Atendimento nos tempos atuais

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Quando o Carlos Rubens Doné me convidou para escrever um artigo para sua coluna fiquei, de início, muito honrada, até que veio a preocupação – pensei no que teria para dizer aos leitores de sua coluna. Bom, escrever é para mim mais um desafio, entre tantas mudanças que experimentamos, diária e continuamente, em nossa vida e carreira. Por isso, pensei em expor como é ser um atendimento comercial de um grande veículo de comunicação como a Itatiaia nos tempos atuais.

No meio em que trabalho, passei por muitas mudanças, independente de sua natureza ou grau de intensidade, todas elas me fizeram crescer profissionalmente.

Ser Atendimento de um veículo de comunicação ágil e competente como a Itatiaia, fez com que eu aprendesse a lidar com a incessante mobilidade de todas as coisas: nada aqui permanece imóvel, tudo na Rádio de Minas muda, se transforma. Portanto, para acompanhar o dinamismo da empresa tive que desenvolver a minha capacidade de me adaptar ao novo.  Vender a mídia rádio, hoje, é continuar vendendo o valioso comercial ou o testemunhal de 30 segundos, porém aliado a força das ações promocionais integrado a outras novas mídias como a internet, os aplicativos do Iphone, o celular, o SMS, as redes sociais, site e ações de bluetooh, tendo assim uma convergência de mídia para um suporte cada vez mais digital.

Bem conduzida essa diversidade de mídia, o cliente só tem a ganhar, pois com uma exposição cada vez maior, seu investimento tem muito mais resultado. Mas, não é fácil. Adaptar-se a tantas mudanças exige atitude, perspectiva, tolerância e preparo para encará-las com coragem e ousadia. Eu me esforço para acompanhar a nova velocidade das mudanças, mas uma coisa não muda nunca, a importância do atendimento personalizado, do relacionamento amigo e de confiança que você tem que ter com os seus clientes.

Venho aprendendo nesses 20 anos de profissão que ‘coisas’ acontecem porque alguém tomou uma decisão. Que ação trás recompensa. Que para obtermos sucesso, precisamos ter ação, comprometimento, foco e expectativas claras.  O trabalho como atendimento tem que ser constante e árduo. Você tem que estar preparada para as oportunidades, ficar “ligado” 24 horas, seja nas horas de lazer, nas reuniões em família, nas festas, enfim, de onde surgem idéias e possibilidades de novos clientes.

O melhor é que faço o que gostaria de fazer e faço de maneira apaixonada, assim como sou apaixonada pela empresa, pelos clientes e com as pessoas com quem trabalho. Essas pessoas e o meu mestre Carlos Rubens Doné valorizam e renovam o meu aprendizado contínuo. Trabalhar em uma emissora tradicional e ao mesmo tempo tão moderna como a Itatiaia eleva e fortalece a minha estima profissional. É por essas e outras tantas questões que meu sobrenome no mercado, há muito tempo, deixou de ser o da minha carteira de identidade para ser Itatiaia.

Isabel Ferreira
Contato Comercial – Rádio Itatiaia


O Museu da Comunicação

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Está em desenvolvimento um importante projeto para a área da Comunicação Social, não só em Minas Gerais, mas também no Brasil.

O Museu da Comunicação nasceu de uma parceria entre o SINAPRO-MG (Sindicato das Agências de Propaganda de Minas Gerais) e o Governo de Minas Gerais, através da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e a FAPEMIG-Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais.

Aprovado o projeto pré-operacional em outubro de 2008, os trabalhos de planejamento do Museu tiveram início em janeiro de 2009, com uma  equipe de implantação  que conta com um corpo de consultores na área de Museologia, Museografia, Comunicação e Marketing, Gestão de Projetos e Conteúdos.

A comunidade de comunicação de Minas Gerais criou, para viabilizar a implantação, a Associação dos Amigos do Museu da Comunicação, já qualificada como OSCIP.

Foi também contratada a maior empresa brasileira de estudos de museologia, a EXPOMUS, de São Paulo, que entregou o Projeto Museológico  e o Plano de Sustentabilidade do Museu, em abril de 2010.

Seu núcleo inicial será totalmente dedicado à Propaganda, com enfoque museológico nos esforços integrados de comunicação de Marketing. Será uma entidade pioneira ao congregar as realizações da comunicação de Marketing no campo da propaganda, promoção de vendas, merchandising, relações públicas, webmarketing e jornalismo publicitário.

O Museu pretende tirar partido do fascínio exercido pela comunicação, principalmente pela Propaganda, no sentido de transformá-lo num importante centro de pesquisa, de preservação da memória e exposição do que há de melhor no acervo da comunicação brasileira, com um olhar voltado para o futuro, destacando as transformações induzidas pelo avanço tecnológico e as novas mídias.

Será um museu brasileiro, com alma mineira e diálogo internacional. Seus principais objetivos se apoiam sobre o seguinte tripé: 1)resgatar a  memória da propaganda brasileira; 2) transformar-se em um centro nacional de referência para a pesquisa de comunicação de marketing e, 3) ser um centro de educação continuada do profissional brasileiro de comunicação.

O Museu da Comunicação já firmou acordos com grandes instituições americanas e européias, tais como a Advertising Educational Foundation, de New York e o American Icon Museum. De igual forma, negocia acordos de transferência de “expertise” com o Musée des Arts Décoratifs, de Paris e o Museum of Brands, Packaging and Advertising, de Londres. Negocia-se ainda um acordo com o Brand Center da Universidade da Virgínia e a Scuola Superiore di Studi Avanzati de Trieste, na Itália.

Em plena era da informação o Museu da Comunicação irá adotar uma dinâmica totalmente inovadora em seus aspectos expográficos. Será um grande centro interativo educacional, tirando partido do que há de mais moderno na moderna museologia, criando um permanente diálogo entre seus acervos permanentes e transitórios e as várias faixas de público visitante.

Comparativamente ao que existe nos  Estados Unidos e na Europa, o Museu da Comunicação possuirá temática inédita, tanto pelo potencial de formação de seu acervo, quanto pela pesquisa que aí será empreendida.  Seu potencial de parcerias institucionais, tanto no âmbito público, como privado e seu potencial de incremento turístico para a cidade de Belo Horizonte representam  atrativos que tornam o Museu da Comunicação uma instituição com a capacidade de se tornar referencial no cenário museológico, de pesquisa e educação.

Sem o apoio do Governo de Minas Gerais, nas gestões de Aécio Neves e de Antônio Anastasia o Museu ainda seria um mero projeto. O Governo de Minas Gerais, através da Secretaria de Cultura, já cedeu à Associação dos Amigos do Museu da Comunicação um prédio e um terreno na Avenida Assis Chateaubriand, em Belo Horizonte, para sua implantação.

Graças à Legislação de Apoio à Cultura, valendo-se do Projeto Rouanet, o Museu da Comunicação já está negociando patrocínios específicos para a fase de captação, catalogação e digitalização de acervo, pelo que conta com o apoio de um grupo de consultores especializados.

Iniciando pelo mercado mineiro de propaganda, o Museu da Comunicação tem recebido apoio  por parte das grandes agências de Minas Gerais e das entidades mais representativas do setor, tais como a AMP, o capítulo mineiro da ABAP, a AMAV, o próprio SINAPRO-MG, que tem dado uma significativa contrapartida financeira às verbas governamentais. A SECTES e a FAPEMIG continuam também apoiando a iniciativa.

Trata-se de um empreendimento inédito que trará enormes benefícios não só para a atividade publicitária mas também para toda Minas Gerais.

Juliano Sales
Diretor-executivo da agência de publicidade e propaganda Casablanca.

Um próspero 2012

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Para muita gente, 2011 está começando agora. Acabou o Carnaval. Gostaria de dizer a essa turma que eles estão muito atrasados. A máxima de que o ano começa depois da Quarta-Feira de Cinzas já era/não vale mais. Há alguns anos que o ano literalmente começa em janeiro. Este ano, por exemplo, a presidente já tomou posse, governadores, senadores, ministros e deputados idem. A indústria bateu alguns recordes, o comércio não tem do que reclamar, o “pibão” de 2010 foi divulgado. Neste momento estuda-se, em Brasília, uma forma de reduzir o consumo no Brasil para evitar a volta da inflação. Tudo antes do Carnaval.

Por tudo isso – e mais algumas coisas que não comentei – é que o ano de 2011 se apresenta como um ano promissor.  E será.

Aproveitando a situação positiva, o que precisamos fazer é investir para crescer. Esta máxima, sim, está mais forte do que nunca para o mercado mineiro de agências de comunicação. No nosso segmento, o tripé talento, informação e tecnologia precisa funcionar corretamente, pois, caso contrário, o cliente sente rapidamente a fragilidade no atendimento.

O mercado mineiro vive um momento de muito trabalho de prospecção, tenta por todos os meios mais clientes e marcas para recompor a carteira de anunciantes mineiros. Precisamos construir, novamente, marcas fortes a partir de Minas Gerais. Afinal, é justamente de marcas de sucesso que a indústria da comunicação em Minas Gerais precisa neste momento. De alguns anos para cá, perdemos um grupo expressivo de empresas que estavam entre aquelas que mais se utilizavam das ferramentas da comunicação. Grandes clientes da indústria alimentícia, do varejo de linha branca, do setor de super e hipermercados, entre outros, foram incorporados pela onda da globalização. Onda que “engoliu” também os bancos, um dos pilares mais tradicionais da propaganda mineira. Marcas nacionais que anunciavam no mercado local centralizaram suas campanhas nas matrizes e transformaram as campanhas de varejo em “campanhas net”. Se isso esvaziou nosso mercado, a nossa economia também não foi muito favorável para o surgimento de novas empresas que pudessem ocupar o lugar dos antigos anunciantes. O fato é que ainda somos, essencialmente, grandes fornecedores de matérias-primas. Exportamos o material bruto e importamos os produtos prontos. Inclusive com a comunicação pré-formatada, vinda de São Paulo, do Rio de Janeiro ou até de fora do Brasil.

Por isso, precisamos apoiar urgentemente o surgimento de marcas aqui, no nosso mercado. Mas, antes de pensar em marcas de sucesso, precisamos pensar no sucesso das marcas. Ou seja: na sua construção, no seu fortalecimento, no longo trabalho que devemos fazer para garantir o nascimento e o crescimento saudável de uma nova safra de anunciantes.

Esse é o desafio que a propaganda mineira tem pela frente. É um esforço de catequese mesmo, educando e formando uma nova mentalidade nas empresas que, se ainda não são grandes, oferecem potencial para crescer. Em vez de encararmos essa tarefa como uma dificuldade, deveríamos tratá-la como uma oportunidade. Com a experiência, o talento, a tecnologia e a estrutura que reunimos na propaganda mineira, poderemos começar uma série de novas e duradouras parcerias.

José Luiz da Silva
Sócio-Diretor da Populus Comunicação
Presidente da Associação Mineira de Propaganda – AMP

O “Novo” Profissional de Vendas

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Vivemos numa sociedade espantosamente dinâmica, instável e evolutiva. 0 profissional que não se adaptar a essa realidade corre um sério risco e adaptar-se é questão de sobrevivência.

A cada dia os produtos ficam mais similares em termos de tecnologia e preço, o diferencial está na prestação de serviços.

Portanto além de informação e agilidade, grandes diferenciais de sucesso, o profissional tem que surpreender, encantar e entusiasmar o cliente.

O cliente quer sempre mais desconto e prazo, mas é preciso ultrapassar isso e surpreende-lo, oferecer alternativas e diferenciais que ele nem imaginava.

O profissional precisa estar atento as tendências do mercado para se antecipar as necessidades dos clientes. Uma empresa fará a diferença quando assumir que todos os funcionários são vendedores. A sobrevivência e o sucesso da empresa dependem de cada um que faz parte dela e não somente dos profissionais de venda.

O planejamento é fundamental para o bom atendimento, é preciso cuidar dos detalhes, pois nenhum deles é pequeno demais. A falta de planejamento é um atalho para o fracasso.

Independentemente de toda a tecnologia, nada substitui o contato pessoal. Todos querem se sentir únicos, esperados, importantes.

Para o “novo” profissional de vendas, algumas atitudes são fundamentais:

Credibilidade: não prometer ao cliente o que você não pode cumprir e procurar fazer sempre mais do que cumpriu.

Ação: procurar a perfeição, sempre há algo a melhorar. Idéias não são suficientes, elas têm que gerar resultados.

Rapidez: valorizar o tempo do cliente, manter as coisas simples e sem burocracia.

Comprometimento: comprometer-se com a excelência e não se contentar com menos. Fazer seus colaboradores se comprometerem com seus clientes da mesma forma com que você se compromete com eles.

Objetividade: ter objetivos claros, eles alimentam seu entusiasmo.

Pós-venda: lembrar que você não está efetuando apenas uma venda, mas concretizando um negócio que pode e deve ser duradouro e lucrativo para todos.

O sucesso é resultado de entusiasmo, ação, persistência e fé.

É importante lembrar que um cliente satisfeito comenta com mais  5 pessoas e um cliente insatisfeito comenta com mais 17. “O melhor vendedor do mundo é um cliente encantado.” (Sergio Almeida)

Por outro lado, há pecados que nunca devem ser cometidos:

Frieza, desdém, apatia, má-vontade, apego exagerado às normas, somente entravam um bom negócio e um atendimento de qualidade. Para terminar, fica a seguinte provocação: difícil não é saber, é fazer, é atitude.

Carlos Rubens Doné.

Propaganda. Faz diferença.

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Nesta coluna vou “apresentar” um anúncio da Abap/ABA, feito pela AlmapBBDO. Ele explica, muito bem, o sucesso de vendas de um produto.

Propaganda. Faz diferença.

O que explica o sucesso de vendas de um produto? Seria o preço? A eficiência? A praticidade? Sim, seria tudo isso. Agora, o que explica o sucesso de um produto cujo o preço, eficiência e praticidade são muito parecidos com o da concorrência? Bom, neste caso, talvez a propaganda seja uma boa resposta.

A propaganda ajuda uma marca a ser mais admirada, mais desejada e, consequentemente, mais consumida que seus concorrentes. Se você procurar saber quais são as marcas mais lembradas pelos consumidores brasileiros – segundo o ranking top of mind – vai reparar que são as mesmas que investem consistentemente em propaganda.

O mesmo acontece com as marcas mais valiosas do mundo: a número 1 desta lista é a Coca-Cola®, não por coincidência, um dos maiores anunciantes do planeta. A propaganda aumenta as vendas, mas só a boa propaganda constrói marcas fortes. Convenhamos, ninguém conseguiu conquistar o coração do público dizendo “Corra, o gerente ficou louco!!!” ou argumentando que “Nós fazemos aniversário, mas quem ganha é você!”

Por outro lado, uma grande idéia como “o primeiro Valisére® a gente nunca esquece”continua sendo citada, mesmo tanto tempo depois de ter sido veiculada. A propaganda criativa é discutida nas rodas de amigos, vira bordão, entra para a cultura popular. No mundo todo, comerciais (os bons, é claro) estão entre os vídeos mais assistidos no YouTube®.

E há casos de peças publicitárias expostas em renomados museus de arte moderna. Isso prova uma coisa: a grande maioria das pessoas gosta de propaganda. E, quando alguém não gosta, faz o óbvio: muda o canal na hora do intervalo, troca a estação de rádio, deixa de ler um anúncio publicado no jornal. Resumindo: quando o consumidor se interessa por uma peça publicitária, faz questão de ouvir o que ela tem a dizer. Quando não gosta, ele a ignora solenemente. É impressão nossa ou isso é o direito de escolha levado a sério?”

Propaganda. Faz diferença.

Base da pirâmide, Classe C e Regionalização

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Marcelo Cazzo, é um grande amigo. Paulistano, muito talentoso, extremamente bem informado e inteligente. Faz parte da diretoria da FTPI Representação, Publicidade e Marketing, que é mais do que nossa representante comercial, é a extensão do nosso departamento de vendas em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre e Recife. Complementam a diretoria Francisco Tornelli, Mirian Palladino e Valmyr Mateoli que com suas equipes formam, na minha avaliação, a mais competente e bem preparada empresa que representa veículos de comunicação no Brasil.

Voltando para a coluna Viva Você, não deixem de ler. O Marcelo Cazzo descreve com muita propriedade assuntos de hoje e sempre como regionalização e “classe c”. Parabéns Marcelo, viva você que brilhou mais uma vez e viva vocês leitores que com certeza acrescentarão informações interessantes sobre o nosso mercado da comunicação.

Quando eu recebi o convite do Carlos Rubens para escrever neste espaço, pensei imediatamente em tratar do tema “regionalização”. As recentes transformações da sociedade decorrentes da estabilidade econômica geraram um movimento de ascensão social totalmente novo. Foram criados imensos bolsões de consumo nos mercados regionais brasileiros e regionalizar as ações de marketing e de mídia passou a ser fundamental para o bom desempenho dos produtos. Falar com os milhares de novos consumidores espalhados pelo país e desafiar as marcas regionais instaladas nestes mercados se tornou um enorme desafio para as grandes marcas. Por todos estes aspectos a “regionalização” é um tema que interessa a quem trabalha em comunicação e com certeza será uma palavra que todos nós ouviremos muito mais daqui para frente.

Boa leitura a todos.

Responda rápido: Que tipo de sinergia ou relação comum existe entre uma rede de 14 milhões de estabelecimentos comerciais na Índia, 190 milhões de aparelhos celulares vendidos no Brasil e o enorme sucesso comercial do sorvete Salada, de Belo Horizonte?

Se seu primeiro pensamento não conseguiu encontrar nenhuma correlação entre estes pontos definitivamente está na hora de você rever os seus conceitos…

Base da Pirâmide

O pensador Indiano C. K. Prahalad desenvolveu uma tese em que diz que “o futuro dos negócios estará na base da pirâmide”.  Para quem nunca ouviu falar no Prahalad, vale dizer que ele foi um dos maiores especialistas em estratégia empresarial dos últimos anos, prestando consultoria permanente para empresas como Cargill, Oracle, Unilever e Phillips. Por dois anos consecutivos ele foi eleito o autor do “melhor artigo do ano publicado na Revista Harvard Business Review”; além de ter sido ganhador do prêmio de “melhor artigo da década do Strategic Management Review” (o que considerando a turma escreve nestas revistas de negócios e estratégia, decididamente não é pouca coisa). Prahalad faleceu em abril deste ano, aos 68 anos, e deixou um enorme legado em suas obras.

Em 2005 eu assisti a uma palestra deste pensador e fiquei fascinado com a maneira como ele via a inserção das populações de menor poder aquisitivo no mercado de consumo. Ele publicou em 2004 o livro “A Riqueza na Base da Pirâmide” e identificou o enorme potencial existente nos mercados de baixa renda. Entre outras coisas, ele foi o primeiro a dizer que se os produtos certos forem oferecidos da maneira correta, a fusão entre o desenvolvimento tecnológico das empresas e demanda reprimida na base da pirâmide levará o mundo à maior onda de consumo de todos os tempos”. A teoria da “base da pirâmide” se transformou em uma das principais plataformas de inovação para grandes empresas, mostrou que as classes CDE ditariam o rumo do crescimento econômico e do consumo nos anos seguintes e deixou claro que para se fazer sucesso com este público seria fundamental conhecer seus hábitos e suas necessidades. E é aí que reside boa parte do tema que será abordado nesta coluna. A entrada deste colossal contingente de compradores no mercado de consumo mundial obrigou todas as empresas a rasgarem as antigas cartilhas e lançou às organizações o desafio de entender de que maneira estes consumidores se relacionam com seus produtos nos pontos de venda.

Um bom exemplo deste desafio pode ser visto no mercado de varejo na Índia. Naquele país, 97% das compras de comidas, bebidas, produtos de higiene e limpeza são feitos no chamado “pequeno varejo”, uma rede com aproximadamente 14 milhões de estabelecimentos comerciais, cujas lojas têm em média 46 m2, que empregam 25 milhões de pessoas e alcançam um faturamento estimado de 290 bilhões de dólares. Eu sei que na Índia todos os números são grandes, mas este é um número que merece ser repetido: a “rede” de estabelecimentos tem 14 milhões de lojas e seu faturamento é de 290 bilhões de dólares!!! Apenas como comparação, este número equivale a quase seis vezes o volume de vendas de todo o varejo brasileiro neste ano. Os indianos se acostumaram a fazer compras nestas pequenas lojas, em grande parte administrada há anos pelas mesmas famílias e trabalhando na base da “caderneta”, cujo sucesso é creditado à proximidade com os consumidores e à conveniência. De olho neste mercado de 1 bilhão de consumidores, o grupo Reliance, um dos maiores do país, montou em 2007 um plano de negócios ambicioso com investimentos de 5 bilhões de dólares para a abertura de 5.000 lojas de hipermercados no país. A aposta do grupo para a abertura dos hipermercados estava diretamente ligada às mudanças da sociedade, cujos indicadores apontavam um aumento da população urbana, um incrível contingente de jovens (75% da população indiana tem até 35 anos) e um importante crescimento da participação feminina na receita das famílias. As pesquisas indicaram que os jovens e as mulheres passariam a ter aspirações de mais “ocidentais”, desejando fazer todas suas compras em um mesmo local ao invés de ter que percorrer várias lojas. Projeto bem elaborado, investimento programado, grana liberada e três anos depois de lançado o plano de negócio se mostrou uma tragédia. A aposta na “ocidentalização” dos hábitos dos consumidores foi um erro e o grupo enfrenta inúmeras manifestações de rejeição da população, com reações extremas nas cidades em que os hipermercados foram instalados. Algumas lojas foram saqueadas e os governos locais protestaram sob a alegação de que a abertura dos hipermercados provocaria o fechamento de muitos estabelecimentos do “pequeno varejo”, e como conseqüência traria um colapso para as economias locais. A pergunta de 290 bilhões de dólares é: como lidar com um problema desta natureza? Atualmente o grupo reavalia sua estratégia e tenta implantar uma rede com lojas menores, cooptando parte das famílias então proprietárias dos pequenos estabelecimentos para gerenciarem estes empreendimentos. O objetivo é promover uma transição menos agressiva no modelo de negócio e permitir a manutenção do “vínculo” existente entre os consumidores e pequeno varejo com este “novo varejo”. Será que este “novo varejo” ou varejo “organizado” vai conseguir suplantar o varejo “tradicional”? Que tipo de estabelecimento será aceito pela população e se estabelecerá neste mercado no futuro? Os próximos cinco anos serão cruciais para se determinar qual modelo de negócio que vai vingar na Índia, mas o fato é que a partir de agora nenhum player conseguirá avançar sem entender o consumidor e seus hábitos de consumo.

Brasil

No Brasil a estabilidade econômica alcançada nos últimos anos fez nascer uma imensa camada de “novos consumidores”. O poder de compra das classes sociais de menor renda evoluiu significativamente baseado no aumento do salário mínimo, no controle da inflação, no aumento do trabalho formal e na concessão de microcrédito e de benefícios sociais como o programa Bolsa Família. Pesquisa do IBGE aponta que, entre 2003 e 2010, 29 milhões de pessoas entraram na classe C. A classe C hoje conta com 103 milhões de pessoas, o que equivale 56% da população (somente a inclusão destes 29 milhões de pessoas na classe C fez surgir no Brasil o equivalente a metade de uma Grã-Bretanha de novos consumidores). A pesquisa mostra também o aumento no nível de escolaridade dos integrantes das famílias brasileiras e que o crescimento da classe C ocasionou a diminuição da população das classes DE, que em 2003 somava 96 milhões de pessoas e que em 2010 teve seu contingente reduzido para 68 milhões.

Um estudo da FGV intitulado “a nova classe média, o lado brilhante dos pobres” mostra que a classe C passou a ser dominante sob o ponto de vista do econômico, sendo responsável por 46,24% do poder de compra dos brasileiros e superando a classe AB, com 44,12%. Todos estes indicadores refletem o excepcional momento vivido pelas empresas brasileiras. O aforismo “nunca na história deste país” é super adequado para ilustrar os recordes que se multiplicam. Os bens duráveis e não duráveis vendem mais que pipoca no cinema (aliás, nunca se freqüentou tanto cinema… mas esta é outra história). São números tão impressionantes que fizeram com que os grandes players mundiais se dedicassem de maneira especial a um mercado que vende mais automóveis, motocicletas, eletrodomésticos, casas próprias (e por conseqüência materiais de construção) que muitos países de primeiríssimo mundo. Tome-se como base o mercado de telefonia celular no Brasil, com impressionantes 190 milhões de celulares vendidos e cuja “pujança” é justamente resultado desta expansão da base de consumidores.

Regionalização

Como uma espécie de “milagre da multiplicação dos pães e dos peixes”, vimos o consumo explodir em todo o país impulsionado pelo poder de compra de pessoas que habitam cidades e regiões que há pouco não figuravam nem nos mais distantes sonhos (ou pesadelos) dos diretores comerciais das grandes empresas. É como se no meio do jogo de WAR seu objetivo fosse mudado e você tivesse apenas uma rodada para voltar a espalhar seus exércitos por todo o tabuleiro. Quem não estava atento ao jogo e não “anteviu” a mudança do objetivo simplesmente perdeu território e de repente se viu obrigado a ocupar terras inóspitas (cujos hábitos de seus moradores são diferentes dos hábitos até então conhecidos) que, para ajudar, já eram tomadas pela presença de marcas regionais (os “exércitos inimigos”). O consultor Jaime Troiano, do grupo Troiano Branding, apresentou no MaxiMidia deste ano uma palestra intitulada “Longe dos olhos (nossos) e perto do coração (deles): o carisma das marca regionais” que ressalta o poder das marcas regionais. Entre outras coisas, Troiano mostrou dados do Nielsen que apontam que 34% do faturamento de alimentos, bazar, bebidas, higiene e limpeza são provenientes de marcas regionais. A partir de um estudo realizado pela consultoria, foi possível identificar que fatores como o preconceito, cultura e preservação da identidade local, marketing e logística são preponderantes para a definição do sucesso das marcas locais e do poder que elas exercem sobre os consumidores. Está cada vez mais claro que para “regionalizar” é fundamental entender a essência do consumidor e que já não basta recorrer a um comercial de 30 segundos net para posicionar nacionalmente uma marca. Sem procurar entender os cada vez mais complexos perfis de segmentação e as muitas variáveis que envolvem o consumo de mídia, dificilmente haverá identificação de uma marca com o público regional. Regionalizar não é simplesmente estereotipar o consumidor (como alguns daqueles comerciais horrorosos em que os atores aparecem desfilando seus respectivos sotaques em muitas paisagens manjadas do Brasil) e quando as empresas se dispõem a entender as necessidades dos consumidores das diferentes regiões fica mais fácil não cometer o pecado da impertinência (um dos maiores pecados capitais que quem quer vender alguma coisa pode cometer). Impertinente é convidar um vegetariano para uma churrascaria, é oferecer açúcar para um diabético, é veicular na televisão de Belém em julho um comercial de cerveja bock e em fevereiro um comercial de protetor solar (em Belém, o “inverno” ou estação das chuvas é em fevereiro e o verão, onde costuma fazer 45 graus, é em julho). É bem verdade que as grandes empresas nacionais estão cada vez mais atentas a este desafio e que casos como estes de Belém têm ocorrido com uma incidência muito menor. Na última edição da revista Exame, o presidente da Fiat Cledorvino Belini anunciou que “a montadora está projetando lançamentos que atendam à nova pirâmide social brasileira” e que os modelos terão adaptações regionais para se adequarem às peculiaridades dos consumidores em diferentes mercados. Grandes empresas como a Nestlé, Unilever, Sony, Alpargatas, Petrobras, Ambev, Schincariol, Bradesco, entre outras, têm desenvolvido importantes ações regionais que englobam desde a criação de produtos específicos até a execução pontual de ações de marketing. Ouvir o consumidor e entender que ele não é mais um “cachorrinho do Pavlov” é única maneira de reposicionar as peças no tabuleiro deste jogo e de tentar competir com os “exércitos regionais”. Empresas como a Drogaria Araujo, os Biscoitos Aymoré ou o sorvete Salada estão cada vez mais fortes e competitivas. Para ilustrar o exemplo, vale dizer que a Araujo tem nove prêmios Top of Mind e faturamento projetado de 700 milhões de reais para este ano, que o Biscoito Aymoré está presente em 99% dos domicílios do estado de Minas Gerais, segundo o Ibope, e que o sorvete Salada, que era uma pequena fábrica de sorvetes há 15 anos virou um negócio com três lojas próprias, 30 unidades credenciadas, uma rede de distribuição de mais de 1.200 pontos de venda em Minas e foi citada como a empresa com maior índice de lembrança espontânea do estado, de acordo com pesquisa do Instituo Galileu.

Os impactos registrados pelo aumento da base da pirâmide são enormes e suas consequências ainda não podem ser mensuradas, mas o alargamento da base – e o consequente aumento da sua abrangência –, mudaram completamente a estrutura dos negócios para os próximos anos. Como sempre acontece nas grandes competições, o sucesso ou o fracasso vai depender da capacidade que as empresas terão de se adaptar aos hábitos destes novos consumidores, da velocidade com as que elas colocarão seu plano de negócio em prática e da “pertinência” em falar com este público.

Marcelo Cazzo

O Rádio tem mais …

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O jornal Meio e Mensagem, edição de 30 de Agosto de 2010, publicou o faturamento da mídia com venda de espaço comercial entre janeiro e junho de 2010. Houve um crescimento de 30% em relação a igual período de 2009, segundo o projeto Inter-Meios.

Até aí, tudo bem, tudo ótimo! O que me intriga é a participação do meio rádio igual à  4,2%.Claro que esse percentual não retrata a realidade, o rádio tem muito mais…

E explico porque:  apenas 3% das emissoras de rádio do Brasil – são quase 4 mil – informam o seu faturamento ao Inter-Meios. São as mais importantes, porém por menor que as outras que formam os outros 97% sejam, faturam alguma coisa. É lógico, imaginar então, que o percentual do meio rádio gire em torno dos 8%: 4,2% referentes as emissoras que informam ao projeto Inter-Meios e que representam  3% do total e mais ou menos 4% dos outros 97% que não  informam. É bem razoável essa aritmética!

Pronto falei!

Aliás, em quase todos os congressos, seminários e outros eventos, dos quais participo, tenho de forma incansável levantado essa bandeira. Todos concordam comigo, sem exceção. E depois, o tempo passa e nada é feito. Não por culpa do projeto Inter-Meios que é seríssimo e muito menos do Meio e Mensagem que na minha opinião é indispensável para todo o nosso mercado da comunicação.

A culpa é do meio rádio, que não informa, por desconhecimento e até por medo – isso é ridículo – de declarar seu faturamento. Talvez a solução fique por conta das associações estaduais de rádios que podem fazer esse trabalho junto às suas filiadas.

No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, esses levantamentos já foram feitos e a participação do rádio foi superior a 12% .Em Minas, eu já fiz, de forma bem amadora, e cheguei a uma participação de 10% para o rádio.

Falta, então, um trabalho mais amplo das associações, talvez com coordenação da Abert, e a consequente informação ao projeto Inter-Meios. Nessa altura do campeonato é muito difícil, porém está longe do impossível. Vamos lá, mãos à obra!

Para que os nossos internautas fiquem mais informados ainda, segue a participação de cada meio no faturamento da mídia no 1º semestre/2010:

Televisão(63,9%), jornal (12,8%), revista (6,8%), internet(4,3%),rádio (4,2%), Tv por assinatura(3,6%), mídia exterior(2,9%), guias e listas (1,2%) e cinema (0,3%).

O rádio tem mais!

Carlos Rubens Doné.

Nas ondas do Rádio

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Ricardo Camargos, competente jornalista que com sua coluna “Nas ondas do Rádio”, aos sábados, no jornal Hoje em Dia, presta um importante serviço ao meio.

Quando inventaram a TV as aves agourentas trataram de anunciar logo que o rádio estava condenado à morte. Erraram feio. Tinha espaço para todo mundo e continuamos sendo o veículo de comunicação mais popular e companheiro. Prova disto e que, apesar da força da TV, em determinados horários os números do rádio continuam dando uma goleada na telinha.

A história se repetiu quando surgiu a grande rede. Os abutres  se apressaram em rascunhar o nosso obituário. O erro foi maior. A mídia rádio foi a que melhor soube se aproveitar da nova mídia e surfar nas ondas. Para ficar no nosso terreiro, se contam às dezenas as emissoras mineiras que já estão falando alto e firme via internet. O próximo passo foi o sistema wi-fi ou a rede 3G/Edge que permite que às emissoras, independente de sua área de cobertura, possam ser sintonizadas em qualquer canto do mundo através de aparelhos celulares ou nos aplicativos iPhone, iPad e iPad Touch. A última a anunciar o salto foi a Guarani 96,5 FM, que entra no time que já incluía a Band News, CBN, Extra, Itatiaia, Globo, BH e Oi FM, além de várias emissoras do interior. Isto sem falar nos novos portais implantados (Oi e CDL FM são exemplos mais recentes) que permitem acompanhar a programação em tempo real, obter informações detalhadas das promoções, enviar mensagens via Twitter e até se cadastrar para o recebimento de boletins eletrônicos e saber que horas vão tocar a música que você pediu.

É por estas e por outras, vai ficando mais difícil para os magos da publicidade condenar o rádio a um faturamento que, embora sempre crescente, fechou os primeiros cinco meses de 2010 em R$ 420 milhões, ou seja, apenas 4,6% do faturamento total do investimento em mídia no país da ordem de R$ 9,8 bilhões.

Para complicar as contas, este foi um ano atípico no mercado publicitário. Com a realização da Copa do Mundo, o faturamento do primeiro semestre deve superar os números do final de ano que, normalmente, costumam ser maiores. Até porque, como acontece sempre no país das eleições de dois em dois anos, já vivemos o vetusto “Horário Eleitoral Gratuito” que sempre ajuda a emagrecer o faturamento. A conta é simples: o tal ressarcimento da legislação eleitoral apenas permite que as emissoras de rádio e TV deduzam do Imposto de Renda 80% do que receberiam caso o período destinado ao horário gratuito fosse vendido para propaganda comercial. Isto sem falar nas alterações na grade e a própria rejeição do horário do TRE, que sempre abalam os números da audiência. Resta, portanto, confiar em que a economia continue aquecida, que Papai Noel traga um Natal gordo e pleno de promoções e que os gênios da mídia entendam que vender bem é vender pelo rádio.

Ricardo Camargos

Passado x Presente

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Jacqueline Sanches, profissional de atendimento da eficiente equipe comercial da Rádio Itatiaia. Eleita , em 2001 e 2007, melhor profissional de atendimento/veículo de comunicação. As mudanças no atendimento comercial, passado x presente, são o foco desta coluna.

Estou muito honrada por ter sido convidada a escrever aqui, na coluna do nosso diretor, Carlos Rubens Doné. Este convite foi um presente de quem mais contribuiu para a construção da minha formação profissional.

O palco de toda a minha trajetória como profissional de atendimento é o rádio. São 23 anos, dos quais 18 somente aqui na Rede Itatiaia. Esta é a minha praia.

Ouço algumas pessoas dizerem que o profissional de atendimento do rádio, no passado remoto, era aquele cara que se limitava a visitar o cliente, preencher a autorização e entregar na emissora. Evidente que esta figura está completamente ultrapassada, mas convenhamos, aqueles caras já carregavam alguns traços basilares desta função: o domínio sobre a programação da emissora, motivação, boa apresentação, habilidade e facilidade de comunicação, persistência.

Assim como as clássicas mídias abrigam as novas, o novo profissional abriga o velho. Ainda guardamos todos esses traços, mas nossos desafios são agora bem maiores que os de antes. O cenário mudou, o ambiente da propaganda é mais diversificado e complexo, e exige muito mais de nós. Ser um profissional de atendimento hoje é um desafio.

Temos que ter muito gás, sermos ágeis e chegar à frente. Precisamos estar ligados em diversos assuntos: economia, política, meio ambiente, tecnologia, terceiro setor e principalmente em tudo que acontece na comunicação e na propaganda.

Como representantes e defensores do rádio é nosso papel destacar e propagar a importância e a força da nossa mídia, à exaustão. Dominar e potencializar as ferramentas que promovem a interatividade entre o ouvinte e o anunciante, como é o caso do crossmedia, com a promoção, celular, internet e suas redes sociais. Com maturidade devemos ser capazes de perceber e discernir entre o que pode servir às necessidades do cliente e o que não pode.

Hoje, no mercado, o profissional de atendimento deve ser um especializado analista, consultor, e claro, habilidoso negociador. É preciso ter em mente que a palavra de ordem é o retorno sobre os investimentos e que na tomada de suas decisões, os anunciantes querem a cumplicidade de profissionais competentes, seguros, éticos e comprometidos.

E como deverá ser o profissional de atendimento amanhã?

O tempo não pára. Tudo se transforma rápido demais. Todos os dias surgem novas perspectivas e novas soluções para a comunicação. Neste caminho ainda teremos muito que aprender e devemos estar preparados e atentos ou logo seremos citados como “os velhos profissionais de atendimento do rádio.”

Jacqueline Sanches

Problema não, desafio

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Bruno Bianchini, um show de profissional no presente e, com certeza, no futuro. O gerente comercial da Rádio Itatiaia enxerga a comunicação de forma ampla, aliás, como deve ser. Um show de coluna!

Receber um convite para escrever num espaço de propriedade de Carlos Rubens Doné, além de orgulho me trás uma responsabilidade além da conta. Portanto, espero que possam desfrutar de um texto a altura de todos que aqui passaram. Obrigado ao chefe, professor e amigo que é! Viva Você!

“… A coisa que eu mais gosto nessa profissão é achar solução para problemas insolúveis.” Esta frase é do presidente da agência Talent, Julio Ribeiro, e resume da melhor forma o assunto principal da coluna desta semana. Na história da propaganda “o diferente” sempre se sobressaiu, mas de maneira tímida. Neste momento ele está na crista da onda. Quem faz diferente vira notícia, quem vende diferente conquista melhores resultados, quem investe diferente dá um passo à frente da concorrência e quem é diferente tem seu espaço reservado para, literalmente, fazer a diferença.

O mercado publicitário aprendeu uma frase que tem sido tão falada quanto às famosas Vuvuzelas tocadas na Copa do Mundo: “Quero fazer alguma coisa diferente com meu cliente”. Neste caso, todos querem surpreender positivamente, ao contrário das cornetas ensurdecedoras que são diferentes, porém de péssimo gosto. Ao terminar a frase, inicia-se um desafio gostoso de “solucionar o problema insolúvel” daquele cliente em questão. Neste momento um mundo de novidades aparece à frente do profissional como ferramentas de ajuda na construção da ideia que ainda não surgiu. Sem dúvida, a promoção (braço do nosso mercado que cresce a cada dia) é a principal e mais usada delas. Seja em ações de sampling, em eventos, na internet (Mídia online, Orkut, Facebook, Twitter, Youtube, MSN, etc), celular ou em qualquer outro meio, a agilidade das informações tem feito com que uma grande ideia se espalhe de forma epidêmica gerando o tão sonhado resultado além das expectativas.

A promoção ganha força a cada dia, as agências de promoção ficam mais evidentes, os trabalhos bem executados despertam e incomodam a concorrência e os resultados têm acompanhado todo esse processo, mesmo que não seja de forma tão voraz como gostaríamos, pois ainda falta acreditar um pouco mais. Coincidências a parte, a Rádio Itatiaia é exemplo de quem acreditou esse “pouco mais” e está colhendo frutos surpreendentes. A agência de promoção Itatiaia No Ponto realizou mais de 55 projetos promocionais e eventos das mais variadas proporções em um ano de existência. O segredo para esse sucesso? Dormir e acordar estimulando as ideias.

A grande ideia vem de outras ideias que vêm de fatos existentes, palpáveis e, muitas vezes, bem próximos da gente. Se paga cada vez mais caro por uma grande ideia e não podemos desanimar pelo fato de termos poucos profissionais ganhando muito para tê-las. Temos sim é que praticar, praticar e praticar o desenvolvimento da criatividade. Por mais redundante que possa parecer, quanto menos criarmos, menos vamos criar… Por isso, quanto mais nos depararmos com problemas sem solução, mais esforço será necessário para solucioná-los.

Bruno Bianchini

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