Londres deixa ótimas lembranças e foi uma festa do esporte.

Não se pode analisar a Olimpíada pela participação brasileira que trouxe um recorde de medalhas, mas deixou o gosto amargo no futebol e no vôlei masculino.

Cabe agora celebrar os nossos heróis e pensar em 2016 como uma grande chance do Brasil se afirmar como país-sede e nas competições.

Precisamos criar um grande movimento de esportes olímpicos e um trabalho de base sem precedentes.

A contratação de técnicos estrangeiros e treinamento de atletas no exterior seriam um bom caminho e o incentivo ao esporte nas escolas e universidades é fundamental.

Antes o nosso país tinha os jogos universitários, BH, por exemplo, a FUME e hoje o boteco substituiu a competição, junto aos estudantes (com exceções, é claro).


As competições sul-americanas não estão representando muito e até os jogos Pan-Americanos apresentam resultados pífios em comparação com os números da Olimpíada.

O que antes faltava agora está até sobrando. Houve dinheiro de patrocínios prá todo lado. O vôlei, o basquete, o futebol já são profissionais há bom tempo e só o Governo Federal investiu cerca de 2 bilhões de reais em suporte.

Vejo na TV um espaço enorme para Fórmula 1, onde continuamos com a obsessão de que a cada temporada vai surgir um Ayrton Senna. Até parente dele está entrando nesta paranoia. Se não estivesse na Globo a Fórmula 1 daria no máximo 2 pontos em qualquer outro canal.

O trabalho olímpico além de investimentos exige paciência, mas somos um país de 200 milhões de habitantes que não pode ficar atrás de Cuba, Nova Zelândia, Irã e Coréia do Norte e Cazaquistão, no quadro de medalhas.

Na nossa folhinha 2016 deveria começar amanhã.