Por que tem de ser assim?
17 de Setembro de 2012 por Eduardo Costa | Categorias: Post | 1 Comentários »
Alguns políticos mostram-se impacientes quando a população reclama dos transtornos provocados por obras. Certos governantes até usam a insatisfação como marketing dizendo coisas do tipo: “Sabemos que temos transtornos, mas eles são passageiros; estamos trabalhando para melhorar a sua vida”. A verdade é que todos nós compreendemos a velha máxima de não se fazer omelete sem quebrar ovos.
A pergunta é: por que, quando há o planejamento de implantação de um projeto ousado como o BRT, pensam em tudo – até na ajuda que os vencedores da licitação podem dar na eleição que virá – e não reservam alguns minutinhos para, de verdade, ouvir quem será efetivamente afetado. E por que não há um acompanhamento, durante os trabalhos, fazendo ajustes. Vamos esquecer prejuízos materiais, já muito propalados e que geram indenizações. Vejamos o caso da Eloisa Vitor, aluna do Uni-BH que, assim como vários colegas, foi assaltada na Avenida Antônio Carlos, perto do viaduto Senegal. Não adiantaram meses de pedido para que a iluminação no local fosse providenciada, não há policiamento e, depois do pior, para atender ao pedido das autoridades e registrar queixa, teve de se deslocar até o centro onde os policiais não mostraram qualquer interesse em achar o ladrão. Registrado o Boletim de Ocorrência, pediu uma cópia do BO para providenciar novos documentos e disseram que a impressora estava sem tinta. Quando ela me escreve, indignada, tenho de responder que esta é uma realidade de todas as companhias, onde já existe até um aviso sugerindo que peçam a cópia pelo e-mail, ou seja, não é por acaso, situação momentânea, é descaso mesmo.
Outro exemplo: antes que aconteça o pior, Alexandre Oliveira pede polícia para as imediações da Escola Estadual Três Poderes, no Bairro Céu Azul, onde um filho estuda. Com as obras do BRT, o ponto de ônibus mais próximo ficou há mais de 500 metros e os estudantes têm de andar no escuro. O pai só pede proteção para o filho e os colegas dele, pelo menos entre 10 e 11 da noite, quando deixam a escola e precisam chegar ao transporte. Não quer privilégio. Eloisa não quer nem mesmo suas coisas de volta, só um pouco de respeito. E eu pergunto aos caras pálidas da Prefeitura, especialmente os de cargos comissionados das regionais, que deviam gerir a coisa pública: eles estão pedindo muito? É difícil atender? Por que não se faz o óbvio?

É Eduardo, conforme vou lendo vou entendendo que os governantes estão fazendo é um favor a todos nós, só pode.
Gostaria de lhe contar uma coisa que não compreendo, mas vejo que é assim que funciona. Uma amiga que adquiriu um restaurante e já paga ENESIMOS impostos a meses atras resolveu funcionar a noite também para melhorar os lucros do estabelecimentos que está muito apertado. Logo com este calor absurdo em que estamos a maioria dos clientes querem mesas do lado de fora do estabelecimento, a mesma ficou sabendo que para colocar mesas no passeio é necessário contactar a prefeitura para avaliar o espaço e o numero maximo de mesas com cadeiras que podem ser alocadas. Ela foi a prefeitura e lhe disseram que é necessário pagar 120 reais por metro quadrado que for utilizado no passeio. Agora eu gostaria de entender, porque eu acho que sou muito burro. Quando se adquiri um terreno, nao é obrigatorio separar um determinado espaço do seu terreno para construir o passeio, construir o passeio nao é responsabilidade do proprietario do terreno e quando chega o IPTU o seu valor nao está imbutido junto ao passeio? Como é que tem que pagar por algo que é seu, que você gastou dinheiro para construir e ainda todo ano tem que pagar imposto daquele espaço.
Eu acho perfeitamente justo que a prefeitura seja contactada para avaliar o espaço maximo que pode ser utilizado, pois tem estabelecimentos que se deixar colocam as mesas até na rua, mas cobrar por m2.
Sinceramente, só se vive bem neste país se engolir muito sapo, mas é muito…
abraco.