E agora?
10 de Setembro de 2012 por Eduardo Costa | Categorias: Post | 7 Comentários »
De novo, vamos abordar aqui o beco sem saída em que se meteram os proprietários de taxis de Belo Horizonte, após longa e penosa discussão sobre licitação do serviço.
Sempre achei que a categoria deveria ter usado todo o seu prestígio para conseguir um acordo com o Ministério Público, de forma a garantir uma sucessão – ou seja, quando do falecimento do permissionário, haveria uma única chance de transferência para familiares.
Os representantes dos taxistas optaram pelo embate e, recentemente, o Tribunal de Justiça bateu o martelo: agora, a Bhtrans está obrigada a recolher todas as permissões na falta de seu titular. Os problemas começaram.
Primeiro, foi Maria Valdete Silva, cujo marido, Francisco de Assis da Silva, morreu em poucos meses após contrair um câncer. Depois de muita luta, ela conseguiu uma liminar para o irmão continuar trabalhando com o carro, mas, ao procurar a Bhtrans, a empresa não apenas se recusou a cumprir como também recolheu a carteira do auxiliar.
Agora, é o drama na sucessão de Sebastião Baleno da Silva, morto por assaltantes há uma semana. O único filho, Claysson, trabalhava com ele e agora se vê diante da possibilidade de não ter como sobreviver.
A cunhada de Claysson, Samira de Souza, conta o drama da família: “Estamos todos extremamente tristes e perplexos com tamanha brutalidade. A mãe de Claysson faleceu quando tinha apenas um ano e meio. Seu pai o incentivou a trabalhar com taxi e agora, além de estar inconsolável com a trágica morte do pai, está desesperado pela perda abrupta da sua única fonte de renda, já que com a nova lei federal, decretada pela nossa presidente Dilma, a concessão de taxi não pode ser transferida aos respectivos herdeiros. Isso já vinha me preocupando muito, pois, na minha família a principal fonte de renda é o taxi do meu pai. Gostaria do seu apoio na busca por justiça e também de informações que possam nos orientar na garantia do ganha-pão e dignidade do nosso querido Claysson. Durante o velório, o presidente do Sindicato dos Taxistas mostrou-se solidário, mas deixou claras as limitações”.
A minha sugestão é a de que a família entre com duas ações: uma para garantir a sucessão e outra, contra o Estado, em decorrência da falta de segurança, pedindo a garantia de sobrevivência que seria a transferência da placa. Ou alguém discorda de que o Estado deve ser punido por não proteger seus cidadãos. Quem sabe?

Meu fofo muito bom como sempre seus textos, gosto muito da forma com que você escreve muito bem, obrigada por ter estes textos maravilhosos e o prazer de curtir esta prazerosa leitura.Beijos de sua fã DENISE 87302318
É cada uma, hem!
MAS VAMOS ao que interessa:___É bem provavel que esta família tenha VOTADO na “presidenta”.
A cada dia me sinto mais TORTURADA quando leio casos como este e outros tantos.
Sempre pensei neste absurdo,e me surprendi quando LI que a PRESIDENTE DECRETOU esta LEI.E agora ?Como irão sustentar as famílias?
Este BRASIL dos tempos atuais me deixa cada dia mais triste.
Podemos contar tão somente COM NOSSO CRIADOR, este sim É E SEMPRE SERÁ JUSTO e que ELE possa AMPARAR ESTAS FAMILIAS, e vamos torcer para que a NOSSA JUSTIÇA seja JUSTA também.
Meu caro amigo, fico perplexo com as nosssas leis injustas que se tem por ai, e gosto muito quando temos pessoas como vc para analisar os problemas inerente a todos nos, grande abraço e continue firme nesta profissão que muito te engrandece, Reiner
Meu prezado Eduardo Costa:
Já de muito tempo aprecio e admiro o seu trabalho no jornalismo mineiro. Sincero, correto vai dando o seu recado prá todos nós ouvintes e leitores mineiros, com admirável senso de equilibrio.
Hoje, me reporto ao seu comentário acima, sobre a concessão dos taxis em Belo Horizonte e em geral no Brasil. Sem entrar no mérito total do assunto, gostaria de emitir uma opinião, que pode chocar um pouco às pessoas interessadas, mas vejo com certo “apreço” esta medida, pelos seguintes motivos básicos. O taxista, tem o que nenhum outro cidadão comum tem, que é uma redução consideravel sobre a aliquota do automovel, qando de sua compra. Outras pessoas também fazem do veículo o seu meio de vida, porém, não tem esta regalia. Voce não paga menos uma corrida de taxi, favorecendo ao usuário, pelo fato de que o taxista obteve alguma vantagem ao comprar o seu carro. Aliás, por este Brasil afora, existem é uma série de maus profissionais que abusam de desonestidade contra o usuário. Esta historia do taxi, tambem me lembra aquele “passar de pai para filho na história dos cartórios no Brasil. Não vejo porque esta “passagem”. Ainda bem que se ela não aaabou de vez, melhorou consideravelmente este aspecto.
Eduardo, esta historia que vou colcar abaixo, não seria um pouco apropriada para o momento dificil de algumas familias? Esta medida da Presidenta saiu assim derrepente ou já vinha sendo anunciada a mais tempo que iria efetivamente acontecer? Lógico que casos deveriam serem revistos, como aliás, voce já anunciou alguns em sua coluna.
Parábolas sobre dinheiro
O Mestre, a Vaquinha e o Precipício
Um sábio passeava por uma floresta com seu fiel discípulo quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma visita. Durante o percurso, ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, também com as pessoas que mal conhecemos.
Chegando ao sítio, constatou a pobreza do lugar: sem calçamento, casa de madeira, os moradores (um casal e três filhos) vestidos com roupas rasgadas e sujas.
Então se aproximou do senhor, aparentemente o pai daquela família, e perguntou: neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho. Como o senhor e a sua família sobrevivem aqui?
E o senhor calmamente respondeu: meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós a vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos. Com a outra parte nós produzimos queijo e coalhada para o nosso consumo e assim vamos sobrevivendo.
O sábio agradeceu a informação, contemplou o lugar por uns momentos, depois se despediu e foi embora. No meio do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou ao aprendiz: – pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali na frente e empurre-a. Jogue-a lá embaixo.
O jovem arregalou os olhos espantado e questionou o mestre sobre o fato da vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família. Mas, como percebeu o silêncio absoluto de seu mestre, foi cumprir a ordem. Assim, empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer. Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante anos.
Um belo dia, ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar naquele mesmo lugar e contar tudo àquela família e pedir perdão. Assim o fez. E quando se aproximava do local, avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou triste e desesperado imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sítio para sobreviver; “apertou” o passo e chegando lá, logo foi recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobe a família que ali morava há uns quatro anos, e o caseiro respondeu: continuam morando aqui.
Espantado ele entrou correndo na casa; e viu que era a mesma família que visitara antes do sábio mestre. Elogiou o local e perguntou ao senhor (o dono da vaquinha): – Como o senhor melhorou este sítio e está muito bem de vida?
E o senhor, entusiasmado, respondeu: nós dependíamos de uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. Dali em diante, tivemos que fazer outras coisas e desenvolver outras habilidades que nem sabíamos que as tínhamos; assim, alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora.
Desculpe Eduardo pelo tempo tomado.
atencisoamente,
Ernani Lage
Sete Lagoas
Eduardo costa parabéns pelo comentario na conversa de redação de hoje sobre violencia.Sou admirador da radio itatiaia e de seu trabalho.Tenho uma imobiliaria no centro Barreiro.Trabalha eu e 2filhos e 3 colaboradores levantamos recursos financeiro para passeio no ultimo feriado.Estavamos feliz preparando para fechar o comercio quando formos surpreendido por 2 individos armados que nós levou todo o nosso dinheiro celulares e relogios.No sabado nós roubaram o som do nosso carro. E ontem a tarde estava na padaria no bairro tirol novamente estava eu novamente na frente de ladrões armado com um revolver entraram limpando todos os freques.A nossa região do barreiro esta entrequei nas mãos dos ladrões.Parabéns pelo seu trabalho sou seu fã.Abraçõ a todos da melhor radio de minas.Que Deus abençõe e proteja a todos nós.
A Lei está punindo pessoas que venderam bens para adquirir placas antes da CF/88. Minha família sofre do mesmo mal que a família do Claysson, inclusive conhecíamos o pai dele, brutalmente assassinado.
Meu pai adoeceu trabalhando e agora se vê na situação que terá que abrir mão do seu ganha pão por causa dessa Lei.
A Justiça do nosso país só é severa quando tem interesses políticos na história. Hoje é válido roubar, matar e fazer o que quiser, mas se você quiser trabalhar honestamente você será colocado sobre uma burocracia idiota que irá impedir ser honesto, parece que o Brasil grita “Seja bandido que eu te ajudarei”. Odeio a legislação desse país, odeio essa politicagem corrupta.
Eu quero é que o Brasil se ferre porque um país que aceita e age todo dia como um país de terceiro mundo não vai chegar a ser 1º mundo nunca. Agora eu pergunto quero ver onde eles vão colocar tantos taxistas depois da copa me dizem?
Tive minha licenca recolida pela BHtrasn e nao sei o que fazer pois ja estou passando por dificulades finaceiras por nao poder trabalhar.
A licenca era do meu pai que adquiriu la pelos anos 70 e o taxi virou o siustento da familia, infelizmente meu pai faleceu em 2010, desde entao trabalho com um alvara e rodo diariamente com o taxi para garantir meu sustento e de minha mae.
Desde o falecimento do meu pai tento transferir para mim a licenca e nao consigo. Parece que a ‘razoabilidade’ nao foi aplicada nesse caso do acordao.
Peco a quem tiver um concelho para me dar que entre em contato.
E peco a itatiaia que envie essas mesagnes de trabalhadores e pessoas que dependem do taxi para COMER para os DESEMBARGADORES.
Ps Respondendo uma critica que vi aqui.
Temos sim isencao de IPI e ICMS mas isso nao é uma grande vantagem se vc pensar quanto vale o veiculo que foi taxi na hora de revender, bem menos que um carro particular.