Será que vamos ficar livres, um dia quem sabe, do horário político obrigatório das “Eleições”?

Quando o time das eleições entra em campo é bola fora na certa. No rádio e na TV, os resultados são diminuição da audiência, do faturamento, da qualidade, da verdade, do bom senso, e do respeito ao ouvinte/telespectador. Uma atuação desastrosa de um time de qualidade duvidosa em todos os sentidos.

Por melhor trabalho que se faça nas áreas de pesquisa e produção eletrônica – incluindo aqui spots, jingles, filmes e vídeos, internet e marketing político com contratações de peso -, tudo isso não é transferido para essa quantidade enorme de péssimos jogadores/candidatos que aterrorizam, às vezes com algum humor, os horários nobres da TV e do Rádio.

E olhe que nós estamos entre os melhores do mundo no setor de marketing político. Mas, definitivamente, os jogadores/candidatos não ajudam, e, para piorar, ainda usam como tática os não menos famosos “desvios de dinheiro”.

Do outro lado está a Copa do Mundo. Sem entrar na eterna discussão sobre quem deveria ou não ter sido convocado – Doni, Felipe Melo, Kléberson e Josué, pelo amor de Deus, não!!! -, temos resultados bastante significativos de faturamento, qualidade das transmissões, e clima positivo no comércio e indústria.

Com belas jogadas, o evento privilegia ainda alguns setores da economia como varejo, bares e restaurantes, num clima de alto astral, levantando a economia do país.

Esse jogo Copa do Mundo x Eleições muda inclusive a configuração do ano para o mercado publicitário. Normalmente se tem 40% do resultado no 1º semestre, e os 60% restantes no 2º semestre. Em anos de Copa/Eleições, os números se invertem: para 60% no 1º semestre, e 40% no 2º semestre. Isso evidencia a importância do mundial de futebol e a mediocridade da propaganda eleitoral.

Tenho certeza, ou melhor, muita vontade de que num dia lindo e maravilhoso, os responsáveis por essa obrigatoriedade boçal de veiculação do horário político obrigatório caiam na real e que esta aberração literalmente acabe.

Aí sim a torcida brasileira vai poder realmente comemorar!