Definitivamente não existe Cruzeiro e Atlético sem problema. Até aquele que transcorrer bem será uma dor de cabeça para alguém. Seja no estádio, com o rádio colado no ouvido ou em casa na poltrona, ninguém relaxa. Não sei precisar se a coisa acontece de dentro para fora do campo, ou se é o contrário. Exemplos não faltarão para explicar tal fenômeno.

Gols bonitos, sofridos, reclamados e uma boa dose de emoção. As vezes o bom futebol fica de fora. Se fala mais no clássico, aliás gritam seus jogadores, tentam ganhar assim. O árbitro precisa funcionar como tudo, e se der, apitar o jogo também.

O gol de Ronaldinho Gáucho foi um colírio para os torcedores de um modo geral. Até os cruzeireinses concordam que foi um belo gol. Faltou malícia ao primeiro jogador celeste driblado para fazer a falta no meio de campo e matar a jogada. R49 remeteu a todos aos bons tempos dele na Europa.

O comportamento da torcida arremessando objetos ao gramado será motivo de dor de cabeça para o Jurídico do Clube no STJD. As imagens já foram requisitadas. Atletas brigões e catimbeiros deverão ser indiciados pela procuradoria do tribunal. Existe a necessidade de dar um basta aos jogadores e dirigentes que invadem o campo no intervalo e final de partida para reclamar da arbitragem. Assim entende o novo presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Aristeu Tavares. Aliás, Tavares gostou da maneira como levou o jogo o Sr. Nielson Nogueira de Pernambuco, devido as dificuldades impostas pelos atletas na parte disciplinar do jogo.

Ao torcedor do Cruzeiro ficou a sensação que se o time se comportar nas partidas seguintes com a mesma garra do clássico, poderá se esperar dias melhores e quem sabe até voltar a disputar uma Libertadores.

Os Atleticanos tiveram a certeza que time briga sim pelo título. O Galo teve força e competência para buscar os gols e por pouco não saiu do Independência com a vitória.

O empate foi ruim para todos pelo resultado e tudo que cercou o clássico mineiro. O prejuízo com punições poderá ser maior que o esperado.