Mano Menezes, Copa 2014 com escala em Londres

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Tenho conversado com o técnico Mano Menezes na sede da CBF sobre o momento da Seleção Brasileira. Ele é o primeiro brasileiro insatisfeito com os resultados. Mano sabe que precisa fazer um bom trabalho em Londres para ter o pseudo direito de montar um time equilibrado e competitivo para as Copas, das Confederações, em 2013, e do Mundo, em 2014. Por isso precisa fazer uma boa escala em Londres, de preferência com o “ouro olímpico” no peito.

O novo Presidente da CBF, José Maria Marin, já conversou pessoalmente com Mano Menezes, gostou da postura e cultura do treinador, porém, avisou que os resultados positivos são vitaminas que determinam a sobrevivência de um técnico no Brasil. Seja no clube e muito mais na Seleção Brasileira, orientada por mais de 200 milhões de treinadores, onde o craque ausente é a solução.

Não sei ainda qual o santo de devoção do treinador do Brasil, mas as orações estão frutificando. Diferente de outras Olimpíadas, a FIFA, já avisou aos clubes do mundo inteiro, que eles serão obrigados a liberar seus jogadores para os jogos em Londres. São apenas dezoito atletas relacionados. A conta do chá avisa a nossa vovó Zezé aqui no Rio de Janeiro aos 92 anos.

As cobranças públicas de Marin são positivas para o treinador em relação aos jogadores, sabedores da responsabilidade de jogar bem, vencer e conquistar medalha, para salvar o próprio pescoço, além do técnico, pressionado por todos os lados. Terão que repartir o bolo da vitória ou da derrota em fatias iguais.

Um jogador importante com idade olímpica é o meia Oscar do Internacional, ou seria do São Paulo? É preciso pressa para decidir o futuro do atleta, sob pena de prejudicar a Seleção Brasileira. Mano já acenou que os três acima de 23 anos serão para o setor defensivo. Oscar tem futebol de time principal e provou no Colorado Gaúcho e no Mundial sub 20, marcando três gols na final.

Deixarei o debate com vocês torcedores sobre o futuro da Seleção. Antes que comecem a enviar mensagens indicando outros treinadores, até estrangeiros, é comum o técnico atual não agradar a imprensa e torcida, até quando é campeão.

Brinco sempre com o Mano Menezes que a frase do ônibus do Brasil e 2014 será no melhor estilo paulista: “É NÓIS MANO”. E José Maria Marin repete: “será? opiniões, por favor. Obrigado.

O futebol gessado

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Não há qualquer outro esporte que tenha a mágica do futebol. Com pequenas correções que não alteraram a sua magia, as regras permanecem intactas. Sua carga de paixão é intensa e o futebol não aceita previsões com vitórias ou derrotas de véspera. O pequeno pode superar o grande. O favorito absoluto pode cair num dia de azar.

Dito isto, vamos ao principal: acima de tudo futebol é confronto, é pegada.

Com a overdose de câmeras nos estádios passou-se a questionar qualquer arbitragem e um pequeno esbarrão ou trombada vira “agressão” ou “tentativa de assassinato”.

O último jogo Atlético 2 X 2 Cruzeiro mostrou isso. Lances precisam passar pela avaliação do juiz. Se houve algum fato grave que ele não viu cabe um julgamento posterior. O que não pode é, por exemplo, indiciar o Pierre, que levou dois cartões e com justiça foi expulso. Faz parte do jogo.

Condenar o árbitro passa a ser um patrulhamento inútil, não vai melhorar nada.

Danilinho e Roger viraram marginais. Exageram? Sim, mas não ao ponto de toda essa grita.

Daqui a pouco irão para o TJD o goleiro que levou um frango ou atacante que perdeu um gol feito.

Um copo de plástico que não atingiu ninguém se transforma em tentativa de homicídio.

Nas costas dos clubes mandantes foi colocada uma responsabilidade fora de propósito. Clube não é polícia. Esta sim, é que deve dar explicações.

Há muita gente pegando carona na grande mídia que é o futebol. Jogo de torcida única atualmente só existe em Minas.

Socorro, o futebol está clamando.

Um tempo prá cada um

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O empate de 2 a 2 no clássico Atlético e Cruzeiro deixa alguns pontos negativos e muitos positivos. A maneira como o Galo começou o jogo e que durou todo o primeiro tempo foi avassaladora. O time de Vágner Mancini foi acuado, não conseguia acertar passes e estava totalmente vulnerável no meio- campo. As laterais não funcionavam e os 2 a 0 foram até pouco pelo que o Galo produziu.

Nas entrevistas do final do jogo, Cuca lamentava as chances que apareceram para um placar maior e que foram perdidas. Era difícil o Atlético manter o ritmo e a aplicação do primeiro tempo. O preparo físico apresentou sua conta e o Cruzeiro começou a ganhar espaços e confiança.

Pouco antes do primeiro gol, quando o Galo ainda estava tranquilo, Anselmo Ramon perdeu um gol incrível.

As alterações do Vágner Mancini deram resultado provando que o elenco do Cruzeiro permite mudanças mais radicais e entre elas é o caso do Roger.

Continua faltando ao Galo o arquiteto do meio campo, o que sobra em Montillo, bem marcado, mas influente no rendimento da equipe.

Foi um bom momento para avaliar como andam as duas equipes para o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil. Eu diria que evoluíram se a comparação for com o ano passado.

Vendo jogos de outros estados, como o Santos x Inter, pela Libertadores, da semana passada, há motivos para um alerta: o Galo que procure o seu camisa 10 e mais um atacante. O Cruzeiro tem agora o Alex Silva para a zaga, mas a lateral direita está pedindo uma solução depois das experiências com Marcos.

Mancini e Cuca devem estar ainda avaliando o que viram. E pelas entrevistas de vestiários viram o que nós todos vimos também. Foram sinceros. Não enrolaram.

CBF anuncia novidades na arbitragem nacional

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O novo Presidente da CBF, José Maria Marin, anunciou através de três Resoluções da Presidência (RPD) – de números 5, 6 e 7, novidades para a arbitragem brasileira, já atendendo aos clubes do Rio e São Paulo, que estiveram com ele no último dia 26, hipotecando apoio e pedindo melhorias no apito.

Foi criada a Ouvidoria, ainda sem o nome do ouvidor, para tratar diretamente com os clubes, através das federações, das reclamações contra os árbitros, poupando o presidente da Comissão, Sérgio Corrêa, das explicações aos apaixonados presidentes de times que chegavam à CBF cuspindo fogo por erros dos apitadores.

Caberá ao ouvidor conhecer as reclamações, analisar e depois, se necessário, punir o árbitro com afastamento, escolinha de regras e outras sanções.

Criada a Corregedoria, também sem nome do corregedor. Ele terá a função de acompanhar a vida pessoal dos árbitros, ouvir e apurar denúncias de deslizes e comunicar ao STJD e, se for o caso, até a mesmo a Polícia Federal.

A CBF em contra partida dará apoio social e psicológico aos árbitros para que consigam ter uma vida saudável para apitar bem.

Foram criadas cinco categorias de árbitros: FIFA, Especial, CBF 1, CBF 2 e Especial 2, para ex-árbitros aspirantes a FIFA.

O observador, passa a ser chamado de Assessor de Arbitragem e os novos que ingressarem no quadro, necessariamente precisarão ser ex-árbitro, fazendo todas as provas teóricas dos árbitros em atividade, para aprovação.

São medidas necessárias, ampliando um olhar mais atento e cuidadoso aos indefesos apitadores, que sofrem com suas preparações solitárias, sem apoio teórico e hospitalar, sem profissão reconhecida em Brasília, e uma responsabilidade de decidir o campeonato. Certamente, as mães deles estão um pouco mais felizes com essas novidades e nós torcedores, esperançosos de ver arbitragens com menos erros.

Aliás, aproveitando para cornetar, como se joga no gramado os jogadores brasileiros. Basta assistir os jogos da Libertadores das Américas e da Europa, para ver os brazucas se esparramando pelo chão em quase todos os choques. Os árbitros daqui marcam falta, os de fora, mando seguir o lance. É irritante.

Já dizia um amigo meu lá da minha doce cidade de Formiga, “futebol é para homem, caiu levanta logo que vem mais”.

O Primeiro Trimestre

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Na coluna passada comentei os primeiros três meses de 2012 projetando a temporada. Agora entramos no 2º trimestre e o cenário é bem diferente.

As competições começam a ganhar a fase decisiva, como a Copa do Brasil e o Campeonato Mineiro.

Se tudo der certo o fato a comemorar é a volta do Estádio Independência, abrigando de novo a torcida e recuperando o hábito e a paixão do torcedor de comparecer aos estádios. Nada substitue ver um jogo ao vivo e ter um controle sobre o olhar, o que a transmissão da TV não permite.

Até aqui houve a chance dos técnicos e dirigentes avaliarem suas equipes e tirarem uma radiografia das virtudes e carências. O que dissemos na última coluna é que os jogos disputados não podem ser parâmetro. Faltou o adversário mais forte, pressão da torcida , jogo duro fora de casa.


Tudo isso são ingredientes para formar uma opinião mais definitiva. Infelizmente o Campeonato Mineiro está devendo na parte técnica. Os pequenos se recusam a crescer. Os favoritos de sempre estão sendo cobrados pela torcida , o Cruzeiro segurou o Montillo e  fez bem. Agora está chegando o Alex Silva, um jogador maduro, pronto para entrar no time. Há sinais claros de evolução celeste e Wagner Mancini quebrou a rejeição com a seqüência de vitórias.

No Atlético, enquanto os grandes times brasileiros se reforçam, ouvimos sempre a mesma história: “temos dinheiro, temos investidores, mas faltam nomes para contratações”. A contratar qualquer um, é melhor esperar uma chance pois o Galo errou demais na montagem dos vários times que tentou nos últimos anos e que não saíram do papel. Cuca sabe o que quer, onde estão os pontos fracos e leva crédito.


O trimestre vai trazer de volta o Campeonato Brasileiro e será ele o grande foco até a primeira semana de dezembro. Os 4 grandes times do Rio e os 4 de São Paulo, mostram ascensão. Grêmio e Inter investiram muito. Os demais vão dar trabalho.

E onde entram Cruzeiro e Atlético? Com sinceridade o torcedor mineiro anda desconfiado. Algumas feridas de 2011 ainda não cicatrizaram. Comemorar a  invencibilidade no Campeonato Regional pode ser precipitação.

O conselho: menos empolgação, mais prudência.

Os 3 primeiros meses

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O tempo passa rápido. A volta dos jogadores após as férias, os exames médicos, a pré-temporada , os primeiros jogos e a avaliação dos novos contratados. Time – já disse um dos teóricos do futebol- não é receita de bolo. É obrigatório o olho clínico. É preciso paciência até que as peças se encaixem.

Para isso serve o Campeonato Regional e depois de 8 rodadas é hora de pensar o que de bom e ruim aconteceu nos primeiros 3 meses. Agora os jogos passam a ter caráter mais decisivo, exigindo mais empenho dos jogadores, preparo físico e talento. E são inevitáveis as perguntas sobre os times.


O que ainda não dá para concluir é se temos elencos para o Campeonato Brasileiro, que começa no dia 20 de maio. Antes entra o mata-mata da Copa do Brasil, quando os adversários se tornam mais fortes.

Com sinceridade, é preciso esperar um pouco mais. Os 100% de aproveitamento do Atlético podem estar escondendo dificuldades.

Cuca tem feito o possível para dar qualidade ao meio-campo que mostrou progressos na marcação mais fica devendo um talento na armação de jogadas. O Galo precisa de reforços, prá ontem.

O Cruzeiro sobe de produção na hora certa e a briga por posições no ataque ainda vai durar um pouco até que os titulares se definam e os laterais ganhem confiança. Mancini considera o time de 2012 melhor do que o do ano passado. Concordo com ele.

O América se prepara para a 2ª Divisão e sonha com o título mineiro. Na série B há adversários fortes como Vitória, Atlético Paranaense, Ceará, Goiás, além dos paulistas. A volta do Independência ajuda muito. Vem muita emoção por aí.

Clubes fazem trabalho de base ruim.

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Infelizmente terei que generalizar para falar do assunto trabalho de base nos clubes brasileiros. Com ajuda do meu ídolo, Emerson Romano, da redação da Rádio Itatiaia, fizemos as contas para salvar os mineiros. Vejamos: no último clássico entre Cruzeiro 2×1 América, o Coelho tinha oito jogadores da base, o Cruzeiro com cinco. No Galo o aproveitamento do técnico Cuca é de cinco jogadores atuando. Nada mal.

O que incomoda de uma maneira geral é a chamada “peneira”. Geralmente escapam bons jogadores por falta de uma observação mais criteriosa e menos burocrática. Os garotos precisariam de mais alguns treinos para perder a inibição natural e mostrar futebol. Porém, parece que no futebol de base tempo é dinheiro, e muitos jovens perdem suas chances.

A história do futebol brasileiro é repleta de exemplos. Rivelino, apaixonado pelo Palmeiras, foi reprovado no Palestra e aprovado no Corinthians. Fez fama e dinheiro no maior rival. Depois encantou o Maracanã pelo Fluminense na ‘máquina”ao lado de Gil, ex-Cruzeiro que veio para consagrar no Fluminense e Botafogo.

Mané Garrincha foi chamado de alejado pelo técnico Flávio Costa no Vasco da Gama e virou o “anjo das pernas tortas” no Botafogo. Dadá Maravilha surgiu no Campo Grande, passou rapidinho pelo Flamengo e fez vôos maravilhosos como um “beija-Flor” com a camisa do Galo.

Ronaldo Fenômeno tentou a sorte no Fluminense e Flamengo, mas não conseguiu que pudesse pagar as passagens de ônibus para que ele pudesse treinar todos os dias. Do São Cristovão para Cruzeiro levado pelo empresário Léo Rabello e da Toca da Raposa conquistou o mundo.

A falta de orientação aos atletas também é uma realidade. O atacante Mosquito do Vasco, está desaparecido do clube desde o Torneio Sul-americano sub15, quando o Brasil foi campeão e ele artilheiro com doze gols em cinco jogos. Completou 16 anos e agora quer contrato de gente grande, como se já fosse um craque pronto. Pede para voltar ao Vasco Gama R$ 550 mil de luvas. O presidente Roberto Dinamite, artilheiro dos bons, tenta fazer esse gol para o time da colina.

Villa Nova, vida nova…

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Fui a Nova Lima ver o jogo do centenário Atlético e Villa Nova , no último domingo. Cheguei cedo, dei uma volta geral e parei na sala de troféus do clube, onde estava o Arizona, de 82 anos, um dos 3 campeões de 51 vivos (os outros são Escurinho e Vaduca).

A sala modesta, com umidade, relíquias do Leão do Bonfim espalhadas pelo chão, quebradas, cheias de poeira. Fotos antigas sem tratamento, entulhadas num desmazelo total.

Andei mais um pouco. Vestiários inadequados, goteiras (havia chovido antes) tudo dando a impressão de abandono e maus tratos. A cada momento encontrava um vilanovense antigo, pessoas amigas, renovando o carinho que a população tem para com a Itatiaia.

Daí a pouco fui para as cabines, aonde para se chegar há uma dificuldade incrível. A mídia esportiva mineira estava toda lá representada pelos seus veículos mais importantes. Do lado de fora os inúmeros caminhões de externa. Durante toda a semana o clássico foi assunto, provocando lembranças antigas.

Estou fazendo este relato como vice-presidente do Conselho Deliberativo do Villa e por tantos anos de convívio sinto que chegou a hora do Leão pensar em vida nova.

O estádio não lhe pertence, é da prefeitura e a ela cabe cuidar do seu funcionamento em condições mínimas. Há muito se fala em desapropriação de casas numa rua lateral e conseguir up-grade do estádio. O Villa já não faz resultados no seu campo, o que era a única justificativa para mandar seus jogos pra lá. O time joga melhor fora de casa.

Com todo carinho e com muita sinceridade estou deixando meu desabafo na certeza de que o Castor Cifuentes ficou pequeno para o Villa e para a cidade.

Alguma coisa precisa ser feita. O Pedrinho Lourenço, o Jairo Gomes e o prefeito Carlinhos Rodrigues não vão salvar o clube sozinhos. Em nome de uma história gloriosa de 104 anos estou  sugerindo o S.O.S Villa. A cidade precisa abraçar esta idéia.

Obras do Mineirão que nos encantam

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A SECOPA distribuiu um video das obras do novo Mineirão para Copa do Mundo de 2014, porém, experimentando antes, o gostinho do grande evento com a Copa das Confederações 2013. Muito bem produzido, vale a pena dar uma olha. Aconselho até mais de uma vez para captar detalhes do querido Estádio Magalhaes Pinto.

O video é capaz de retratar como funciona hoje a engenharia de grandes obras, passando o carinho como 1.700 operários cuidam da casa grande do futebol mineiro. A FIFA já garantiu que esses verdadeiros artistas da arquitetura, terão ingressos especiais para ver os jogos do Mundial. Aliás, eles possuem o direito de contemplar suas obras com sorriso nos lábios e lágrimas de orgulho nos olhos. Vão contar até o fim de suas vidas que foram esses guerreiros que fizeram o novo Mineirão. Merecem nossos aplausos desde já.

Eu sei que cada torcedor pensa do seu jeito as obras da Copa do Mundo aqui no Brasil. Já ouví de tudo. Tem os ansiosos pelo evento, outros estão odiando tudo que está acontecendo, além daqueles que preferiam o velho Mineirão. Esse direito também é sagrado ao torcedor, amante do futebol.

Estamos vivendo uma transformação nas arenas esportivas do futebol brasileiro. Além dos 12 estádios da Copa do Mundo, Palmeiras, Grêmio e o Independência estarão modernizados e certamente obrigará outros clubes a reconstruir equipamentos de ponta. Todos sairão vencedores dessa disputa.

Aqui no Rio de Janeiro, por morar próximo ao Maracanã, tenho oportunidade de passar todos os dias por ele. Dá para respirar o frenesi dos 3.500 funcionários que correm para entregar o estádio em fevereiro 2013, a tempo da Copa das Confederações.

No meu direito de torcedor, confesso ser um apaixonado por Copa do Mundo, estádios novos, o cerimonial das partidas, lagrimejar com o Hino Nacional e querer ser campeão sempre. Vale a pena ver o video do novo Mineirão que nos encantam.

Ricardo, ascensão e queda

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O capítulo CBF teve mais um desdobramento com a renúncia de Ricardo Teixeira.

Nos seus 23 anos de mandato houve fatos muito positivos com conquistas importantes do futebol e a chegada do sonhado Campeonato Brasileiro por pontos corridos em 2003, além da valorização da Copa do Brasil e dos Campeonatos das séries B, C e D. A Globo ajudou a botar ordem no calendário e a CBF multiplicou os seus recursos. Tudo isso Ricardo Teixeira, cobra, e com razão, na sua carta-renúncia.

A Copa 2014 no Brasil, justiça seja feita, deve muito a ele.

Ricardo se perdeu no relacionamento com várias áreas, entre elas com a presidente Dilma e se envolveu em empreitadas mal esclarecidas e caiu em desgraça com Joseph Blatter.

Nada nos garante que vamos melhorar sem Ricardo Teixeira.

Antes de mais nada a posse de Marin é legítima até que haja uma Assembléia Geral e modifique tudo. As federações votaram sem pensar no que poderia vir pela frente. Há uma luta aberta em São Paulo entre o Andrés Sanches e outros dirigentes e isto pode respingar na vida da CBF.

Ricardo Teixeira não colocou na carta-renúncia nenhuma crítica ao andamento das obras da Copa. Mas, esperto como é, deve ter ficado assustado com a cobrança que viria se o Brasil não conseguisse o milagre de fazer uma Copa digna cumprindo o prometido.

Agora sem Ricardo que era a pedra no caminho, o governo precisa entrar de sola junto a governadores, prefeitos e ministros para acelerar estádios, aeroportos, transporte urbano e infraestrutura.


Estamos perdendo um tempo enorme desviando o assunto para bebida nos estádios, ingresso para índios , preços diferenciados para o bolsa-familia, etc.. Tudo é importante e há tempo para as discussões. O que não dá pra adiar é o mundo de ações voltadas diretamente para o evento. Já falamos e vale repetir: Copa do Mundo não tem adiamento e nem aceita jeitinho brasileiro.

O planeta vai nos julgar como povo. Se acontecer o pior, ninguém vai dizer pelo mundo afora que o Brasil não conseguiu fazer a Copa, mas continua sendo um país maravilhoso com praia, samba , mulata e Carnaval.

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