Impressionante
16 de Julho de 2012 por Eduardo Costa | Categorias: Post | 7 Comentários »
Por mais que considere a convivência com os humanos há mais de meio século; por mais que conheça a diferença entre discurso e ação, não consigo entender a distância entre a gravidade do problema das drogas – especialmente o crack – e a nossa real intenção de intervir. Às vezes, me pego acreditando que algo novo está acontecendo, mas, logo, logo, levo o doloroso beliscão da realidade.
A última foi na Cidade Administrativa, semana passada. Fui cobrir o encontro do comandante-geral da Polícia Militar com a comissão especial que a Assembleia Legislativa criou para discutir a questão das drogas. Estava cheio de expectativas; afinal, a comissão já é uma baita novidade e, uma semana antes, houvera caminhada de milhares pedindo um basta à situação. Dos cinco membros da tal comissão, só um foi. Também uma representante do Ministério Público (não era uma promotora da área) e uma advogada do Movimento Nacional de Defesa dos Direitos Humanos.
Aquela conversa de sempre, na qual todos os atores destacam a gravidade do momento, a imperiosa necessidade de uma ação conjunta e a certeza de que dias melhores virão. Palavras! Impressionante. Uma semana antes, na mesma sede do governo estadual, vieram o ministro da Saúde e a secretária nacional de Segurança Pública para garantir que a União vai investir 400 e tantos milhões de reais, para atacar o problema de frente…
Onde, quando e como ninguém responde. Sabe aquele discurso vazio, que escuto todo dia? Não há outra palavra: Impressionante. Assustadora também é a postura dos veículos de comunicação. Fora eu, só uma equipe da Assembleia cujos membros vão onde quer que esteja um deputado, não importa onde e muito menos a importância do evento. O salário deles é bom, mas, mesmo assim, é de dar dó o que repórteres, produtores e técnicos têm de fazer para atender às vaidades e aos interesses eleitoreiros dos senhores parlamentares. Não há um dia em que quatro equipes – de nove pessoas cada – não estejam percorrendo o interior, para trazer nada de conteúdo. Impressionante.
Os outros colegas, do rádio, da TV, do jornal não têm tempo para o assunto ou não o consideram grave. Aliás, a secretária nacional antidrogas e a coordenadora municipal já declararam que não há uma epidemia… Impressionante. Ah, e o secretário antidrogas do Estado não tem prestígio junto aos que efetivamente decidem no governo. E a gente vai levando… Impressionante!

Voce conhece algum ex-atleta que faça uso de droga, mesmo cigarro comum? Todos os que praticaram natação comigo nunca fumaram nem careta nem maluco, como eu.
Uma campanha barata e pratica, ligue de telefone para um atleta ao vivo de seu programa e pergunte
1)voce já fumou?
2)voce já usou droga?
3)Seu nome e seu esporte?OBS ( SE O OUTRO AI PERMITIR)
Sugestões:
Nelinho, Palhinha, Pel (do Voley), qualquer nadador, qualquer lutador dr caratê.basquetol etc
abraços alvaro
“…Os outros colegas, do rádio, da TV, do jornal não têm tempo para o assunto ou não o consideram grave. Aliás, a secretária nacional antidrogas e a coordenadora municipal já declararam que não há uma epidemia… Impressionante. Ah, e o secretário antidrogas do Estado não tem prestígio junto aos que efetivamente decidem no governo. E a gente vai levando… Impressionante!”.(Eduardo Costa )
Se tudo que foi dito pelo Srº Eduardo Costa ainda assim, não for suficiente para fazê-los “crentes” quanto à imediatez necessária nas ações a serem adotadas contra essa EPIDEMIA, fica o convite aos senhores da secretaria nacional antidrogas e representantes do município de Belo Horizonte e governo do estado de MG:
- Visitem as periferias de BH. Não, não façam isso. Visitem a praça da estação e entorno; região da Lagoinha; O entorno do conjunto IAPI às margens da Avenida Antônio Carlos. Em específico neste ultimo lugar citado, a pelo menos vinte (20) anos vejo pessoas se drogando a qualquer hora do dia ou da noite. Mas, não não há uma EPIDEMIA.
EPIDEMIA mesmo vai ser quando a zona sul e os filhos da zona sul, forem transformados em zumbis, em fantasmas; quando a única esperança que restar for a cadeia e, quando os filhos da zona sul pararem de vir para cá e começarem a acender os seus maçaricos em seus condomínios de luxo. ACORDEM PELO AMOR DE DEUS, SEJA O DEUS DE VOCÊS QUAL FOR!
Tem gente morrendo, muita gente morrendo e, principalmente, matando gente inocente por nada.
Falta engajamento do poder público e ações efetivas para o combate a esta praga. É EPIDEMIA sim. E está totalmente fora de controle.
TALVEZ ESTAMOS VIVEVENDO DOIS LADOS,PELA ECONOMIA TUDO BEM TODO MUNDO CONSEGUINDO TUDO QUE QUER,MAIS POR OUTRO LADO ESTAMOS VENDO NOSSOS IRMÃOS MORRENDO NA DESGRAÇA DA DROGA,CRAC ONDE EXISTE UMA GUERRA ASSUMIDA QUE MATA ENTRE SE MORRE ATROPELADO,MORRE A FACADA MORRE A TIROS ASSIM SE FORMA POINT PARA USO SOBRE VEADUTOS,E ESQUINAS E O PIOR QUE AINDA EXISTE DEMENTE QUE FALA EM APOIO A DESCRIMINALIZAR ISTO É MESMO O FIM SEM LIBERAÇAO JA ESTA ISTO AI IMAGINE SE LIBERAR ACABOU (1 PASSO A MACONHA )(2 PASSO O MESCLADO CRAC COM MACONHA) (3 PASSO COCAINA)( 4 E ULTIMO PASSO O PROPIO CRAC)NESTE ESTADO NAO EXISTE ACAO TUDO AQUI CONTINUA COMO ESTA SEM ACAO NAO HA REACAO
Caro Eduardo, prezado Júnio Santos,
Parabéns pelos textos! Que o exemplo de cidadania que vocês colocaram na coluna e no comentário seja seguido!
Eleitor, ao se decidir pelo prefeito e pelo vereador para o próximo mandato, seja em Belo Horizonte ou no interior, não o faça sem antes ter deles o compromisso de combater não só o problema das drogas, como também as mazelas da saúde, da educação, da segurança, do saneamento, etc.
A mudança dos destinos das cidades está em nossas mãos. Votemos com consciência! É preciso que nós rompamos com o passado de políticos que se elegiam visando exclusivamente aos seus interesses. Esse poder é nosso!!!!
Antônio Manoel dos Santos
BOM DIA EDUARDO COSTA. GOSTARIA APENAS DE PARABENIZÀ-LO PELO TRABALHO JORNALÍSTICO POR VOCE EXECUTADO POR TODOS ESTES ANOS, COM MUITA COMPETENCIA, RESPEITO, CONHECIMENTO DE CAUSA E AINDA; SUAS BRILHANTES COLOCAÇOES.NUNCA SAIO DE CASA SEM OUVIR SUAS OPINIOES NO CONVERSA DE REDAÇAO.SEMPRE PAUTADO PELA MORAL, A ÉTICA, SERIEDADE AO ASSUNTO,E SEM PERDER AS VEZES O BOM HUMOR DE SEMPRE.IMPERDÍVEL O SEUS JA FAMOSOS BORDOES: “UFA!“ E O “AH NEM…“PENA NAO SE CANDIDATAR A UM CARGO PÙBLICO COMO POR EXEMLO, VEREADOR EM BH.POIS TERIA O MEU VOTO E DE MINHA FAMILIA.SEM CONTAR QUE TRABALHARIA PARA VOCE DE GRAÇA, SE PRECISO FOSSE.MAS DEUS SABE O QUE FAZ E TEM OUTROS PROPÓSITOS PARA SUA VIDA.ESPERO TER UM DIA A OPORTUNDADE DE CONHECÊ-LO PESSOALMENTE E APERTAR SUA MAO E DIZER:VOCE É UMA DESTAS PESSOAS QUE NOS FAZEM ACREDITAR QUE EXISTEM PESSOAS SÈRIAS E HONESTAS AINDA NESTE MUNDO.E QUE NAO NOS DEIXA DESISITIR.OBRIGADO EDUARDO COSTA,POR NOS “DOAR“ TAMANHA COMPETENCIA E ENSINAMENTO,SEM NOS COBRAR NADA.DESCULPE PELO ERROS,POIS QUERIA EU, UM DIA PODER TER 1/6 DE SUA CAPAIDADE DE ESCREVER ,ANALISAR E FALAR COM TANTA SABEDORIA.UM ABRAÇO E QUE DEUS LHE DÊ MUITOS ANOS DE VIDA E COM SAÚDE, PARA CONTINUAR A SER O CORRESPONDE DO POVO NA RÁDIO E TAMBEM NA TV.
Fonte: Rádio Itatiaia
17 de Julho de 2012 por Ana Carolina Dias
Reportagem de Edilene Lopes
O consumo do crack avança assustadoramente em todo o Brasil. Cerca de 1% da população brasileira já é refém da droga que mais se populariza nos últimos anos no país.
A estimativa de que pelo menos dois milhões de brasileiros são viciados em crack não é oficial e, segundo o deputado federal Osmar Terra (PMDB), o número pode ser muito maior. Ele é autor de um projeto que pode virar lei ainda neste ano e que prevê o aumento da pena para traficantes e a internação contra a vontade do paciente.
“O tráfico de drogas funciona como o vírus da epidemia viral. Quanto mais vírus tem no ambiente, mais gente doente terá. Quanto mais tráfico tem, quanto mais droga circulando, mais gente doente vai ter. Com uma diferença, a doença do vírus ou mata ou cura, a doença da droga ou mata ou deixa a pessoa dependente, um doente crônico para o resto da vida.”, afirmou o deputado.
Ele destacou ainda os pontos que, além das penas brandas, para ele pioraram a situação.
“Uma dificuldade muito grande que eu senti como Secretário de Saúde é pra tratar os dependentes químicos. A lei prevê que ele só vai internar para fazer o tratamento se ele quiser. Então, o sujeito está vendendo tudo que tem em casa, está dormindo na rua, comendo resto de lixo. Não estuda, não trabalha, não faz mais nada, vive só em função da droga e é tratado como uma pessoa que tivesse discernimento para saber o que é bom para ele, se ele quer se tratar ou não.”, disse.
Desculpem ocupar este espaço reservado a comentários, com a redação de uma outra pessoa, mas, é que acho que dialogam e se interpenetram. Apesar de este sinalizar em uma direção de não mais inércia do poder público.
O que transparece é que, as autoridades sabem do problema, entretanto, não sabem ainda como resolvê-lo.
Prezado Eduardo costa,
Desculpe fugir do assunto, favor verificar junto aos orgãos competentes, sobre assalto em ônibus na saída da CAMG (Cidade Administrativa)no dia de ontem 16/07/2012, após as 18:00h.
Está notícia não foi veiculada até o momento, será que faz parte da estatistica?
Grato,
Marconílio Lopes