Nas ondas do Rádio

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Ricardo Camargos, competente jornalista que com sua coluna “Nas ondas do Rádio”, aos sábados, no jornal Hoje em Dia, presta um importante serviço ao meio.

Quando inventaram a TV as aves agourentas trataram de anunciar logo que o rádio estava condenado à morte. Erraram feio. Tinha espaço para todo mundo e continuamos sendo o veículo de comunicação mais popular e companheiro. Prova disto e que, apesar da força da TV, em determinados horários os números do rádio continuam dando uma goleada na telinha.

A história se repetiu quando surgiu a grande rede. Os abutres  se apressaram em rascunhar o nosso obituário. O erro foi maior. A mídia rádio foi a que melhor soube se aproveitar da nova mídia e surfar nas ondas. Para ficar no nosso terreiro, se contam às dezenas as emissoras mineiras que já estão falando alto e firme via internet. O próximo passo foi o sistema wi-fi ou a rede 3G/Edge que permite que às emissoras, independente de sua área de cobertura, possam ser sintonizadas em qualquer canto do mundo através de aparelhos celulares ou nos aplicativos iPhone, iPad e iPad Touch. A última a anunciar o salto foi a Guarani 96,5 FM, que entra no time que já incluía a Band News, CBN, Extra, Itatiaia, Globo, BH e Oi FM, além de várias emissoras do interior. Isto sem falar nos novos portais implantados (Oi e CDL FM são exemplos mais recentes) que permitem acompanhar a programação em tempo real, obter informações detalhadas das promoções, enviar mensagens via Twitter e até se cadastrar para o recebimento de boletins eletrônicos e saber que horas vão tocar a música que você pediu.

É por estas e por outras, vai ficando mais difícil para os magos da publicidade condenar o rádio a um faturamento que, embora sempre crescente, fechou os primeiros cinco meses de 2010 em R$ 420 milhões, ou seja, apenas 4,6% do faturamento total do investimento em mídia no país da ordem de R$ 9,8 bilhões.

Para complicar as contas, este foi um ano atípico no mercado publicitário. Com a realização da Copa do Mundo, o faturamento do primeiro semestre deve superar os números do final de ano que, normalmente, costumam ser maiores. Até porque, como acontece sempre no país das eleições de dois em dois anos, já vivemos o vetusto “Horário Eleitoral Gratuito” que sempre ajuda a emagrecer o faturamento. A conta é simples: o tal ressarcimento da legislação eleitoral apenas permite que as emissoras de rádio e TV deduzam do Imposto de Renda 80% do que receberiam caso o período destinado ao horário gratuito fosse vendido para propaganda comercial. Isto sem falar nas alterações na grade e a própria rejeição do horário do TRE, que sempre abalam os números da audiência. Resta, portanto, confiar em que a economia continue aquecida, que Papai Noel traga um Natal gordo e pleno de promoções e que os gênios da mídia entendam que vender bem é vender pelo rádio.

Ricardo Camargos

Passado x Presente

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Jacqueline Sanches, profissional de atendimento da eficiente equipe comercial da Rádio Itatiaia. Eleita , em 2001 e 2007, melhor profissional de atendimento/veículo de comunicação. As mudanças no atendimento comercial, passado x presente, são o foco desta coluna.

Estou muito honrada por ter sido convidada a escrever aqui, na coluna do nosso diretor, Carlos Rubens Doné. Este convite foi um presente de quem mais contribuiu para a construção da minha formação profissional.

O palco de toda a minha trajetória como profissional de atendimento é o rádio. São 23 anos, dos quais 18 somente aqui na Rede Itatiaia. Esta é a minha praia.

Ouço algumas pessoas dizerem que o profissional de atendimento do rádio, no passado remoto, era aquele cara que se limitava a visitar o cliente, preencher a autorização e entregar na emissora. Evidente que esta figura está completamente ultrapassada, mas convenhamos, aqueles caras já carregavam alguns traços basilares desta função: o domínio sobre a programação da emissora, motivação, boa apresentação, habilidade e facilidade de comunicação, persistência.

Assim como as clássicas mídias abrigam as novas, o novo profissional abriga o velho. Ainda guardamos todos esses traços, mas nossos desafios são agora bem maiores que os de antes. O cenário mudou, o ambiente da propaganda é mais diversificado e complexo, e exige muito mais de nós. Ser um profissional de atendimento hoje é um desafio.

Temos que ter muito gás, sermos ágeis e chegar à frente. Precisamos estar ligados em diversos assuntos: economia, política, meio ambiente, tecnologia, terceiro setor e principalmente em tudo que acontece na comunicação e na propaganda.

Como representantes e defensores do rádio é nosso papel destacar e propagar a importância e a força da nossa mídia, à exaustão. Dominar e potencializar as ferramentas que promovem a interatividade entre o ouvinte e o anunciante, como é o caso do crossmedia, com a promoção, celular, internet e suas redes sociais. Com maturidade devemos ser capazes de perceber e discernir entre o que pode servir às necessidades do cliente e o que não pode.

Hoje, no mercado, o profissional de atendimento deve ser um especializado analista, consultor, e claro, habilidoso negociador. É preciso ter em mente que a palavra de ordem é o retorno sobre os investimentos e que na tomada de suas decisões, os anunciantes querem a cumplicidade de profissionais competentes, seguros, éticos e comprometidos.

E como deverá ser o profissional de atendimento amanhã?

O tempo não pára. Tudo se transforma rápido demais. Todos os dias surgem novas perspectivas e novas soluções para a comunicação. Neste caminho ainda teremos muito que aprender e devemos estar preparados e atentos ou logo seremos citados como “os velhos profissionais de atendimento do rádio.”

Jacqueline Sanches

Problema não, desafio

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Bruno Bianchini, um show de profissional no presente e, com certeza, no futuro. O gerente comercial da Rádio Itatiaia enxerga a comunicação de forma ampla, aliás, como deve ser. Um show de coluna!

Receber um convite para escrever num espaço de propriedade de Carlos Rubens Doné, além de orgulho me trás uma responsabilidade além da conta. Portanto, espero que possam desfrutar de um texto a altura de todos que aqui passaram. Obrigado ao chefe, professor e amigo que é! Viva Você!

“… A coisa que eu mais gosto nessa profissão é achar solução para problemas insolúveis.” Esta frase é do presidente da agência Talent, Julio Ribeiro, e resume da melhor forma o assunto principal da coluna desta semana. Na história da propaganda “o diferente” sempre se sobressaiu, mas de maneira tímida. Neste momento ele está na crista da onda. Quem faz diferente vira notícia, quem vende diferente conquista melhores resultados, quem investe diferente dá um passo à frente da concorrência e quem é diferente tem seu espaço reservado para, literalmente, fazer a diferença.

O mercado publicitário aprendeu uma frase que tem sido tão falada quanto às famosas Vuvuzelas tocadas na Copa do Mundo: “Quero fazer alguma coisa diferente com meu cliente”. Neste caso, todos querem surpreender positivamente, ao contrário das cornetas ensurdecedoras que são diferentes, porém de péssimo gosto. Ao terminar a frase, inicia-se um desafio gostoso de “solucionar o problema insolúvel” daquele cliente em questão. Neste momento um mundo de novidades aparece à frente do profissional como ferramentas de ajuda na construção da ideia que ainda não surgiu. Sem dúvida, a promoção (braço do nosso mercado que cresce a cada dia) é a principal e mais usada delas. Seja em ações de sampling, em eventos, na internet (Mídia online, Orkut, Facebook, Twitter, Youtube, MSN, etc), celular ou em qualquer outro meio, a agilidade das informações tem feito com que uma grande ideia se espalhe de forma epidêmica gerando o tão sonhado resultado além das expectativas.

A promoção ganha força a cada dia, as agências de promoção ficam mais evidentes, os trabalhos bem executados despertam e incomodam a concorrência e os resultados têm acompanhado todo esse processo, mesmo que não seja de forma tão voraz como gostaríamos, pois ainda falta acreditar um pouco mais. Coincidências a parte, a Rádio Itatiaia é exemplo de quem acreditou esse “pouco mais” e está colhendo frutos surpreendentes. A agência de promoção Itatiaia No Ponto realizou mais de 55 projetos promocionais e eventos das mais variadas proporções em um ano de existência. O segredo para esse sucesso? Dormir e acordar estimulando as ideias.

A grande ideia vem de outras ideias que vêm de fatos existentes, palpáveis e, muitas vezes, bem próximos da gente. Se paga cada vez mais caro por uma grande ideia e não podemos desanimar pelo fato de termos poucos profissionais ganhando muito para tê-las. Temos sim é que praticar, praticar e praticar o desenvolvimento da criatividade. Por mais redundante que possa parecer, quanto menos criarmos, menos vamos criar… Por isso, quanto mais nos depararmos com problemas sem solução, mais esforço será necessário para solucioná-los.

Bruno Bianchini

No Campeonato Brasileiro da Comunicação: Copa do Mundo 11 x 0 Eleições

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Será que vamos ficar livres, um dia quem sabe, do horário político obrigatório das “Eleições”?

Quando o time das eleições entra em campo é bola fora na certa. No rádio e na TV, os resultados são diminuição da audiência, do faturamento, da qualidade, da verdade, do bom senso, e do respeito ao ouvinte/telespectador. Uma atuação desastrosa de um time de qualidade duvidosa em todos os sentidos.

Por melhor trabalho que se faça nas áreas de pesquisa e produção eletrônica – incluindo aqui spots, jingles, filmes e vídeos, internet e marketing político com contratações de peso -, tudo isso não é transferido para essa quantidade enorme de péssimos jogadores/candidatos que aterrorizam, às vezes com algum humor, os horários nobres da TV e do Rádio.

E olhe que nós estamos entre os melhores do mundo no setor de marketing político. Mas, definitivamente, os jogadores/candidatos não ajudam, e, para piorar, ainda usam como tática os não menos famosos “desvios de dinheiro”.

Do outro lado está a Copa do Mundo. Sem entrar na eterna discussão sobre quem deveria ou não ter sido convocado – Doni, Felipe Melo, Kléberson e Josué, pelo amor de Deus, não!!! -, temos resultados bastante significativos de faturamento, qualidade das transmissões, e clima positivo no comércio e indústria.

Com belas jogadas, o evento privilegia ainda alguns setores da economia como varejo, bares e restaurantes, num clima de alto astral, levantando a economia do país.

Esse jogo Copa do Mundo x Eleições muda inclusive a configuração do ano para o mercado publicitário. Normalmente se tem 40% do resultado no 1º semestre, e os 60% restantes no 2º semestre. Em anos de Copa/Eleições, os números se invertem: para 60% no 1º semestre, e 40% no 2º semestre. Isso evidencia a importância do mundial de futebol e a mediocridade da propaganda eleitoral.

Tenho certeza, ou melhor, muita vontade de que num dia lindo e maravilhoso, os responsáveis por essa obrigatoriedade boçal de veiculação do horário político obrigatório caiam na real e que esta aberração literalmente acabe.

Aí sim a torcida brasileira vai poder realmente comemorar!

O dia-a-dia de uma agência às 18h

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A coluna desta semana conta com a colaboração do Diretor Geral de Mídia da Grey Comunicação, Adão Casares – grande figura, excelente profissional de mídia e estudioso do assunto.

No texto, Adão apresenta,com um toque de humor, situações vividas em uma agência de comunicação e enfatiza, com inteligência, a importância da pesquisa nos planos de mídia.

Boa leitura e Viva Você!

O Diretor de Atendimento adentrou na agência, olhou 360 graus, caminhou para o Departamento de Mídia. Como de hábito, estava tranquilo, pouco preocupado, dirigiu-se para o local onde o Diretor de Mídia conversava com parte de sua equipe.

Olhou em volta, mediu cada um dos profissionais que estavam envolvidos na conversa, fixou-se no Diretor de Mídia e disparou: – “Estamos em um prospect, precisamos conversar neste instante, prioridade máxima, ímpar!

O Diretor de Mídia olhou com o canto dos olhos para o Diretor de Atendimento, estava acostumado com o “falso sentido de urgência” que paira sobre uma agência de propaganda. Pediu tempo e continuou com a reunião junto com a equipe. Porém, o mal estava feito. No paralelo, metade do Departamento de Mídia ampliava a parabólica particular buscando saber quem era o prospect, seria a tão esperada grande conta que a agência vinha almejando?

Já a outra metade do Departamento de Mídia se escondia atrás da mesa, do computador, do Mídia Dados, do Mídia Fatos, do Anuário de Propaganda. Crescia no horizonte a chance do prospect pousar sobre suas mesas! Evidentemente tomaria a madrugada adentro, alguns mais afoitos já imaginavam o sabor da pizza que chegaria por volta das 23h ou mais. Mais uma noite sem balada, sem família; enfim, mais uma vez o mal vencia o bem, e isso estava virando rotina.

O Diretor de Mídia dirigiu-se ao Diretor de Atendimento, que por sinal arrumava os cabelos caprichosamente pelo reflexo do espelho da janela, muito à vontade, para algo tão importante, ou pelo menos era a impressão que passava.

– “Prospect, isso é bom, de quem estamos falando” –, indagou o Diretor de Mídia.

Para frustração do Departamento de Mídia, que novamente ampliou o ouvido para saber qual era o prospect, o Diretor de Atendimento aproximou-se do Diretor de Mídia, colocou o braço sobre seu ombro e caminharam juntos para uma das salas. Como todas as salas da agência são de vidro, aumentava a angústia, pois se via, mas não se ouvia.

Atitude correta, um prospect não deve ser do conhecimento de todos (o que geralmente acaba acontecendo nas próximas duas horas após a primeira conversa), em muitas vezes o prospect não é prospect, e sim uma tentativa, um “arrastão” no quintal do vizinho.

Voltando ao diálogo dos diretores.

Pergunta o Diretor de Mídia: – “Quem é o prospect, quando teremos a reunião com as demais áreas da agência: planejamento, criação, operações, e temos uma ideia da proposta financeira? Vamos discutir o briefing? Quando e onde será a apresentação?”

O Diretor de Atendimento, agora candidamente observando suas unhas, dirigiu-se suavemente para o Diretor de Mídia e sem pestanejar disse: – “É amanhã, às 17h, em Jundiaí!”

O Diretor de Mídia após levantar-se do chão, levou um susto, um choque. As coisas não podem ser dessa maneira! Com as mãos semiabertas na direção da jugular do Diretor de Atendimento, conteve-se, afinal precisava do “amigo” e questionou:

– “Como assim, às 17h???. Para estarmos amanhã no local, no horário, nem trabalhando a noite toda e com todo o departamento a todo vapor… e olha que somos 15 pessoas.”

– “Sinto muito, até parece que você esta desmotivado, o presidente da empresa concordou com o prazo” –, arrematou o Diretor de Atendimento.

– “Mas é impossível fazer tudo” – disse o Diretor de Mídia –, “temos que levantar as informações do Monitor Evolution, buscar outras no TGI, ver o comportamento do target, desenvolver rankings dos meios, assuntar onde podemos ter as big ideias (todo anunciante quer, mas ao mesmo tempo não quer pagar o custo justo); enfim, tem coisa pra caramba para ser feita para darmos um show amanhã?”

– “Verdade, importante você colocar isso” – disse o Diretor de Atendimento com uma serenidade irritante –, “o presidente colocou ao prospect que você vai apresentar todo esse aparato em um belo PowerPoint, com aquelas frescuras de abre janela, fecha janela. Prometeu também que você vai levar uma proposta matadora aumentando o desconto médio na compra de mídia em 20% no mínimo!”

Novamente o desejo de dar uma voadora no Diretor de Atendimento passou pela mente do Diretor de Mídia… Porém, o mal já estava feito.

Vida real: geralmente o que mais se tem em uma agência de comunicação é a falta de comunicação. Boa parte das pessoas acham que na área de mídia, tudo está pronto, muda-se uma coisa ou outra e o software arredonda tudo.

Mentira!!!! Cada trabalho do profissional de mídia, na maioria das vezes, começa do zero! Aproveita-se muito pouco do que já foi feito. E mesmo que aproveitasse, tem sempre o maldito custo, que deve ser conferido, pois cada veículo corrige sua tabela no mês que lhe convém.

O anunciante, por sua vez, tem sua culpa também, deveria exigir cada vez mais planos de mídia com informações de pesquisa, interessar se pelo trabalho, saber como foi construído, como pensa seu profissional de mídia, dar insights que permitam ter as tão desejadas big ideias, e não apenas encantar-se com uma planilha colorida com flights e custos! Cronograma de mídia não é um plano de mídia.

Plano de mídia tem que ter estratégia de mídia, pensamento de mídia. Tática de mídia qualquer um faz. Na verdade, o PC o software monta!  Exijam isso, amigos anunciantes, o dinheiro é seu!

Como ter um plano sem, por exemplo, o Media Workstation Ibope, que apresenta as audiências, afinidades (importantíssimo), e perfis das emissoras e programas de TV aberta e fechada. Sem isso, toda programação corre o risco de ficar no gosto pessoal de quem faz ou aprova!

Como não utilizar o Planview, que processa a simulação do plano de mídia, que define os níveis de TRP + cobertura, frequência média. Sem isso, tanto faz um trabalho com 100 ou 1.000 trps, tudo fica igual. Ou melhor: menos uma coisa, o plano de 1.000 trps vai custar bem mais caro, e, quem sabe, com 500 trps  tudo estaria resolvido.

E nosso amigo TGI (Target Group Index) tem que estar presente na estratégia, estudo que apresenta os hábitos de mídia, consumo de produtos, atitudes e atividades diárias, como se furtar deste software?

Como não ter o Monitor Evolution, software que apresenta uma fotografia de investimento publicitário da concorrência. Permite análises da categoria, do mercado e até ver o plano de mídia do inimigo!

E, não menos importante, todo o faturamento deve estar acompanhado do controle da veiculação, do Checking. Afinal, amigo anunciante, você paga por isso!

Por fim, meu caro amigo anunciante, pense bem, ou avalie melhor, porque ao escolher uma nova agência, abrir uma concorrência, que a escolha seja sabia. Coloque no seu check-list o que as agências selecionadas por você têm como ferramentas de mídia, se os profissionais que manipulam essas mesmas pesquisas fazem regularmente os cursos que os institutos oferecem (gratuitamente).

Não se entusiasme com os bons discursos nas apresentações, vá fundo, o barato sai caro, na maioria das vezes.

E se a expectativa for por uma relação duradoura?

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Grande Simone! Ela é uma mulher alta e muito maior ainda quando analisamos sua capacidade profissional. Diretora da Lápis Raro, ela pratica o atendimento com excelência. Tem uma visão interessante de planejamento e consegue com maestria conciliar e promover “entendimentos”. Observem com que categoria ela escreve sobre o profissional de atendimento.

Algumas habilidades sobressaem no bom profissional de atendimento e ajudam a compor um perfil reconhecido no mercado. Ele deve ser alguém que conheça os processos de trabalho, aliando a administração do relacionamento com o cliente, num nível estratégico, ao cuidado com as rotinas operacionais inerentes à gestão da conta.

Isso implica conseguir obter e registrar informações diversificadas e complexas, tais como resultados esperados pelo cliente e dados disponíveis da concorrência. Significa também saber organizar e analisar esses registros, para sistematizá-los em um briefing preciso, que contemple os requisitos de um job correto – formato, verba, período etc.

Mas de que modo obter, registrar, organizar, analisar e sistematizar em um briefing aquilo que não foi dito? De fato, o maior desafio do atendimento talvez seja o de intuir, o de perceber questões sugeridas pelo cliente e seu contexto.

Quando uma campanha bem-sucedida vai para o ar, boa parte desse êxito é fruto da competência do marketing do cliente, aliada à conjugação de esforços das equipes de criação, planejamento, mídia e produção da agência.

Não obstante, quase sempre há nos casos de sucesso um denominador comum que se traduz na percepção do que ficou implícito; na captação daquela informação aparentemente inútil; na revelação do pormenor que passaria despercebido ao olhar menos atento. Sim, porque intuição aguçada talvez seja o talento mais genuíno de um atendimento cuja perspicácia e atenção às sutilezas ultrapassam a mera colaboração em campanhas vitoriosas.

Trata-se de um talento que ajuda a sedimentar relações duradouras. Em tempos de dispersão e superficialidade, uma relação duradoura entre agência e cliente se estabelece, portanto, sob a gestão de um profissional de atendimento zeloso dos detalhes que conformam as relações no dia a dia.

Note-se que, muito embora o perfil atual do atendimento demande o exercício da intuição, isso não significa ir a reboque de “impressionismos” vazios, esotéricos, descolados da realidade. Ao contrário. Os insights nascem de um trabalho cotidiano e paciente de observação, interação e leitura de ambiente – o qual não prescinde do domínio dos processos, da adoção das melhores práticas e do uso de ferramentas on-line.

Conforme a linguagem de dois de nossos clientes (duradouros) da área de saúde, para que os sintomas sejam compreendidos, suas causas reais devem ser assimiladas. Nesse sentido, a experiência mostra que diagnósticos eficazes devem seguir algumas premissas, dentre as quais vale destacar:

- relacionamento próximo: proximidade não pode ser confundida com a  efetivação de uma relação cordial e respeitosa; deve-se estar perto para acompanhar de verdade o negócio do cliente, inclusive suas inconsistências e fragilidades, de modo a se tornar uma interface confiável e diferenciada na tomada de decisão;

- identificação de oportunidades: deve-se buscar sempre novos caminhos, mídias, linguagens e abordagens para a comunicação do negócio do cliente;

- visão de planejamento: o que pressupõe acompanhamento severo das metas traçadas, perseguindo sempre o crescimento dos números positivos;  e

- habilidade em conciliar e promover entendimento: ao se apropriar da função de personagem-chave na “gestão da relação”, o atendimento traz para si a responsabilidade de desenvolver um ambiente fértil para a troca, com base na confiança.

Constata-se, assim, que aliar razão e sensibilidade, compreendendo-as como categorias não excludentes, é a tarefa primordial – e, diga-se, nada fácil – do profissional de atendimento que pretenda trabalhar na construção de relações duradouras.

Afinal, como ensina Fernando Pessoa, “o que em mim pensa, está sentindo”.

Algumas palavras sobre gestão

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Juliano Sales que há uns 15 anos era uma promessa, já mostrou ser um excelente profissional, esbanjando conhecimento,bom senso,equilíbrio e simpatia. Gestão na comunicação é o tema. Valeu Juliano e Viva Você!

Ao longo dos últimos anos, o mercado de propaganda passou a ter de conviver com vários paradoxos de gestão.

Almejando a gestão do lucro, passou a sofrer a imposição da gestão da sobrevivência.

Na busca de um ideal de negócios que pudesse desaguar em maiores ganhos econômicos e financeiros, a propaganda mineira viu-se limitada ao exercício de uma comunicação de marketing obrigada a conviver com eventuais cortes nos orçamentos de seus clientes e a exigência por resultados sempre crescentes.

Preocupada em não sucumbir à paranóia do fracasso, a agência do novo milênio transformou-se em um escritório de gestão de negócios, por vezes impedindo-a de viver a plenitude da liberdade criativa que é o seu produto principal e seu “chão de fábrica”.

Esse último e mais terrível paradoxo leva as agências à resignação da sobrevivência com as comissões de mídia, praticamente “doando” aos anunciantes toda a sua capacidade criativa.

O que lhe restará, no futuro, como produto para venda? Como resgatar estes valores que hoje servem como moeda de troca?

É preciso enfatizar que as agências executam uma atividade fundamentalmente intelectual. Assim, um eventual desequilíbrio financeiro pode interferir diretamente na qualidade dos serviços. E, ao mesmo tempo, provoca a perda de parte de seu maior ativo, que é o capital humano, que lhe dá significado e importância.

Portanto, é fundamental a busca pelo equilíbrio entre a vontade de criar grandes ações de comunicação e a gestão dos recursos e de investimentos por vezes tão necessários. Ou seja, em uma agência, a face publicitária e a face empresarial precisam conviver em constante harmonia.

Gerir competentemente uma agência de propaganda não é apenas conseguir um modelo que influencie o setor como um todo, mas, sobretudo, que deixe uma profunda marca na sociedade onde atua.

Em nenhum momento o anunciante pode esquecer que propaganda – comunicação de marketing – é um instrumento fundamental de gestão estratégica. Mas é preciso buscar um modelo novo de negócios, que permita à agência romper as amarras que a prendem a uma fórmula que vem se enfraquecendo. Novas formas de remuneração que conduzam a uma nova “ecologia de marketing”, da qual surja um novo formato, um padrão inovador de convivência benéfica e lucrativa com os anunciantes da nova era da informação.

A importância dessa abordagem é tamanha que o Sétimo EBAP – Encontro Brasileiro das Agências de Publicidade, que acontece nos dias 8 e 9 de abril, no Rio de Janeiro, tratará de temas como: “Governança de Agência. Antes de tudo uma empresa.”, “Como criar valor para os clientes, que resulte em rentabilidade para as agências” e “O Futuro da Comunicação e das Agências de Publicidade”.

É, não apenas necessária, como vital, a reformatação de todos os mecanismos e ferramentas que geram interdependência entre todos os elos da cadeia de fornecimento de nosso setor, a chamada Indústria da Comunicação. Sem essa voluntária junção de esforços, sem a busca desse objetivo comum, sem o perfeito entendimento de que estamos lutando pela própria sobrevivência de nossa profissão de comunicadores, todas as nossas ações de gestão estarão malogradas.

Entidades de todos os setores da comunicação, empresas líderes em seus segmentos e os profissionais que são referência para o mercado já se conscientizaram que nestes novos tempos, precisamos de novas atitudes para gerar negócios.

Assim, a comunicação continuará evoluindo, construindo histórias de marcas e produtos e mudando a vida dos consumidores.

Para todo problema difícil, há uma solução que é simples, fácil e errada

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Como o assunto é planejamento, convidei a profissional certa para escrever a coluna: Adriana Machado, diretora da Tom Comunicação.

Dizem as “boas línguas”, eu concordo, que ela sabe tudo dessa área decisiva da comunicação.

Então vamos conferir essa “amostra grátis” de uma profissional que vem sendo a cada dia melhor avaliada pelo mercado.

Obrigado Adriana e, claro, Viva Você!

Vivemos num mundo tão complexo, mutante e corrido que volta e meia somos tentados a acreditar que há sempre uma saída simples para os complicados problemas que frequentemente enfrentamos. Não há. Como sugere a frase de uma camiseta do Grupo de Planejamento, reproduzida como título deste texto, problema difícil não tem solução fácil. Pelo menos, não uma que funcione.

E como têm sido difíceis nossos problemas. O consumidor, cada dia mais bombardeado por estímulos e ofertas, se torna mais avesso à interrupção forçada de seu programa, show, trajeto, navegação. Os clientes, aflitíssimos, sofrem para melhorar – qualquer que sejam eles hoje -, simultaneamente os resultados de curtíssimo prazo (as vendas da semana) e os de longo prazo (o posicionamento, a consideração da marca). Os prazos são cada vez menores. As verbas para os programas de comunicação, também.

Assim, todos munidos de convicções e necessidades válidas, justificáveis e distintas, planejamos, criamos, discutimos, aprovamos (ou não), produzimos e veiculamos as ações de comunicação que deveriam envolver e estimular o público-alvo.

Entretanto, tamanha pressão e aflição frequentemente se transformam em medo: do consumidor não entender, da concorrência criticar, das forças internas da organização bombardearem a campanha, o anúncio, a promoção. E como o medo é péssimo conselheiro, vão-se diluindo os riscos estratégicos e criativos até que se chegue em uma ação confortável. Ação que, de tão palatável, acaba por ter seu impacto e efetividade comprometidos. Pois, de tão certinha, correta, adequada, acaba por ser também insossa, comum, convencional demais para ser notada. Complexo, não?

Muito, e continuaremos como um cachorro correndo atrás do próprio rabo enquanto não pararmos de ceder à tentação da simplificação. Precisamos, todos, conhecer mais. Não só das respectivas áreas de atuação, mas também as dos outros. Marketeiros precisam conhecer mais sobre finanças. Financeiros, sobre comunicação. Agência, sobre os impactos das demais variáveis do marketing no negócio do cliente. E todo mundo sobre o que vai na cabeça e no coração do consumidor. Também vamos precisar ser mais disciplinados estrategicamente. Isso significa reagir com boa dose de equilíbrio quando nos deparamos com os custos da escolha estratégica (o cliente que não conseguimos atender, o ataque ao flanco que ficou aberto) e afinco para que possamos usufruir seus benefícios.

2010 será um ano que valerá por quatro, seis, oito ou mais

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Graças a Deus eu só tenho amigos e amigas muito competentes. E isso me ajuda demais.

Por falar em competência, a coluna “Viva Você” desta semana é de autoria do publicitário, professor, sócio-diretor da Populus Comunicação, e presidente da Associação Mineira de Propaganda (AMP), José Luiz da Silva, um dos mais completos profissionais do mercado.

Boa leitura a todos e muito obrigado ao meu grande amigo.

2010 começou muito bem. Na semana entre o Natal e o ano-novo, vi uma Belo Horizonte agitada, nervosa, vivendo dias de alegria, de euforia. Parecia um período normal de alta produção. O comércio lotado. Trocas? Que nada, novas compras. Novos desejos. Restaurantes com fila de espera. Movimento normal nas ruas da cidade. Empresas trabalhando também com força total. Todos os serviços sendo prestados com naturalidade. Fui checar essa minha observação com amigos de outras capitais. O mesmo climão.

Fiquei ainda mais otimista. Notei que, depois de muitos anos, realmente estamos mudando o nosso jeito de encarar novos desafios, novas épocas, mudanças. Estamos movimentando. Estamos nos mexendo para que as coisas saiam do lugar. Efetivamente estamos trabalhando. Estamos planejando. Estamos vendo a curto, médio e longo prazo. O ano começa no dia 1º de janeiro. A maioria não vai esperar um ou outro feriado para começar a pensar o ano. Pelo que percebi, a maioria já sabe para onde vai. Por incrível que pareça, logo após o carnaval alguns jornalistas ainda tentaram dar eco ao velho paradigma de que o ano estaria começando a partir daquela semana. Não conseguiram nada. O povo já estava em outro rumo. O que algumas pessoas, que pensavam daquela forma, descobriram é que o ano já tinha começado e elas perderam um bom período de 2010. Ficaram a ver navios.

Na comunicação, acho, estamos nessa turma que sabe para onde vai. 2010 vai ser um ano em que vamos ter que trabalhar para vários outros na frente. Vamos escolher os políticos que irão nos representar nos próximos anos. Vamos trabalhar em função da Copa do Mundo da África e, mais do que isso, vamos ajudar na implementação dos vários projetos para recebermos a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Todos estão com os seus starts programados para agora em 2010.

Fora a força que esses grandes eventos programados para 2010 trazem para o nosso negócio, temos a nosso favor as previsões econômicas, políticas e sociais. Semana passada foi divulgado o resultado do nosso PIB em 2009. Mesmo negativo em 0,2%, ele foi positivo. Foi um -0,2% “com louvor”, como diria minha professora do antigo primário. Tudo positivo. Finalmente, acho que começamos a viver aquele “país do futuro”, que sempre ouvi, desde pequeno. O país do presente. Desemprego diminuindo, crédito aumentando, isso é igual a consumo maior. Quer pano de fundo melhor para a comunicação? Mais oportunidades para todos. Principalmente para as marcas. Aí entra a indústria da comunicação, buscando um posicionamento correto para todas as marcas do mercado. Todo mundo ganha.

Dei essa volta toda para tentar passar a você um pouco de otimismo. Um pouco de energia positiva. Alto astral mesmo. O momento é de acreditar mais em si mesmo, trabalhar mais, ser mais necessário à sua estrutura, à de seus clientes e parceiros. Criar mais, olhar o mundo de forma diferente. Em 2010 tudo conspira a seu favor. Então, mãos à obra.

Viva Você!

Viva Você, sempre!

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A Rádio Itatiaia completa 58 anos e quem ganha o presente é você!

Talvez esse seja o caminho criativo mais antigo e mais utilizado pela comunicação brasileira quando o anunciante quer dizer ao seu público-alvo que está fazendo uma coisa boa. E é isso que acontece com a gente. No seu 58º aniversário a Rádio Itatiaia prestigia seus ouvintes e parceiros colocando no ar um site novinho. Como você poderá notar, dinâmico, moderno, interativo, ágil e informativo. Um presentão para a nossa audiência e, mais particularmente, para você da indústria da comunicação e do marketing.

Neste minifúndio cibernético, vou assinar uma coluna semanal. Como não poderia deixar de ser, batizei, literalmente, com a minha assinatura: Viva Você. Com essa coluna pretendo sentir o pulso do mercado. Saber para onde estamos indo. De que lado estão vindo as mudanças mais radicais. Para as primeiras colunas já fiz os convites. Nas próximas semanas José Luiz, da Populus e Presidente da AMP, vai postar seu texto, seguido de Adriana Machado, da TOM Comunicação e do Grupo de Planejamento, e por Juliano Sales, da Casablanca e do Sinapro.

Toda semana, um companheiro da comunicação e do marketing vai postar aqui a sua opinião, o seu ponto de vista, as tendências de ponta no negócio da comunicação no Brasil e no mundo. Vai ser a sua coluna. Você será meu colaborador. Na verdade, serei apenas o mediador. O dono das idéias e da opinião é você. Então se prepare porque quero você como ator/atriz principal e eu, coadjuvante.

Pra começar, gostaria de dar alguns pitacos na sua vida. 2010 começou e já estamos no terceiro mês do ano. Já pensou nisso? Hoje os tempos são outros. Já não se espera mais o carnaval passar. O ano começa mesmo no primeiro dia útil de janeiro. A vida continua acelerada e muito viva. A agenda de todos, principalmente dos consumidores, eleitores, cidadãos, comunidade, já está lotada de compromissos. Alguns com as marcas que você administra. É, companheiro, o mundo mudou. Lembra de 2009, no início, a previsão de um ano complicado, no meio da crise e sem perspectiva de sair? O que aconteceu em dezembro de 2009? Saímos da crise, fechamos no azul. Um azul muito bonito. Bem acima dos melhores anos da última década. E por que fechamos dessa forma? Porque mudamos o nosso jeito de agir, principalmente no aspecto profissional. Aumentamos a nossa capacidade de criar.

É isso mesmo, somos mais criativos do que imaginávamos. Aumentamos também a nossa capacidade de observação e leitura dos mercados. Ofertamos, com mais volume, novidades a quem demandava. Procuramos, na prática, transformar crise em oportunidade. Um velho modelo do marketing. É com esse espírito que eu desejo que você encare 2010. Faça acontecer, mais cedo. Faça acontecer já. 2010 será bem melhor que anos passados, mas, para isso se concretizar, inicie imediatamente.

O ano é muito curto, são apenas 12 meses e não podemos esperar para que as coisas aconteçam.

Vamos lá, comece agora. Viva Você!