Precisamos diminuir o vexame
10 de Agosto de 2012 por Eduardo Costa | Categorias: Post | 8 Comentários »
Dificilmente, o Brasil conseguirá, em 2016, no Rio, ganhar o número de medalhas compatível com sua força econômica, suas riquezas naturais e a criatividade de seu povo. Mas, se fosse eu a presidenta da República faria todo o esforço verdadeiramente possível para evitar o tamanho do estrago.
Para começar, convocaria para uma reunião, segunda-feira próxima, às 7 da manhã, no Palácio do Planalto, todos os membros do primeiro, segundo e terceiros escalões do governo, ai incluídos os dirigentes de estatais e todas as empresas com qualquer vínculo com o caixa da União.
Convidaria para o mesmo encontro dirigentes do Comitê Olímpico, das Federações, alguns cronistas sabidamente de bom senso e – no mínimo – os 200 maiores e mais ricos empresários do país. E diria a todos: “Da mesma forma que é inaceitável brasileiro com fome, nós temos de unir esforços para ajudar os maiores heróis desse país que são nossos atletas”. Importante frisar que a turma do futebol fica de fora, por razões óbvias. Mas, o atletismo, o judô, a natação, enfim todos os especializados, especialmente os coletivos, teriam apoio verdadeiro, infraestrutura decente e aplausos o suficiente para que a gente pudesse fazer bonito daqui a quatro anos.
Quando vejo o quadro de medalhas de Londres pergunto como ainda tem gente exaltando nossa participação… Quando lembro que nosso ministro dos Esportes caiu por conta de escândalos envolvendo repasses para organizações não governamentais descubro pelo menos um dos ralos.
Agora, como dá tristeza ler que a estadia da comitiva da presidente Dilma Rousseff em Londres para acompanhar a abertura dos jogos custou aos cofres públicos 900 mil reais. Ela e oito ministros ficaram hospedados no The Ritz London Hotel, um dos mais luxuosos da Europa, de terça-feira a sábado, dia seguinte à abertura oficial da Olimpíada. Esse é o problema. A gente não gasta com o a essência, só com a penteadeira…
Se não mudarmos, se não privilegiarmos de fato a Educação, se não nos conscientizarmos de que o mundo precisa parar de rir de nós, vamos continuar nesta posição ridícula de ter conquistado, ao longo de todas as olimpíadas o número de medalhas que, considerando-se a nossa população e nossa riqueza, seria o mínimo aceitado apenas para os jogos deste ano. Evitar o desastre é difícil, mas dá para diminuir o vexame se trabalharmos duro até 2016.

eu admiro muito seu trabalho parabens , diga pra alguns colegas seus para pararem de usar o microfone de trampolim para serem eleitos isso e muito feio abraços e seja sempre feliz………….
olá Eduardo costa
essa semana, não sei bem dia, voce esta falando na conversa de redação sobre funcionarios que ganham mais de R$ 100.000,00 por mes.
Como não peguei a reportagem completa gostaria de mais informação e este repeito vc pode me informar melhor.
grato, luis
Eduardo Costa
É triste, mas é pura verdade. Estou me lembrando que o então ministro Jarbas Passarinho, se não me engano em 1972, falava bravo sobre o nosso fracasso inaceitável nas Olimpíadas e que o governo revolucionário não iria deixar isso acontecer de novo!
E quarta passada ouvi noticiário oficial da Voz do Brasil enaltecendo a alegria de o Brasil ter atingido um número expressivo: 100 medalhas em Olimpíadas! É a vergonha premiada, quarenta anos depois!
Hamilton Gangana
Eduardo,
Não sei com te chamar ao certo, você e uma pessoa neste BRASIL mais que especial. Pena que o senhor não desejar a carreia política, pois qualquer cargo que eleja, sua vitória é certa.
Eu sou suspeito de falar de você olha que não te conheço pessoalmente, mas adoro o CONVERSA DE REDAÇÃO tenha que ter uma hora de duração.
Abraços!
concordo com tudo isso Eduardo. e sou seu fá VALEU!
Prezado Eduardo.
Acompanho vc pela Itatiaia há anos. Como repóster, vc tem erros e acertos, mais este sque aqueles, pela sua postura correta como profissional da notícia. Mas o que nunca engoli, considerando sua postura ética, é a sua participação na rede Record de televisão.
Sem maiores considerações, o que está no vídeo (link anexo)não se coaduna com o perfil de jornalista que vc deixa transparecer nas suas participações no rádio e na tv.
As imagens demonstram a pressão exercida sobre os pastores para que aumentem a coleta de recursos. São videoconferências comandadas pelo bispo Romualdo Panceiro, atual “número dois” na hierarquia e apontado pelo líder Edir Macedo como seu sucessor.
Fonte: Folha SP / Agora / Uol-20/06/10
http://www.youtube.com/watch?v=aQi-xCvrlec&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=wegyZiA3oBo&feature=relmf
http://www.youtube.com/watch?v=wegyZiA3oBo&feature=relmfu
http://www.youtube.com/watch?v=iMvzNzZ9oEc
Não é por nada não… veja se não tenho razão. Acho que a sua dignidade prodissional não tem preço.
Fraternalmente.
A. Falcão
Mestre Eduardo,
lembrando que um ciclo olimpico (tempo necessário para formar um atleta de ponto) é de no mínimo 8 anos. Assim sendo, não estaremos preparados para a próximo no Brasil. por outro lado, esta Olimpiada foi a de melhor resultado da história. A base do esporte se faz na escola, não só em patrocínio.
Boa noite Eduardo, sou um grande admirador de seus comentários e a forma simples de faze-los.
A minha indignação não se aplica ao desempenho do Brasil nas olimpíadas, pois sabemos que sem investimentos na educação e no esporte onde deveria começar na pré escola, infelizmente teremos que ver sempre baixos resultados nos jogos.
Vejo que é feita a curto espaço de tempo de uma pra outra a pintura da mureta no anel rodoviário com um material que acredito não ser de boa qualidade e adequado para o local.
Gostaria que fizesse uma pesquisa a respeito, com relação aos custos e as consequências desse trabalho que considero não ser bem executado pelos mesmos. Desde já agradeço e lhe desejo muito sucesso, saúde e feliz dias dos pais pra você.
Claudio Gomes