Uma cruzada pelo Futebol Mineiro. Quem pode ajudar?

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E a bola rolou pelo Campeonato Mineiro 2012. Falta ainda o Cruzeiro. Peço o apoio de todos os torcedores, comparecendo aos estádios, levando seu entusiasmo de sempre.  Vamos sim cobrar times fortes para depois fazer bonito na Copa do Brasil e no Brasileirão 2012. Dar uma forçinha não custa nada.

Conversando com torcedores através do Twitter @wellingcampos senti deles a necessidade de boas contratações e a esperança de boas campanhas em 2012. O Atlético deve uma grande conquista para o orgulho do seu torcedor. Não só um título Mineiro, mas também uma Copa do Brasil e Brasileirão para começar.

Os Americanos querem a volta do time para Série A com a benção do novo estádio Independência, lógico, o Campeonato Mineiro também para coroar o centenário. Por falar em Independência, alguma novidade de quando ficará pronto?

Já os Cruzeirenses pedem de mãos e pés juntos que a imprensa pare de vender o Montillo. Deixe o moço jogar em paz com a camisa do Cruzeiro. Todo dia são vendidos Montillo, Neymar e Ganso, não necessariamente nesta mesma ordem. Corremos o risco de quando for concretizada a venda de um deles, ninguém acreditar. Isso tem magoado o torcedor celeste, ávido pela volta do time as competições internacionais.

Devemos vestir as camisas dos nossos times no Campeonato Mineiro e de Minas Gerais nas competições nacionais e internacionais. Repito, precisamos cobrar e ajudar a reerguer o futebol mineiro que amarga a ausência do Mineirão principalmente.

Os presidentes Kallil, Gilvan e Salum são trabalhadores, bem intencionados com seus clubes e merecem votos de confiança. De mãos dadas temos mais força, falamos mais alto e podemos fazer de novo um futebol mineiro sem dever nada a Rio e São Paulo. Para isso precisamos olhar mais o nosso umbigo e menos a casa do vizinho. E viva Minas Gerais!

A chance imperdível

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Entre os países do primeiro mundo do futebol, o Brasil é o único que preserva os Campeonatos Regionais. Por isso, muita gente é contra e acusa a competição de desnecessária e sem importância.

Isto é um assunto para uma discussão mais ampla, mas já que ele existe (o Campeonato Regional) fica bem aproveitá-lo. Como?

Os jogos vão do final de janeiro ao começo de maio, aqui envolvendo 12 clubes.

O período deve ser aproveitado para a armação dos times, avaliação dos novos jogadores que chegaram e tirar um ganho especial no entrosamento e nas condições físicas.

Os nossos principais clubes mudaram muito a sua cara.

O torcedor deve ter paciência para que o jogador se sinta em casa e não fazer julgamentos por uma partida só.

O público gosta do Campeonato Regional. Um jogo Villa X Atlético ou Cruzeiro X América , carrega mais emoção do que um Cruzeiro X Atlético Goianiense ou um Atlético X Grêmio Barueri , por exemplo.

No final do Regional o clube precisa sair com a espinha dorsal pronta e uma opinião sobre a qualidade do elenco para , assim, encarar o Campeonato Brasileiro, sem aquela maluquice de contratar, contratar, contratar durante a nossa principal competição.

O Brasileirão é o banquete. O futebol mineiro foi ridicularizado com piadas na imprensa nacional e nas redes sociais pelo drama da luta contra o rebaixamento. Foi um sofrimento sem tamanho e isto não pode se repetir.

Depois de quase a morte, vem o Independência no Mineiro 2012

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Meu amigo Bruno Azevedo da Itatiaia se diz animado com o Campeonato Mineiro que começa no próximo final de semana, e a razão é simples: voltam os jogos dos grandes ao Independência. Jogar em casa é sempre importante, fazer valer o mando de campo. Meu terreiro é meu mundo.

A promessa das autoridades de entregar o novo estádio na última semana de fevereiro é fundamental para Atlético, América e Cruzeiro se prepararem para uma grande temporada. Tomara que o torcedor de Belo Horizonte se readapte o mais rápido possível com o caminho do Independência para ver grandes vitórias.

Fica uma expectativa quanto ao futebol que o caçula da competição, o Nacional de Nova Serrana, vai apresentar, da mesma maneira esperando o Boa Esporte Clube, depois de uma campanha surpreendente na Série B, quase subindo no seu primeiro ano de disputa.

O Atlético manteve a base com o técnico Cuca e tem tudo para dar alegrias ao seu torcedor apaixonado pelo Galo doido.

O América que cresceu muito na metade do Brasileirão do ano passado e tem um ótimo trabalho de base pode aparecer bem no ano do centenário, e jogando em casa, melhor ainda.

O Cruzeiro foi o que mais contratou depois de um ano de 2011 com inicio sensacional até cair na Libertadores e o desespero do final da temporada, só aliviada com a vitória encima do Galo. Ainda precisa pensar num treinador mais experiente.

Enfim, é pedir a você torcedor apoio total ao seu time nos estádios. Vibre, reclame e peça melhorias sempre. Vamos torcer, vamos cobrar sempre um Campeonato Mineiro melhor. São os estaduais a célula-mãe do futebol brasileiro.

Depois de quase a morte, vem ai o Independência no Mineiro 2012, bonito e cheirando a tinta, já era hora dele voltar.

E para você, quem será campeão, o que precisa mudar no seu time?  Diz aqui embaixo.

Itatiaia Futebol Clube, o time do coração

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Dia de São Sebastião, 20 de janeiro, é aniversário da Rádio Itatiaia completando 60 anos bem vividos, com grandes serviços prestados a humanidade. Minas Gerais tem o privilégio de contar com uma das mais respeitadas emissoras de rádio do Brasil e do mundo. A Itatiaia dá noticia de tudo.

Empunhar o microfone da Itatiaia é ter uma grande responsabilidade: Informar bem e corretamente. As vezes as notícias doem no coração, porém, o dever de noticiar a verdade vem em primeiro lugar.

Tenho quase 22 anos de Itatiaia, e muito antes de trabalhar por aqui, já era admirador do seu trabalho. Hoje tenho muito orgulho de estar ao lado de grandes profissionais de rádio. Sou correspondente de outras emissoras, mas confesso, quando chega a hora de fazer o boletim da Itatiaia é diferente, algo mágico, checando voz, memória, informação, qualidade do equipamento,som, enfim, é gostoso falar nesse microfone. O retorno da informação é imediato e se não  souber trabalhar com isso, assusta. Eu me divirto com a adrenalina do trabalho na rádio de minas.

No esporte acompanhado pela emissora dos Carneiros, é exemplo para outros prefixos de outros estados. América, Atlético Cruzeiro, Vila Nova, Minas Tênis Clube e demais entidades recebem o respeito e a cobertura gigantesca que merecem e com isso vem o crescimento da paixão e a importância social desses clubes. A Copa Itatiaia é a grande chance de atletas amadores que sonham com os gramados profissionais. Serviço prestado.

Visto sim a camisa da Itatiaia, sem pieguice ou interesse pessoal, sou Itatiaia Futebol Clube, o time do coração.

Vivemos uma entressafra, acorda Brasil

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Alguns anos atrás fiz uma entrevista com Américo Faria, então supervisor da Seleção Brasileira, comentando a saída em massa de jogadores brasileiros para o exterior e prevendo os estragos que iria ocasionar no futuro.

Hoje já podemos sentir o prejuízo dessas saídas precoces de jogadores. O nosso termômetro é o prêmio da FIFA realizado em janeiro. Basta buscar as relações dos finalistas e acompanhar como despencou o número de brasileiros.

Anos anteriores, era comum a presença de sete, oito e até nove jogadores do Brasil sendo bem votados. Vimos Romário, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Kaká e Rivaldo ganhar como melhores do mundo, alguns mais de uma vez.

Na última relação da FIFA, Neymar apareceu na décima colocação entre os candidatos a craque de 2011, e nenhum outro atleta nacional que atua no Europa. Lógico que Neymar já escreveu o nome dele na história dos melhores. Pela primeira vez alguém que atua no Brasil entrou na lista e ainda abocanhou o prêmio de gol mais bonito do ano, aquele marcado encima da defesa do Flamengo na Vila Belmiro. Daniel Alves apareceu apenas na Seleção do Mundo 2011.

Muitos torcedores vão dizer que os culpados são dirigentes e empresários, que apenas visam dinheiro e esquecem das raízes do nosso futebol. A entressafra chegou e com ela já sentimos o dissabor de fracassos nas Copas do Mundo da África do Sul e América na Argentina, além de amistosos desastrosos contra fracos e fortes. Será que treinadores os próprios atletas não são culpados também, ou deixamos de ser uma potência futebolística?

Onde estão Kaká, Robinho e Alexandre Pato? Poucos exemplos para citar alguns jogadores apagados. E quais podem despontar em breve? Thiago Silva, David Luiz, Marcelo do Real Madrid, Ramires, os gêmeos do Manchester United, Rafael e Fábio? Você lembrou de alguém? Deixe seu comentário aqui na coluna.

E para fechar, hoje, mesmo com muita boa vontade, não conseguiríamos montar duas boas Seleções Brasileiras. Precisamos rever essa situação com urgência para chegar com credibilidade em casa para a Copa do Mundo de 2014 aqui no Brasil. Tentar dizer que neste momento a coisa não é bem assim é varrer o lixo para debaixo do tapete. Acorda Brasil.

Montillo não está à venda

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O meia argentino Montillo, 28 anos, não está a venda. O novo presidente do Cruzeiro, Dr. Gilvan de Pinho Tavares, tem deixado bem claro essa questão. Lógico que qualquer time do Brasil, inclusive o próprio Cruzeiro, quer ter Montillo na sua equipe. Talentoso, de grupo, e profissional acima de tudo.

Uma única entrevista do seu procurador, Sérgio Irigoitia, 20 dias atrás, foi suficiente para deixar no mercado futebolístico uma sensação que Montillo está saindo do Cruzeiro. Irigoitia foi traído pelas armadilhas do idioma, e num jogo de palavras, traduzidas para o português, ficou esse gostinho que o craque trocará de camisa no Brasil.

O Cruzeiro dizia que o preço de Montillo, até 31 de dezembro de 2011, é de 15 milhões de euros. O São Paulo foi praticamente o único a fazer uma proposta concreta por ele, algo em torno de 10 milhões de euros com mais dois jogadores, e o time estrelado nem quis ouvir. Contam que o salário oferecido foi de uns R$ 600 mil, o dobro do atual.

Evidente que para reerguer o Cruzeiro no cenário nacional e internacional, o time precisa ter o goleiro Fábio e o meia Montillo. Jogadores com bons currículos precisam estar nesse time para continuar valorizado o argentino e outros. O torcedor cruzeirense, assim como o são paulino, sabe que esses times são bons vendedores, fazendo sempre bons negócios, sem trauma com essa ou aquela saída, uma vez que a reposição sempre foi a altura da equipe.

Buscar na Argentina um bom meia, com uns 22 anos, por 3,5 milhões de euros, não é difícil. O Cruzeiro deve pensar assim e formar um bom grupo para deixar Montillo valorizado e quem sabe no meio do ano aconteça uma grande transferência para o exterior.

Nesse jogo de xadrez que é o mercado do futebol, teremos que observar bem as primeiras mexidas do novo presidente celeste para saber como será o novo Cruzeiro. Um time vencedor como os Perrellas acostumaram a torcida ou apenas mais um participante.

Montillo não está a venda, porém, se aparecer um bom negócio, ele deve ser bem analisado.

Barcelona x Brasil, você apostaria em quem?

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Que o Barcelona atual joga muito, tem o melhor esquema tático, o melhor jogador do planeta todo mundo já falou e escreveu. O Barcelona se tornou assunto inesgotável em análise de qualquer apaixonado pelo futebol.

Meu irmão caçula, Luis Antônio, acabou provocando uma boa discussão aqui em casa e a qual remeto aos amigos internautas para suas conversas natalinas, beliscando alguma coisa e bebericando o que gostar.

E se acontecer um jogo entre Barcelona e Brasil, você apostaria em quem? Lógico que as opiniões serão as mais espetaculares possíveis. E você pode deixar a sua aqui na coluna.

No momento, o Barcelona, por uma série de motivos poderia ganhar da nossa Seleção Brasileira sem maiores surpresas, uma vez que o técnico Mano Menezes, também apaixonado pelo futebol do time Catalão, tem dificuldades em montar onze jogadores para vencer uma partida. Ainda vivemos a fase de observações, enquanto que o time do Messi está pronto e joga de maneira fantástica trocando cerca 680 passes e tendo 76% da posse de bola em média por jogo.

O Santos jogou errado, se defendendo, algo que o time do Muricy Ramalho nunca soube fazer desde as entradas de Paulo Henrique Ganso e Neymar. Sempre levou gols e até muitos gols.

Outra coisa que aprecio no Barcelona, seu trabalho de base. Reeducando o futebol mundial a montar suas próprias equipes sem ir ao mercado para contratar quatorze ou quinze jogadores.

O Santos de Pelé, O Botafogo de Garrincha, o Cruzeiro de Tostão, o Internacional de Falcão, O Palmeiras do Leão e Ademir da Guia, o Flamengo de Zico, o Atlético de Reinaldo, foram times formados com suas bases e que tantas vezes provocou a mesma pergunta do meu irmão Luis Antônio, Barcelona x Brasil, você apostaria em quem?

Feliz Natal, não esqueça de agradecer o maior presente que você conquistou, a vida!

Vitória do talento e da simplicidade

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O mundo se encantou mais uma vez com o Barcelona. A overdose de elogios é mais do que merecida pela simplicidade e o talento do time da Catalunha que cada vez mais que ser catalão e menos espanhol.

Alguns mandamentos do futebol, principalmente os brasileiros, estão sendo contrariados pelos companheiros de Messi.

Em 97, quando o Cruzeiro foi disputar a final do Mundial contra o Borussia, o técnico Nelinho Batista desativou as competições e Cruzeiro ficou só treinando e foi para o Japão com uma antecedência  incrível e fez uma partida pífia contra os alemães , que chegaram praticamente na véspera.

O Inter fez isso no ano passado e caiu na seletiva.

O filme se repete agora com o Santos. Murici poupou jogadores e depois todo o time na reta final do Brasileiro. Viajou muito cedo e o que se viu foi um time sem ritmo e totalmente abatido desde o primeiro minuto de jogo.

O Barcelona jogou completo contra o Real Madrid no sábado antes, viajou, treinou e ganhou o título. Nada mais justo e normal. Era esperado.


Os técnicos brasileiros que ganham salários europeus como Felipão, Murici, Abel, Vanderlei e Tite, entre outros, precisam se modernizar.

Chega de buscar gols nas bolas paradas. Precisamos de mais arquitetos e menos gladiadores em nossas equipes.

Murici criticou Guardiola por permitir que jogadores levassem as esposas ou companheiras para o Japão. Caiu num ridículo profundo.

O grande Pelé chegou a colocar mais atributos em Neymar porque ele chutava com os dois pés e o Messi nem tanto.

O jogo de Yokohama nos deu uma grande lição.

Secretário Geral da FIFA visitará Belo Horizonte a cada dois meses

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Valcke: “2012 será um ano fundamental”

Prezados amigos do futebol,

O caminho rumo à Copa do Mundo da FIFA 2014 está repleto de muitas etapas. O sorteio preliminar no Rio de Janeiro, no último mês de julho, foi o primeiro grande desafio para o país-sede. Todos concordam que tanto o Rio quanto o Brasil foram aprovados com louvor no teste. Desde então, a bola começou a rolar em gramados de todo o planeta pela disputa das 31 vagas disponíveis no Mundial. É o sonho de todo jogador ou torcedor — e me incluo nisto — viver essa experiência no Brasil. Porém, para as seleções, será uma dura caminhada até a competição, com muitas lágrimas, suspense e emoção.

Até agora, tivemos 216 partidas pelas eliminatórias e alguns resultados inesperados, como a primeira vitória da Samoa Americana em sua história, a Jordânia surpreendendo na Ásia e Guiana e Antígua e Barbuda garantindo uma vaga na penúltima fase do torneio classificatório da CONCACAF. Não tenho dúvidas de que ainda veremos mais futebol de primeira e grandes zebras, já que faltam por volta de 600 jogos a serem disputados em todos os continentes. A Europa será a última confederação a se unir ao longo caminho das eliminatórias, em setembro de 2012. Todos poderemos acompanhar a movimentação ao vivo pelo FIFA.com.

Também aproveito a oportunidade para dar as boas-vindas a Ronaldo, que se uniu ao Comitê Organizador Local como integrante do Conselho de Administração. Como ídolo do futebol e maior artilheiro da história das Copas do Mundo, ele é um nome ideal para promover o evento e dar apoio à organização. As lembranças de nossa participação conjunta no sorteio preliminar ainda estão frescas na memória. Ao lado do grande Pelé, consultor especial da presidenta Dilma Rousseff para a Copa do Mundo, do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, do COL e de Ronaldo, espero visitar no ano que vem todas as 12 cidades-sede, começando por Fortaleza e Salvador. Será com certeza uma viagem muito especial para mim, já que estarei em missão da Copa do Mundo junto a essas extraordinárias personalidades do futebol.

Porém, 2012 também será um ano fundamental para a FIFA e o Brasil no que diz respeito aos preparativos operacionais para os dois principais torneios: a Copa das Confederações da FIFA 2013 e a Copa do Mundo da FIFA 2014. Ainda há muito trabalho esperando por todos nós, principalmente em relação à infraestrutura geral, como aeroportos e transporte, necessários para garantir que todos os torcedores e visitantes tenham uma experiência inesquecível. Como responsável na FIFA pela realização de ambas as competições, é fundamental que eu também possa formar minha própria opinião quanto à situação dos preparativos durante as visitas que planejo fazer a cada dois meses às cidades-sede no ano que vem. Não temos tempo a perder: o relógio está correndo cada vez mais rápido e a expectativa aumenta para todos nós.

Por isso, 2012 será um ano muito movimentado, com acontecimentos importantes, como a finalização da famosa “Lei da Copa do Mundo”, o lançamento do slogan oficial, a escolha final das sedes da Copa das Confederações e a definição dos três últimos participantes deste torneio. Também é preciso ter em mente que, quando a Euro 2012 e os Jogos Olímpicos terminarem, as atenções da imprensa mundial se voltarão ao Brasil. O segredo do sucesso será dar sequência ao diálogo aberto e constante que existe entre as autoridades brasileiras — comandadas pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, como pessoa responsável pela Copa do Mundo da FIFA no governo — e a FIFA, sempre com o respeito e a cooperação que hoje caracteriza nossas relações.

Por ora, resta-me apenas desejar a nossos amigos em todo o mundo excelentes festas e feliz ano novo.

Com meus mais calorosos cumprimentos,

Jérôme Valcke

 

Fracassados e descompromissados

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Esperei quinze dias para escrever. Deixei passar as eleições. Mas, como me incomoda o fato de aquele bando do Atlético seguir a vida como se não tivesse provocado uma tragédia nos corações de milhões e milhões de pessoas! Cuca, Réver, Leonardo Silva e companhia comportam-se como se fosse só mais um jogo. Só isso. Não entenderam que levaram os atleticanos do céu ao inferno em 90 minutos, numa mistura de incompetência e falta de compromisso.

A maioria deles não sabe que o Atlético é mais que um clube, uma instituição. E ignoram que, após 40 anos sem ganhar nada importante, o torcedor do Atlético sonhou mandar seu arquiinimigo para a segunda divisão. É que ele nutre um sentimento de inferioridade de décadas e décadas e aquele domingo era a grande chance da virada. Para que rir um pouco, só um pouco de quem o goza desde 1971.

Para os cruzeirenses, o 4 de dezembro era a decisão da Copa do Mundo (é só lembrar o olhar do Fabrício); para os jogadores do Galo uma brincadeira de criança – ou não foi essa a impressão que Réver, zagueiro de seleção, passou ao perder uma bola infantil para Wellington Paulista e, depois, permitir o drible e o cruzamento que resultou no gol desestabilizador? Caro leitor, naquele lance, fosse o maior de seus amigos, você o jogaria ou não para fora do campo antes de cruzar? Mesmo sendo só uma pelada?

Amigos, essa não é uma crônica esportiva; ela pretende chamar a atenção para o estrago que esses infelizes causaram em corações cheios de paixão. Contrariaram a Declaração dos Direitos da Criança, que em seu princípio 10 avisa que ela “deve ser protegida contra as práticas que possam fomentar discriminação de qualquer índole”. Os meninos cujos pais insistem em torná-los atleticanos são o alvo das gozações… Estão sofridos.

Aqueles irresponsáveis contrariaram o Estatuto do Idoso, que prevê reclusão de seis meses a um ano e multa para quem “desdenhar, humilhar, menosprezar ou discriminar pessoa idosa, por qualquer motivo”. E existem velhinhos aos borbotões cujos corações estão doídos até hoje.

A bronca da massa não é pela derrota; ela faz parte do futebol, mas, pelo placar, pela falta de empenho, pela naturalidade com que receberam a surra. O que mais adoece é o fato de que o técnico perdedor continua e a maioria dos descompromissados também… Todos eles cada vez mais ricos e nós outros cada vez menos atleticanos… A gente não vai deixar de ser alvinegro nunca, mas é preciso dosar o amor, para não morrer de raiva!

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