O técnico Mano Menezes sabia que era difícil trabalhar na Seleção Brasileira, só não esperava tanta dificuldade no caminho. O fato de não ter as eliminatórias para disputar, contando apenas com partidas amistosas, ficou complicado montar um time que pudesse encantar os torcedores, acalmar a imprensa e criar uma boa expectativa para 2014.

A safra não é boa. Pensei que nunca fosse escrever isso, mas a realidade é essa. Os jogadores saem muito cedo para o exterior, perdem a identificação com a torcida além do jeito moleque de jogar futebol. O comprometimento com nossas raízes ficam escondidas em contratos milionários e se pudessem, muitos atletas adotariam outra pátria.

Há quem defenda a formação de um time só com jogadores atuando no Brasil, ou até mesmo um treinador estrangeiro. Não vejo por ai. Prefiro  os melhores sempre. O Grande problema é justamente encontrar um grupo homogêneo, focado na importância que os brasileiros dão para o futebol.

Resgatar a credibilidade com os torcedores não será tarefa fácil. Os jogadores, as convocações e as atitudes em campo só fazem aumentar o argumento que o Brasil não é mais a pátria de chuteiras como um dia escreveu o gênio Nelson Rodrigues e o povo acreditou.

Os amistosos são verdadeiras peladas de fim de ano, o famoso “solteiros e casados”, sem churrasco regado a cervejinha gelada. Dá a sensação que falta empenho, luta,  e suor para defender uma nação apaixonada pela bola nos pés.

Jogar nos ombros de Neymar a responsabilidade de ganhar jogos e fazer bonito é desculpa que não convence ninguém. Basta olhar as copas conquistadas que ninguém ganhou sozinho. Equipes se esforçaram, dividiram tarefas e o talento sobressaiu criando destaques nos mundiais. Garrincha, Pelé, Romário, Ronaldo Fenômeno completaram times brilhantes em todos os setores.

A missão de Mano Menezes é árdua. Vai precisar de sorte, fé e uma boa dose de paciência, quase que cavalar.