O rádio cada vez mais vivo

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Geraldo Leite, é um craque da comunicação.
Escreveu este texto, para o Meio&Mensagem, que eu considero bastante interessante.
Boa leitura!

Sabe aquela história que você não agüenta mais ouvir falar? Que um meio não acaba com o anterior, que ele recicla, reage e tal e tal e tal…Pois não é que vou entrar nessa conversa novamente? E quase que pela porta dos fundos, meio que soprando naquelas brasas que o Adoniran cantava que ainda tinham muito fogo pra dar. Pois é…a ficha que agora cai para alguns pensadores digitais ou pitonisas do futuro, é que o tal futuro, aquilo que ninguém pode afirmar nada, pois quando for checar já mudou de novo, precisa respirar nas raízes, nos fundamentos, naquilo que até o teu avô já sabia: no Rádio.

Não é papo – isto é, só um pouco.

Pela segunda vez leio nesses dias que a Internet pra poder evoluir e de fato, se aproximar mais das pessoas, para falar mais coisas relevantes, tem que cada vez mais se espelhar no Rádio.

É o Rádio que sabe seguir as pessoas, que vai junto, informa, distrai, orienta, dá dicas, alivia o tempo sozinho e ainda presta serviços o tempo todo.

Acho legal que as pessoas pensem assim agora, por mais que o mundo tenha mudado. Se a gente parar e pensar, vai ver que várias coisas que hoje a gente diz que são interativas, já estavam no Rádio, só não sabíamos que se chamava assim.

Pegue as músicas. A maioria das emissoras ligadas na audiência sempre deixa para os ouvintes a escolha das 10 + e quanto mais eles pedem, mais são tocadas.

Em que lugar é mais comum você conseguir falar com o veículo de comunicação, não só pra pedir música, mas sobre o trânsito, reclamar do buraco, do prefeito que mentiu, comentar sobre o jogo, a novela,… e tua voz está lá. Aliás, cantando junto – só que no carro, em casa, no Ipod e por aí vai.

O Rádio está sempre em reciclagem – falo tanto como empresa (pois luta pra sobreviver), quanto no modelo de programação ao vivo. O Rádio, quando ao vivo, não tem passado, tudo é momento, instantâneo, à la Lulu Santos, é como uma onda no mar, em movimento constante – no fundo, realiza o que as equipes de jornalismo pela Internet sonham em ser.

Só que no Rádio é pela voz, por gente, por sentidos e sentimentos, onde o jeito de falar direciona, simplifica e envolve demais. E ele fala, repete, detalha, simplifica, comenta…Tanto que o “fato” é só a primeira questão, o ponto de partida, pois daí em diante, a repercussão da notícia e as diferentes visões é que vão compor o todo.

Quem diria…O mundo não dá voltas? Quem melhor enxergou, anteviu, foi o grande e dialético Millôr Fernandes: “O homem é um animal que adora tanto as novidades que se o rádio fosse inventado depois da televisão haveria uma correria a esse maravilhoso aparelho completamente sem imagem.” Genial! Assim era o Millôr.

Geraldo Leite é sócio-diretor da Singular, Arquitetura de Mídia.
Fonte: http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/ponto_de_vista/2012/03/30/Ja-era-no-Radio0.html

 

VIVA,SEMPRE,O EDGARD MELO!

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Nosso grande amigo Edgard Melo merece todas as mais lindas e significativas homenagens.
O texto abaixo é de autoria do grande repórter Renato Rios Neto que com muito carinho homenageia seu avô.

O que dizer sobre o Seu Edgard? É até complicado, além de avô, era um grande  amigo e um exemplo que sempre tentei seguir. O que posso dizer  é que ele foi um dos caras mais sensacionais que tive a honra de conhecer….começou sozinho nos anos 60 a primeira agência de publicidade BH e conseguiu construir uma empresa grande, mas mais do que isso teve a coragem de casar com minha vó que era viúva e tinha nada menos do que cinco filhos.  Filhos que se tornaram dele e que ele sempre amou como pai.
O seu Melo não tinha medo de viver. Acho que essa é a melhor definição que posso pensar para ele. Sempre encarou a vida de frente, pronto para aproveitar todo e qualquer segundo dela. Nunca deixou de tomar seus vinhos e de cozinhar magistralmente para toda a família, mesmo quando a vida lhe tirou o estomago.

No ano passado médicos o orientaram a não fazer viagens longas, mas Edgard sempre corajoso foi se despedir da Europa que tanto amava e acabou passando mal na Itália, mas não se abateu e aposto que não se arrependeu. Ele teve coragem e foi lá, enfrentando os riscos e pagando o preço, sempre com bom humor.

E se ele tinha um desejo  genuíno , era o  de ver a cria dele crescer na vida. Sempre apoiando os filhos e netos nos seus sonhos e dando força nos momentos difíceis. Quando minha banda foi pra Europa em 2004, muita gente da família dizia que era loucura querer viver de música e tentar a sorte em outros países. Ele não…sempre deu força e disse, “vai lá e conquista o mundo, rapaz!”

Quando decidi focar no jornalismo ele acreditou no meu potencial mais do que ninguém e foi fundamental na minha carreira. Eu jamais terei palavras para agradecer o que ele fez por mim, mas fico com a consciência tranquila porque nunca escondi minha gratidão e nunca tive vergonha de demonstrar o meu amor e carinho por ele.

Enfim, lembranças que vem na cabeça da gente nesse momento tão complicado. As lágrimas são muitas, mas o que vai ficar na memória são os bons momentos em torno da cozinha do Seu Melo.

No velório fiquei comovido com tantas demonstrações de carinho e afeto. O que dava para perceber era um sentimento genuíno de admiração, ternura e já de eterna saudade em todos os presentes.  E fiz questão de conversar com os grandes amigos do Seu Edgard, todos com histórias de amizade, boas comidas, bons vinhos e vitórias profissionais. E no meio dessas conversar, o jornalista  Nestor de Oliveira disse a frase que creio eu que é a grande definição do Edgard Melo, ele disse “Renato, é um momento muito triste, mas estou tranquilo porque o seu avô fez da vida uma grande e bela festa”.  Então creio que a maior homenagem que podemos fazer é continuar essa festa, seguindo sempre as receitas do amor ao próximo, da paixão pelo trabalho, da alegria, da lealdade e do gosto pela vida. Tenho certeza que é isso que o Seu Edgard quer!

Lista de Preços Itatiaia 60 anos

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Estamos disponibilizando,também na coluna Viva Você, a Lista de Preços 2012 da Rede Itatiaia com o maior número possível de informações para o mercado publicitário e para nossos queridos internautas.

Pode ser interessante …

Faça o download do arquivo

Mãe, vou ser publicitário

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Eis um brilhante texto, escrito pelo publicitário João Marcelo Meira da agência Lápis Raro, em homenagem ao Dia do Publicitário. Parabéns ao João Marcelo, parabéns a todos os publicitários.

Tem uma história que faz anos que roda a internet e que sempre me fascinou: sobre o mendigo cego de Nova York. Como aqueles textos que de repente se tornam do Drummond ou do Veríssimo, ela ganhou várias formas (o mendigo também já apareceu em Paris, por exemplo).

Mas a verdade é que a primeira vez que li essa história, foi assim: um dos maiores publicitários de todos os tempos, David Ogilvy, estava a caminho da sua agência em Nova York, quando viu um mendigo sentado na calçada, com um cartaz e os dizeres “Sou cego” e uma lata, onde recebia esmolas, praticamente vazia. Subitamente, David pegou o cartaz, escreveu alguma coisa, colocou-o no lugar e continuou seu trajeto. No fim do dia, quando estava retornando para casa, passou pelo mesmo mendigo que, agora, tinha a lata cheia de moedas. A mudança feita por David foi simples: é primavera e sou cego.

Diferentemente do que muita gente pensa, ser publicitário não é simples. Exige dedicação, trabalho, paciência, empenho, organização, foco e, claro, criatividade. Nem tudo é pipoca com Guaraná, nem tudo é Nike, nem tudo é mil e uma utilidades, nem tudo é glamour, nem tudo é sucesso. Tempos de Washingtons Olivettos, quando publicitários eram quase popstars? Isso não existe mais. A verdade é que amor e ódio se encontram quase que diariamente na vida dos publicitários. A verdade é que, para trabalhar nessa profissão, é preciso muita paixão, tesão mesmo. E a verdade é que, sim, ela ainda é uma profissão que fascina muito.

Não sei se a história é do David Ogilvy, se ela aconteceu em Nova York, em Paris ou em qualquer outra parte do mundo. Só sei que, se não foi um publicitário que fez esse gesto com o mendigo, ele poderia ter sido um dos maiores. Pelo feeling, pela genialidade, pela simplicidade. E tenho certeza que, entre briefings, reuniões, discussões, aprovações e reprovações, todo mundo que trabalha nessa profissão e lê essa história, mesmo que lá no fundo, se orgulha do dia em que chegou em casa e disse: mãe, vou ser publicitário.

João Marcelo Meira – Lápis Raro 

A DÚVIDA

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O texto da minha coluna reproduz fielmente as palavras da Carla Madeira ,para os clientes da Lápis Raro, durante uma festa bem gostosa de confraternização.
Mais um “gol de placa” da Carla . Viva !

A trajetória humana é o resultado da tensão entre preservar e transgredir*. O corpo quer preservar. A alma, transgredir. Funciona mais ou menos assim: o sujeito está parado em frente ao mar, em um lugar paradisíaco, dia azul, brilhante e agradável. Uma brisa suave deixa a vida perfeita. É quando a alma começa a se perguntar: “O que será que tem do lado de lá?” O corpo completamente feliz com o paraíso responde: “Não faço a menor ideia.” Então, a alma continua: “Acho que vamos ter de ir até lá.” “Como assim”, protesta o corpo!  Ir lá a troco de quê? Correr o risco de afogar, de ser comido por um tubarão!” “É, mas, se o único jeito de saber o que tem do lado de lá é indo lá, vamos ter que ir. Ou você prefere que eu vá sozinha?” O corpo, sabendo que não pode ficar vazio de alma, se conforma. E a alma, cheia de coragem e dúvida, se lança ao mar.

O que nos move são as perguntas, que organizam nossas dúvidas. Que não se calam e nos fazem seguir em frente. Os maiores empobrecimentos do mundo e as maiores violências nascem das certezas. Os fundamentalistas são aquelas pessoas com certezas tão absolutas que matam e morrem por elas. E fazem isso não pelo que acreditam, mas porque estão tão radicalmente sem dúvidas que não admitem que o outro pense ou seja diferente.

A obsessão pela certeza é uma tentativa de eliminar o risco. O medo do risco imobiliza. O sujeito passa as quatro estações dentro de casa. Não pode sair no verão porque o sol forte pode provocar câncer de pele. É verdade, pode. Não pode sair no inverno porque pode pegar uma pneumonia. É…pode. Não pode sair na primavera: vai que as abelhas, assanhadas com o pólen, resolvem atacá-lo. Isso pode até matar. Não pode sair no outono já que as folhas caem, e um galho pode cair junto, bem na cabeça do cara. Quem pode garantir que não? É isto que o medo faz: ele transforma a possibilidade, muitas vezes remota, em certeza. O medo é a certeza de que o pior vai acontecer.

Steve Jobs não fazia pesquisas de mercado para desenvolver seus produtos. Ele não ignorava a importância de saber o que o consumidor quer, ele simplesmente tinha a convicção de que o consumidor não sabe o que quer. Ele tinha a convicção de que o desejo pelo belo e pelo bom é universal. De que as pessoas querem produtos fáceis de usar, amigáveis. Querem coisas bem cuidadas, coisas simples, com formas e proporções elegantes, sem excesso, que funcionem. E digo que ele tinha convicção, a mais profunda convicção, mas não certeza porque Steve Jobs não era movido pela certeza, era movido pela capacidade de correr riscos. Ele errou algumas vezes e pagou caro, mas acertou muito mais vezes e ganhou muito mais do que perdeu. Acreditar em alguma coisa não elimina o risco, mas aumenta a coragem de enfrentá-lo.

Nos últimos tempos, todas as empresas que estão aqui viveram grandes dúvidas. Dúvidas de crescimento, de um futuro incerto, de não saber exatamente o que está acontecendo, de não saber como o outro vai reagir.  Dúvidas de um tempo moderno. Elas serão cada vez maiores pela dinâmica que está se desenhando. Mudanças rápidas demais, muita informação, muita competição, muita exigência, mais consciência, mais desejo, mais libido, menos tolerância, mais indicadores, mais resultados, muitas escolhas.
E o maior risco que corremos, o mais fatal, o mais caro é nos deixarmos acuar. É ignorarmos nossas intuições, eliminarmos nossa experiência, não suportarmos a crítica, perdemos o humor e a confiança no que somos, no que queremos e podemos ser. A certeza absoluta nunca virá porque a vida é a metáfora do risco.

Que em 2012 a dúvida nos acompanhe, nos faça atravessar os mares e nos inspire a ser originais, criativos, ousados. Para que possamos, aí sim, sem dúvida nenhuma, ser únicos.

Carla Madeira – Lápis Raro

“Top of remind”

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Jornalista, Ana Cristina Novato é responsável pelo Setor de Projetos Especiais da Rádio Itatiaia. Desde 1987 na Rede Itatiaia, já atuou nos setores de jornalismo (produção/redação) e promoção das rádios Itatiaia e Extra FM. Há 16 anos, participa da cobertura da Itatiaia da Semana Santa em Roma, ao lado de José Lino Souza Barros. Ana Cristina Novato comanda ainda, diariamente, o quadro ”Aplausos” do programa Boa Tarde e integra a mesa de debates do Programa “Rádio Vivo”. 
Excelente profissional !

Quem bate? É o frio ….. Não adianta bater que … tá na hora de dormir, não espere a mamãe mandar … Mas não se esqueça da minha Calói!

Neste momento você deve estar se perguntando porque estamos voltando ao passado e ao mesmo tempo se lembrando de outros jingles e comerciais antigos. Respondendo à primeira pergunta, é que resolvi falar um pouco desta onda retrô que invadiu os mercados e a sociedade em geral nos últimos tempos. Aliás, foi por este interesse crescente das pessoas por assuntos ligados à memória, que resolvemos criar no programa Boa Tarde, às sextas feiras, o quadro Sexta Retrô. Isto porque na nossa participação diária, sempre que a conversa ia para as lembranças envolvendo músicas, jingles, hábitos e produtos antigos, os ouvintes sempre se manifestavam lembrando fatos semelhantes.

A gente sabe que o tempo passa, o tempo voa e a Poupança Bamerindus pode até não estar mais numa boa, mas de comerciais marcantes assim, ninguém esquece. E as próprias marcas, melhor do que ninguém, sabem disto. Outro motivo que me levou a escrever sobre este tema, foi a divulgação da 21ª. Pesquisa Top of Mind da Folha. E sem querer fazer mero trocadilho, ao folhear a revista desta edição, me deparei com várias propagandas antigas, que cá entre nós, chamam mesmo a atenção. Olha a onda retrô aí de novo.

Isto sem falar dos inúmeros e-mails que invadiram nossas caixas de correio, com coletâneas de reclames inesquecíveis, testes de memória e jingles históricos. Certamente você já recebeu vários deles e gostou de relembrar os velhos tempos. Porque todo mundo sabe: quem bebe Grapette, repete. E até hoje permanece o mistério: o biscoito Tostines é fresquinho porque vende mais ou vende mais porque é mais fresquinho? E afinal, o que brilha mais, o assoalho da mamãe ou o sapato do papai?

Agora que estamos relembrando estas produções antigas, a gente não pode deixar de dar o crédito aos nossos intrépidos publicitários e suas criações maravilhosas. Se não fosse assim, estas produções cairiam no esquecimento, como acontece com muitas de qualidade duvidosa.

Nesta altura do campeonato (não o brasileiro, já que estamos falando de coisas boas, principalmente para os mineiros), você já deve ter se lembrado de inúmeros outros jingles e propagandas que compõem sua lista particular Top of Remind (a expressão, é claro, é uma brincadeira com a renomada pesquisa Top of Mind). Eu sei, não precisa me lembrar de que eu não havia citado ainda o batalhão do apetite, a loura misteriosa da Gillette, o Boko Moko da Antarctica e tantos outros. Mas vou ter que encerrar este post, já que agora é hora do lanche, que hora tão feliz, queremos comer Biscoito São Luiz. Ou você prefere os novos drops Dulcora, quadradinhos, embaladinhos um a um, você quer um? Prove agora.

Para explicar esta onda retrô, seria preciso um estudo sociológico, mercadológico ou coisa assim. Não abordei este assunto com esta pretensão. A idéia era simplesmente fazer você viajar um pouquinho no tempo, montando a sua Top of Remind particular. E aqui no finalzinho, aproveito para encerrar meu texto mandando um recado nada oportunista (Deus me livre disso), mas super sincero, ao dono da coluna: bonita camisa, Carlinhos!

Ana Cristina Novato
Jornalista da Rádio Itatiaia

A propaganda sob patrulha

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Estou reproduzindo na íntegra o excelente editorial do jornal PROPAGANDA & MARKETING (PROPMARK) de 03/10/2011. Ele traduz tudo que um bom profissional de comunicação sente e deve falar e/ou contestar.

Parabéns Armando Ferrentini e equipe do PROPMARK !

Viva a COMUNICAÇÃO !

A propaganda sob patrulha 

Vem aumentando o cerco sobre a atividade publicitária em nosso País.

Além dos mais de 200 projetos de lei em tramitação no Congresso, contendo restrições de toda ordem – a maioria bizarra – ao exercício da propaganda, iniciou-se recentemente uma onda de denúncias visando constranger e desvalorizar o ferramental publicitário perante a opinião pública. Dentre esses ataques, em forma de denúncias, ganhou força quando surgiu a crítica aberta ao comercial “Pôneis Malditos”, da Nissan, que acaba de ser arquivado pelo Conar. O trabalho chegou ao Conar sob a alegação de associação negativa entre figuras infantis e a palavra “malditos”.

Nas últimas semanas, tivemos uma representação (já abordada neste espaço), de autoria de um publicitário de Brasília, contra uma peça de campanha divulgando a mostra de trabalhos inscritos no Prêmio Colunistas daquela regional, que se utilizou do caminho criativo do humor (luta de vale-tudo) para atingir seus objetivos. Ainda está pendente de julgamento no Conar.

Nas duas últimas semanas, outras duas denúncias transformaram-se em polêmica midiática, por envolverem celebridades públicas, uma já falecida e a outra no auge de vitoriosa carreira de top model. A primeira delas insurgiu-se contra o uso de um ator branco, parecidíssimo com Machado de Assis, que era mulato claro. A campanha, suspensa pelo anunciante (Caixa) para evitar maiores discussões sobre o que teria sido um absurdo, no entender da Secretaria de Políticas de Promoção de Igualdade Racial da Presidência da República, foi criada por agências com sede em São Paulo e escritórios em Brasília.

No seu pacote, apresentou dois comerciais com um ator representando o mais completo escritor brasileiro e, ao ser notada o que seria uma falha de produção e acabou se transformando em discriminação e desrespeito raciais, alimentou-se uma polêmica que durou vários dias sobre o caso. Não temos conhecimento se as duas versões de comerciais da campanha foram representadas junto ao Conar, mas informações que nos chegaram através de boas fontes asseguram ter se tratado de conflito com viés político e não racial. Melhor explicando, grupos interessados na mudança das agências que atendem a Caixa alimentaram a celeuma.

Na última semana, explodiu outra bomba: a Secretaria de Políticas para Mulheres, do governo federal, enviou nota de repúdio ao anunciante Hope, requerendo a suspensão da campanha “Hope Ensina – Errado e Certo”, com Gisele Bündchen em situações domésticas, contando ao marido (em cada uma delas) ter batido o carro, estourado o cartão de crédito e que a mãe dela vai morar com eles.

No primeiro momento das três situações, ela se apresenta vestida de forma “errada”, segundo cada vídeo, adotando em seguida a forma “certa”, que é estar usando peças íntimas (lingerie).

Nada absolutamente demais em trabalhos dessa natureza, lembrando-se no caso que o anunciante é Hope, fabricante de calcinhas e sutiãs.

A acusação da Secretaria de Políticas para Mulheres é de que o trabalho publicitário é sexista e prega a subserviência feminina. Logo, entidades e pessoas que se autointitulam defensoras das mulheres fizeram coro com a acusação, pressionando a Hope e sua agência (Giovanni+DraftFCB) a retirarem a campanha do ar, o que foi recusado.

O mercado publicitário não deve estar nem um pouco preocupado com esse tipo de crítica, observando-se inclusive que alguns setores do mesmo apreciam quando isso ocorre, porque valoriza ainda mais os produtos e serviços oferecidos e as marcas dos anunciantes. Mas tem que ser admitido por detrás dessa postura repreensiva dos acusadores o total desprezo pela liberdade de expressão, o que, aliás, é a marca registrada do segmento.

O que mais choca, porém, nesse tipo de atitude é sabermos que uma minoria insensata, geralmente inculta, atrevida e intolerante, está sempre disposta a nos ditar – milhões que somos – como devemos conduzir nossas vidas, o que devemos ver ou deixar de ver, comer, beber, falar e ouvir.

Suas regras, que podem mudar a cada instante, devem ser as nossas regras.

Patrulhando a propaganda comercial e a comunicação em geral, querem patrulhar cada um de nós, como donos do mundo, sob o surrado disfarce de apregoar liberdades.

Atender ou vender: muita diferença

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Grande mineiro Francisco Cathoud, um vendedor nato!!!
Ótimo profissional, já trabalhou na Rede Globo Minas, TV Alterosa, Rádio Itatiaia.  Em São Paulo na Editora Abril, Band, SBT e atualmente é gerente de contas do Meio e Mensagem.
Viva Você, Chiquinho!

Alô amigos mineiros, de mercado e de vida. Saudade de vocês, aqui em São Paulo “tá ruim mas tá bom”.

Fui convidado pelo Carlos Rubens Doné para escrever para esta agradável coluna e escolhi um tema, em vendas, que aplico diariamente no meu trabalho e que tenho a oportunidade de compartilhar agora com vocês, que se interessam em como ser um vendedor mais preparado. Vamos lá.

Atender bem e profissionalmente é fundamental para um bom desempenho em vendas.
Vender
bem, classificarei como o arremate de todo o processo.

E é bem importante diferenciar muito bem o valor destes dois verbos.

Mas eu acho, sinceramente, que tem muito profissional de vendas por aí que não parou para pensar no verdadeiro valor e peso do “atender” bem.

Me refiro ao “atender” já pensando na “venda”, que é a razão do negócio, por onde entra a receita, que pode gerar o necessário lucro.

Vamos desenvolver o que acho disso, pedindo ajuda do “Seu Aurélio”. Ele nos apresenta que ATENDER é : “dar ou prestar atenção; acolher, receber com atenção ou cortesia; considerar; escutar atentamente. E que, VENDER é: “trocar por dinheiro; alienar ou ceder por certo preço; sacrificar por dinheiro ou interesse; entregar mediante remuneração; dispor do que possui a troco de dinheiro; ou , mais no caso deste tema , negociar ou comerciar”.

Mas no cotidiano das vendas, certos gestores muitas vezes colocam “qualquer pessoa” para atender, seja no balcão de loja ou serviço, na equipe de vendas (para aquela carteira inativa), no atendimento telefônico, ou feeds digitais, tudo isso sem a preparação mínima necessária.

A verdadeira função de um bom e bem treinado “atendimento” é vender mesmo que de forma “júnior” e aí, se mal treinado, atende mediamente e desta forma seu concorrente te engole, rindo.

Estes funcionários (repare que os chamei de “qualquer pessoa” e agora de “funcionários”) não podem muitas vezes ser chamados de profissionais, porque não foram treinados mínima e tecnicamente para a função,e então “fazem como sabem”, como se fosse sua vida privada, sua casa. Fazem por amor, de forma amadora. E por amor, meus amigos, só lá em casa.

Mas não vou me alongar nesse caminho porque aí já entramos em outro tema, mais extenso, que é “postura e comportamento ao lidar com público”, que deixo para uma outra ocasião.

Vou seguir no caminho do atender, como parte real e integrante da venda.

Vou apelidar agora o “atender bem” de uma “semente” que vai ser plantada pelo profissional, regada com muito jeito e que vai gerar uma futura venda, um suculento novo fruto.

Então atender faz parte do processo de venda. Atender bem, com dose certa de oferta e trocas de informações e interesses, pode gerar boas relações, até amizades verdadeiras.

E atender bem significa cuidar da sua carteira, cuidar dos seus potenciais,futuros e ativos clientes.

Atender bem é portanto cativar e cuidar do seu cliente.

Quando alguém liga para sua empresa, seja qual for e pede informações, ele entrou no seu território, te deu atenção, se interessou e pode dar negócio, pode rolar uma proposta, agora ou depois. Pode ser um negócio e negócios valem muito dinheiro.

Vender é “em seguida” de atender bem, um outro passo.

Vender é fazer o gol e atender é preparar o gol, é a assistência ao gol.

Já que entramos no futebol, adorei a analogia que ouvi recentemente na Rádio JovemPan, jornalista Vanderlei Nogueira, no “Esporte em discussão”, onde ele diz “que a dupla de zaga é mais importante pro time que a dupla de ataque. Se a dupla de ataque não fizer nada, o jogo acaba 0 X 0, mas se uma dupla de zaga for ruim, leva dois gols e se perde ao jogo”. Obrigado Vanderlei Nogueira, sabias palavras.Se perde o jogo, se perde a venda.

Atender é a dupla de zaga e vender é a dupla de ataque.

A venda quando precisa ser feita, quando se precisa de receita e o processo estiver alicerçado em bom “atendimento”, estrutura firme, o gol é muito mais provável e fácil.

Concluindo, atender é de certa forma uma venda passiva, o cliente ligou o quer comprar. OK, é uma visão correta e possível.

Venda básica é trabalhar o “arroz com feijão”, o “dia a dia” , é a venda ativa normal. Já está na previsão.

E vender mesmo, buscar o negócio no mercado, com “faca nos dentes” às vezes, mas com criatividade, inteligência, informação, agilidade,ótima pré-venda e apresentação, isso sim é vender.

Já pensou seriamente nisso ? Estruture muito bem seu atendimento e treine todos que tem algum contato com seus públicos e retenha os seus vendedores de verdade, eles valem muito dinheiro.

Obrigado e excelentes vendas pra vocês, mesmo com mar agitado, se souber nadar bem a chance é grande de se safar. Sorte e saúde a todos.

Francisco Cathoud ( francathoud@gmail.com)
Gerente de contas do Meio & Mensagem

Darwinismo, futebol e a comunicação

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Charles Darwin não foi publicitário, nem jornalista, muito menos técnico de futebol… Aliás, nasceu e morreu antes da profissionalização dessas duas áreas e não teve qualquer tipo de ligação com elas durante sua vida. Acho que não fazia ideia de como sua famosa Teoria da Evolução das espécies pudesse pautar, 200 anos depois, um mundo tão frenético, tecnológico e ágil como esse que nos encontramos.

Não existe um mercado sequer que não esteja em constantes e rápidas transformações. Porém, a nossa área da comunicação tem mudado de maneira tão brusca que muita coisa tem passado despercebida. Quanto mais envolvidos e comprometidos estivermos com esse cenário, mais nos damos a certeza de que Darwin marcou um belo gol: “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças” Charles Darwin, 1858.

Esquecendo a biologia e trazendo a seleção natural de Darwin para o nosso mercado de trabalho, realmente estamos numa contagem regressiva para a “morte” daqueles profissionais que não estiverem aptos às mudanças que nos rodeiam. Sejam eles novos ou experientes, para os que se destacam e transformam as dificuldades em oportunidades, o mercado está sempre de portas abertas, com vagas reservadas nos times titulares das grandes empresas e pagando bem. Assim como no futebol, o mundo da comunicação está numa insistente busca por esses jogadores que fazem a diferença. Mesmo com olheiros espalhados por todos os cantos, não é fácil encontrar aquele “camisa 10” experiente que dá um toque de classe ao time, mais difícil ainda é descobrir talentos que desequilibram os jogos ou atacantes goleadores imprescindíveis a qualquer grupo.

Todos estão ávidos pelo “novo”, atrás de uma grande ideia, de um projeto diferenciado, de qualquer novidade que impulsione os negócios e façam o faturamento aumentar, as marcas se sobressaírem e a concorrência estremecer. Na teoria, para conquistar títulos é necessário montar um time diferente, acima de qualquer expectativa, mesmo com as dificuldades já citadas de encontrar as peças chaves para a equipe. Depois, passamos para a importância de mesclar os atletas mais experientes com os novos talentos. Essa composição, talvez, seja a fórmula do sucesso na seleção natural do mercado da comunicação. Além disso, não podemos deixar de exigir uma estrutura satisfatória, um técnico capaz de conduzir seu time ao ápice e uma diretoria bem planejada e responsável.

Pronto, depois que tudo isso já tiver acontecido, chega o momento mais esperado: a hora de entrar em campo e vencer o adversário. Chegou o momento da famosa “prática”, bem mais difícil que sua antecessora “teoria”. Fazer mais e levar menos gols do que seu concorrente, ter mais vontade, criatividade, determinação e entrosamento do que os outros times são cruciais para uma vitória convincente. No futebol da comunicação, não basta só vencer, temos que convencer. Só fazer gols não adianta, temos que marcar gols bonitos, pois na nossa realidade eles valem mais do que os “feios”. Para uma partida bem mais duradoura do que 90 minutos, é necessário termos um preparo físico acima da média e um elenco de qualidade, com peças curingas que possam atuar em qualquer posição, de acordo com as necessidades do treinador.

Tanto nos veículos, quanto nos clientes e agências, precisamos estar sempre com ritmo de jogo para que não sejamos atropelados pela quantidade de informação, tecnologia e novidades que invadem, de forma assustadora, o nosso setor. Ser um jogador raro, acumular experiências em diversas áreas, saber identificar qual a sua real importância para a equipe, ser visto como alguém capaz de se adaptar as mudanças e transformá-las em vitórias são as principais características dos profissionais que fazem a diferença.

Bem que você disse Darwin. O que será de um profissional de mídia, atendimento ou criação que se recusar a enxergar a importância das redes sociais, das novas ferramentas e tecnologias e dos novos formatos de anúncios? Fazer isso, sem esquecer a importância e o tradicionalismo dos 30”, não é mais do que obrigação de cada um de nós. Pra onde correrá um veículo de comunicação que não tiver um departamento comercial e uma linha editorial capaz de se entrosar com essa realidade? Bem, as respostas estão na Teoria da Evolução e na “Prática” do mercado atual. É uma questão de sobrevivência.

Carlos Rubens Doné

O Agenciador Autônomo

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Quando convidada pelo Carlos Rubens Doné para escrever sobre o Agenciador Autônomo em sua coluna, voltei há 4 anos, época em que passei a integrar a  equipe de vendas da Itatiaia, para desenvolver um trabalho de atendimento aos Agenciadores Autônomos e juntamente com eles ao mercado. A princípio fiquei receosa, pois minha visão em relação a esses profissionais não vislumbrava até então esta grande força de trabalho.

Podemos dizer que os Agenciadores Autônomos são hoje “peça” fundamental na engrenagem comercial da empresa. É mais uma força de trabalho.

Esses profissionais “varrem” a cidade, prospectam o impossível, vestem a camisa da emissora e às vezes até atropelam o mercado, mas nada que não possa ser revisto.

São responsáveis por quase 12% do faturamento da emissora. E olha que estou falando do maior faturamento de uma emissora de rádio em Minas e um dos 7 maiores do Brasil. NÃO É POUCO! Agora,  é claro que nem tudo são flores. Devido aos vários perfis apresentados, o Agenciador Autônomo tinha pouca aceitação no mercado publicitário. Hoje, o mercado tem absorvido a importância destes profissionais, o que faz com que muitos clientes mantenham fidelidade a estes.

Muitos adjetivos  são atribuídos aos Agenciadores Autônomos, tais como: “loucos”, “malas”, “enrolados”, etc; mas não fazem mal algum. Aliás, têm no sangue um fator decisivo que move as pessoas que trabalham com vendas: GARRA! Com eles não tem tempo ruim, não existe lugar distante, batem “pasta”, gastam sola de sapato, acreditam, chegam até ao limite da insistência, mas ao final concretizam o negócio.

Enfim, trabalhar com os também chamados Corretores requer: diálogo, otimismo, persistência, paciência e a capacidade de identificar o potencial de cada um deles. Acredito que estes sejam alguns mecanismos para impulsionar esses profissionais que se tornaram indispensáveis aos veículos de comunicação.

A Itatiaia investe e acredita nestes profissionais que são grandes colaboradores e vêm progredindo muito nos últimos anos.

Nossa homenagem especial a todos os profissionais autônomos que sempre prestaram importante serviço para a Rede Itatiaia.

Vera Vieira
Atendimento Comercial

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