírem e a concorrência estremecer. Na teoria, para conquistar títulos é necessário montar um time diferente, acima de qualquer expectativa, mesmo com as dificuldades já citadas de encontrar as peças chaves para a equipe. Depois, passamos para a importância de mesclar os atletas mais experientes com os novos talentos. Essa composição, talvez, seja a fórmula do sucesso na seleção natural do mercado da comunicação. Além disso, não podemos deixar de exigir uma estrutura satisfatória, um técnico capaz de conduzir seu time ao ápice e uma diretoria bem planejada e responsável.

Pronto, depois que tudo isso já tiver acontecido, chega o momento mais esperado: a hora de entrar em campo e vencer o adversário. Chegou o momento da famosa “prática”, bem mais difícil que sua antecessora “teoria”. Fazer mais e levar menos gols do que seu concorrente, ter mais vontade, criatividade, determinação e entrosamento do que os outros times são cruciais para uma vitória convincente. No futebol da comunicação, não basta só vencer, temos que convencer. Só fazer gols não adianta, temos que marcar gols bonitos, pois na nossa realidade eles valem mais do que os “feios”. Para uma partida bem mais duradoura do que 90 minutos, é necessário termos um preparo físico acima da média e um elenco de qualidade, com peças curingas que possam atuar em qualquer posição, de acordo com as necessidades do treinador.

Tanto nos veículos, quanto nos clientes e agências, precisamos estar sempre com ritmo de jogo para que não sejamos atropelados pela quantidade de informação, tecnologia e novidades que invadem, de forma assustadora, o nosso setor. Ser um jogador raro, acumular experiências em diversas áreas, saber identificar qual a sua real importância para a equipe, ser visto como alguém capaz de se adaptar as mudanças e transformá-las em vitórias são as principais características dos profissionais que fazem a diferença.

Bem que você disse Darwin. O que será de um profissional de mídia, atendimento ou criação que se recusar a enxergar a importância das redes sociais, das novas ferramentas e tecnologias e dos novos formatos de anúncios? Fazer isso, sem esquecer a importância e o tradicionalismo dos 30”, não é mais do que obrigação de cada um de nós. Pra onde correrá um veículo de comunicação que não tiver um departamento comercial e uma linha editorial capaz de se entrosar com essa realidade? Bem, as respostas estão na Teoria da Evolução e na “Prática” do mercado atual. É uma questão de sobrevivência.

Carlos Rubens Doné

Atendimento nos tempos atuais

  • Compartilhe
  • | Mais


Quando o Carlos Rubens Doné me convidou para escrever um artigo para sua coluna fiquei, de início, muito honrada, até que veio a preocupação – pensei no que teria para dizer aos leitores de sua coluna. Bom, escrever é para mim mais um desafio, entre tantas mudanças que experimentamos, diária e continuamente, em nossa vida e carreira. Por isso, pensei em expor como é ser um atendimento comercial de um grande veículo de comunicação como a Itatiaia nos tempos atuais.

No meio em que trabalho, passei por muitas mudanças, independente de sua natureza ou grau de intensidade, todas elas me fizeram crescer profissionalmente.

Ser Atendimento de um veículo de comunicação ágil e competente como a Itatiaia, fez com que eu aprendesse a lidar com a incessante mobilidade de todas as coisas: nada aqui permanece imóvel, tudo na Rádio de Minas muda, se transforma. Portanto, para acompanhar o dinamismo da empresa tive que desenvolver a minha capacidade de me adaptar ao novo.  Vender a mídia rádio, hoje, é continuar vendendo o valioso comercial ou o testemunhal de 30 segundos, porém aliado a força das ações promocionais integrado a outras novas mídias como a internet, os aplicativos do Iphone, o celular, o SMS, as redes sociais, site e ações de bluetooh, tendo assim uma convergência de mídia para um suporte cada vez mais digital.

Bem conduzida essa diversidade de mídia, o cliente só tem a ganhar, pois com uma exposição cada vez maior, seu investimento tem muito mais resultado. Mas, não é fácil. Adaptar-se a tantas mudanças exige atitude, perspectiva, tolerância e preparo para encará-las com coragem e ousadia. Eu me esforço para acompanhar a nova velocidade das mudanças, mas uma coisa não muda nunca, a importância do atendimento personalizado, do relacionamento amigo e de confiança que você tem que ter com os seus clientes.

Venho aprendendo nesses 20 anos de profissão que ‘coisas’ acontecem porque alguém tomou uma decisão. Que ação trás recompensa. Que para obtermos sucesso, precisamos ter ação, comprometimento, foco e expectativas claras.  O trabalho como atendimento tem que ser constante e árduo. Você tem que estar preparada para as oportunidades, ficar “ligado” 24 horas, seja nas horas de lazer, nas reuniões em família, nas festas, enfim, de onde surgem idéias e possibilidades de novos clientes.

O melhor é que faço o que gostaria de fazer e faço de maneira apaixonada, assim como sou apaixonada pela empresa, pelos clientes e com as pessoas com quem trabalho. Essas pessoas e o meu mestre Carlos Rubens Doné valorizam e renovam o meu aprendizado contínuo. Trabalhar em uma emissora tradicional e ao mesmo tempo tão moderna como a Itatiaia eleva e fortalece a minha estima profissional. É por essas e outras tantas questões que meu sobrenome no mercado, há muito tempo, deixou de ser o da minha carteira de identidade para ser Itatiaia.

Isabel Ferreira
Contato Comercial – Rádio Itatiaia


O Museu da Comunicação

  • Compartilhe
  • | Mais


Está em desenvolvimento um importante projeto para a área da Comunicação Social, não só em Minas Gerais, mas também no Brasil.

O Museu da Comunicação nasceu de uma parceria entre o SINAPRO-MG (Sindicato das Agências de Propaganda de Minas Gerais) e o Governo de Minas Gerais, através da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e a FAPEMIG-Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais.

Aprovado o projeto pré-operacional em outubro de 2008, os trabalhos de planejamento do Museu tiveram início em janeiro de 2009, com uma  equipe de implantação  que conta com um corpo de consultores na área de Museologia, Museografia, Comunicação e Marketing, Gestão de Projetos e Conteúdos.

A comunidade de comunicação de Minas Gerais criou, para viabilizar a implantação, a Associação dos Amigos do Museu da Comunicação, já qualificada como OSCIP.

Foi também contratada a maior empresa brasileira de estudos de museologia, a EXPOMUS, de São Paulo, que entregou o Projeto Museológico  e o Plano de Sustentabilidade do Museu, em abril de 2010.

Seu núcleo inicial será totalmente dedicado à Propaganda, com enfoque museológico nos esforços integrados de comunicação de Marketing. Será uma entidade pioneira ao congregar as realizações da comunicação de Marketing no campo da propaganda, promoção de vendas, merchandising, relações públicas, webmarketing e jornalismo publicitário.

O Museu pretende tirar partido do fascínio exercido pela comunicação, principalmente pela Propaganda, no sentido de transformá-lo num importante centro de pesquisa, de preservação da memória e exposição do que há de melhor no acervo da comunicação brasileira, com um olhar voltado para o futuro, destacando as transformações induzidas pelo avanço tecnológico e as novas mídias.

Será um museu brasileiro, com alma mineira e diálogo internacional. Seus principais objetivos se apoiam sobre o seguinte tripé: 1)resgatar a  memória da propaganda brasileira; 2) transformar-se em um centro nacional de referência para a pesquisa de comunicação de marketing e, 3) ser um centro de educação continuada do profissional brasileiro de comunicação.

O Museu da Comunicação já firmou acordos com grandes instituições americanas e européias, tais como a Advertising Educational Foundation, de New York e o American Icon Museum. De igual forma, negocia acordos de transferência de “expertise” com o Musée des Arts Décoratifs, de Paris e o Museum of Brands, Packaging and Advertising, de Londres. Negocia-se ainda um acordo com o Brand Center da Universidade da Virgínia e a Scuola Superiore di Studi Avanzati de Trieste, na Itália.

Em plena era da informação o Museu da Comunicação irá adotar uma dinâmica totalmente inovadora em seus aspectos expográficos. Será um grande centro interativo educacional, tirando partido do que há de mais moderno na moderna museologia, criando um permanente diálogo entre seus acervos permanentes e transitórios e as várias faixas de público visitante.

Comparativamente ao que existe nos  Estados Unidos e na Europa, o Museu da Comunicação possuirá temática inédita, tanto pelo potencial de formação de seu acervo, quanto pela pesquisa que aí será empreendida.  Seu potencial de parcerias institucionais, tanto no âmbito público, como privado e seu potencial de incremento turístico para a cidade de Belo Horizonte representam  atrativos que tornam o Museu da Comunicação uma instituição com a capacidade de se tornar referencial no cenário museológico, de pesquisa e educação.

Sem o apoio do Governo de Minas Gerais, nas gestões de Aécio Neves e de Antônio Anastasia o Museu ainda seria um mero projeto. O Governo de Minas Gerais, através da Secretaria de Cultura, já cedeu à Associação dos Amigos do Museu da Comunicação um prédio e um terreno na Avenida Assis Chateaubriand, em Belo Horizonte, para sua implantação.

Graças à Legislação de Apoio à Cultura, valendo-se do Projeto Rouanet, o Museu da Comunicação já está negociando patrocínios específicos para a fase de captação, catalogação e digitalização de acervo, pelo que conta com o apoio de um grupo de consultores especializados.

Iniciando pelo mercado mineiro de propaganda, o Museu da Comunicação tem recebido apoio  por parte das grandes agências de Minas Gerais e das entidades mais representativas do setor, tais como a AMP, o capítulo mineiro da ABAP, a AMAV, o próprio SINAPRO-MG, que tem dado uma significativa contrapartida financeira às verbas governamentais. A SECTES e a FAPEMIG continuam também apoiando a iniciativa.

Trata-se de um empreendimento inédito que trará enormes benefícios não só para a atividade publicitária mas também para toda Minas Gerais.

Juliano Sales
Diretor-executivo da agência de publicidade e propaganda Casablanca.

Um próspero 2012

  • Compartilhe
  • | Mais


Para muita gente, 2011 está começando agora. Acabou o Carnaval. Gostaria de dizer a essa turma que eles estão muito atrasados. A máxima de que o ano começa depois da Quarta-Feira de Cinzas já era/não vale mais. Há alguns anos que o ano literalmente começa em janeiro. Este ano, por exemplo, a presidente já tomou posse, governadores, senadores, ministros e deputados idem. A indústria bateu alguns recordes, o comércio não tem do que reclamar, o “pibão” de 2010 foi divulgado. Neste momento estuda-se, em Brasília, uma forma de reduzir o consumo no Brasil para evitar a volta da inflação. Tudo antes do Carnaval.

Por tudo isso – e mais algumas coisas que não comentei – é que o ano de 2011 se apresenta como um ano promissor.  E será.

Aproveitando a situação positiva, o que precisamos fazer é investir para crescer. Esta máxima, sim, está mais forte do que nunca para o mercado mineiro de agências de comunicação. No nosso segmento, o tripé talento, informação e tecnologia precisa funcionar corretamente, pois, caso contrário, o cliente sente rapidamente a fragilidade no atendimento.

O mercado mineiro vive um momento de muito trabalho de prospecção, tenta por todos os meios mais clientes e marcas para recompor a carteira de anunciantes mineiros. Precisamos construir, novamente, marcas fortes a partir de Minas Gerais. Afinal, é justamente de marcas de sucesso que a indústria da comunicação em Minas Gerais precisa neste momento. De alguns anos para cá, perdemos um grupo expressivo de empresas que estavam entre aquelas que mais se utilizavam das ferramentas da comunicação. Grandes clientes da indústria alimentícia, do varejo de linha branca, do setor de super e hipermercados, entre outros, foram incorporados pela onda da globalização. Onda que “engoliu” também os bancos, um dos pilares mais tradicionais da propaganda mineira. Marcas nacionais que anunciavam no mercado local centralizaram suas campanhas nas matrizes e transformaram as campanhas de varejo em “campanhas net”. Se isso esvaziou nosso mercado, a nossa economia também não foi muito favorável para o surgimento de novas empresas que pudessem ocupar o lugar dos antigos anunciantes. O fato é que ainda somos, essencialmente, grandes fornecedores de matérias-primas. Exportamos o material bruto e importamos os produtos prontos. Inclusive com a comunicação pré-formatada, vinda de São Paulo, do Rio de Janeiro ou até de fora do Brasil.

Por isso, precisamos apoiar urgentemente o surgimento de marcas aqui, no nosso mercado. Mas, antes de pensar em marcas de sucesso, precisamos pensar no sucesso das marcas. Ou seja: na sua construção, no seu fortalecimento, no longo trabalho que devemos fazer para garantir o nascimento e o crescimento saudável de uma nova safra de anunciantes.

Esse é o desafio que a propaganda mineira tem pela frente. É um esforço de catequese mesmo, educando e formando uma nova mentalidade nas empresas que, se ainda não são grandes, oferecem potencial para crescer. Em vez de encararmos essa tarefa como uma dificuldade, deveríamos tratá-la como uma oportunidade. Com a experiência, o talento, a tecnologia e a estrutura que reunimos na propaganda mineira, poderemos começar uma série de novas e duradouras parcerias.

José Luiz da Silva
Sócio-Diretor da Populus Comunicação
Presidente da Associação Mineira de Propaganda – AMP

O “Novo” Profissional de Vendas

  • Compartilhe
  • | Mais


Vivemos numa sociedade espantosamente dinâmica, instável e evolutiva. 0 profissional que não se adaptar a essa realidade corre um sério risco e adaptar-se é questão de sobrevivência.

A cada dia os produtos ficam mais similares em termos de tecnologia e preço, o diferencial está na prestação de serviços.

Portanto além de informação e agilidade, grandes diferenciais de sucesso, o profissional tem que surpreender, encantar e entusiasmar o cliente.

O cliente quer sempre mais desconto e prazo, mas é preciso ultrapassar isso e surpreende-lo, oferecer alternativas e diferenciais que ele nem imaginava.

O profissional precisa estar atento as tendências do mercado para se antecipar as necessidades dos clientes. Uma empresa fará a diferença quando assumir que todos os funcionários são vendedores. A sobrevivência e o sucesso da empresa dependem de cada um que faz parte dela e não somente dos profissionais de venda.

O planejamento é fundamental para o bom atendimento, é preciso cuidar dos detalhes, pois nenhum deles é pequeno demais. A falta de planejamento é um atalho para o fracasso.

Independentemente de toda a tecnologia, nada substitui o contato pessoal. Todos querem se sentir únicos, esperados, importantes.

Para o “novo” profissional de vendas, algumas atitudes são fundamentais:

Credibilidade: não prometer ao cliente o que você não pode cumprir e procurar fazer sempre mais do que cumpriu.

Ação: procurar a perfeição, sempre há algo a melhorar. Idéias não são suficientes, elas têm que gerar resultados.

Rapidez: valorizar o tempo do cliente, manter as coisas simples e sem burocracia.

Comprometimento: comprometer-se com a excelência e não se contentar com menos. Fazer seus colaboradores se comprometerem com seus clientes da mesma forma com que você se compromete com eles.

Objetividade: ter objetivos claros, eles alimentam seu entusiasmo.

Pós-venda: lembrar que você não está efetuando apenas uma venda, mas concretizando um negócio que pode e deve ser duradouro e lucrativo para todos.

O sucesso é resultado de entusiasmo, ação, persistência e fé.

É importante lembrar que um cliente satisfeito comenta com mais  5 pessoas e um cliente insatisfeito comenta com mais 17. “O melhor vendedor do mundo é um cliente encantado.” (Sergio Almeida)

Por outro lado, há pecados que nunca devem ser cometidos:

Frieza, desdém, apatia, má-vontade, apego exagerado às normas, somente entravam um bom negócio e um atendimento de qualidade. Para terminar, fica a seguinte provocação: difícil não é saber, é fazer, é atitude.

Carlos Rubens Doné.

O Rádio tem mais …

  • Compartilhe
  • | Mais


O jornal Meio e Mensagem, edição de 30 de Agosto de 2010, publicou o faturamento da mídia com venda de espaço comercial entre janeiro e junho de 2010. Houve um crescimento de 30% em relação a igual período de 2009, segundo o projeto Inter-Meios.

Até aí, tudo bem, tudo ótimo! O que me intriga é a participação do meio rádio igual à  4,2%.Claro que esse percentual não retrata a realidade, o rádio tem muito mais…

E explico porque:  apenas 3% das emissoras de rádio do Brasil – são quase 4 mil – informam o seu faturamento ao Inter-Meios. São as mais importantes, porém por menor que as outras que formam os outros 97% sejam, faturam alguma coisa. É lógico, imaginar então, que o percentual do meio rádio gire em torno dos 8%: 4,2% referentes as emissoras que informam ao projeto Inter-Meios e que representam  3% do total e mais ou menos 4% dos outros 97% que não  informam. É bem razoável essa aritmética!

Pronto falei!

Aliás, em quase todos os congressos, seminários e outros eventos, dos quais participo, tenho de forma incansável levantado essa bandeira. Todos concordam comigo, sem exceção. E depois, o tempo passa e nada é feito. Não por culpa do projeto Inter-Meios que é seríssimo e muito menos do Meio e Mensagem que na minha opinião é indispensável para todo o nosso mercado da comunicação.

A culpa é do meio rádio, que não informa, por desconhecimento e até por medo – isso é ridículo – de declarar seu faturamento. Talvez a solução fique por conta das associações estaduais de rádios que podem fazer esse trabalho junto às suas filiadas.

No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, esses levantamentos já foram feitos e a participação do rádio foi superior a 12% .Em Minas, eu já fiz, de forma bem amadora, e cheguei a uma participação de 10% para o rádio.

Falta, então, um trabalho mais amplo das associações, talvez com coordenação da Abert, e a consequente informação ao projeto Inter-Meios. Nessa altura do campeonato é muito difícil, porém está longe do impossível. Vamos lá, mãos à obra!

Para que os nossos internautas fiquem mais informados ainda, segue a participação de cada meio no faturamento da mídia no 1º semestre/2010:

Televisão(63,9%), jornal (12,8%), revista (6,8%), internet(4,3%),rádio (4,2%), Tv por assinatura(3,6%), mídia exterior(2,9%), guias e listas (1,2%) e cinema (0,3%).

O rádio tem mais!

Carlos Rubens Doné.

Older Posts »