Vendo o Brasil perder para o México e a Argentina fica no ar uma questão difícil de responder. Em que estágio está o atual futebol brasileiro nas mãos do técnico Mano Menezes?

Em primeiro lugar não adianta trombar com as evidências. Temos hoje uma geração de jogadores bons, mas não excepcionais, como sempre aconteceu na nossa história.

Repete-se com o Mano Menezes uma situação parecida com a do Falcão em 1990.O Brasil perdeu a Copa da Itália e Falcão foi chamado para fazer uma renovação. Não deu certo, faltaram jogadores. Falcão teve que se virar com Balu, Paulão, Valdeir, João Santos. Durou pouco mas deixou uma base para Parreira. Já estavam em seu time Taffarel, Cafu, Mazinho, Mauro Silva, Bebeto, campeões de 94.

Não adianta o falso elogio. É melhor a crítica sincera. Vamos parar com essa chatura de ficar comparando números do Neymar com Messi. O argentino ganha em todos os itens. Ponto final. Neymar é o nosso único craque e isto basta.

A Seleção vai para a Olimpíada com um bom elenco, tem chance de medalha e já ganhou uma experiência razoável. Vale lembrar que muitos dos atuais jogadores são reservas nos seus clubes.

Quanto a Seleção principal, a verdadeira, que vai nos representar daqui a um ano na Copa das Confederações, aí sim, é que mora um grande perigo.

Quais seriam os jogadores que não atuaram contra o México e Argentina que poderiam entrar no time? Talvez Ramires, Daniel Alves, um outro goleiro, Fred, Ganso, Tiago Silva ou acreditar na ressurreição de Kaká e Robinho.

A melhor maneira de enfrentar um problema é reconhecer  que ele existe e procurar caminhos.

Mano Menezes experimentou demais, convocou demais, só que até agora é difícil saber que  esquema tático ele usa. Até Pelé já veio a público dizer que Neymar não é ponta esquerda e não deveria cobrar escanteios. Há outros pontos discutíveis no time de Mano. A nossa Seleção perdeu sempre que enfrentou adversários mais fortes.

Vivemos um dilema. A Olimpíada de Londres pode colocar Mano Menezes em apuros. Messi não é o único culpado.