Até que enfim!

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A semana nos animou com duas notícias. A primeira é a de que o juiz do I Tribunal do Júri de Belo Horizonte acatou a denúncia do Ministério Público contra Felipe Júdice Lunardi, de 24 anos, e determinou o julgamento por homicídio doloso, considerando que ele assumiu o risco pelo resultado morte, dolo eventual, por meio da sua conduta ao dirigir o veículo.

De acordo com as investigações, ele estava em alta velocidade na BR 356, próximo ao Bairro Belvedere, na noite de 19 de abril de 2009, quando atropelou e matou o policial rodoviário estadual Denilson Geraldo de Oliveira, de 40 anos. O cabo Denilson atendia a um acidente, socorria feridos, com a pista devidamente sinalizada, com placa e cones, além dos veículos da PM com as luzes de alerta ligadas. De repente, apareceu o carro do estudante que passou por cima de tudo e o atingiu em cheio. Ele sofreu por doze dias e morreu. Um exame confirmou que Felipe estava bêbado.

A outra boa nova vem de Brasília: o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, informou ontem que vai intensificar contatos com senadores e deputados para aprovar, o mais rápido possível, mudanças no texto da lei seca – que criminaliza o uso de álcool ao volante – e combater a impunidade de motoristas que se recusam a fazer o teste do bafômetro. “Nossa idéia é combater a sensação de impunidade, que volta a fazer com que as pessoas se sintam livres para beber e dirigir”, disse ele.

Queira Deus que nosso Congresso, tão alheio aos graves problemas nacionais seja sensível a essa iniciativa do governo. Não é mais possível tolerar a irresponsabilidade dos que insistem em conjugar bebida e volante. Dia desses, um homem já idoso bateu em dois carros na região Nordeste de Belo Horizonte e, horas depois, na delegacia, quando indagado por que bebia, fez graça sem criatividade:  “Bebo porque é líquido; se fosse sólido, comeria”. Outro bebeu em Paraopeba, dirigiu 80 quilômetros até Belo Horizonte e foi bater o carro no gradil do Palácio da Liberdade. Por que bateu? “Porque o sinal fechou, ora”, disse ele. Seria engraçado não fosse trágico, seríamos compreensíveis não tivéssemos tantas vítimas, com sequelas graves, na maioria das vezes atingindo gente em plena capacidade produtiva. O Brasil precisa reagir; o Brasil somos nós.

A era da indiferença

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Duas notícias dos últimos dias exigem reflexão: o grande número de pessoas sepultadas sem identificação e a morte de um trabalhador em prédio da zona Sul de Belo Horizonte. Primeiro, “o adeus dos anônimos”, título da ótima matéria de Daniela Garcia na edição de anteontem do Hoje em Dia, na qual ela nos conta que 279 irmãos nossos foram enterrados em cova rasa sem qualquer vestígio além de um número. Dá quase um por dia. Só na capital foram 144. E é preciso considerar que 1276 corpos receberam uma primeira caracterização de “não identificados” nas geladeiras do nosso Instituto Médico Legal.

São as mesmas pessoas “invisíveis” quando vivas que depois depositamos num buraco sem nos importar: os moradores de rua, os viciados, os chamados maloqueiros, gente que perdeu o rumo, o prumo, a referência, o contato com os seus… Bando de Zé ninguém… E nós, os vivos, nem ligamos!

Antigamente, pelo menos a assistente social do IML mandava para as emissoras de rádio a relação dos “NI” para que, mediante apelo, aparecessem alguns familiares ou amigos; era, a chance de um sepultamento digno. Impressionante como quanto mais o tempo passa, mais pressa nós temos e menos nos importamos com os outros.

A propósito, vamos ao segundo assunto de hoje: um técnico em elevadores saiu de sua casa no último sábado, pela manhã, para trabalhar. No domingo à tarde a família descobriu que ele estava preso entre o elevador e uma parede, no sexto andar de um prédio, no Bairro Sion, desde o começo da tarde de sábado. É isso mesmo… Ele foi consertar o elevador, morreu prensado e ninguém no prédio viu… Ainda que a maleta com alguns de seus objetos de trabalho ficasse o tempo todo no hall de entrada do prédio.
E ainda que o carro dele permanecesse por mais de 24 horas em frente ao prédio. Pior, a família diz que teve a maior dificuldade de obter informações porque a empresa simplesmente não colaborou; na verdade, não sabia ao certo onde estava seu funcionário. Isto nos tempos de GPS, Iphone, Ipad, notebook, celular e essa parafernália toda que usamos quando é de nosso interesse.

É incrível! Estamos sempre com pressa, precisamos priorizar nossas relações, decidir a quem retornar a ligação e, no final, só nos lembramos dos que nos são muito caros, ou por afeto ou por interesse. Quanto aos outros… Bem, os outros… São os outros!

Aonde vamos parar?

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Um cidadão, que pede para ser identificado apenas por Júnior – o que não diminui a importância do que relata – enviou-me email para relatar conversa dele com um trabalhador da Escola Estadual Professor Magalhães Drumond, no Bairro Nova Cintra.

Como sei que essa é a situação da maioria dos estabelecimentos, e como sei também que se procurar informações oficiais vão me dizer que não é bem assim, passo adiante o absurdo: os profissionais da educação, disse o tal funcionário, são reféns dos delinquentes e não podem sequer reclamar. Fazem a política dos “três macacos”: não vêem, não ouvem e não falam. A turma da farra chega as 7 da manhã, ocupa parte do imenso terreno e, se alguém ousa dizer alguma coisa, advertem que estão fazendo é um favor, considerando que não picham, não roubam, enfim, são protetores”. No fim de semana, diz o relato do Júnior, quando não há aulas, invadem as instalações, pegam o que lhes interessa, estragam objetos, fazem churrascos lá dentro. Às vezes, até colchão tem na farra. E também conversas de que se paga drogas com amor (ou sexo).  Recentemente, se irritaram com uma obra que pretende aumentar a altura do muro. Furtaram ferramentas, carrinhos e outros equipamentos dos empreiteiros.

Considerando que a sede do 5º Batalhão fica há menos de 3 quilômetros da escola, nosso internauta pede socorro, suplicando que façam algo além do famoso BO (boletim de ocorrência). Finalmente, ele roga aos céus para que continue acreditando na possibilidade de aqueles jovens que tentam estudar tenham bons exemplos e não a rapaziada para cima e para baixo, a toa, bebendo cerveja e fumando maconha. Dentro da escola. É impressionante como a malandragem está tomando conta de tudo e nós apenas assistimos, com medo… Medo de apanhar ou de perder um emprego.

Gosto muito de lembrar trechos do poema “No caminho, com Maiakósvski”, de Eduardo Alves da Costa, que diz “…Tu sabes; conheces melhor do que eu a velha história; na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim; e não dizemos nada; na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada; até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta; e já não podemos dizer nada”.

Queremos ser o país dos ‘noiados’?

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De acordo com os dicionários, “noiado” é o sujeito drogado, estressado, confuso. Mas, na voz das ruas, trata-se do cidadão que vive tomado pelo vício das drogas, não consegue mais se relacionar, não tem o chamado “livre arbítrio” em condições de decidir. Repito: essa segunda definição é a do povo, não dos especialistas.

O que importa, hoje, é que uma pesquisa feita pelo Datafolha confirma o que todos já sabiam: 90 por cento dos brasileiros aprovam a internação dos viciados, ainda que eles não queiram. Mesmo os adultos devem ser internados compulsoriamente, disseram mais de 2 mil pessoas de 159 cidades.

Esses anônimos não estão sós: a juíza da Vara da Infância de Belo Horizonte, Valéria Rodrigues, está cansada de repetir; o secretário antidrogas do Governo de Minas, Clóvis Benevides também. Aliás, o secretário chegou a levar um caminhão para a Pedreira Prado Lopes à disposição de usuários que, convidados por ex-viciados, topassem uma internação para tratamento. Foi apenas por uma manhã. Nunca mais disseram por quê. Mas, um passarinho bem informado me contou que a coordenadora de saúde mental da Prefeitura da capital reclamou e o Governo do Estado recuou. Outra intimidação foi a ação que os conselhos regional e federal de Psicologia entraram na Justiça pedindo o fim da intervenção.

Mais ou menos a mesma polêmica que está acontecendo em São Paulo. Tem sido assim. Quando alguém ameaça entrar no problema aparece a turma do contra e tudo continua na estaca zero. E continuamos convivendo com os usuários fora de controle em todo o país num quadro que nos deixa entre os sentimentos de dó e pavor – dó por não ver futuro para jovens totalmente tomados pelo vício e pavor porque a maioria deles é capaz de qualquer coisa para satisfazer o desejo permanente de ingerir mais droga.

É espantoso. E não se restringe a grandes cidades. Os boletins de ocorrência são o retrato fiel da gravidade da situação. Na verdade, no duro mesmo, até ontem nem o governo federal, nem o estadual e muito menos os municípios mineiros trataram o tema como deveriam. Para se ter uma idéia, Belo Horizonte reservou em seu orçamento do ano passado 50 mil reais para as ações de educação, prevenção e combate às drogas. É uma mixaria tão desmoralizante que ninguém sequer sabe se gastaram a “fortuna”…

Água e óleo não se misturam

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Os últimos dias foram marcados por noticias de crise na cúpula da Defesa Social, que teriam resultado, entre outras coisas, na substituição do comandante-geral da Polícia Militar. É um equívoco. Há três meses o coronel Renato Vieira disse ao governador que estaria completando 30 anos de farda em fevereiro e gostaria de ir para a reserva por uma serie de fatores, a começar pelo fato de que já ficou oito anos no comando do policiamento da capital, oito meses na chefia do Estado Maior e os últimos três anos no comando-geral. Essa é a hora.

Nâo há crise na PM que conta hoje com uma tropa cuja progressão profissional está assegurada: soldado tem de ter terceiro grau e começa com R$ 2.320,00; já estão aprovados em lei reajustes que elevarão o salário mínimo para R$ 4.500,00 em três anos e candidato a oficial só entra no disputadíssimo vestibular da Academia se for bacharel em Direito. Quanto as saídas de Lafaiete Andrada e Genilson Zeferino estão mais ou menos explicadas por muitos motivos, mas, especialmente, porque eles não se falam. Então, como e quem vão comandar?

Há uma outra falta grave pela qual o governador ficou muito decepcionado com Zeferino. E, além disso, há a bendita integração com a Polícia Civil. Essa é a missão quase impossível que só continuou esperança no governo Aécio Neves porque, no momento mais crítico, ele colocou na cadeira de secretário o próprio Anastasia, à época vice governador. Se Anastasia preservar o sonho deve colocar lá alguém que use a caneta dele, governador. Simplesmente porque alguns pecados humanos cercam as duas corporações: vaidades, ciúmes, apreço pelo poder.

Então, nesses tempos cheios de “especialistas” em segurança, se quiserem um palpite do velho repórter façam logo a fusão… É. Acabem com uma delas de forma que seus recursos humanos e materiais sejam absorvidos pela outra… É isso ou a gente vai continuar fingindo amizade. E quem fala isso é a mesma pessoa que dois, três anos atrás acreditava na irreversibilidade da integração. Esqueci-me de que tratávamos de humanos e aí não tem interesse público, cumprimento do dever ou sentido de sociedade que supere esse desejo incontido que a gente tem de ser mais forte, mais bonito, mais rico, mais famoso e mais respeitado. Sobretudo quando se tem carteira de autoridade e direito de andar armado.

Não me altere o samba tanto assim

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Dias atrás, diante de um repórter ansioso por resposta rápida e conclusiva para assunto dos mais polêmicos, um ministro do Supremo Tribunal Federal sentenciou: “Faça como o velho marinheiro, que durante o nevoeiro, leva o barco devagar”. Pois, agora, quem pede licença ao poeta Paulinho da Viola sou eu para usar o início da mesma letra que diz: “Tá legal, eu aceito argumento, mas não me altere o samba tanto assim…”

É tudo que preciso para definir meus sentimentos em relação a episódios recentes. Vamos a um deles: enquanto o Brasil inteiro comenta o fato de um coronel da PM ser afastado, no Rio, por receber propina, eu quero saber é como o tal acusado fez carreira de oficial, chegou ao mais alto posto se, nas últimas décadas, ele era juiz de futebol profissional… Então, como pode um cidadão que apita quarta e domingo, viajando por esse país de dimensões continentais e, paralelamente, passar de tenente a capitão, depois a major, a tenente-coronel e seguir vitorioso e brilhante até assumir o comando de um batalhão?

Mas, o espanto não é privilégio dos cariocas. Aqui, por exemplo, pistas nas quais candidatos fazem exame para obtenção da carteira de motorista estão cheias de buracos e barro. Mais uma: depois que um prédio caiu, a nossa justiça não conseguiu encontrar o dono de outro que precisava ser derrubado. Pessoas vítimas de furtos, assaltos e outros crimes quando levadas a uma delegacia de polícia estão esperando até 24 horas para prestar depoimento e ir para casa, sem o problema resolvido.

Ah, se em São Paulo um artista plástico saiu atirando rua afora, em nossas terras um moço que vinha da praia parou o carro, pulou na água, nadou até o outro lado do rio e sumiu no mato enquanto outro rapaz nadou até desaparecer nas águas da Pampulha. Como costumamos dizer aqui em Minas, “o trem tá ou num tá esquisito?”

E o PT, no seu dilema se lança candidato próprio ou segue seu novo caminho, de PMDB e DEM que é o de encostar para não perder os cargos?

E no futebol? Cruzeiro e Atlético quase caíram; agora, para melhorar um trás lateral dos Estados Unidos e o outro contrata um reserva do Grêmio… Tem base?

E os vereadores, hein, em vez de se envergonharem com a péssima repercussão do auto-aumento abusivo, estão gastando uma fortuna com um “comunicado” que não convence ninguém. Aliás, todo mundo tem explicação para tudo. Tá legal, eu aceito argumento, mas, não altere o samba tanto assim… Machuca!

Venha para o Brasil, De Falco!

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O naufrágio de um navio sempre será notícia no mundo inteiro, especialmente se mais de 4 mil pessoas estiverem a bordo. No entanto, para fazer jus à máxima de que sempre há algo de positivo a se extrair do pior fato possível, eis que aparece um exemplo de cumprimento do dever, de honradez, que mexe com nossos nervos.

O diálogo entre o comandante da Guarda Costeira, Gregório de Falco, com o capitão do Costa Concórdia, Francesco Schettino, é uma dessas peças históricas que podem mudar os rumos da humanidade. Daqui por diante, toda vez que um ser humano se apequenar diante de tão gigantesca responsabilidade ou se julgar mais esperto que os demais, seu inconsciente vai captar a bronca de um italiano em seu compatriota. De todas as incontáveis definições de ética que já ouvi a melhor é a mais simples: “É o que a gente faz quando ninguém está vendo”.

Schettino deve ter imaginado: se há um caos generalizado, salve-se quem puder e eu, bonitão, privilegiado pela vida, me mando e depois vejo no noticiário o que aconteceu. De Falco, desses seres cada vez mais raros, foi irretocável na repreensão: primeiro, avisou que estava gravando, depois falou dois ou três palavrões (para desabafar) e, por mim, mandou o infeliz voltar para cumprir seu dever, ser solidário ainda que à força com aquela multidão desesperada.

Como faz falta um De Falco no mundo de hoje. Lá mesmo, na Itália, um grupo de pesquisadores fez trabalho de 25 anos para entender as diferenças do Norte (rico) para o Sul (pobre). E, entre as conclusões, sentenciaram que os habitantes da parte desenvolvida têm mais espírito de comunidade…

Por exemplo, se há um incêndio na casa de um deles, os vizinhos correm a ajudar enquanto, no Sul, diante das primeiras chamas, a vizinhança trata de aumentar seus estoques de água para o caso de o fogo se alastrar. Não é diferente entre nós, neste Brasil tão rico, poupado de grandes desastres naturais, mas que, vez por outra vê milhões e milhões de filhos sofrendo, ora por chuva, ora por seca, quase sempre por pura falta de prevenção, de educação, de cuidado.

Já pensou se houvesse um De Falco entre nós para descobrir o verdadeiro culpado pela queda dos prédios no Buritis e dar uma dura nesse Schettino das montanhas? E se a gente pegasse o Schettino da BR 381, do anel rodoviário, do trem metropolitano de Belo Horizonte? “Ah, se eu te pego… Delícia!”.

Hoje é dia de sorrir

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Hoje é o Dia Internacional do Riso. E eu quero muito lhe convidar a sorrir um pouco. Tenho até eventos a sugerir: a partir de 7 e meia reunião especial na Praça da Liberdade, aberta a todos os interessados, e, as 7 da noite, palestra sobre o tema, na Rua Ceará, 195, sede do Clube da Gargalhada. Aliás, você sabia que temos essa instituição?

No nosso corre-corre a gente deixa de prestar atenção em muita coisa interessante à nossa volta e esse clube é uma amostra… O clube é formado por pessoas com o desejo de compartilhar a sua paixão e a importância de rir, sorrir e gargalhar. E o nosso é o primeiro da América Latina.

Fundado em2004, pelas professoras Mari Tereza Vieira e Ursula L. Kichner, que buscavam uma forma de como absorver tantas notícias tristes sobre aquecimento global, fome, falta de dinheiro, violência e ainda cuidar da casa, dos filhos, participarem de reuniões, estudarem, freqüentar eventos sociais, preparar relatórios, etc. Enfim, dizem elas, “como aprender a surfar na onda do estresse que é provocado pelo ritmo intenso do dia-dia?”

Úrsula e Mari reúnem um grupo cada vez maior de voluntários que aprendem a diferença entre o riso falso e o real, bem como técnicas para estimular o riso, numa combinação de exercícios, contato com os olhos, movimentos, sons e técnicas de respiração.

Segundo a dupla, os benefícios da gargalhada estão cientificamente comprovados; ela gera importantes alterações físicas e biológicas, como a redução da pressão arterial e do nível de estresse. Além disso, leva mais oxigênio ao corpo e cérebro; constrói uma cultura para melhorar a qualidade dos canais de comunicação no ambiente corporativo, melhora a motivação, a confiança, a criatividade, a concentração, o lucro e o clima no ambiente de trabalho ao promover o bem-estar e a qualidade de vida.

Grandes empresas, como Nokia, Mercedes, Toyota e Google já adotam a terapia do riso. A doutora Úrsula diz que quem quer se prevenir contra o mal do século – o estresse – pode começar com um coquetel precioso de medicamentos: boas doses de riso, acompanhadas de belas gargalhadas, diariamente. “Não há contradições ou efeitos colaterais”.

Mas, se você não quiser acreditar em especialista, seguir exemplo de grandes multinacionais ou as provas científicas, feche os olhos e pergunte-se: por que não sorrir? Pelo menos hoje…

60 anos redondos

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Este 20 de janeiro marca os 60 anos da Itatiaia, que tem na sua história uma presença viva de coberturas esportivas, mesmo porque o seu fundador, Januário Carneiro, na época com 23 anos, era jornalista e locutor esportivo.

Desde o primeiro momento a Itatiaia – embora muito pequena e com potência limitada- ousou em dar um grande espaço na sua programação para notícias dos clubes e transmissão de jogos que, na maioria das vezes, eram desconhecidos pelos concorrentes da época.

Grandes nomes do rádio passaram pela Itatiaia nestas 6 décadas ajudando a construir um patrimônio de respeito e credibilidade.

A Itatiaia foi pioneira em trazer para os mineiros o som e a emoção de Copas do Mundo, Jogos Olímpicos, Pan Americanos, vôlei, basquete e acompanhou todas as viagens de clubes e seleções de Minas ao exterior. Nos clubes a presença é em tempo integral; os primeiros a chegar e os últimos a sair.

Até aqui transmitimos as grandes alegrias e também as decepções que são comuns neste esporte mágico que se chama futebol.

As datas redondas são motivos para prestação de contas, avaliações e pensar pra frente.

Fica neste comentário um agradecimento por tudo que o público nos deu, colocando a Itatiaia na linha de frente do rádio brasileiro.

Toda crítica é bem-vinda e sabemos que há sempre um espaço para melhorar.

A grande missão é cobrar lisura, imparcialidade, respeito ao público no conteúdo que colocamos no ar.

Hoje estamos também com o nosso som na internet, nas TVs a cabo, nos aplicativos de celular, no Ipad e isto aumenta o nosso compromisso e a responsabilidade.

É muito difícil ficar no fio da navalha quando lidamos com a paixão do ouvinte, que muitas vezes atropela a razão. Mas isso é que faz a essência do futebol.

Obrigado por tudo. Nada se compara a emoção do futebol pelo rádio. Ouça 2012 na Itatiaia.

Prevenir continua melhor que remediar

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Faço minhas as palavras de Sandra Starling: “… E me irrita o cinismo com que as autoridades repetem os mesmos mantras sobre o descuido dos moradores; sobre o dinheiro federal que não chegou a tempo; sobre os exageros de São Pedro e toda essa baboseira que encobre o descaso, a falta de planejamento urbano, a falta de solidariedade dos que ocupam cargos executivos em relação a essa multidão de sobreviventes anuais”.

A propósito, quero (mais uma vez) dizer aqui que quase sempre meus textos contêm pensamentos e afirmações de outras pessoas, dos quais me aproprio com a devida vênia. Ontem, por exemplo, conversava com o consultor Luís Borges, figura altamente espiritualizada e que dá cursos de engenharia de manutenção hospitalar e industrial. Com a autoridade de quem conhece os caminhos ele afirma que precisamos deixar de lado a ação corretiva para poupar vidas e dinheiro com atitudes preventivas e preditivas.

Isso mesmo. Além de prevenir, precisamos saber que um viaduto tem vida média de 10 anos; então, depois de nove, ir lá, verificar, usar os sentidos… É, ouvir, cheirar, ver, tocar numa parede que, se estiver quente hoje e muito quente amanhã estará nos dizendo algo.

O que Luís quer dizer, o que irrita Sandra, o que me deixa encabulado é por que não aprendemos. Patrus Ananias nos deu dois exemplos. Um deles o Vila Vila, que é acabar com a área de risco sem tirar as raízes dos que ali moram, alocando-os em moradias verticalizadas; assim, o morador não se sentiu expulso e voltou e a vida melhorou para todos, que têm policia na porta, carta no portão e pizza na sala, escola perto de casa, dignidade enfim…

Não houve mortos na Serra, nem no Morro das Pedras ou qualquer outro aglomerado onde o programa está implantado. Outro: Patrus mandou retirar vinte centímetros da camada de asfalto nos principais corredores de trânsito e fez asfalto novo, nunca mais vimos a buraqueira de sempre ali…

Por que a gente não faz a coisa certa? Por que, passada a chuva, agora, em vez de jogar o montinho de asfalto no buraco a gente não faz o serviço direito? Por que não fazemos a manutenção preventiva e preditiva e continuamos na corretiva ou “quebrativa”?

A propósito, alguém precisa dizer para os ministros ficarem em Brasília porque cada caso contrário vão gastar mais com as visitas às áreas devastadas que os 30 milhões que o governo federal promete mandar…

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